domingo, 10 de setembro de 2017

Adão Paiani - O que acontece com as ovelhas enquanto seus pastores dormem?

O que acontece com as ovelhas enquanto seus pastores dormem?

Um crime está ocorrendo no Espaço Cultural Santander, em Porto Alegre. Trata-se de uma exposição de "obras de arte" promovendo a pedofilia, o bestialismo e vilipendiando, de forma bizarra e escatológica, a fé cristã, de um modo geral, mas particularmente a católica.

Fotos da exposição mostram imagens de Jesus Cristo e de sua mãe, Maria; de santos católicos e de hóstias sendo profanadas por pinturas, maquiagens e outros símbolos ultrajantes.

A exposição é feita com dinheiro público, através de recursos do Ministério da Cultura, e tem causado intensa repercussão nas redes sociais, com o repúdio até de pessoas que não são cristãs ou não possuem qualquer vinculação ou sentimento religioso.

O mais surprendente, no entanto, é que até agora a hierarquia religiosa católica da capital gaúcha, e mesmo do Rio Grande do Sul, tenha tratado o assunto de forma absolutamente silenciosa, e não mediante uma manifestação de repúdio condizente com a gravidade do fato.

Ou aos bispos gaúchos foi imposto algum "silêncio obsequioso", de forma a não causar melindres ao "politicamente correto", ou estão envolvidos em outras questões mais importantes, de caráter secular, e sem tempo de dedicarem-se à defesa de sua própria fé e de suas ovelhas.

Apenas para alertar aos interessados,  o ato no Santander Cultural guarda a prática de pelo menos dois a três delitos previstos pelo Código Penal brasileiro, dentre eles o vilipendio a fé religiosa ou objeto de culto:

"Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência".

Também se observa no caso a incidência dos artigos 234 (exposição obscena) e 287 (apologia a crime), todos do Código Penal, na forma continuada, pela exposição pública.

 Em todos os casos, estamos em situação de flagrancia, ou seja, o delito está sendo cometido neste momento.

Um ataque desta natureza à fé e ao sentimento religioso de milhões de gaúchos e brasileiros é algo que diz respeito a todos nós, pois é uma violência contra o nosso modo de vida e as bases fundadoras da nossa civilização,  do nosso estado e de nosso país.

É lamentável a tibiesa que se observa  na hierarquia católica ao não defender de forma firme e inequívoca seu próprio legado, como se tivesse receios em ferir a suscetibilidade de seus agressores em uma manifestação mais forte e contundente; algo que, quem sabe, maçons, judeus e evangélicos, por exemplo, estarão dispostos a fazer.

A propósito, o que estará esperando para se manifestar o Eminentissimo Senhor Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler? Espero, sinceramente, que venha a fazê-lo ao menos durante a missa deste domingo, já que não foi possível antes.


E na manutenção do silêncio de quem deveria se manifestar, incluindo aí o Ministério Público, na condição de fiscal da lei, a iniciativa parta de qualquer cidadão com a coragem e decência necessárias para defender os mais caros valores que ainda mantém de pé a sociedade e o mundo em que vivemos.

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