Artigo, Frederico Vasconcelos - Interesse público


O Tribunal de Ética da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) inaugurou uma discussão necessária, aparentemente tardia, ao definir o que é eticamente vedado a advogados na relação com magistrados.

O índex recomenda evitar "conceder, custear ou viabilizar benefícios e vantagens materiais a agentes públicos, como magistrados, membros do Ministério Público e parlamentares, incluindo viagens, eventos, transporte privado e outras facilidades".

Pelos parâmetros fixados, o Conselho Federal da OAB não poderia ter bancado convescote em novembro passado, em Roma, reunindo ministros de tribunais superiores e autoridades dos três Poderes.

Todas as despesas de viagem do ministro do STF Kassio Nunes Marques, por exemplo, foram pagas pelo Conselho Federal.

Estavam em Roma, entre outros, o PGR Paulo Gonet, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.

A OAB não forneceu a programação social e acadêmica (palestrantes e temas) do encontro.

A Faculdade Escola Superior de Advocacia da OAB, vinculada ao Conselho Federal da Ordem, mobilizou alunos e professores para o seminário "Direito Digital: Entre a Inovação e a Regulação", na Universidade Sapienza de Roma.

Não há informações sobre quem pagou as contas dos ministros do STJ Og Fernandes, Luis Felipe Salomão, Raul Araújo, Mauro Campbell Marques, Marco Buzzi e Benedito Gonçalves.

O STJ informou que o tribunal "não custeia despesas com passagens aéreas e diárias de viagens que não sejam para representação institucional do tribunal, portanto, a serviço da corte".

Em outubro último, oito ministros do STJ, incluindo o corregedor Campbell, viajaram à França e à Alemanha na companhia de entidades de cartórios e advogados privados, com despesas pagas, inclusive os gastos de familiares.

Na ocasião, os ministros do STJ não revelaram quem pagou as despesas. A Anoreg-BR (Associação dos Notários e Registradores do Brasil) também não forneceu o programa completo dos eventos.

A comissão criada pela OAB-SP para sugerir a reforma do Judiciário é formada por Ellen Gracie, Cezar Peluso, José Eduardo Cardozo, Miguel Reale Jr., Maria Tereza Sadek, Oscar Vilhena, Alessandra Benedito, Patricia Vanzolini e Cezar Britto.

Para o presidente da OAB, Beto Simonetti, essas discussões sobre um código de ética só seriam legítimas "se ocorressem de modo despolitizado, respeitando a independência judicial e envolvendo todos os atores do sistema de Justiça —sobretudo a advocacia".

O texto da OAB-SP sobre ética será enviado como contribuição ao Conselho Federal da OAB, que tem restrições ao código de ética para o Supremo.

Artigo, Gilberto Jasper - Educação sem formação no RS

 “Mais de 9 mil alunos passaram de ano reprovados em até quatro disciplinas no RS”. A medida, desde o seu anúncio, rende muita polêmica em todo o Estado. Não fiquei indiferente a mais esta novidade e considero inaceitável a decisão. Sou velho, dos tempos em que o mínimo era tirar nota 5 para ser aprovado.

O neologismo para a medida é “progressão parcial” e teria como objetivo “dar novas chances de aprendizado aos estudantes e reduzir a evasão escolar”. Vivemos a época em que os jovens têm enormes dificuldades de conviver com a frustração.

Os resultados podem ser vistos em qualquer lugar, onde a revolta e a depressão são reações consideradas normais. Pais, cada vez mais, transferem a tarefa de educar seus filhos aos professores. São profissionais que assoberbados por baixos salários e condições precárias de muitas escolas, apesar da massiva propaganda do governador do Estado.

 O objetivo escamoteado pela publicidade oficial é alavancar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Esta postura passará uma falsa ideia de que a educação, no RS, vai muito bem obrigado, o que não corresponde à verdade.

 Outro argumento dos marqueteiros é de que o custo de o aluno não terminar o Ensino Médio é de R$ 395 mil/ano para o Estado. Ora, para um governo que gastou R$ 170 milhões em publicidade em 2025 – e recebeu bilhões do governo federal para os efeitos da enchente, vendeu vários ativos e não pagou a dívida com a União por anos a fio - é um valor ínfimo.

O objetivo das autoridades estaduais é – ou deveria ser – trabalhar na formação de jovens para enfrentar os próximos anos de formação e, o principal: encarar os desafios da vida de adulto. Mas isto está longe de ser a verdadeira met

A cada ano, matérias-primas aumentam fatia na pauta de exportações do Brasil

 A pauta exportadora brasileira nos últimos 10 anos (2016-2025/26) foi marcada por um aumento consistente na dependência de commodities, consolidando o Brasil como um "supermercado" e "mineradora" global. A participação das commodities (agropecuária e extrativa) no total exportado passou de pouco mais de 40% em meados da década de 2010 para ultrapassar 50% nos anos mais recentes. 

Evolução da Participação das Commodities na Pauta de Exportação (Estimativa Anual):

2016: A participação de matérias-primas ficou em torno de 40-45%.
2017-2019: Crescimento gradual impulsionado por soja e minério de ferro.
2020-2021: Com a pandemia, houve uma valorização acentuada dos preços das commodities, elevando sua participação para superar 50% da pauta.
2022: As commodities representaram mais da metade do valor exportado, com destaque para a indústria extrativa (22,7%) e agropecuária (21,5%), além de produtos da transformação.
2023: A participação continuou alta, com matérias-primas representando cerca de 55% do total exportado, impulsionado por recordes na soja e petróleo.
2024: O agronegócio sozinho representou uma parte expressiva, com exportações de US$ 164,4 bilhões, apesar de uma leve queda no valor total de 1,3% comparado a 2023.
2025/2026: A tendência se mantém, com petróleo bruto superando a soja como principal commodity exportada e o agro respondendo por cerca de 45% das exportações totais em meses recentes. 

Nota: Os dados definitivos de participação percentual exata são recalculados anualmente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).


Artigo, Jerônimo Goergen - Biocombustíveis: decisão estratégica para o Brasil

O debate sobre o futuro do agronegócio brasileiro passa, necessariamente, por uma compreensão mais ampla do papel dos biocombustíveis na nossa economia. Não se trata apenas de uma alternativa energética, mas de um dos pilares que sustentam o desenvolvimento do interior do país.

Como bem destacou o professor Marcos Fava Neves, o Brasil vive um processo de empoderamento bioenergético que transformou profundamente a dinâmica econômica das regiões produtoras. Essa visão ajuda a compreender uma realidade muitas vezes ignorada: sem os biocombustíveis, o agronegócio brasileiro não seria o que é hoje.

Durante décadas, fomos reconhecidos como exportadores de commodities. Mas essa lógica evoluiu. O Brasil passou a agregar valor à sua produção, industrializando parte relevante do que produz e gerando riqueza dentro do próprio território. As cadeias do etanol e do biodiesel são exemplos claros dessa transformação.

Esses setores vão muito além da produção de energia. Eles geram empregos, estimulam investimentos, fortalecem a indústria nacional e promovem desenvolvimento regional. Criam um ciclo virtuoso que conecta o campo à indústria e amplia a capacidade do país de crescer com base em seus próprios recursos.

O biodiesel e o etanol são, ao mesmo tempo, instrumentos de política energética, desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. Representam uma estratégia que combina eficiência, sustentabilidade e soberania.

Diante disso, o Brasil não pode hesitar.

Em um cenário internacional marcado por incertezas, conflitos e disputas por energia, temos uma vantagem competitiva clara. Precisamos consolidar essa estratégia, garantindo previsibilidade e segurança para os investimentos, e avançar de forma consistente na ampliação do uso de biocombustíveis.

Não se trata de uma escolha circunstancial. Trata-se de uma decisão estratégica de país.

Fortalecer os biocombustíveis é fortalecer o agronegócio, a indústria e a economia brasileira. É garantir geração de emprego, renda e desenvolvimento no interior. É transformar potencial em realidade.

O Brasil já mostrou que esse caminho funciona. Agora, precisa ter clareza e determinação para segui-lo.



Artigo, Leonardo Lamachia, Correio do Povo - A OAB/RS não se omite

Neste 11 de abril de 2026, a OAB do Rio Grande do Sul segue se orgulhando da sua história, que é marcada por lutas em prol da advocacia e da sociedade gaúcha. Ao longo da sua trajetória, a Ordem se notabilizou pela defesa da democracia, do Estado de Direito, das prerrogativas da advocacia e dos direitos humanos.

Essa é a marca da instituição e aquilo que orienta a sua atuação até os dias de hoje. No dia em que completa seus 94 anos, é possível afirmar que, frente à maior crise institucional desde a redemocratização, a OAB gaúcha não tem faltado em sua missão. Nas pautas da advocacia, por exemplo, de 2022 até hoje, foram aprovados cinco projetos de lei de interesse da classe.

Houve, também, uma atuação efetiva e permanente na defesa das prerrogativas, além de conquistas importantes, como o plano do IPE Saúde e outros benefícios diretos para as advogadas e advogados gaúchos. Mas, diante do quadro que vivemos, a Ordem também não tem faltado na defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. Desde janeiro de 2022, a OAB/RS tem feito uma defesa integral desses valores. Tem denunciado excessos praticados pelo Supremo Tribunal Federal, bem como a exposição pública e midiática de alguns ministros, incompatível com a Lei Orgânica da Magistratura.

Mais recentemente, propôs uma carta aberta à sociedade gaúcha, buscando o aperfeiçoamento institucional e a recuperação da credibilidade do STF. Para que isso aconteça, é necessária uma mudança imediata de postura por parte do Supremo. É preciso, também, que seja aberta investigação em relação a ministros envolvidos com o caso Banco Master. Não é possível que o Senado da República, omisso até agora, siga sem desempenhar sua função de fiscalização do Poder Judiciário. Da mesma forma, não é aceitável que a Procuradoria-Geral da República permaneça em silêncio, sem cumprir a sua obrigação.

É frente a esse contexto que a Ordem completa os seus 94 anos. Um momento difícil para a sociedade e para a advocacia, mas que, ao mesmo tempo, reafirma a importância da instituição e de suas conquistas recentes. A OAB/RS está ativa, atuante, desempenhando o seu papel e honrando a sua tradição, e assim seguirá, porque essa é a nossa missão

Zucco lança pré-candidatura, fustiga Gabriel e Juliana e faz pedidos a Flávio Bolsonaro

O deputado federal Luciano Zucco lançou, hoje, sua pré-candidatura ao governo estadual, apresentando toda a chapa majoritária, composta por ele para goernador, Silvana Covatti (PP) para vice, Sanderson (PL) e Marcel (Novo) para seenadores. Foi na  Casa do Gaícho, na presença do candidato presidencial Flávio Bolsonaro, que estava acompanhado dos senadores Rogério Marinho e Magno Malta.

