Dica do editor - Dá para acreditar em pacientes que contam o que viram depois de morrer ?

Este material é do The Washington Post de hoje, extraído pelo editor.

A questão sobre se devemos acreditar nos relatosde pacientes que passaram por Experiências de Quase Morte (EQM) e dizem ter visto "o que acontece depois da morte" é complexa, dividindo opiniões entre a ciência, a psicologia e a espiritualidade.

Aqui estão os principais pontos de vista baseados em estudos científicos e relatos clínicos:

A Realidade da Experiência: Cientistas e médicos não questionam que os pacientes realmente vivenciaram sensações intensas, vívidas e transformadoras. Muitos relatos são consistentes, incluindo a sensação de sair do corpo, passar por um túnel, luz intensa, paz profunda e revisão da vida.

O Que a Ciência Explica (Neurobiologia): A maioria dos neurocientistas interpreta as EQMs como um estado cerebral extremo, não como uma prova de vida após a morte. Quando o cérebro sofre falta de oxigênio (hipóxia) ou parada cardíaca, ele pode produzir alucinações vivas, liberação massiva de endorfinas e serotonina, resultando em paz e visão de luz.

Atividade Cerebral na Morte: Estudos indicam que o cérebro humano pode apresentar atividade de "consciência oculta" por alguns minutos após a parada cardíaca, o que pode explicar a lucidez relatada durante a experiência.

O Enigma dos Relatos Verídicos: Algumas EQMs incluem "percepções verídicas", nas quais o paciente descreve com precisão detalhes do ambiente hospitalar (o que a equipe médica estava fazendo ou dizendo) enquanto estava clinicamente morto. Isso desafia as explicações puramente biológicas e leva alguns pesquisadores a investigar a consciência "não local" (mente separada do cérebro).

Conclusão sobre "Acreditar":

Acreditar no relato: Sim, a maioria dos relatos é genuína no sentido de que a experiência ocorreu na mente da pessoa.

Acreditar ser a "prova" do pós-morte: A ciência não possui evidência robusta para confirmar que esses relatos são uma visão do "outro lado". Eles podem ser o último suspiro de um cérebro funcionando sob condições extremas. 

No entanto, o impacto transformador na vida dos pacientes é real: muitos perdem o medo da morte e tornam-se pessoas mais compassivas

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