segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

         A grande revolução do século foi, sem dúvida alguma, a expansão desenfreada e incontrolável das “mídias (redes) sociais”.
         Este fenômeno é ainda mais alavancado pela facilidade de acesso às diversas formas de informação, popularizadas pelos smartphones (cada vez mais próximos de qualquer pessoa).
         Ou seja, nos dias de hoje não mais é necessário ter um alto nível cultural ou posição econômica para que – de qualquer lugar – alguém saiba “em tempo real” o que está acontecendo. E, o mais importante: sem aquela pitada de parcialidade imposta pela editoria da emissora que divulga a notícia.
         Assim, estamos assistindo a uma transformação radical no recebimento de informações, aonde as grandes redes jornalísticas vem perdendo, gradualmente, o poder de manipular a opinião pública conforme seus interesses.
         Com isto, vê-se o triunfo da verdade.
         Ressalto, por obrigação com a realidade, que há o grande perigo de circularem notícias FAKE (falsas; criadas e inventadas sem nenhum fundamento). Porém, a velocidade com que a comunicação caminha entre as pessoas, sepulta – em segundos – algo falso, o que dificilmente aconteceria no sistema tradicional, onde a credibilidade do noticiário jornalístico estava acima de tudo.
         Hoje em dia, uma pessoa comum, com um celular qualquer, filma um fato e – em instantes – o mundo todo pode tomar conhecimento do ocorrido, sem precisar esperar o “Repórter Esso” (famoso noticiário do passado recente, cuja audiência – nacional – era estupenda) para confirmar a veracidade de algo.
         E a emissora que não respeitar (valorar) esta transformação está fadada ao fracasso.
                  Cito aqui um exemplo bem recente e relevante: na última eleição presidencial norte-americana, criou-se um grande pool de grupos de comunicação (com a participação “inexplicável” de alguns estrangeiros, como a Rede Globo) que bombardeou diuturnamente a candidatura de Donald Trump, pintando-o como um radical irresponsável. Ele, no entanto, soube usar as redes sociais e falar o que o povo americano queria ouvir. Resultado: venceu a eleição e derrotou a mídia “politicamente correta” que fazia campanha declarada para a candidata Hillary Clinton.
         Outro exemplo, este daqui da terrinha: Não fossem as mídias sociais desmascarar, e o programa “Fantástico” (da Rede Globo) mentiria para os seus tele assistentes que a especialista convidada para falar (a favor, é óbvio!) sobre a anomalia biológica da tal Ideologia de Gênero, nada mais era do que a ativista pró-PT, a simpatizante comunista Maíra Kubik.
         Sem nenhum contraponto, o debate anunciado se tornou uma grande encenação teatral, onde só foi apresentada uma única versão sobre tão polêmico tema. Bem ao interesse da emissora, que se aliou ao grupo que planeja – seguindo a lição contida no conhecido “decálogo” do comunista Karl Marx – ou seja, acabar com a família tradicional, e com o senso de moral de toda a população (vide os temas das novelas apresentadas).
Ainda no cenário nacional, após ter feito uma estrondosa e muito tendenciosa campanha difamatória contra o atual presidente da República (que foi vice escolhido na chapa oficial do PT), a mesma citada emissora (especialmente no JN) trouxe – ilustrando todas as notícias anti-Temer – uma entrevista do “fabuloso parlamentar” carioca do PSOL, Chico Alencar, eleito deputado federal com a “acachapante votação” correspondente a menos de 3% (três por cento) dos votos fluminenses.                 Sem qualquer sombra de dúvida, o referido ativista se trata de alguém que deve possuir todas as condições de dar uma opinião, bem sensata e imparcial, sobre a situação política brasileira. A qual ajudou a construir.
         Enfim, para não tornar este texto muito longo, concluo salientando que as mídias sociais estão ao alcance de todas as pessoas, independente de classe e grau cultural, e dão a estes a oportunidade de julgarem em que (ou em quem), acreditam, retirando esta primazia da imprensa tradicional.
         Quanto a esta, se não se der conta rapidamente da mudança, irá ser fatalmente engolida pelo “dragão” das mídias sociais.

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