Íntegra do manifesto de Cole Tomas Allen:

Olá a todos!

Então, pode ser que eu tenha surpreendido muita gente hoje.


Deixem-me começar pedindo desculpas a todos cuja confiança eu traí.


Peço desculpas aos meus pais por dizer que tinha uma entrevista sem especificar que era para o “Mais Procurado”.


Peço desculpas aos meus colegas e alunos por dizer que tinha uma emergência pessoal (no momento em que alguém ler isto, eu provavelmente vou precisar mesmo ir para o pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não é uma situação autoinfligida).


Peço desculpas a todas as pessoas que viajei ao lado, a todos os trabalhadores que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não-alvo no hotel que eu coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.


Peço desculpas a todos que foram abusados e/ou assassinados antes disto, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isto, a todos que ainda podem sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.


Não espero perdão, mas se eu tivesse visto qualquer outra forma de chegar tão perto, eu teria escolhido. 


Novamente, minhas sinceras desculpas.


Agora, sobre o motivo de eu ter feito tudo isto:

Eu sou um cidadão dos Estados Unidos da América.


O que os meus representantes fazem se reflete em mim.


E eu não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.


(Bem, para ser completamente honesto, eu não estava mais disposto há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive de fazer algo a respeito.)


Enquanto falo sobre isso, vou também explicar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas eu não sou militar, então azar).


Funcionários da administração (exceto o Sr. Patel): eles são alvos, priorizados do mais alto cargo para o mais baixo.


Serviço Secreto: eles são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal se possível (ou seja, espero que estejam usando colete à prova de balas porque tiro no centro de massa com espingarda estraga pessoas que não estão).


Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).


Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.


Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.


Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.


Convidados: não são alvos de forma alguma.


Para minimizar baixas, também usarei chumbo grosso em vez de projéteis únicos (menos penetração através das paredes).


Eu ainda passaria por quase todo mundo aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas escolheu comparecer a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e portanto são cúmplices), mas realmente espero que não chegue a isso.


Respostas às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Resposta: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. 


Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança em idade escolar explodida ou uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.


Oferecer a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.


Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Resposta: Peço que quem pensa assim pare um minuto e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, eu devo passar direto porque seria “inconveniente” para pessoas que não são as vítimas?


Este foi o melhor momento e a melhor chance de sucesso que consegui encontrar.


Objeção 3: Você não pegou todos eles.

Resposta: Tem que começar de algum lugar.


Objeção 4: Como uma pessoa meio negra, meio branca, você não deveria ser o único fazendo isso.

Resposta: Não vejo mais ninguém assumindo a responsabilidade.


Objeção 5: Dai a César o que é de César.

Resposta: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder nada que seja ordenado de forma ilegal.


Gostaria também de estender minha gratidão a muitas pessoas, já que provavelmente não poderei mais falar com elas (a menos que o Serviço Secreto seja assombrosamente incompetente).


Obrigado à minha família, tanto pessoal quanto da igreja, pelo amor ao longo desses 31 anos.


Obrigado aos meus amigos, pela companhia ao longo de muitos anos.


Obrigado aos meus colegas em muitos empregos, pela positividade e profissionalismo.


Obrigado aos meus alunos pelo entusiasmo e pelo amor ao aprendizado.


Obrigado a muitos conhecidos que encontrei, pessoalmente e online, por interações curtas e relacionamentos de longo prazo, pelas perspectivas e pela inspiração.


Obrigado a todos por tudo.


Sinceramente.

Nova linha de financiamento para modernização de máquinas e implementos agrícolas

 O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo a criação de uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito para a modernização de máquinas e implementos agrícolas.

O anúncio foi feito durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Os recursos integram uma nova modalidade do programa MOVE Brasil, voltada ao setor agropecuário.

“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep, diretamente, ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil”, disse Alckmin.

Ele destacou que os recursos serão disponibilizados no prazo de três semanas, “com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”.

Crédito e inovação

A nova modalidade do MOVE Brasil utilizará recursos do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sob gestão da Finep, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento.

A previsão é que os financiamentos estejam disponíveis em 20 a 30 dias.

Pela primeira vez, cooperativas agrícolas poderão acessar diretamente crédito da Finep para financiar máquinas, equipamentos e soluções de agricultura digital.

Avaliação de ministros

Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, afirmou que a iniciativa contribui para a mecanização e a tecnificação da agricultura familiar, com apoio da indústria nacional.

Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o setor deve ser impulsionado pela entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, prevista para 1º de maio, com redução tarifária para produtos agropecuários.