Zucco fez discurso empolgado e deixou claro que seu alvo preferencial é o candidato oficial Gabriel Souza. "É um projeto oportunista, de conveniência, que uma hora é Lula e outra é Bolsonaro", denunciou. Sobre Juliana Brizola, candidata da aliança PDT+PT, Zucco lembrou. que ela é candidata do Piratini e de Eduardo Leite, do qual seu Partido fez parte até a semana passada.

O candidato entregou a FDlávio um manifesto com quatro demandas gaúichas : a securitização das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos; a recuperação da malha ferroviária do Sul; a retomada de obras rodoviárias estratégicas — como a duplicação da BR-290 e a extensão da BR-448 —; e a renegociação da dívida com a União.


Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Quem com ferro fere, com f...

Marcus Vinicius Gravina

OAB-RS 4.949

Inescrupuloso é o adjetivo ao ato do ministro do STF, Alexandre de Moraes ao pautar para julgamento um processo do qual é relator e interessado direto e não se dá por suspeito. 

Está envolvido até o pescoço, ele e a sua esposa, no caso Master. Os dois são manchetes na imprensa nacional e internacional. Um escândalo.

O processo é o do PT, ADPF 919, de 2021. Quer do STF que estabeleça limites às Delações Premiadas para proteger garantias fundamentais.  Quais as garantias?  (Nós sabemos as razões). 

As garantias estão asseguradas no plano jurídico. Uma delas é a de ficar calado, para não fazer prova contra si. A outra é, justamente, a do direito pessoal de contar tudo o que sabe, sem restrições, para poder alcançar os benefícios garantidos ao delator, pelo Instituto Jurídico da Delação Premiada. 

Sob este prisma, impedir, em qualquer circunstância, a tentativa de um cidadão investigado de querer ser ouvido sem travas e impedí-lo é uma revoltante inconstitucionalidade. 

Trata-se, de um induvidoso direito conferido ao investigado. Está implícito na lei da ”delação premiada”. Estamos falando do direito ou obrigação de fazer ou não fazer.  

Pois, se o Vorcaro quiser responder a uma delação premiada, não poderá sofrer restrições ou censuras prévias, desde que mantido dentro do tema ou dos fatos. 

É notória a conduta intencional do min. Alexandre de Moraes, para impedir e embaraçar as investigações do Caso Master. Isto é crime contra a administração pública. 

Em outros tempos a PGR já teria instaurado investigações diante da farta divulgação de fatos incomuns de ministros do STF.  É o caso de suposta advocacia administrativa junto ao Banco Central, em favor do cliente da sua esposa, advogada do Banco Master, que segundo a Receita Federal recebeu 80 milhões de honorários, sem falar do contrato de 129 milhões. 

Para agravar a situação foram encontradas várias mensagens no WhatsApp do Vorconaro  até minutos antes de ser preso, com respostas do ministro Alexandre de Moraes, autodestruídas depois de lidas. 

Não estamos falando de um crime qualquer. A sociedade tem o direito de saber como foi ludibriada, roubada e quais os seus agentes ativos e passivos. 

Alegar que o assunto está com o escritório da sua esposa é ignorar que os bens de uma provável holding familiar, de marido, mulher e filhos não se comunicam. 

Diante da provocação do ministro Moraes, cabe ao Senado pautar os impeachment contra ele que estão mofando naquela Casa Legislativa. 

Agora, vou reler parte da história da França e saber como o povo da época reagia ao absolutismo, opressão e tirania.  O resultado foi a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789. 

Pois, há quem diz que a história se repete.

Caxias do Sul, 9.04.2026

Artigo, especial, Pablo Tatim - Elogio à moderação

-  Pablo Tatim é advogado, graduado na UFRGS e mestrando na Universidad de Salamanca.

Tempos estranhos estes em que temos que dizer o óbvio. Tempos estranhos em que o Guardião da Constituição é quem mais a vulnera. 

Enfim, o Brasil é um Estado Democrático de Direito. Democrático porque todo o poder emana do Povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição. E é de Direito porque tal sistema subordina-se ao império da lei.

Ora, se até mesmo o titular originário de todo o poder — o Povo — tem o exercício desse mesmo poder limitado pelo Direito, a Constituição não é apenas uma técnica de distribuição de competências. É, sobretudo, uma técnica de limitação do poder. 

Logo, se o Povo — elemento fundante do Estado — tem o exercício de seus direitos limitado pela ordem jurídica, com muito mais razão haverá limitação no exercício do poder pelas autoridades por ele constituídas.

Deveras, em tempos de relativização da lei e de pouca deferência dos tribunais à vontade do Povo —  legitimamente expressa por meio de seus representantes eleitos —  nada mais importante do que a autocontenção do Judiciário: magistrados de espírito livre, comprometidos com o sistema de freios e contrapesos e com a escrupulosa observância do devido processo legal. Afinal, a democracia liberal — com todas as suas contingências — é o melhor arranjo civilizacional até hoje inventado pela humanidade. 

Por isso ela deve ser preservada. Principalmente em seus fundamentos. 

Aprendi com os mestres que a virtude está em sermos governados por leis. E não por homens. Aprendi com esses mesmos mestres que — desde o processo formulário romano até os dias atuais — pouco mudou o método de formação dos operadores do Direito: uma geração de juristas assume para si a responsabilidade de ensinar a geração que chega. Como em uma corrida de revezamento infinita, cada geração corre para passar o bastão à geração seguinte. 

Por isso, o Direito é, ao mesmo tempo, tradição e renovação, ontem e amanhã. Mas sempre com os olhos postos no presente.

De um lado temos a força da norma, que busca a indispensável segurança jurídica. De outro, há os corações e mentes de todos aqueles que fazem o Direito, buscando o ideal mais nobre que habita o coração humano: a realização da justiça. 

É uma disputa hercúlea que se renova a cada lição, discussão, artigo, petição ou decisão. Enfim, é a partir dessa tensão permanente que o Direito segue adiante civilizando: avança permanecendo e permanece avançando.

É uma construção eterna. É uma ciência — ou uma arte, como diria Ulpiano — da contingência. Somos juristas, não deuses. 

Por isso, nossa missão é cometer o menor número possível de injustiças. Sem a ilusão de que resolveremos todos os males do mundo. Nunca veremos o edifício acabado. Alegremo-nos em saber que colocamos alguns tijolos nesse monumental edifício do saber.

Em suma: desconfiemos do salvacionismo jurídico. Rejeitemos as fórmulas exóticas. Engenheiros que desconsideram as leis da física colocam o prédio todo abaixo. 

De fato, a moralização do Direito promovida pela corrente doutrinária chamada neoconstitucionalista, gera o que estamos a ver aí: arbítrio! Que é o oposto do Direito. 

Na faculdade, aprendemos que o nazismo só foi possível pelo positivismo kelseniano. Pelo excessivo apego à lei. Ledo engano. Kelsen foi expulso da Alemanha em 1933, enquanto o Reich se deleitava no decisionismo de Carl Schmitt, esse sim um nazista engajado, formulador do arcabouço jurídico que justificou o injustificável. 

A summa injuria nazista só foi possível pelo abandono do positivismo jurídico, e não ao contrário. Que isso nos sirva de aviso.

Façamos, pois, de nosso labor diário nas lides jurídicas, um grande elogio à moderação. Como diria o velho Rui Barbosa: “com a lei, pela lei e dentro da lei; porque fora da lei não há salvação”.

----

O autor - Pablo Tatim é advogado, graduado na UFRGS e mestrando na Universidad de Salamanca. Foi Secretário Executivo da Secretaria-Geral da Presidência no Governo Temer e Subchefe da Casa Civil no Governo Bolsonaro.

 Governo Lula e PT estão irritados com Galípolo

O Estadão de hoje conta que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, virou alvo de fortes críticas no Palácio do Planalto e na cúpula do PT. A irritação cresceu nesta quarta-feiraquando Galípolo isentou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto de responsabilidade pelo colapso do Banco Master, que causou prejuízo de mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A estratégia sobre a linha do governo para se descolar do escândalo do Master foi definida em várias reuniões no Palácio do Planalto. Desde que estourou a crise, a Fazenda, a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação avaliaram que o caso poderia contaminar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.

Diante desse cenário, a ordem foi associar as falcatruas de Daniel Vorcaro, dono do Master, à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula chegou até mesmo a se referir ao Master como “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto.

Não foi à toa que petistas passaram a chamar o escândalo de “Bolsomaster”, fazendo também a ligação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal desafiante de Lula na disputa.

Ao falar nesta quarta-feira à CPI do Crime Organizado no Senado, porém, Galípolo não cumpriu esse roteiro. Quando questionado se considerava que Campos Neto havia tido culpa no processo que resultara na liquidação do Master, o presidente do Banco Central nada disse que desabonasse seu antecessor.

“Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto”, respondeu Galípolo. “Consigo relatar aqui o que está nos autos”.

As declarações provocaram revolta no Planalto e no PT. Há tempos petistas dizem, nos bastidores, que Galípolo – indicado por Lula em 2024, a pedido do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad – tem sido uma “decepção” no cargo. O próprio presidente admitiu, no mês passado, ter ficado “triste” e “frustrado” com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa de juros em apenas 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano.

Integrantes do núcleo de governo afirmam que Galípolo age para “agradar” à Faria Lima, já preparando a “volta ao mercado”, embora o seu mandato só termine em dezembro de 2028.

Nota do editor sobre a história do Vitor Bertini publicada hoje: quem é a Rainha de Copas?

Personagem central de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (1865), a Rainha de Copas é a personificação do autoritarismo cego e do capricho tirânico. Ela governa uma "Corte" de cartas de baralho através do medo, desprezando leis e a lógica. Seu bordão — "Cortem-lhes as cabeças!" — simboliza o poder que condena antes de julgar. Na obra, ela representa a fúria irracional que transforma a justiça em um jogo de cartas marcadas, onde a sentença precede o veredito. É o símbolo máximo da instabilidade institucional.

 https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/81439/malu-gaspar-nao-perdoa-o-desespero-escancarado-de-moraes

Romeu Zema defende impeachment e prisão de Moraes e Dias Toffoli

O ex-governador de Minas, Romeu Zema, que cumpre agenda de campanha eleitoral no RS, rejeitou, hoje, a oferta para que seja candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Zema, que é candidato a presidente pelo NOVO, fez declarações fortíssimas, esta manhã, ao falar para os jornalistas da Rádio Gaúcha, no programa Gaúcha Atualidade.

O caso Banco Master x STF

Zema defendeu o impeachment e a prisão dos ministros Alexandre3 de Moraes e Dias Toffoli. 

-  Atitudes como essas não têm a ver com ser servidor público, mas com enriquecer às custas do serviço.

O candidato do Novo disse na Rádio Gaúcha que seus concorrentes pela direita, Caiado e Flávio Bolsonaro, omitem-se claramente no tocante a críticas aos ministros envolvidos no caso Master.

Dia Mundial da Voz: os sinais de que você está prejudicando sua voz sem perceber

Especialista alerta para sintomas ignorados no dia a dia que podem evoluir para lesões e até perda temporária da voz.

