segunda-feira, 15 de julho de 2019

Artigo, Fábio Jacques - Eles só querem ajudar


Toda e qualquer decisão do governo Bolsonaro é imediatamente rebatida e contestada pela esquerda oposicionista. Falar assim é usar lançar mão de um pleonasmo porque toda a esquerda é oposicionista. Não existe hoje no Brasil qualquer esquerda situacionista.
Seja em relação aos pardais das rodovias, ao aumento dos pontos de 20 para 40 para a perda da habilitação para dirigir, a substituição da multa por advertência relativamente ao uso da cadeirinha infantil nos automóveis, a inúmeros pontos da reforma da previdência, à negativa de “articular” com os congressistas, a escolha do primeiro escalão sem o toma lá dá cá, a querer desestatizar o país, a permitir o direito constitucional à legítima defesa, a promover a liberdade do cidadão em decidir se quer ou não contribuir para algum sindicato, até chegarmos ao décimo terceiro “salário” para o bolsa-família ou à nomeação do Eduardo para embaixador brasileiro nos Estados Unidos, em tudo a esquerda vislumbrapossibilidades de virem a ocorrer problemas e se preocupa que o Bolsonaro não erre alertando-o imediata e ruidosamente.
Cheguei a esta brilhante conclusão porque não consigo imaginar que a oposição, vendo a montanha de decisões erradas do Bolsonaro não ficasse quieta esperando pelo retumbante fracasso de seu governo e oescancaramento das portas para o retorno consagrador das esquerdas ao poder.
Só fico um pouco em dúvida quando lembro do Paulinho da Força dizendo que era preciso aprovar uma reforma da previdência que não permitisse a reeleição do Bolsonaro, ou a afirmação do deputado Gervásio Maia, do PSB da Paraíba, no plenário da Câmara: “Nós vamos trabalhar, até os últimos instantes, para desidratar esta reforma”. O Brasil que se exploda.
Ou a esquerda está procurando ajudar Bolsonaro avisando sobre as consequências de possíveis decisões erradas, ou tem certeza de que as decisões do Bolsonaro estão corretas.
Será que eles estão vendo que as decisões do Bolsonaro podem alavancar a economia, fazer o país voltar (finalmente) a crescer, enriquecer um pouco mais a população proporcionando grande quantidade de novos investimentos com os consequentes empregos e, para sua desgraça, reelege-lo para mais um mandato garantido um sucessor por mais uns quantos anos?
E quantoao restante da oposição não declaradamente de esquerda?
O raciocínio é exatamente o mesmo, com um agravante de que querem atribuir a si as inciativas que não propuseram antes do governo Bolsonaro. Exemplo mais deprimente, no meu ponto de vista, é a insistência do Rodrigo Maia, deplorável figura, em atribuir a si mesmo o mérito pela aprovação da PEC da Previdência.
Enquanto continua atacando Bolsonaro, recebe como resposta o aplauso deste pelo seu empenho e liderança no Congresso. Nem teve a honradez de lembrar Bolsonaro e Guedes em seu discurso pós aprovação da PEC em primeiro turno, enquanto ambos o parabenizaram pelo feito. Isto me faz imaginar um rato de peruca gritando: “olhem pra mim, eu sou o leão”.
Bolsonaro está certo em quase tudo e até mesmo a nomeação do Eduardo para a embaixada nos Estados Unidos deve ter uma razão muito forte senão não estaria sendo tão criticado. Afinal, sua derrota é a vitória dos seus oposicionistas e detratores.
O autor é diretor da FJacques - Gestão através de Ideias Atratoras, empresa coirmã da Selcon Consultores Associados – MS Francisco Lumertz (Professor Chicão), Porto Alegre, e autor do livro “Quando a empresa se torna Azul – O poder das grandes Ideias”.

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