A idade de Lula

 Luiz Inácio Lula da Silva completou 79 anos em 27 de outubro de 2024, tornando-se o presidente brasileiro mais velho a exercer o cargo. 

A percepção sobre a idade e a saúde do presidente varia:

Críticas e Preocupações: Alguns políticos da oposição, como o senador Rogério Marinho, utilizaram termos fortes como "velho, decrépito e senil" para descrever o presidente em março de 2025, sugerindo falta de projeto para o país. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também mencionou em abril de 2026, sem citar Lula nominalmente, a existência de "lideranças envelhecidas" que não percebem a hora de sair.

Debate sobre 2026: Uma pesquisa PoderData de julho de 2025 indicou que 50% dos entrevistados consideram a idade de Lula um problema para uma possível reeleição. A revista Washington Post também questionou, em junho de 2025, se ele estaria "velho demais" para 2026, apontando desgaste e irritabilidade.

Contexto de Saúde: Em 2024, Lula sofreu uma queda no Palácio da Alvorada, o que destacou os riscos de saúde comuns em idosos, como explicado por especialistas na época.

Visão do Próprio Lula: Em 2022, o presidente declarou que as pessoas só envelhecem quando não têm uma causa e pediu que não se preocupassem com sua idade. 

Portanto, a idade de Lula é um tema central no debate político, com opositores focando em supostos desgastes, enquanto apoiadores tendem a focar em 

 Volta dos presos em viaturas exige resposta do governo do Estado

Enquanto PMs cuidam dos presos nos veículos, deixam de fazer policiamento nas ruas

Aguarda-se da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) do Estado clareza sobre providências para combater a volta do problema de presos custodiados em viaturas da Brigada Militar (BM) e em delegacias. Há várias semanas a situação se repete, principalmente na Região Metropolitana. É visível na frente do Palácio da Polícia, na Capital, onde são recorrentes as cenas de veículos da BM parados com suspeitos algemados por horas a fio, vigiados por brigadianos. Celas de delegacias que funcionam no prédio também estariam abarrotadas, conforme reportagem publicada na sexta-feira em Zero Hora. Em alguns casos, homens estariam ali detidos há mais de cinco dias, muito acima do prazo máximo. 

Uma política de segurança pública exitosa, como vem sendo a do RS, não prescinde de um sistema penitenciário bem dimensionado

Enquanto PMs cuidam dos presos, deixam de fazer policiamento nas ruas. As viaturas deveriam voltar rapidamente às tarefas de patrulhamento, oferecendo maior segurança aos cidadãos. Só essa consequência já seria suficiente para que se exigisse uma solução ou ao menos que as autoridades fossem transparentes sobre as dificuldades. O caso se agrava se, de fato, operações policiais estão sendo suspensas pela superlotação do sistema carcerário. 

Cumpre recordar que, ao ser anunciado, em 2019, e concluído, em 2022, o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) da Capital foi prometido como a solução definitiva para a disfunção dos presos mantidos em viaturas ou delegacias. O Nugesp funciona como centro de triagem. É de onde os detidos são direcionados para as demais unidades prisionais. Tem capacidade para 708 pessoas. Devido à superlotação e à permanência de suspeitos por tempo muito acima do permitido, no último dia 17 a Justiça suspendeu o ingresso de novos presos no local, a não ser de detidos em flagrante.

Diante das informações insuficientes ora prestadas pela SSPS, recorre-se ao que disse o então secretário Jorge Pozzobom, no início de março. O quadro refletiria um aumento inesperado de prisões a partir do ano passado. Cresciam em média de 2% a 4%, mas em 2025 aumentaram 14%, em especial na Região Metropolitana, agravando a superlotação local dos presídios. É essencial que as polícias prendam sempre que necessário, contribuindo para a continuidade da queda histórica da criminalidade no RS. 

O Estado teria sido surpreendido pelo aumento abrupto de 6,4 mil detenções, elevando o número de presos no RS para o recorde de 54 mil. A nota divulgada na quinta-feira pela SSPS fala de investimentos de R$ 1,4 bilhão de 2019 a 2026 e cita obras em andamento para ampliar a capacidade em alguns municípios, sem indicar o que estaria sendo endereçado para a Região Metropolitana, epicentro do déficit. Em 9 de março, em entrevista à Radio Gaúcha, Pozzobom referiu “estudos” sobre expansão de vagas em Canoas, Sapucaia do Sul e Osório. Depreende-se que a ampliação real de capacidade está distante. É dever do poder público informar a sociedade gaúcha com transparência e objetividade sobre a conjuntura atual e perspectivas de solução.