 Usada diariamente em salas de aula, reuniões, áudios e interações digitais, a voz costuma ser tratada como automática - até começar a falhar. Com o gancho do Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, especialistas chamam atenção para sinais comuns que muita gente ignora, mas que podem indicar problemas mais sérios.

De acordo com estudos publicados na plataforma SciELO, mais de 50% dos professores relatam episódios de rouquidão. Sintomas como cansaço ao falar (53,9%) e garganta seca (cerca de 30%) também são frequentes, reforçando o impacto do uso inadequado da voz.

Segundo Isabela Poli, professora de Fonoaudiologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o problema pode evoluir de forma silenciosa:

“O uso inadequado da voz gera microtraumas repetitivos nas pregas vocais, levando a um processo inflamatório progressivo. Alguns sinais podem ser percebidos, como, falhas na voz, excesso de pigarro e uma rouquidão que vai piorando, que significa que algo está acontecendo. Com o tempo, podem surgir alterações nas pregas vocais, como espessamentos, nódulos ou algo mais difícil de ser tratado, e que podem dificultar uma recuperação espontânea.

 Os sinais de alerta para problemas na voz

1. Rouquidão persistente, que dura mais que alguns dias ou piora ao longo do tempo;

2. Cansaço ao falar no fim do dia ou da semana, e sensação de que precisa fazer esforço para a voz sair com boa qualidade;

3. Garganta seca, tosse ou pigarros frequentes, principalmente depois de atividade vocal intensa;

4. Ardência, dor ao falar ou sensação de corpo estranho na garganta;

5. Falhas na voz sem motivo aparente durante a fala;

6. Mudanças na qualidade da voz, como voz mais grave, fraca ou instável sem motivo aparente; 

7. Perda total da voz, que pode acontecer depois de um grito forte ou abalos emocionais.

 Impactos que vão além do incômodo

As chamadas disfonias ou alterações vocais, embora geralmente reversíveis, podem afetar diretamente a rotina profissional - especialmente de quem depende da fala, como professores, atendentes, cantores e até criadores de conteúdo.

Além do uso inadequado, outros fatores podem agravar o quadro, como estresse, refluxo gastroesofágico e exposição a ambientes secos ou poluídos.

 Quando procurar ajuda?

A recomendação é clara: sintomas como rouquidão, dor ao falar ou alterações vocais que persistem por mais de uma semana devem ser avaliados por um especialista: O otorrinolaringologista fará uma avaliação das condições da laringe e pregas vocais e poderá indicar medicamentos para melhorar a origem do problema e o fonoaudiólogo será indicado para tratar as alterações vocais e para melhorar o comportamento vocal profissional ou no dia a dia.

 

 

  



Artigo, Felix Soibelman - A mídia entra no cio com o Irã

Claudio Szerman, amigo meu, comentou que se a mídia que faz a cobertura da guerra entre EUA e Irã fosse povoada pelas mesmas pessoas que noticiaram a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 X 1, diria que "o gol do Brasil deixou a Alemanha atordoada"...

 Aliás, os números são proporcionalmente bem mais vantajosos para Israel na comparação com aquele jogo. Foram 15.000 bombas teleguiadas e outros artefatos disparados por Israel contra o Irã que acertaram os alvos certeiramente, contra apenas 14 mísseis interbalísticos que conseguiram passar pelo Iron Dome, entre 500 disparados pelo Irã contra Israel,  ou seja, o Irã acertou apenas 2,8% e assim mesmo sem maiores estragos, com zero alvo militar atingido. 

Quem me comunica esses números é meu amigo José Roitberg, jornalista, que foi militar de carreira, especialista em assuntos bélicos e balísticos, que tem fontes diretas do poder israelense.

Já a superioridade americana contra o Irã teve maior desproporção.

Não obstante, o esperado fenômeno de um ocidente aviltado por sua própria mídia, às expensas da esquerda corrosiva  seu grau mais deletério de distorção, fez-se sentir na narrativa adulterina que se seguiu. 

Essa mídia não só colocou, como de hábito, para debaixo do tapete o cardápio de atrocidades do terror, o uso de crianças de 12 anos para explodirem Minas, o assassinato em massa da oposição, o supliciamento opressivo de mulheres, e toda sorte de repressão violenta, como ainda elegeu a covardia dos mestres do terror como "arete", a virtude e excelência entificadas no mito do herói que parametriza o ápice do valor moral. 

Assim, o Irã se transformou em vitorioso, como o Davi dos novos tempos, contra o Golias da civilização cuja liberdade permite a essa mesma mídia fétida existir.  

A China e a URSS sempre entenderam este processo de estupida autodesvalorização do Ocidente como a melhor ferramenta de exaurimento de suas forças, muito mais poderoso do que os canhões. Agora vemos no enaltecimento do Irã a prova viva disso, como produto poderoso da idiotia formada nas atuais universidades. 

Capazes de transformar em vitorioso um país que teve toda a sua marinha e aeronáutica dizimadas, sua capacidade industrial bélica reduzida a pó, suas forças de repressão severamente debilitadas, pontes todas destruídas, tudo isso em apenas 38 dias, algo jamais visto antes nos cenários de guerra. 

   Mais singular ainda, viu-se  toda uma guerra conduzida, como nunca antes, para não destruir a infraestrutura da nação, algo bem diferente do conceito de "guerra total", de forma a poupar o povo iraniano, buscando os EUA e Israel preservá-lo ao máximo contra as consequências dos atos perpetrados  pela canalha clerical que o oprime.

  A novilíngua da esquerda não tardou nem um pouco em fomentar seus termos e logo passamos a escutar imbecilidades como "vitória assimétrica", nova terminologia pomposa para designar a bofetada que a ditadura islâmica tomou na cara. O fato do regime seguir existindo deveu-se somente aos elevados padrões éticos do inimigo ao evitar transformar o país em terra arrasada, bem ao contrário do que o governo de Teerã faria com todo o mundo desislamizado, conquanto professam  à cabalidade a condição satânica do Ocidente. 

 A mesma fábrica de sandices que criou a tal vitória assimétrica é aquela que vimos antes vomitar a palavra "neocolonialismo" para qualificar os judeus que encontrarm um deserto ao criaram Israel, sem estarem a serviço de nenhuma metrópole na exploração de riquezas de uma suposta colônia, e que, pame-se, foram armados por Stalin, e não pelo mundo capitalista, na guerra de independência, porque este último via neles a oportunidade de se opor ao poderio britânico na região. 

Por essa proeza lexicológica uma miríade de néscios passou a conceder ao Islã algumas das melhores joias do direito ocidental: o ius solis e o ius sanguini como argumento contra a existência de Israel, como se palestinos tivessem estes vínculos legitimadores de seu direito a Israel inteira, quando todo o Islã se expandiu por meio da força e da conquista, vitimando não menos a civilização persa, que igualmente foi tomada com extrema violência pelo Califado Rashidun (632-651 d.C.) promovendo uma dizimação e a ruina de um cultura prodigiosa onde hoje existe o atual Irã.  

    Figurou-se, para mim como antológico e emblemático o programa sobre o cessar fogo,  de Willian Wack (especialista em não acertar nada sobre Trump)  e  Lourival Santana, este último sempre com aquele tom desvitalizado até quando comemora a vitória do seu espectro político escolhido. De permeio, um desses professores de relações internacionais estava presente.  

Leia-se por "especialista em relaçẽos internacionais" algo asism como um STF mais especializado em ninharias, ou seja, gente acostumada a tratar do cenário mundial usando as ferramentas da baixa política constituída pela correlação de forças econômicas do momento, completamente   incapazes  de advertir um contexto civilizacional para entender o que Trump representa como contrarrevolução no Ocidente. 

Logo o tal especialista saiu-se com a bobagem de que Trump acumulara derrotas e que em eleições municipais  os republicnos já estavam perdendo (quando uma pesquisa mostrou que 92% deles aprovam a guerra); entre a lista de derrotas, no que foi acompanhado por Wack, estava o fracasso da guerra, mesmo com toda a detruição do Irã, minimizando a drástica diminuição de sua capacidade de projetar poder. 

O tal especiaista de araque somou ainda ao delirante acento de derrota política dos EUA o suposto fracasso com a Uiniao Europeia, sem ver que o que ocorreu foi justamente o contrário, ou seja, que é a UE que sai completamente enfraquecida do episódio com sério perigo de que seu maior membro a abandone perdendo a proteçao americana bem como a fortuna que os EUA devotam a esse continente traidor, levantado pelo plano Marshall após a segunda guerra. Um contintente que é devedor eterno de sua liberdade a Whashington. 

O mais patético da miopia caricata desses comediantes picarescos que infestaram o programa foi vê-los decantar a derrota trumpista em tons gerais, mesmo após Trump ter feito praticamente toda a América Latina  se virar à direita, acabar com a ditadura venezuelana, estar na iminencia de fazer cair o regime cubano, ter terminado com a guerra de Gaza apresentando uma solução que nunca ninguém conseguiu para esse conflito, todas estas coisas significativas de uma guinada extraordinária da contrarrevolução que estes ressentidos cheios de ódio contra o ocidente não suportam.   

Enfim, quem leva essa gente a sério dá atestado de sub-intelectualidade.

Poŕem, o mais hilário do tal acordo que já está começando a  fazer água, é ver a boçalidade fanfarrona do Irã avisando que se Israel seguir atacando o grupo terrorista Hezbolah despejará sobre si toda a sua ira, quando não conseguiu nem fazer cosquinha em Israel, como vimos, nesta guerra, e ainda pensar que o controle do estreito de Ormuz vai deter Israel em se defender atacando quem o ataca. 

Enfim, o Irã tremeu todo com a ameaça de Trump, correu à mesa implorando pelo acordo, mas para fora, como o mundo árabe sempre faz, fala grosso, querendo cantar vitória. 

O  regime dos ayatoloucos, como vemos, encaminha-se ao exame de próstata com os americanos trombeteando o heroísmo homérico das Ilíadas.  Faz a mídia entar no cio de seu antiamericanismo, tornando-se tão caricata quanto ele.  

Artigo, Assis Moreira, jornal Valor - O tempo de Trump e o risco para o Brasil

Neste artigo de Assis Moreira, publicado no jornal Valor, fica claro que a economia brasileira sofrerá forte abalo nas suas relações comerciais e financeiras com os Estados Unidos.

Saiba por que razão.

Leia todo o artigo.

Uma importante personalidade da cena comercial internacional, habituada a negociar com os Estados Unidos, não tem dúvida: não vê chance de o Brasil escapar ileso da investigação aberta pelo USTR, a agência de representação comercial americana, sobre alegadas práticas comerciais do país.

Trata-se do processo aberto em julho de 2025 pelo governo Trump contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite investigar políticas ou práticas de outros países em relação ao comércio com os EUA.

Washington listou seis “preocupações” com práticas do Brasil envolvendo: Pix/comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais a outros parceiros; aplicação fraca de leis anticorrupção; propriedade intelectual; barreiras à entrada de etanol americano; e desmatamento ilegal.

