Personagem central de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (1865), a Rainha de Copas é a personificação do autoritarismo cego e do capricho tirânico. Ela governa uma "Corte" de cartas de baralho através do medo, desprezando leis e a lógica. Seu bordão — "Cortem-lhes as cabeças!" — simboliza o poder que condena antes de julgar. Na obra, ela representa a fúria irracional que transforma a justiça em um jogo de cartas marcadas, onde a sentença precede o veredito. É o símbolo máximo da instabilidade institucional.