Uma política de segurança pública exitosa, como vem sendo a do RS, não prescinde de um sistema penitenciário bem dimensionado, que absorva o aumento da população carcerária com dignidade, manutenção da disciplina e possibilidades de ressocialização. 


Venda de sentenças

 O Brasil nunca tive, simultaneamente, tantos desembargadores, em Tribunais Regionais, afastados por venda de sentença, como em 2024 e 2025. A constatação é do deputado federal Osmar Terra (PL-RS)que acrescenta:

- Foi um fenômeno inédito na história do país. Nos últimos cinco anos, entre 2021e 2026, Investigações atingiram pelo menos 14 tribunais estaduais e federais. Os números mais citados são de 2024 e 2025, com grande concentração no segundo semestre de 2024.

Osmar enumera os casos.

1- Cerca de 16 a 23 desembargadores afastados. 

2- Cerca de 7 a 10 juízes de primeira instância afastados ou investigados. 

3- Vários indiciados ou com Processos Administrativos Disciplinares abertos no CNJ (ex.: 8 magistrados no Maranhão e Mato Grosso do Sul em 2025). Casos mais expressivos: 

4- Mato Grosso do Sul — 5 a 7 desembargadores afastados (Operação Última Ratio). 

5- • Tocantins — 5 desembargadores e 3 juízes. 

6- • Maranhão — 4 desembargadores e 2 juízes (Operação 18 Minutos/Inauditus, 2025–2026).

7- • São Paulo — 1 desembargador denunciado (Operação Churrascada). 

8- • Bahia — 6 desembargadores réus na Operação Faroeste (caso mais antigo, mas com desdobramentos recentes). 

9- • Rio de Janeiro (TRT) — 3 desembargadores condenados a 10–20 anos de prisão (2025, por esquema de corrupção).

Osmar Terra conclui:

- É preciso pensar seriamente no que e porquê isto está acontecendo, para o bem do País.

Dica do editor - Saiba o que fazer se você for mordido por um carrapato

 1. Remova o carrapato imediatamente (com segurança) - Use uma pinça: Com uma pinça de ponta fina, segure o carrapato o mais próximo possível da sua pele (pela cabeça/partes da boca). Puxe em linha reta: Aplique uma pressão firme, constante e puxe para cima, sem girar ou esmagar o corpo do carrapato. Se a cabeça ficar presa: Se a boca do carrapato se romper e ficar na pele, tente removê-la com a pinça. Se não conseguir, não se preocupe: deixe a pele curar e ela sairá naturalmente com o tempo. 

2. Higienize a área e o carrapato 

3. Observe os sintomas (Próximos 14 dias) - Atenção aos sinais de febre maculosa ou infecções nos dias seguintes. Se aparecerem, procure um médico imediatamente e informe sobre a picada: Febre alta e calafrios/ Dor de cabeça intensa./ Manchas vermelhas na pele (especialmente palmas das mãos e solas dos pés)./ Dores musculares e articulares. 

NUNCA espremer o corpo do carrapato, pois isso injeta saliva contaminada na ferida.

NÃO usar fósforo, agulhas quentes ou substâncias como óleo ou querosene para tentar sufocar o bicho. 

Nota: Se a picada ocorreu em uma área com histórico de febre maculosa, procure atendimento médico mesmo sem sintomas, para avaliação

Artigo, especial, Jerônim Goergen - Diesel mais barato começa no campo brasileiro

- O autor é presidente da APROBIO e ex-deputado federal pelo RS.

A recente aposta do governo no aumento da mistura de etanol à gasolina, com o objetivo de reduzir preços ao consumidor, é um reconhecimento importante de uma verdade simples: o Brasil tem, dentro de casa, alternativas reais para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e aliviar o bolso da população. Mas essa lógica não pode ser seletiva. Se o etanol ajuda — e ajuda muito —, o biodiesel pode cumprir exatamente o mesmo papel no diesel, que hoje pesa ainda mais na inflação e na logística do país.

Hoje, cada litro de diesel consumido no Brasil já contém 15% de biodiesel. Ou seja, uma parte relevante da solução já está dentro do tanque. O caminho está aberto — o que falta é avançar.

Ao ampliar essa mistura, o Brasil reduz imediatamente a necessidade de importar diesel, diminui a exposição às oscilações internacionais — agravadas por guerras e instabilidades geopolíticas — e fortalece uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e valor agregado dentro do país. Diferentemente do combustível fóssil, cujo preço é definido lá fora, o biodiesel é produzido aqui, a partir da nossa agricultura, movimentando uma economia que vai do campo à indústria.