Alguns interlocutores indicam que a investigação americana está na reta final. O Itamaraty poderá enviar, no fim do mês, uma delegação a Washington para tratar do tema — etapa que corresponde à fase obrigatória de consultas prevista no processo conduzido pelo USTR.

Se confirmadas, as alegações poderão justificar a imposição de tarifas adicionais ou outras medidas contra exportações brasileiras.

Nesse cenário, prevalece o pessimismo quanto à conclusão da investigação. De um lado, um importante interlocutor na Esplanada dos Ministérios vê risco concentrado basicamente nas tarifas sobre o etanol americano. De outro, ninguém ignora que a investigação do USTR é um jogo de cartas marcadas.

Sobre a possibilidade de o Brasil não ser sobretaxado com base na Seção 301, uma fonte com transito na cena global afirmou: ''Eu ficaria extremamente surpreso se isso acontecesse”.

A questão é se o governo de Donald Trump deixaria para aplicar eventuais sobretaxas antes ou depois de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca — ainda sem data prevista.

A avaliação em setores do governo é de que não haverá negociação comercial relevante ou razoável com Jamieson Greer, chefe do USTR, antes de Lula tratar diretamente com Trump.

Paralelo à investigação, o Brasil já colocou na mesa propostas para a eliminação de sobretaxas sobre produtos brasileiros. Também apresentou proposta de combate ao crime organizado. E sinalizou abertura para discutir minerais críticos e a atuação de big techs, indicando até onde pode avançar nesses temas na relação bilateral.

A ideia, portanto, seria sair de uma eventual visita à Casa Branca com um mandato político para avançar nas negociações comerciais com base nos termos definidos pelos dois presidentes.

Ainda é preciso, porém, acertar a viagem a Washington. Inicialmente cogitada para o início do ano, ela segue sem data, também em razão do foco americano na guerra contra o Irã.

Um integrante do governo admite que a janela para a visita pode se estender até o fim do primeiro semestre. A expectativa é de que, até lá, o governo Trump eventualmente segure decisões sensíveis, tanto na área comercial quanto na possível designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

A constatação, porém, é que a relação com o governo Trump é calibrada dia a dia: o que vale em uma semana pode não valer na seguinte. A incerteza é permanente. O ambiente bilateral, além disso, sofreu arranhões com o confronto sobre a moratória do comércio eletrônico, que acabou cristalizando o fiasco da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), há duas semanas.

Haveria falta de avanço nas negociações com o USTR. Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mantém contatos com o secretário de Estado, Marco Rubio, na tentativa de construir uma agenda bilateral positiva.

Há ainda uma segunda investigação com base na Seção 301 envolvendo o Brasil, sob alegação de trabalho forçado, que deve demorar mais. Para interlocutores em Brasília, se a questão fosse estritamente bilateral, seria de solução mais simples — inclusive porque o Brasil mantém parceria com o Departamento do Trabalho dos EUA no combate ao trabalho escravo.

O problema é que essa investigação pela seção 301 se refere essencialmente a não importar produto de países terceiros que poderiam estar utilizando trabalho forçado (o foco é mesmo a China). E aí é ‘’uma janela totalmente arrombada’’, pela qual o USTR pode alegar qualquer coisa para sobretaxar o Brasil e dezenas de outros parceiros.

A percepção é de que o USTR está ‘’catando coisas’’ para reproduzir o tarifaço que foi condenado como ilegal por juizes da Suprema Corte americana.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos acumulam importante superavit no comércio com o Brasil. No comércio de bens, o saldo americano aumentou 112,8% e alcançou US$ 14,4 bilhões no ano passado, enquanto no comércio de serviços chegou a US$ 26,1 bilhões, alta de 12,8% (US$ 3,0 bilhões). Ou seja, o superávit comercial total americano com o Brasil atingiu US$ 40,5 bilhões em 2025 — bem diferente do que acontece com a maioria dos parceiros.


 

Opinião do editor - Não são apenas os R$ 129 milhões Lula !

As tentativas do ministro Alexandre de Moraes de enquadrar o Coaf e, agora, de levar a votação no STF uma ação do PT para limitar o alcance das delações premiadas, não conseguirão impedir que ele sobreviva à enxurrada de denúncias sobre seu envolvimento no escândalo do Banco Master.

A cada dia, uma nova enxadada revela mais minhocas.

A cínica declaração de Lula ao site lulopetista ICL, mandando Moraes assumir que é marido de Viviane Barci e que nada tem a ver com os negócios dela, é escandalosamente escapista e tenta reduzir tudo ao mau-cheiroso contrato de R$ 129 milhões assinado com ela com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Há mais, Lula. Lula não vai se livrar desta companhia, por mais que tente.

A coisa não se reduz a este contrato milionário, que mais cheira a lobby oblíquo do que a contrato de serviços advocaticios.  Ele apenas compõe um leque pegajoso, num rastro que incluem o salto de 266% do patrimônio familiar, os voos em jatinhos da empresa de Daniel Vorcaro, a degustação de uísque Macallan em Londres, o telefonema de Vorcaro no dia da prisão e no qual pedia por socorro e as visitas à mansão do banqueiro para beber uísque e fumar charutos cubanos.

São os eventos cabulosos publicados até hoje, quinta-feira.

 Compõe um vestígio pegajoso. Um rastro que inclui o contrato de R$ 129 milhões, o salto de 266% do patrimônio familiar, os voos em jatinhos da empresa de Daniel Vorcaro, a degustação de uísque Macallan em Londres, a troca de mensagens no escurinho do Zap..

A narrativa

 Se as declarações registradas na íntegra (ipsis literis) não estivessem publicadas no site de hoje de um grupo de jornalistas sabidamente lulopetistas, seria o caso de imaginar que tudo não passasse de uma grossa montagem para incriminar Lula e Alexandre de Moraes como membros de uma perigosa quadrilha de celerados de uma perigosa organização criminosa.

Mas é tudo vesrdade, conforme narram os entrevistadores Eduardo Moreira e Leandro Demori, do ICL Notícias. Lula conta o que disse para o ministro, ao conversarem sobre o envolvimento dele e da família dele com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master

Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: ‘Você fez uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro, não permita que joguem fora a sua biografia. Primeiro porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos. Mas, se sua mulher estava advogando, diga isso claramente. Não tem que pedir licença para trabalhar, mas é importante afirmar que, na Suprema Corte, estará impedido de votar em casos que envolvam sua esposa”, completou o presidente. Este caso prejudica a imagem do STF, obviamente. O companheiro Alexandre de Moraes sabe disso. Porque é muito simples: você pode ter algo que é legal, mas, nas circunstâncias em que acontece e aos olhos do povo, pode ser tratado como imoral.”

CLIQUE AQUI para ler toda a entrevista no próprio site do ICL.


Lula humilha petistas gaúchos ao impor Juliana, amiga de Lupi, ministro do roubo no INSS e parceira de Leite

O tempo permitiu que os gaúchos conhecessem de fato os petistas. Embora gritem muito, não demonstram qualquer altivez e se submetem facilmente ao poder. Isso revela que nunca possuíram propostas concretas para o Rio Grande do Sul, apenas interesses pessoais. Foram anos de discursos vazios e péssimos governos no RS. Agora a máscara caiu: são lobos que mostram os dentes contra o povo, mas cordeirinhos contra os poderosos. Vale a máxima: o petista faz discurso para os pobres, mas governa para dar dinheiro aos ricos e banqueiros.

Agora, vão apoiar Juliana, cuja estrutura partidária faz parte do governo Eduardo Leite. E não foi só fazer parte: eles sempre estiveram juntos, apoiando todas as medidas do governo Eduardo Leite.

Com esta decisão, Leite agora conta com dois candidatos aliados: Juliana e Gabriel.

Ao apoiar Juliana, aliada e apoiadora de Carlos Lupi, os petistas se aproximam e servem de suporte ao ministro que foi afastado justamente devido ao escândalo do roubo do INSS. Só relembrando: Lupi foi afastado do governo Lula em razão desse esquema. O líder do partido de Juliana também foi denunciado pelo relator da CPI do INSS: o senador Weverton Rocha (PDT-MA), por figurar entre os que se beneficiaram com o roubo.

A foto acima mostra a intimidade entre Juliana, Lula e Lupi — que aparecem agora abraçados, claro que para espanto de todos os gaúchos e brasileiros. Pois, com todas as suspeitas sobre Lupi, ver Lula e Juliana abraçados com grande intimidade e cumplicidade a ponto de desmoralizar os petistas gaúchos é quase como debochar dos aposentados mais necessitados, os velhinhos, que foram vítimas do maior esquema de roubo do INSS. Só esta foto já desmonta todos os discursos petistas do sul sobre o roubo do INSS ocorrido no governo Lula, mas vai além: Lula aproxima o PT do governo Eduardo Leite, pois o partido de Juliana foi unido e participou de toda a política de Leite, sendo seu cúmplice e escudeiro fiel, votando e apoiando o governo Leite quase sempre. Agora os petistas passam a sancionar a política de Leite, que passa a ter dois candidatos no RS: Juliana e Gabriel.

Com esta decisão, a eleição no Rio Grande do Sul estará polarizada: de um lado, os candidatos que apoiam o governo Leite (Gabriel e Juliana); de outro, a oposição, representada por Zucco na direita.No campo federal a situação também se polariza, pois Juliana apoiará a esquerda radical representada por Lula, e do outro lado Zucco da direita, representada por Flávio Bolsonaro.

A incógnita fica por conta de Gabriel Souza, que terá dois caminhos: ou apoiar a esquerda radical representada por Lula, ou apoiar a direita, representada por Eduardo Bolsonaro, líder das pesquisas, ou apoiar Caiado, que sequer chega a dois dígitos. Qual caminho vocês acreditam que Gabriel seguirá, o da esquerda ou o da direita, uma vez que a dita terceira via não existe nesta eleição?

Esta decisão pode ser crucial porque o eleitor poderá “cristianizar” Gabriel ao perceber o risco e votar massivamente em Zucco.

Folha conta detalhes escabrosos das festas que promoveu Vorcaro com modelos, autoridades e políticos


O jornal não cita nome de autoridades e políticas, mas a PF tem a relação de todos eles. Em alguns eventos - não nestes casos com as mulheres - Moraes e outros ministros do STF, estiveram presentes.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro financiou festas com modelos e estrutura de luxo para atrair autoridades e integrantes da elite política, em eventos que envolviam jatinhos, hospedagens de alto padrão e logística internacional, revela reportagem da Folha de São Paulo. Ao menos 20 mulheres participaram das festas. Elas vieram da Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, mas também haviam  brasileiras, inclusive do RS.

Eis como o site Brasil247 resumiu a matéria da Folha. O texto é do site Brasil247.

As reuniões, realizadas no Brasil e no exterior, contavam com a presença de mulheres estrangeiras e brasileiras.

