segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Artigo, Marcelo Aiquel - A suprema baixaria

     O artigo de hoje é um lamento!
      Lamento pelo “show de hipocrisia” ocorrido na votação sobre o futuro do presidente TEMER (o vice da Dilma e ex-queridinho do PT), e pelo “show de horror” da discussão entre ministros do Supremo.
      Da votação na câmara, comentários são dispensáveis. Mas do outro episódio cabe dizer:
      Ah, que saudades do STF de outrora, da “casa que honrava o bom direito”; do mais que “confiável guardião da Justiça e das instituições”;do grande “salvaguarda da Constituição Federal”.
      Um Tribunal que acolheu muitos importantes e qualificados mestres juristas, como Paulo Brossard de Souza Pinto; Nelson Hungria; João Leitão de Abreu; Francisco Rezek; Aldir Passarinho; Ayres Britto; Carlos Thompson Flores; José Paulo Sepúlveda Pertence;José Carlos Moreira Alves; Aliomar Baleeiro; entre outros tantos; não merecia presenciar o “bate boca” (feio, chulo, e rasteiro, como briga de botequim de fim de linha) entre dois de seus membros atuais.
      Foi à legítima discussão entre o “manco” e o “coxo” –emalgo nunca visto –onde não faltaram levianas e irresponsáveis acusações diretas de protecionismo explícito abandidos condenados, que teriam sido postos em liberdade por força de decisões com as digitais dos debatedores.
      A “chinelagem” foi tamanha, que – certamente – nem no meio das mais selvagens torcidas organizadas de futebol, se possa assistira tanto desrespeito e descontrole emocional.
      Afinal, exatamente de quem o país mais espera uma postura acadêmica e civilizada, se vê este comportamento de baixíssimo nível.
      Que vergonha! 
      Imagino só o que possa pensar “alguém do povo”, totalmente estranho ao modo de ser deste poder e que enxerga num ministro da Corte Suprema uma pessoa inatacável e séria. Nunca um descontrolado que solta o verbo (típico de briga em saída de colégio) ao ser ofendido por um colega.
      Esta “aula de mau comportamento” espelha com perfeição o caos institucional que o Brasil mergulhou, onde as “autoridades” não mantém – sequer – uma postura digna à altura do cargo que exercem.
      Depois disso, creio que resta muito pouca esperança de conserto em médio prazo destas coisas equivocadasque acontecem nonosso país.
      Se os membros da suprema corte agem assim, o que esperar do cidadão comum?

      A triste conclusão: Tá tudo “dominado e bastante contagiado”!

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