Hoje, o país concede benefícios ao diesel fóssil importado, inclusive com redução de tributos e subsídios, enquanto o biodiesel, que já compõe o mesmo litro vendido ao consumidor, não recebe tratamento equivalente. Essa assimetria prejudica o desenvolvimento do setor e enfraquece uma solução que está pronta.

O Brasil já mostrou, com o etanol, que é possível liderar uma transição energética inteligente, baseada em vantagens competitivas reais. O biodiesel é o passo seguinte dessa trajetória. Temos capacidade instalada, temos matéria-prima, temos tecnologia e temos um setor preparado para crescer.

O que falta é decisão. Tratar o biodiesel com a mesma prioridade estratégica que o etanol significa reduzir custos, gerar empregos, fortalecer o agro e aumentar a segurança energética do país.

Não se trata de escolher entre etanol ou biodiesel. Trata-se de usar os dois, com inteligência, para fazer do Brasil uma potência energética baseada em produção própria e sustentável.


Mudanças nos consignados

 A medida ocorre em um cenário de aumento do endividamento no país. Dados do Banco Central de abril de 2026 indicam cenário crítico: 49,7% da renda das famílias está comprometida com dívidas, próximo ao recorde histórico. O comprometimento mensal de renda chegou a 29,3%, com mais de 80% das famílias endividadas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta sexta-feira (24) resolução do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, que cria uma metodologia para monitorar os juros e os encargos. A medida já está em vigor.A principal mudança é a criação de um limite indireto para o custo total do empréstimo. Pela nova regra, o chamado Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros e demais encargos, não poderá ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa de juros mensal contratada. Na prática, isso significa que, se um empréstimo tiver juros de 1,5% ao mês, o custo total máximo permitido será de 2,5% ao mês. Dados recentes mostram que as taxas do consignado CLT variam de 1,63% a 6,87% ao mês. O custo total médio chega a 4,48% mensais, acima da taxa média de juros de 3,66%.

Com a nova norma, os bancos passam a ter restrições claras sobre o que podem cobrar. Serão permitidos apenas quatro tipos de encargos: Juros remuneratórios (valor principal cobrado pelo empréstimo); multa e juros por atraso (mora); tributos obrigatórios; seguro prestamista (somente se o cliente autorizar expressamente). Outras cobranças, como taxas de abertura de crédito ou tarifas de cadastro, passam a ser consideradas irregulares.

Desde sua criação, o programa movimentou cerca de R$ 131 bilhões em empréstimos para mais de 9 milhões de trabalhadores. Desse montante, R$ 91 bilhões correspondem a novos contratos.

O que mudará nas apostas virtuais

A partir do início de maio, apostas sobre temas como esportes, política e entretenimento passam a ser proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil. A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), busca fechar uma brecha regulatória e definir regras mais claras para esse tipo de atividade. Na prática, só continuarão permitidos contratos ligados a temas econômicos e financeiros, como inflação, juros ou preço de commodities, que são os bens primários com cotação internacional.

As novas regras constam da Resolução do CMN 5.298, aprovada na noite de quinta-feira (23) pelo órgão, mas divulgada somente nesta sexta-feira (23).

Acompanhe o que conta esta reportagem especial da Agência Brasil (o texto é da agência):

O que é o mercado preditivo?
O mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como “Vai acontecer ou não?”

Se o evento acontecer, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que:

1) Nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios;

2)   Nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si.

 Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

O que passa a ser proibido?

Com a nova regra, ficam proibidos no Brasil contratos ligados a:

Resultados de jogos esportivos

Eleições e temas políticos

Reality shows e entretenimento

Eventos sociais ou culturais

Na prática, boa parte do que fazia sucesso nessas plataformas deixa de ser permitido. A proibição vale inclusive para plataformas estrangeiras que ofereçam esses produtos a brasileiros.

O que continua liberado?

Ainda será possível negociar contratos ligados a variáveis econômicas, como:

Taxa de juros;

 Inflação;

 Câmbio;

  Preço de petróleo ou outras commodities.

Esses casos continuam sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado financeiro.

Por que o governo tomou essa decisão?

O principal motivo é que o governo passou a entender que apostas sobre eventos não-financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar, não como investimentos.

Dessa forma, apostas em eventos não financeiros só podem ser feitas por meio de bets, que exigem:

Licença do Ministério da Fazenda;

Pagamento de taxas;

Regras de proteção ao jogador.

Sem esses requisitos, as plataformas de mercado preditivo eram vistas como concorrência irregular às bets.

O que muda para o setor?