Mensagens obtidas pelas investigações indicam que o próprio Vorcaro descrevia a prática como parte de sua estratégia empresarial. Em uma conversa com a então noiva, Martha Graeff, ele afirmou: "Fazia parte do meu 'business'. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo", em referência às mulheres presentes nos eventos.

A PF descobriu que ficou. claro o alinhamento com agendas oficiais, facilitando a presença de autoridades. A logística incluía transporte aéreo, hospedagem em hotéis de luxo e produção completa dos encontros.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em Trancoso, na Bahia, em outubro de 2022. A festa, realizada em uma casa alugada em nome de terceiros, ganhou notoriedade pelo excesso de convidados e danos ao imóvel. O evento contou com apresentações musicais, performances com tochas e decoração inspirada na Amazônia. Segundo a investigação, modelos estrangeiras chegaram ao Brasil em voos de primeira classe e permaneceram por semanas no país, hospedadas em locais como o hotel Rosewood, em São Paulo, e uma casa no bairro do Joá, no Rio de Janeiro. O deslocamento interno era feito em aeronaves ligadas ao ex-banqueiro.

Outro momento de destaque ocorreu na semana do Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2023, em São Paulo. O Banco Master era patrocinador da equipe Aston Martin, o que permitia acesso a áreas exclusivas do evento. Antes da corrida, foi realizada uma festa de Halloween com orçamento estimado em US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 22,5 milhões à época), conforme documentos da Polícia Federal.

A organização envolveu transporte de participantes a partir de diferentes países, incluindo Itália, Espanha, Estados Unidos e até deslocamento terrestre entre Kiev, na Ucrânia, e Varsóvia, na Polônia. O evento contou com buffet internacional, bebidas premium e equipe exclusiva de atendimento para convidados VIP.

A reportagem aponta que o promotor de eventos Diogo Batista atuava na intermediação com as modelos e na organização das festas até 2024, quando rompeu com Vorcaro. Parte das atividades passou então para a influenciadora Karolina Trainotti, que teria recebido um imóvel de alto valor ligado a empresas investigadas.

Os encontros também ocorriam em locais fixos, como bares exclusivos montados em escritórios do grupo empresarial e áreas reservadas em hotéis de luxo em São Paulo. Segundo relatos, esses espaços eram utilizados para reuniões frequentes com convidados, incluindo autoridades.



Artigo, especial - O "lucro social" da Conab e a contabilidade criativa

O PT nunca gostou de admitir quando as contas não fecham. Em vez de enfrentar a realidade dos números, prefere usar termos que soam mais nobres. A novidade é o “lu cro social”. No balanço da gestão 2023-2025, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, com orgulho, ter gerado R$ 18,4 bilhões de lucro social. O cálculo é simples: para cada real investido nas ações da estatal, multiplicaram por 8,78 e chama ram o resultado de “benefício à sociedade”. No balanço contábil tradicional a história é outra. Até o terceiro trimestre de 2025, a em presa registrava um prejuízo de R$ 23 milhões. Em 2024, por exemplo, a Conab teve um “lucro” de apenas R$ 14,1 milhões — mas apenas porque recebeu R$ 1,26 bilhão em repasses diretos do Tesouro Nacional para custeio e pessoal. Sem esses aportes bilionários, o rombo seria de R$ 1,24 bilhão. Assim, o prejuízo real virou “retorno extra ordinário” e virou propaganda de sucesso. É mais um capítulo da contabilidade criativa que o PT já transformou em método de go vernança. No governo Dilma, essa prática atingiu seu auge com as famosas pedaladas f iscais. O Tesouro atrasava repasses bilionários aos bancos públicos, que arcavam com o pagamento de programas sociais usando o próprio caixa. As manobras envolveram dezenas de bilhões de reais com o objetivo de maquiar as contas públicas, apresentar um resultado primário mais favorável e esconder o verda deiro tamanho do rombo. O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou as opera ções irregulares, recomendou a rejeição das contas de 2014 e contribuiu para o proces so que culminou no impeachment da “gerenta”. No terceiro mandato de Lula, o manual voltou a ser aberto. Houve tentativas de excluir despesas do Novo PAC do cálculo do déficit primário, reclassificar transferências de recursos parados do PIS/Pasep como receita primária e discutir formas de amenizar o impacto de pagamentos de precatórios nas contas oficiais. Expedientes diferentes com o mesmo DNA: ajustar a forma de apresentar os números para que o governo pareça mais responsável do que realmente é. Outro exemplo aparece na forma como são calculados os indicadores de emprego. Be neficiários de programas sociais como o Bolsa Família, não são considerados “desem pregados” nas estatísticas oficiais quando não estão ativamente buscando trabalho. Isso ajuda a manter a taxa de desemprego artificialmente mais baixa, mesmo que uma parcela significativa da população dependa quase exclusivamente de auxílio governa mental para sobreviver. Só maquia a realidade. A contabilidade criativa não cria riqueza, não melhora a eficiência das estatais, nem re solve problemas estruturais. Ela apenas adia o ajuste inevitável e tenta acostumar a so ciedade a aceitar que rombos podem ser disfarçados com nomes sofisticados. No caso da Conab, o contribuinte continua financiando mais de um bilhão de reais em aportes para manter a máquina funcionando — enquanto o discurso oficial celebra um “lucro social” calculado com um multiplicador mágico e difícil de auditar. Em resumo, é a versão atualizada de uma velha receita: quando a matemática atrapa lha o enredo, muda-se o nome das coisas. A contabilidade criativa pode até render boas manchetes, mas nunca conseguiu trans formar prejuízo em prosperidade. O PT demonstra, mais uma vez, ser especialista em maquiagem contábil e em converter prejuízos reais em sucessos imaginários

Nova lei de SC

 A partir de agora, os pais ou responsáveis têm o direito de impedir a participação dos seus filhos em atividades pedagógicas que tratem de temas como identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual e igualdade de gênero.


O que isso significa para a escola:


As instituições de ensino (públicas e privadas) precisam informar aos pais sobre essas atividades.

Os pais devem assinar um documento, concordando ou não com a participação de seus filhos nessas atividades.

A escola deve respeitar a decisão dos pais e garantir que essa vontade seja cumprida.


Se a lei não for cumprida:


A escola pode ser penalizada com advertências, multas (de R$ 1.000 a R$ 10.000 por aluno), suspensão temporária ou até perda da autorização de funcionamento.


Essa lei entra em vigor já em 1º de abril de 2026.


ÍNTEGRA ABAIXO;



LEI Nº 19.776, DE 1º DE ABRIL DE 2026 


Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Art. 1º Fica assegurado aos pais e responsáveis o direito de vedar a participação de seus filhos e tutelados em atividades pedagógicas de gênero, conforme definido nesta Lei, realizadas em instituições de ensino públicas e privadas da rede de ensino de Santa Catarina.


Art. 2º Para os fins desta Lei, consideram-se atividades pedagógicas de gênero aquelas que abordam temas relacionados à identidade de gênero, à orientação sexual, à diversidade sexual, à igualdade de gênero e a outros assuntos similares.


Art. 3º As instituições de ensino deverão informar aos pais ou responsáveis sobre quaisquer atividades pedagógicas de gênero que possam ser realizadas no ambiente escolar.


Art. 4º Os pais ou responsáveis deverão manifestar expressamente sua concordância ou discordância quanto à participação de seus filhos em atividades pedagógicas de gênero, por meio de documento escrito e assinado, a ser entregue à instituição de ensino.


Art. 5º As instituições de ensino são responsáveis por garantir o cumprimento da vontade dos pais ou responsáveis, respeitando a decisão de vedar a participação de seus filhos em atividades pedagógicas de gênero.


Art. 6º Em caso de descumprimento desta Lei, as instituições de ensino ficam sujeitas às seguintes penalidades:


I – Advertência por escrito, com prazo para regularização da conduta;

II – Multa entre R$ 1.000 (mil reais) e R$ 10.000 (dez mil reais), por aluno participante, a ser aplicada em caso de reincidência;

III – Suspensão temporária das atividades da instituição de ensino por até 90 (noventa) dias;

IV – Cassação da autorização de funcionamento da instituição de ensino.


Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Florianópolis, 1º de abril de 2026.


JORGINHO MELLO

Henrique de Freitas Junqueira

Luciane Bisognin Ceretta

Dia Nacional de Combate ao Bullying

No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado ontem, terça-feira,  a Rede Estadual do Rio Grande do Sul reforçou o Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar (NCBEE), que atua na promoção da cultura de paz, no fortalecimento da convivência e na prevenção de conflitos. A iniciativa parte da compreensão de que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada entre escola, Coordenadorias Regionais de Educação, órgão central, famílias e rede intersetorial de políticas públicas. Entre 2024 e 2025, foram formados mais de 1.040 facilitadores.

Como identificar e notificar casos de bullying

Destaque feito pelo Núcleo é a necessidade de compreender corretamente o que caracteriza o bullying. De acordo com a legislação vigente, trata-se de um comportamento intencional, repetitivo e, muitas vezes, sem motivação aparente — o que o diferencia de conflitos pontuais. 

Quando um caso é identificado, o primeiro passo é o registro na plataforma Cipave+, canal oficial de comunicação com o Núcleo. 

Pela plataforma Cipave+, estão registradas, desde 2023, mais de 6 mil ações de prevenção desenvolvidas pelas próprias escolas, evidenciando o protagonismo local na promoção de ambientes mais seguros.

Para2026, está previsto o lançamento de um protocolo específico para o enfrentamento do bullying e do cybe bullying.

Romeu Zema cumpre roteiro de quatro dias no Rio Grande do Sul

Ex-governador mineiro e pré-candidato à Presidência percorre cinco cidades gaúchas para debater energia renovável, liderança feminina e desenvolvimento econômico

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido NOVO, Romeu Zema, inicia nesta terça-feira (7/4) uma agenda oficial de quatro dias pelo Rio Grande do Sul. O roteiro, que contempla passagens por Erechim, Passo Fundo, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Porto Alegre, tem como foco o diálogo com o setor produtivo e a apresentação de diretrizes para o desenvolvimento nacional.

A agenda começa em Erechim, na noite desta terça, onde Zema se reúne com lideranças empresariais da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE).

Na quarta-feira (8/4), o compromisso segue para Passo Fundo. Pela manhã, o pré-candidato visita a indústria B&8, onde conversa com cerca de 400 colaboradores sobre o futuro das energias renováveis e o papel do biodiesel na matriz energética global. No mesmo dia, Zema participa da primeira edição do evento "Brasil do Futuro", fórum dedicado a debater propostas de gestão pública e crescimento econômico.

Destaque para o Protagonismo Feminino

A noite de quarta-feira, em Porto Alegre, será dedicada ao debate sobre a participação da mulher na política. Durante jantar e palestra, o pré-candidato abordará a importância das mulheres em espaços de decisão. Zema traz como referência a experiência de Minas Gerais, estado que, sob sua gestão, foi o pioneiro ao nomear mulheres para o comando do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Roteiro Industrial e Fórum da Liberdade

Na quinta-feira (9/4), a agenda se desloca para a região serrana e o Vale dos Sinos. Em Caxias do Sul, o encontro será com empresários na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC). Logo após, em Novo Hamburgo, Zema visita a unidade fabril da Calçados Beira-Rio para conhecer de perto as demandas do setor coureiro-calçadista.