A decisão reduz drasticamente o espaço de atuação de empresas de mercado preditivo no Brasil, como plataformas internacionais que ofereciam apostas sobre eleições ou eventos globais.


Por outro lado, o governo tenta:

Evitar riscos para investidores;

 Reduzir especulação excessiva;

 Organizar um setor que crescia sem regras claras.

A regulamentação complementar será feita pela CVM, que também ficará responsável por fiscalizar o cumprimento das novas normas.

Quando passa a valer?

As novas regras entram em vigor em 4 de maio e fazem parte de um movimento mais amplo do governo para organizar o mercado de apostas e produtos financeiros no país.

Prefeitura dará bolsas para formação continuada de professores municipais

 O prefeito Sebastião Melo mandou, ontem, para a Câmara Municipal, projeto de lei que institui o Programa Municipal de Bolsas de Formação Continuada da Educação (Proforce). O objetivo do programa é incentivar a qualificação profissional em áreas estratégicas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino, além de fortalecer a valorização, retenção e motivação dos profissionais da Rede Municipal.O Proforce prevê diferentes modalidades de apoio, incluindo bolsas de graduação, especialização, pós-graduação, pós-doutorado, complementação pedagógica ou segunda licenciatura, além de aperfeiçoamento em temas estratégicos, como alfabetização, educação inclusiva, gestão escolar e inovação pedagógica.

A concessão das bolsas será realizada por meio de processo seletivo público, regulamentado por edital. Entre os critérios previstos estão a adequação do curso às prioridades da política educacional do município e a inexistência de sanções disciplinares impeditivas.

Tamanho da rede

A Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre (dados de 2025/2026) conta com cerca de 100 a 102 escolas próprias, atendendo mais de 67 mil alunos. A rede inclui escolas de educação infantil, ensino fundamental, especial e EJA, além de uma ampla rede de escolas conveniadas. 

Escolas Próprias (Diretas): A rede própria conta com 102 escolas próprias (a partir de 2026), após a incorporação de unidades estaduais.

Escolas Conveniadas: Aproximadamente 221 escolas conveniadas/parceiras, especialmente na educação infantil.

Alunos: Mais de 67 mil alunos no ensino municipal direto.

Professores: O quadro funcional é composto por milhares de educadores, com o último levantamento indicando mais de 8 mil professores na rede municipal direta. 

A educação municipal em Porto Alegre abrange desde a educação infantil até o ensino fundamental e, em menor escala, o ensino médio e a educação de jovens e adultos (EJA). 


Artigo, especial, Dagoberto Lima Godoy - Jogo no Brasil: chega de hipocrisia eleitoral

Dagoberto Lima Godoy

 Levantamento da Confederação Nacional do Comércio estimou que já em 2024 o varejo deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024 em razão do deslocamento de recursos das famílias para as apostas online. Trata-se de dinheiro que antes circularia no comércio, nos serviços, na alimentação, no vestuário, no lazer familiar e nas pequenas despesas do cotidiano, mas que passou a migrar para plataformas digitais de aposta. 

Esse movimento coincide com um quadro grave de endividamento das famílias. Em março de 2026, pesquisas da mesma CNC indicavam que cerca de quatro em cada cinco famílias brasileiras estavam endividadas, com índice de 80,4%, patamar apontado como recorde. Não se pode atribuir toda essa crise às apostas, evidentemente; juros altos, perda de renda, crédito caro e inflação acumulada também pesam. Mas seria ingenuidade ignorar que as bets passaram a disputar, de modo agressivo, a renda disponível de famílias já financeiramente fragilizadas.

A medicina já reconhece o transtorno do jogo como uma adição comportamental, associada a ansiedade, depressão, endividamento familiar e sofrimento psíquico grave. Diante disso, tratar as apostas digitais apenas como “entretenimento” é mascarar o problema. Quando o produto depende do prejuízo repetido de muitos — estimulado por design viciante, publicidade agressiva e acesso permanente, 24 horas por dia — a regulação pró-mercado torna-se cosmética: melhora a vitrine, mas preserva o motor do dano.

A incoerência se torna ainda mais evidente quando o Estado, depois de licenciar, tributar e organizar o mercado, passa a insinuar sua proibição ou forte restrição às vésperas de uma eleição presidencial. O governo federal estruturou a Secretaria de Prêmios e Apostas para autorizar, regulamentar, supervisionar e sancionar o setor; ao mesmo tempo, em abril de 2026, integrantes do governo e da base governista passaram a defender medidas mais duras, inclusive projeto para proibir a exploração, oferta e promoção de apostas de quota fixa no país. 

Se a prioridade era proteger as famílias, por que se permitiu a expansão explosiva do setor? Se a prioridade era arrecadar, que se diga claramente: o Estado aceitou tributar uma atividade cuja dinâmica econômica se alimenta da perda recorrente de milhões de apostadores. Agora, quando o dano social se torna visível e politicamente incômodo, surge a conversão moral tardia. Pode ser correção de rumo; mas também tem aparência de cálculo eleitoral.

O ponto central é simples: não se pode transformar vício em fonte de receita pública e, depois, posar de defensor das vítimas. Licenciar, tributar, arrecadar, tolerar publicidade massiva, permitir patrocínios no esporte e, só depois do estrago, cogitar proibição ou endurecimento radical, revela uma gestão errática, quando não hipócrita.

Política séria não transforma dependência em estratégia de arrecadação, nem corrige por conveniência eleitoral aquilo que ajudou a expandir por conveniência fiscal. 


Editorial, RBS - Escalada retórica de Lula contra Trump traz risco de revés comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem elevado o tom e sido recorrente nas críticas a Donald Trump e ao governo norte-americano nas últimas semanas. As intervenções militares da Casa Branca em outros países são o principal tema das manifestações de Lula, mas outros pontos de atrito, como o recente caso da expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) dos EUA e a pressão da Casa Branca contra o Pix, são ingredientes que colaboram para azedar ainda mais a relação entre Brasília e Washington. 

Parece que o presidente até veria como uma oportunidade alguma nova sanção contra o Brasil

É nítido que há cálculo eleitoral na postura de maior contundência contra Trump. Foi após a Casa Branca atingir o Brasil com um tarifaço despropositado e tentar se imiscuir em assuntos internos do país, por interferência da família Bolsonaro, que o presidente brasileiro recuperou pontos de popularidade no ano passado. O discurso da soberania nacional contra a tentativa de coação e ingerência externa deu resultado, mas em seguida a melhora na avaliação pessoal de Lula e do governo esmaeceu.

A estratégia de Lula traz riscos ao país. Bater em Donald Trump hoje parece fácil. O presidente dos EUA é cada vez mais contestado pela própria população norte-americana, semeia antipatias inclusive entre líderes de países considerados aliados históricos e hoje está ocupado em tentar uma saída para o atoleiro da guerra no Irã. O esperado encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, após surgir uma "química" entre os dois, talvez nem ocorra mais. Mas boa parte de sua administração ainda tem olhos para a América Latina e o Brasil.  

Seguem em curso, por exemplo, as investigações contra o país abertas no ano passado, relacionadas à Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O Brasil é acusado de práticas anticompetitivas que alegadamente prejudicariam a economia norte-americana e empresas dos EUA. São relacionadas ao Pix, ao etanol, ao comércio de produtos falsificados e ao desmatamento ilegal, entre outras questões. Em março, os EUA abriram nova apuração contra o país e outras nações pela Seção 301 para averiguar se o uso de trabalho forçado também não se configuraria em  competição desleal. O governo brasileiro já apresentou suas defesas, as negociações prosseguem, mas é ingenuidade contar que apenas argumentos racionais serão suficientes para impedir retaliações norte-americanas. Elas podem vir na forma de novas tarifas, restrições à importação de produtos brasileiros e paralisação de benefícios comerciais. 

A retórica do presidente brasileiro, com ou sem fundo de razão, pode contribuir para a má vontade dos colaboradores da Casa Branca que, por motivação ideológica, gostariam de fustigar o governo petista. Mas parece que Lula até veria como uma oportunidade alguma nova sanção dos EUA contra o Brasil. Seria a chance de voltar a empunhar a bandeira da soberania nacional e, por tabela, tentar reforçar a imagem da família Bolsonaro de subserviente à Casa Branca. Usando uma metáfora do futebol, bem ao gosto de Lula, é como se ele estivesse cavando uma falta para tirar proveito no jogo. Um revide poderia até ser um trunfo eleitoral, mas o custo recairia de alguma forma sobre a economia brasileira ou ao menos sobre alguns setores. 

A IA vai acabar com a corrupção nos Poderes

Elon Musk acabou de descrever a operação de roubo mais sofisticada da história americana. Não é um assalto, mas um sistema. Os impostos saem de Washington, eles entram em uma organização não governamental indicada pelo governo, com papel timbrado diferente. 

Musk: "Obviamente, se é uma organização não governamental financiada pelo governo, é só o governo. Eles cruzam uma fronteira. A lei americana para de segui-los. Eles passam por mais três entidades em mais três países. Eles voltam para casa. Bolsos diferentes. Mãos limpas. Crime perfeito".