Na noite de quinta-feira, na capital gaúcha, Romeu Zema participa do Fórum da Liberdade, tradicional evento que reúne lideranças políticas e econômicas para discutir as liberdades individuais e o livre mercado no Brasil.

Encerrando as viagens, Zema se encontra com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pela manhã, em seguida, participa do evento Tá na Mesa, da Federasul. 

Resumo da Agenda:

Terça (7/4): Erechim (Encontro com CDL e ACCIE).
Quarta (8/4): Passo Fundo (Indústria B&8 e Brasil do Futuro) e Porto Alegre (Jantar Mulher e Política).
Quinta (9/4): Caxias do Sul (CIC) e Novo Hamburgo (Fábrica Beira-Rio). Noite de Quinta (9/4): Porto Alegre (Fórum da Liberdade).
Sexta-feira (10/4): encontro com o prefeito Sebastião Melo e evento Tá na Mesa da Federasul.


Nova diretoria do Sindilojas Porto Alegre

 O Sindilojas Porto Alegre oficializou, na noite desta segunda-feira (6/4), a posse da nova diretoria da entidade para a gestão 2026–2030. A cerimônia foi realizada na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre, e reuniu autoridades, lideranças empresariais, representantes do setor e convidados.

Reconduzido à presidência, Arcione Piva inicia seu segundo mandato à frente do Sindicato, ao lado do vice-presidente Tarcísio Pires, também reeleito. A nova gestão dá continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos, marcado pelo fortalecimento institucional e pela ampliação da atuação da entidade junto ao varejo local.

Durante seu pronunciamento, Piva destacou o momento como uma reafirmação das responsabilidades da entidade. “Hoje não celebramos apenas a continuidade de uma gestão, mas a consolidação de um ciclo de trabalho intenso, com avanços consistentes do nosso Sindilojas. Fortalecemos nossa atuação, ampliamos parcerias estratégicas e renovamos nosso compromisso com o desenvolvimento do varejo e da sociedade. Iniciamos esta nova etapa conscientes dos desafios, mas também das oportunidades de evoluir, inovar e seguir contribuindo para um setor cada vez mais forte, conectado e preparado para o futuro”, afirmou.

O presidente também ressaltou a trajetória da entidade, que se aproxima de 90 anos de atuação, reconhecida como uma das principais referências na representação do varejo no País. Segundo ele, esse posicionamento é resultado da atuação articulada, da proximidade com os associados e da capacidade de adaptação a diferentes cenários econômicos.

Além disso, a entidade ampliou conexões e potencializou sua estrutura de serviços, oferecendo soluções que vão desde qualificação e inteligência de mercado até iniciativas voltadas à gestão e ao desenvolvimento dos negócios.

Renovação e FBV

A nova diretoria reúne representantes de diferentes perfis e também reflete a renovação do setor, com a entrada de novos lojistas e maior participação feminina. A proposta é dar continuidade às iniciativas já consolidadas, ao mesmo tempo em que se busca acompanhar as transformações do varejo. (Veja quem são os empossados na lista abaixo).

Entre os destaques da agenda da entidade está a realização da 12ª edição da Feira Brasileira do Varejo (FBV), que ocorre nos dias 20, 21 e 22 de maio, no Centro de Eventos Fiergs. O evento, que espera receber 12 mil visitantes, vai reunir especialistas, empresários e lideranças para debater tendências, desafios e oportunidades do setor.

Ao encerrar, Piva reforçou o papel do comércio no desenvolvimento econômico e social. “Quando o comércio vai bem, a cidade responde com mais empregos, renda e qualidade de vida. Esse é o compromisso que renovamos nesta nova gestão”, destacou.


Saiba quem são os diretores da gestão 2026-2030:

Arcione Piva – Presidente

Tarcísio Pires Morais – Vice-presidente

Rosi Frigo Luz – Vice-presidente Administrativo e Tecnologia da Informação

Marco Antônio Belotto Pereira – Vice-presidente Financeiro

Ronaldo Netto Sielichow – Vice-presidente Relações do Trabalho

Eduardo Augusto Curra Sasso – Vice-presidente Comercial

Claus Hubert Lagemann – Vice-presidente Político e Institucional e Socioambiental

Rose Ingrid Müller – Vice-Presidente Comunicação e Marketing

Luciane Bestetti Gottschall – Diretora Administrativo e Tecnologia da Informação

Felippe Tarta Sielichow – Diretor Financeiro

Paulo Fernando Gomes Pancinha – Diretor Relações do Trabalho

Douglas Tiago Tonietto – Diretor Comercial

Luiz Carlos Vivian – Diretor Político e Institucional e Socioambiental

Pedro Henrique Sasso – Diretor Comunicação e Marketing

Fabio Adegas Facio – Diretor suplente

Evandro Bizotto – Diretor suplente

Carlos Klein – Diretor suplente

Irio Piva – Diretor suplente

Janaina Crespo Costa – Diretora suplente

Carmem Luciana Durlo Pozza – Diretora suplente

Edevando Schenato – Diretor suplente

Adriana Alves Vicente – Diretora suplente

Camila Petrucci De Freitas – Diretora suplente

Pedro Lorencena – Diretor suplente

Angela Rosito Becker – Diretora suplente

Rafaela Cardoso Del Rio – Diretora suplente

Ana Paula Albuquerque De Azevedo – Diretora suplente

Orisvaldino Magnus Scheffer – Conselheiro fiscal

José Eduardo Da Silva Sperb – Conselheiro fiscal

Rodolfo Rogério Testoni – Conselheiro fiscal

Genesvile Antonio Zanotelli – Conselheiro fiscal suplente

Roni Zenevich – Conselheiro fiscal suplente

 


Novos estudos

 Estudos recentes publicados entre 2024 e 2026 destacam que pequenas mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de demência, incluindo Alzheimer. As descobertas enfatizam que hábitos simples e contínuos são mais eficazes do que intervenções drásticas tardias.

Aqui estão as principais maneiras simples apontadas pelas pesquisas:

1. Atividade Física Regular (O Fator Mais Forte) 

Caminhada e Movimento: Estudos indicam que caminhar regularmente é uma das melhores formas de proteção.

Dose Baixa, Alto Impacto: Apenas 35 minutos de atividade moderada a vigorosa por semana foram associados a um risco 41% menor de demência, segundo estudo da Johns Hopkins (2025).

Recomendação: A meta ideal segue sendo 150 minutos de exercício moderado por semana. 

2. Exercício Mental "Ativo" (Evitar telas passivas)

Troque a TV por Hobbies Cognitivos: Pesquisa de 2026 da CNN mostra que "tempo de tela passivo" (assistir TV) aumenta o risco, enquanto atividades cognitivamente engajadoras diminuem.

Exemplos: Ler, fazer palavras-cruzadas, jogar xadrez, aprender um novo idioma ou instrumento musical.

Benefício: Adicionar uma hora de atividade mental ativa diária foi associado a uma redução de ~4% no risco. 

3. Mudanças na Dieta e Sono

Dieta da Mente (MIND): Focar em grãos integrais, folhosos verdes, frutas vermelhas (berries) e gorduras saudáveis.

Sono de Qualidade: Dormir entre 7 a 9 horas por noite está ligado a um risco menor de declínio cognitivo. 

4. Interação Social

Combate ao Isolamento: Manter-se socialmente ativo, conversando e participando de grupos, protege o cérebro. 

5. Mudança de Mentalidade e Saúde Vascular

Mentalidade: Uma atitude positiva e mente engajada podem reduzir o risco de demência precoce, aponta estudo da University College London (2025).

Controle Vascular: Monitorar pressão arterial, diabetes e obesidade é crucial, pois fatores vasculares estão ligados à demência. 

Resumo da Evidência

Pesquisas (2025/2026) indicam que adotar quatro ou cinco desses hábitos saudáveis (exercício, dieta, não fumar, interação social) pode reduzir o risco de Alzheimer em até 60%. 

Essas recomendações baseiam-se em publicações de saúde de 2024-2026 (CNN, ScienceAlert, Reuters, pesquisas da Rush University e Johns Hopkins). 

Endividamento

 O governo federal admite que  está na fase final de elaboração de medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, com foco na renegociação de débitos em atraso e na liberação de recursos para aliviar o orçamento doméstico. A estratégia do governo envolve dois eixos principais: estimular a renegociação de dívidas de pessoas de baixa renda com atrasos entre 60 e 360 dias, em um modelo semelhante ao programa Desenrola, e incentivar consumidores adimplentes, mas com alta carga de parcelas, a migrarem para linhas de crédito com juros mais baixos. Uma das principais ferramentas em análise é o uso de um fundo garantidor, possivelmente o Fundo Garantidor de Operações (FGO), para ampliar os descontos nas dívidas. A proposta prevê que instituições financeiras que concederem abatimentos maiores aos devedores terão acesso a mais garantias do governo em novos financiamentos. Nesse contexto, os descontos podem chegar a até 80%, conforme já mencionado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

É o que diz O Globo.

Entre as propostas em discussão estão negociações de dívidas com atraso de até um ano e a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

As discussões também incluem a criação de um programa voltado para pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI), uma espécie de “Desenrola PJ”. O alcance dessa iniciativa dependerá da capacidade de financiamento por meio do FGO ou de outros fundos. Uma das alternativas analisadas é utilizar recursos esquecidos em instituições financeiras, atualmente estimados em R$ 10,5 bilhões, para reforçar o fundo garantidor.

Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

Autor: Harry Fockink


Baseado, parcialmente, em fatos reais, o livro relata as aventuras e desventuras de uma inventiva e corajosa pré-adolescente, que sente imensa culpa por ela e seu irmão mais novo estarem em uma situação de risco e da mãe deles, que assume a coordenação do resgate, mobilizando todo o tipo de apoio, mas sempre estando à frente das ações.


Enquanto os dois jovens enfrentam desafios diários, na sua busca por sobreviver no interior da floresta amazônica, em uma bem vigiada, por narcoguerrilheiros, instalação médica, cercada por um fosso cheio de jacarés, a mãe, uma ex-agente secreta, entra em uma alucinante trajetória para resgatar os filhos, enfrentando e sendo perseguida pela quadrilha.


A jovem, além de buscar salvar a si e seu irmão, também quer levar na fuga outras crianças que já estão no local e as novas vítimas que são trazidas, às quais se afeiçoou, dificultando, mais ainda, suas ações.


A mãe, ao receber uma inesperada ajuda de um investigador contratado por clínicas honestas que buscavam dar um fim ao perverso tráfico, descobre onde os filhos estão, mas ao chegar no local tem uma surpresa desagradável.