Musk: "O governo pode enviar dinheiro para uma ONG que então não é mais governada pelas leis dos Estados Unidos." 

Agora faça as contas. Salário do Congresso. US$200.000. Patrimônio líquido médio de um membro antigo do Congresso. Mais de US$20 milhões. 

Musk: "Há muitos membros estranhamente ricos no Congresso. Só não consigo ligar como conseguiram 20 milhões de dólares ganhando 200 mil dólares por ano. Ninguém consegue explicar isso." 

Ninguém deveria explicar. Essa máquina funcionou intocada por décadas por um motivo limitação humana. Uma equipe forense não consegue rastrear dez mil transferências eletrônicas em cinquenta jurisdições globais ao mesmo tempo. A corrupção não se esconde na escuridão. Ela se esconde no volume. Eles construíram um labirinto tão deliberadamente complexo que o peso dele desaba toda investigação antes de começar. Papel enterra papel. A burocracia absorve investigação. Toda a arquitetura foi projetada para te esgotar. 

Então a inteligência artificial chegou. 

A IA não se cansa. Ela não pode ser comprada. Ela não perde a linha em transferência bancária de 4.000. Você dá a ela o livro-razão global inteiro. Ela mapeia cada nó, cada transferência, cada entidade fantasma, cada ONG offshore em todas as jurisdições. Não em semanas. Em horas. Ela encontra o sinal dentro do ruído. Ela sinaliza o padrão. Ela traça um dólar desde uma dotação de D.C. até uma concha das Ilhas Cayman e até uma pasta do Congresso no tempo que um auditor humano leva para encontrar sua vaga de estacionamento. 

O labirinto foi construído para derrotar os olhos humanos. Ele é indefeso contra uma máquina que lê todo o labirinto de uma vez. É por isso que o establishment não está apenas irritado com o Dept de Eficiência Governamental. Eles estão apavorados. 

Musk: "Vamos tentar descobrir e parar". 

Elon Musk não chegou a Washington para cortar orçamentos. Ele chegou com supercomputação, sistemas de auditoria de IA e um mandato para mapear toda a arquitetura financeira do governo federal. Pela primeira vez na história, a complexidade que protegeu a corrupção é justamente o que a vai expor. Cada entidade-casca é uma assinatura. Cada padrão de roteamento é uma impressão digital. Todo congressista que entrou ganhando US$ 200.000 e saiu no valor de US$20 milhões agora é uma variável em uma equação que será resolvida. O pântano nunca foi impenetrável. Era simplesmente grande demais para mãos humanas. Nunca foi construído para isso.

Casos de adultos brasileiros diagnosticados com hipertensão cresceram 31%

Casos de adultos brasileiros diagnosticados com hipertensão cresceram 31% 

A condição está diretamente relacionada às principais causas de morte no país. Diretrizes apresentadas pelo Ministério da Saúde em 2025 indicam a pressão arterial de 12 por 8 como sinal de alerta para pré-hipertensão

 A hipertensão arterial continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Silenciosa e muitas vezes assintomática, a condição pode evoluir por anos sem apresentar sinais claros. Esse é um dos principais fatores que dificultam o diagnóstico precoce e fazem com que muitos pacientes só descubram a doença após uma complicação grave, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou o infarto do miocárdio.

 Dados divulgados pelo Vigitel 2025 (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), pesquisa anual conduzida pelo Ministério da Saúde, mostram que o número de adultos brasileiros com hipertensão entre 2006 e 2024 cresceu 31%, número que acende um alerta para o estilo de vida de milhões de pessoas dentro do país.

 “A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Quando esses níveis se mantêm elevados de forma persistente, o coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue, o que pode causar danos aos vasos sanguíneos e a órgãos como coração, cérebro e rins”, explica o Dr. Celso Amodeo, cardiologista e nefrologista do hospital Hcor, especialista em hipertensão arterial.

 A hipertensão está diretamente relacionada às principais causas de morte no país. A cada ano, mais de 300 mil mortes ocorrem em decorrência de AVC e de infarto do miocárdio, o que representa, em média, uma morte a cada dois minutos. Estima-se que cerca de 80% dos casos de AVC estejam associados à hipertensão não controlada.

 Mesmo sendo uma condição crônica, a hipertensão pode ser prevenida e controlada com mudanças no estilo de vida. “Reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, praticar cerca de 150 minutos de atividades físicas por semana, evitar o tabagismo, regular o consumo de álcool e monitorar constantemente a pressão, especialmente após os 40 anos de idade, são algumas etapas fundamentais para se prevenir contra a doença”, explica o especialista.