Será que esta mãe conseguirá se salvar, salvar seus filhos, ou ao menos, um deles?

Dica de livro - Harry Fockink - Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

Dica de livro - Harry Fockink - Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

CLIQUE AQUI para saber mais sobre Harry Fockink).

CLIQUE AQUI para ler no original.

Baseado, parcialmente, em fatos reais, o livro relata as aventuras e desventuras de uma inventiva e corajosa pré-adolescente, que sente imensa culpa por ela e seu irmão mais novo estarem em uma situação de risco e da mãe deles, que assume a coordenação do resgate, mobilizando todo o tipo de apoio, mas sempre estando à frente das ações.

Enquanto os dois jovens enfrentam desafios diários, na sua busca por sobreviver no interior da floresta amazônica, em uma bem vigiada, por narcoguerrilheiros, instalação médica, cercada por um fosso cheio de jacarés, a mãe, uma ex-agente secreta, entra em uma alucinante trajetória para resgatar os filhos, enfrentando e sendo perseguida pela quadrilha.

CLIQUE AQUI para ler mais.



Entrevista com vereador Tiago Albrcht

 Este mutirão de Endodontia que viabilizou 1,2 mil atendimentos e reduziu em 20% a procura por atendimento odontológico pelo SUS de Porto Alegre, saiu em função da sua ajuda, vereador. Como isto foi possível ?
A redução de 20% foi na fila de espera por tratamento de canal no SUS da Odontologia em Porto Alegre. Na verdade, o mutirão saiu porque  destinei R$ 777 mil entre 2024 e 2026, viabilizando mais de 1,2 mil tratamentos através de parcerias público privadas (PPP) com clinicas particulares, portanto. Esta iniciativa começou em 2023.

Qual foi sua sensação diante do êxito da iniciativa ?
Quando a gente tira uma pessoa da fila de espera, não é só um procedimento que acontece, é alguém que volta a trabalhar, a viver sem dor e com dignidade. Vejam que tivemos uma redução de 20% na fila do SUS odontológico para tratamento de canal em Porto Alegre. Esse modelo prova que é possível fazer mais com eficiência, responsabilidade e resultado concreto para quem mais precisa.

Como opera o projeto todo ?
O projeto opera com um modelo de credenciamento contínuo de clínicas privadas, permitindo que novos prestadores sejam habilitados conforme a demanda. Com custo médio de aproximadamente R$ 604 por tratamento, a iniciativa garante previsibilidade orçamentária e maior agilidade na execução, ao mesmo tempo em que desafoga a rede pública especializada. Esse projeto surgiu em 2023, a partir de uma demanda apresentada pelo Conselho Regional de Odontologia, que expôs a gravidade da fila para tratamento de canal na Capital. A partir desse diagnóstico, construímos essa parceria com a Prefeitura para viabilizar uma solução concreta. Estamos falando de um modelo com custo controlado, execução transparente e capacidade de expansão. Ao integrar a rede privada, conseguimos aumentar a oferta sem criar estruturas permanentes e com total rastreabilidade dos recursos investidos. O modelo de parceria público-privada pode ser um caminho viável para ampliar o acesso a procedimentos especializados no sistema de saúde.

Prost celebra um ano com novo prato e reforça sua vocação como romance cultural da Serra Gaúcha

Ana Maria Cemin – Jornalista, Caxias do Sul.

Entre Porto Alegre e Gramado existe uma rota alternativa ainda pouco conhecida — mas já queridinha de viajantes atentos. Um caminho 35 km mais curto, sem pedágios e com paisagens que parecem saídas de um livro ilustrado. É justamente nesse paraíso, na ERS‑373, em Santa Maria do Herval, que está o Restaurante Prost, uma das experiências culturais e gastronômicas mais originais da Serra Gaúcha. Depois de um ano de portas abertas ao público, o Prost lança o Pato à Baviera, criação da renomada chef Arika Messa, que assina o cardápio da casa.

O Pato à Baviera une tradição, criatividade e afeto. Assado lentamente com legumes e ervas, acompanhado de purê de maçãs e finalizado com um molho de laranja levemente agridoce, o prato homenageia sabores clássicos da culinária alemã, mas com uma leitura contemporânea. E com um detalhe importante: os produtos são quilômetro zero, frescos e muito saborosos.

“A escolha da chef Arika Messa para a elaboração de nosso cardápio teve por objetivo trazer originalidade, capacidade técnica e a delicadeza com que ela trata a memória afetiva do local onde estamos inseridos”, comenta um dos proprietários do Prost, Maico Zimmer. Arika valoriza o conceito Km 0, prioriza os produtores da região e fortalece a identidade culinária local, que tem origem na Alemanha.

UM RESTAURANTE QUE PARECE CENÁRIO

O Prost não tem nada de óbvio. A fachada em forma de cuco gigante já anuncia que ali a experiência vai além do prato. A decoração, assinada por Maico Zimmer, mistura elementos dos contos dos Irmãos Grimm com referências da cultura alemã: um Salão inspirado na Floresta Negra, com bar e atmosfera imersiva; a Casinha de João e Maria, um dos espaços mais fotografados; e um biergarten que recebe bandinhas, eventos e celebrações típicas. Esse espaço ao ar livre, típico da cultura alemã, tem feito o maior sucesso.

O resultado é um ambiente lúdico, acolhedor e surpreendente. É um convite para entrar, desacelerar e viver a cultura germânica de forma sensorial. O espírito da colônia está vivo em cada detalhe e, em certa medida, o Prost funciona como uma espécie de Oktoberfest permanente, com espírito acolhedor e sabor de casa de vó.

Além das refeições, quem passa pela estrada pode dar uma paradinha para saborear ou comprar as cucas, bolachas e bolos artesanais preparados por Simone Marschner, guardiã de receitas que atravessam gerações. É importante dizer que o empreendimento é familiar, dos Marschner. A história do restaurante nasceu justamente da união de talentos desse grupo: Maico, encantado pela comida da sogra, decidiu que aquilo precisava ser compartilhado e colocou seu talento em arquitetura e design a serviço do projeto. Simone assumiu a cozinha, com apoio de Leandro e Erick. “O Prost é praticamente meu parque de diversões, onde posso apresentar ideias, atender as pessoas e ter momentos absolutamente agradáveis”, revela Zimmer.

Para quem quiser uma imersão cultural, vale aproveitar para conhecer o dialeto Hunsrück, falado pela equipe e presente no cardápio bilíngue. Essas referências da cultura local reforçam a autenticidade da experiência e aproximam o visitante da cultura viva de Santa Maria do Herval.

Portanto, para quem vai de Porto Alegre para Gramado, ou vice-versa, fica a dica de parada obrigatória na rota encantada. Em um ano, o Prost conquistou tanto turistas como moradores. E a combinação de uma rota sem pedágio, paisagens da Serra, gastronomia afetiva e imersão cultural transformou o restaurante em um destino por si só. Se você deseja algo mais além da experiência que o Prost oferece, saiba que Santa Maria do Herval tem belas trilhas, cascatas e clima de vilarejo europeu.

O Brasil entre o dólar e os BRICS

Dagoberto Lima Godoy

A explosão da dívida dos Estados Unidos é um sintoma de desgaste estrutural. A dívida americana já ronda os US$ 39 trilhões, acima de 120% do PIB, segundo o FMI. Isso não significa colapso iminente do sistema americano, mas indica que o coração financeiro do mundo já não transmite a mesma sensação de solidez inquestionável de outrora. Tampouco significa o desaparecimento súbito da ordem anterior. O que se vê é a erosão simultânea de vários de seus pilares: a supremacia incontestada do dólar, a neutralidade das cadeias globais, a abundância de energia barata e a ideia de que a globalização havia domesticado a guerra.

A ordem mundial não está apenas se reordenando por planilhas, tarifas e algoritmos; está sendo redesenhada também pelo uso da força. A guerra da Rússia contra a Ucrânia demonstra quanto energia, alimentos e logística continuam sendo armas estratégicas, assim como o confronto militar direto dos Estados Unidos contra o Irã projeta forte impacto potencial sobre petróleo, seguros, fretes e estabilidade regional.

Mas a transformação mais profunda decorre do fato de a economia digital ter-se tornado brutalmente material. A escalada da inteligência artificial está empurrando para cima a demanda por eletricidade, refrigeração, cobre, lítio, grafite, terras raras e capacidade firme de geração. A demanda por minerais críticos segue crescendo e permanece fortemente concentrada, sobretudo no refino controlado pela China.

Nesse cenário, o Brasil ganha relevo. Não por ser potência militar ou líder em inteligência artificial, mas por deter um conjunto de ativos que o novo ciclo histórico valoriza crescentemente: energia limpa, alimentos, água, território e minerais críticos, como lítio, grafite, níquel, cobre, nióbio e terras raras. Num mundo que passa a girar em torno de infraestrutura energética, transição industrial e segurança de suprimentos, isso confere ao Brasil um peso que parece ainda não ter sido inteiramente percebido por sua própria elite dirigente.

Nesse quadro, os BRICS ensaiam, não uma substituição frontal do dólar, como Lula por vezes sugere, mas uma erosão prática de sua centralidade, por meio de sistemas de pagamento e cooperação financeira colocados no centro da agenda do bloco. Pelas manifestações oficiais, o Brasil parece inclinar-se para esse polo alternativo, embora essa opção estratégica não tenha sido efetivamente discutida no Congresso Nacional.

O governo Lula parece acreditar que a aproximação com os BRICS amplia a margem de manobra diplomática, abre espaço para financiamento, cooperação tecnológica seletiva, pagamentos em moedas locais, quando convenientes, e maior poder de barganha diante do sistema tradicional. Isso pode elevar o valor estratégico de nossos ativos materiais — energia, agropecuária e minerais. Mas há três ilusões que o país precisa evitar.

A primeira é imaginar que os BRICS já constituam uma ordem coesa. Não constituem. O bloco reúne interesses frequentemente divergentes, ritmos distintos e visões estratégicas por vezes incompatíveis.

A segunda é supor que China e Rússia sejam parceiros neutros ou desinteressados. Não são. Toda potência opera segundo seus próprios objetivos nacionais.

A terceira é crer que o Brasil possa reduzir rapidamente sua dependência funcional da ordem financeira baseada no dólar. Também não pode. O dólar continua central porque ainda não existe outro sistema com a mesma profundidade, liquidez e capacidade de absorver poupança global.

Por isso, a aposta correta do Brasil não é “trocar de lado”. É usar a reestruturação do mundo para ampliar sua autonomia, sem romper com nenhum polo essencial, muito menos com seus históricos parceiros ocidentais.

Afinal, o mundo não vive exatamente um reset econômico. Vive uma sacudida, um reordenamento. E, em tempos assim, os países que prosperam não são necessariamente os mais ideológicos, mas os que sabem ocupar posições indispensáveis. O Brasil pode ser um deles, mas só acertará se compreender que sua vocação não é ser satélite de uma ordem nem soldado de outra, e sim procurar ser necessário para ambas.


Pacote

 O governo federal anunciou nesta segunda-feira um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis:

- Um projeto de lei e decretos.

 A expectativa é aliviar os custos para consumidores e setores produtivos, além de garantir o abastecimento no país.

O pacote subsídios que custará R$ 31 bilhões, valor que será pago por todos os brasileiros, visando conter a alta do diesel e gás de cozinha. Também prevê redução de impostos e apoio ao setor aéreo.

Subsídios

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados. O benefício será válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões. Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Em ambos os casos, empresas deverão repassar a redução ao consumidor.Além disso, o governo vai zerar os impostos federais sobre o biodiesel, que compõe parte do diesel vendido nos postos, e o querosene de aviação.Para o gás liquefeito de petróleo (GLP), será concedido subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.

Setor aéreo

O pacote também prevê até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.Outra medida é a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, além do adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea.

Conta de luz mais barata sem investimento ganha espaço no Brasil

O avanço de novos modelos de consumo energético tem transformado a forma como empresas e residências lidam com a conta de luz. Entre as soluções que mais crescem está a energia por assinatura, que permite acesso à geração renovável sem necessidade de obras, instalação de equipamentos ou investimento inicial. Esse formato vem se consolidando como uma alternativa prática para reduzir custos em um cenário de tarifas elevadas. 

Nesse contexto, a VR Energia (www.vrgestora.com) se destaca ao oferecer um modelo simplificado e totalmente digital, no qual o consumidor passa a receber créditos de energia diretamente na fatura. “A nossa proposta combina economia que pode chegar a até 24%, com previsibilidade e facilidade de adesão, eliminando barreiras tradicionais da transição energética e ampliando o acesso a fontes limpas”, disse hoje para o blog a CEO da VR Energia, Viviane Rosa. 

A iniciativa ganha ainda mais força com a expansão de parcerias estratégicas, como a realizada com a Conecta Energia, que contribui para acelerar a conexão entre geração distribuída e consumidores finais na região Sul. O movimento reforça uma tendência clara: a democratização da energia renovável no Brasil, tornando-a mais acessível, escalável e alinhada às demandas de sustentabilidade e eficiência econômica. 

CLIQUE aqui e saiba mais no portal de noticias Conecta News, especializado em energia e telecom. 

Salários de gerentes no Brasil

Maior salário de gerente no Brasil é de R$ 52 mil em grandes empresas, aponta Guia Salarial 2026 da Michael Page

 • Teto para função gerencial em pequenas e médias companhias é de R$ 39 mil

• Função mais bem paga é a de gerente de Risco de Crédito

• Estudo analisou 286 posições gerenciais no mercado

• Menor salário de gerente no país é de R$ 9 mil

 O maior salário pago para a função de gerente no Brasil é de R$ 52 mil. O valor é oferecido a gerentes de Risco de Crédito em grandes bancos. Nas pequenas e médias empresas, o teto salarial para a função gerencial é de R$ 39 mil, valor pago também a profissionais especializados em gerência de risco de crédito, tema que tem preocupado as empresas. Os valores se referem apenas ao salário bruto e não incluem remuneração variável oferecida.

Os dados são do Guia Salarial 2026 da Michael Page, consultoria global líder em recrutamento executivo. O levantamento analisou 286 funções gerenciais em diversos setores da economia. O Guia ouviu 7.147 profissionais e 998 empresas de todo o Brasil.

Finanças e governança dominam o topo da remuneração

Entre as posições com maiores salários nas grandes empresas, predominam cargos ligados à gestão financeira e à governança corporativa. Além do gerente de Risco de Crédito, o cargo de gerente de Relações com Investidores aparece entre os mais bem remunerados. A área da Saúde também é destaque, com quatro gerências entre as mais bem pagas do país. Posições de Recursos Humanos fecham o quadro das maiores remunerações no nível gerencial (ver tabela).

 Posições financeiras e vendas lideram em pequenas e médias empresas

No universo das pequenas e médias empresas, além da gestão de risco de crédito, ganham destaque funções ligadas à gestão financeira e à expansão comercial. É o caso do gerente de Tesouraria, com teto de R$ 38 mil, e de posições comerciais nacionais em Bens de Consumo e Dispositivos Médicos.

Funções ligadas à tecnologia também aparecem entre as mais bem remuneradas nesse segmento, como gerente Executivo de Tecnologia e gerente de Engenharia de Dados.

 Diferença salarial entre funções pode superar cinco vezes

O estudo também mostra que o menor salário identificado para posições gerenciais é de R$ 9 mil mensais, registrado em funções de gestão operacional em pequenas e médias empresas.

A amplitude da faixa salarial evidencia que fatores como porte da empresa, setor de atuação e responsabilidade estratégica da função influenciam diretamente a remuneração de cargos de liderança intermediária.

Sobre a Michael Page

A Michael Page, marca que integra o PageGroup, é a escolha ideal para empresas em busca de contratação de executivos de alta e média gerência. Com uma expertise sólida nesse segmento, a empresa oferece soluções abrangentes e personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente. Por meio de uma abordagem consultiva e especializada, a Michael Page identifica os profissionais mais qualificados e compatíveis com as demandas das posições de liderança. Com um amplo networking e uma equipe de consultores experientes, a empresa está preparada para auxiliar nas contratações estratégicas que impulsionarão o crescimento e sucesso das organizações. 

Com uma gama soluções para Recursos Humanos, o PageGroup é um grupo inglês listado na bolsa de valores de Londres e está presente em 37 países. Atualmente, seus mais de 9 mil profissionais atuam em diferentes culturas e mercados, o que contribui para seu conhecimento em 3 esferas: global, regional e local. Os consultores, distribuídos por todo o país em nossos cinco escritórios (São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife), já foram responsáveis pela contratação de mais de 40 mil profissionais no Brasil desde 2001. 


Relatório

O relatório de autoavaliação do Pacto Brasil do Banco Master, alegadamente preenchido pelo escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, sumiu dos sistemas da Controladoria-Geral da União (CGU) após serem detectadas contradições entre a data dos serviços prestados e a data efetiva que o documento foi enviado para o órgão federal. O site O Antagonista explicou que o escritório Barci de Moraes declarou que, entre os serviços prestados para o Banco Master, estava o “preenchimento de autoavaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros”.No entanto, na plataforma do Pacto Brasil da CGU, o preenchimento efetivamente ocorreu em 13 de março do ano passado. Ou seja, seis meses antes do que de fato foi explicado na nota.

O Antagonista obteve acesso de uma print de página com o relatório do Banco Master que foi extraído em 10 de março deste ano. Na manhã de 11 de março, o relatório do banco de Daniel Vorcaro não estava mais disponível para consulta no sistema da CGU.

Em resposta a O Antagonista, a CGU informou que o relatório foi excluído da consulta pública pelo fato de Banco Master sido liquidado., mas que a cópia está em seus arquivos internos.



Alexandre de Moraes já tem 17 imóveis e comprou 12 deles depois que foi para o STF

O patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, cresceu 266% desde que ele ingressou na Corte, em março de 2017. Moraes tem 17 imóveis, cujo valor é de R$ 31,5 milhões. Deste total, R$ 23,4 milhões foram investidos em compras em Brasília e SP e tudo com pagamento a vista. Antes de ir para o sTF, 2019, Moraes tinha 12 imóveis, valendo R$ 8,6 milhões. Ele ganha R$ 46 mil por mês no sTF.

Depois de nomeado ministro do STF, a família de Moraqes comprou um apartamento de 86 metros quadrados no bairro do Jardim Paulista, em São Paulo,  uma mansão de 776 metros quadrados no Lago Sul de Brasília, área mais nobre da capital federal, por  R$ 12 milhões de reais em agosto de 2025, também em 2025 um apartamento de alto padrão em Campos do Jordão, no interior de São Paulo (somado a outro apartamento no mesmo condomínio, o valor total do conjunto vale R$ 8,2 milhões).

Banco Master

O escritório Barci de Moraes, no qual trabalha Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master.

Por mês, o escritório da esposa de Moraes recebia 3,6 milhões de reais do banco de Daniel Vorcaro.



Dica do editor - Invenção para ajudar os idosos

A invenção mencionada em um artigo de opinião do The Washington Post (março de 2026) que parece tão óbvia e perfeita é o JubileeTV. 

Aqui estão os detalhes dessa tecnologia:

O que é: Uma pequena caixa com câmera e microfone que se conecta à televisão da casa, transformando-a em uma central de comunicação e monitoramento para idosos.

Por que é genial e "óbvia": A televisão é um item doméstico familiar e onipresente. Ao contrário de smartphones ou tablets, que podem ser difíceis de usar para idosos com tremores ou declínio cognitivo, a TV é algo que eles já sabem operar.

Funcionalidades:

Videochamadas fáceis: Permite que familiares façam videochamadas que aparecem diretamente na tela da TV, sem que o idoso precise segurar um telefone ou apertar botões complexos.

"Drop-in" de segurança: Se o idoso não responder, parentes podem ativar a câmera para verificar a situação, agindo como um sistema de monitoramento remoto.

Lembretes de medicação: A TV pode mostrar lembretes de remédios, que se sobrepõem ao programa que está passando, e notificar os cuidadores se a dose for esquecida. 

O objetivo do JubileeTV é ajudar os idosos a permanecerem em casa (aging in place) por mais tempo, combatendo a solidão e permitindo que a família cuide deles remotamente sem o estresse da tecnologia convencional.

Zumbido no ouvido

 O zumbido no ouvido (ou tinnitus) é uma sensação sonora, como um apito, chiado, som de abelha ou panela de pressão, que ocorre sem que haja uma fonte sonora externa. Milhões de brasileiros sofrem com esse sintoma, que não deve ser encarado como normal ou algo com que se deve acostumar. 

O que o zumbido pode indicar?

O zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma de que algo no sistema auditivo ou na saúde geral não está funcionando corretamente. Ele pode estar relacionado a: 

Perda auditiva silenciosa: Frequentemente associado à diminuição da audição.

Problemas estruturais: Alterações na articulação temporomandibular (ATM), músculos mastigatórios ou tensão no pescoço/ombros.

Causas metabólicas: Açúcar alto, insulina ou colesterol elevado.

Fatores emocionais: Estresse crônico e ansiedade.

Causas auditivas: Acúmulo de cera, infecções de ouvido (otite) ou exposição a sons altos. 

É perigoso?

Na maioria dos casos, o zumbido não é um risco de morte, mas indica que sua saúde auditiva precisa de atenção. A avaliação por um otorrinolaringologista (preferencialmente otoneurologista) é fundamental para investigar a causa, que pode ser tratada ou controlada. 

Quando o zumbido aparece mais?

O som é mais percebido à noite, devido ao silêncio do ambiente. 

Se você ou alguém que você conhece convive com esse incômodo, a recomendação é buscar ajuda médica especializada, pois existem formas de aliviar e controlar o sintoma, como uso de aparelhos auditivos, terapia sonora e mudanças no estilo de vida.