 Novas diretrizes sobre pressão arterial: devo me preocupar?

De acordo com as diretrizes mais recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial, apresentadas no último ano, a pressão arterial de 12 por 8 (120/80 mmHg) passou a ser considerada um quadro de pré-hipertensão. Essa nova classificação não significa ter a doença em si, mas serve como uma orientação preventiva.

 Conforme explica o Dr. Amodeo, o direcionamento tem gerado preocupação e muitos questionamentos por parte dos pacientes, que de repente passaram a enxergar o tradicional 12 por 8 com preocupação. No entanto, esse não é um quadro grave e não exige ida imediata ao médico ou busca emergencial por atendimento. “Trata-se de um ponto de atenção, uma oportunidade de agir antes que a hipertensão se desenvolva. Essa orientação é fundamental para estimular hábitos mais saudáveis sem sobrecarregar o sistema de saúde”, comenta.

 A hipertensão é uma condição altamente prevalente, mas também altamente prevenível. “A nova diretriz é um convite à mudança de comportamento antes que o problema se torne grave”, conclui o Dr. Celso Amodeo. 

Sobre o Hcor

O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, entre elas Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação pela Joint Commission International (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais. Em 2025, foi reconhecido como um dos melhores hospitais do mundo pelo ranking da Revista Newsweek, ficando em 5º lugar no Brasil.

 Desde 2008, é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o que proporciona que seu impacto em saúde esteja presente em todas as regiões do país.

 Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria, que também conduz projetos gratuitos de saúde para população em situação de vulnerabilidade. Além do escopo médico-assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa, reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Conjuntamente, capacita milhares de profissionais anualmente por meio do Hcor Academy com seus cursos de pós-graduação, cursos de atualização e programas de residência e aprimoramento médico. Hcor Consultoria e Gestão oferece soluções personalizadas, com diagnóstico e metodologia focada em alta performance, para negócios em saúde. 




Artigo, Eduardo Oinegue, Folha - Será que o Brasil foi atingido por um gás paralisante?

Jornalista, âncora do Jornal da Band e da Bandnews FM, colunista do Bandnews TV e professor da ESPM

Para saber se estamos bem, vale olhar para a grama do vizinho. Olhar para um país aqui ao lado, com menos de 4 milhões de habitantes. E para um país que em 1960 tinha renda per capita semelhante à do Brasil ou menor. Em 2010, a renda per capita do Uruguai era 22% maior que a brasileira. Hoje é o dobro. A da Coreia do Sul era o dobro. Hoje é quatro vezes maior. Numa amostra de 123 países com dados do FMI e do Banco Mundial, 111 cresceram mais que o Brasil entre 2010 e 2024.

Se contam que alguém correu 100 metros em 8 segundos, recomenda-se aplicar o teste do xixi, porque tem doping. É difícil imaginar doping no PIB per capita do Uruguai ou no da Coreia, até porque a renda em 90% dos países acelerou mais do que a brasileira quando medida em dólar. Se não estão todos dopados, será que o Brasil não foi sedado, atingido por algum gás paralisante?

Quem cresceu mais que o Brasil, em geral, seguiu uma de duas rotas. Ou virou fábrica do mundo, produzindo peças, tecidos e eletrônicos que outros países usam para fechar o produto final. Foi o caminho escolhido por países como Vietnã, Bangladesh, Polônia e República Tcheca, por exemplo. Outra rota foi apostar em estabilidade institucional e reformas para atrair capital estrangeiro produtivo, aquele que some quando a Selic cai. Irlanda, Estônia, Chile e Singapura são exemplos conhecidos. O Brasil não fez nem uma coisa nem outra.

Imaginemos, por um instante, que o Brasil se una num projeto ambicioso: alcançar a renda per capita uruguaia em dez anos. Como o PIB per capita do Uruguai tem crescido 2,5% ao ano, sabe quanto a renda no Brasil precisaria crescer? 9,3% ao ano por uma década seguida. Mais rápido que no milagre econômico, entre 1971 e 1980, quando cresceu 8,6%. Para alcançar a renda per capita coreana até 2036, muito mais: 17% ao ano. Nenhum país fez isso na história. Nem a China, recordista absoluta, que cresceu 10% ao ano entre 2001 e 2010. No ritmo atual, menos de 2% ao ano, o Brasil só chegaria na renda uruguaia de hoje em 2060. E na coreana em 2097.

O paradoxo é que essa decadência relativa aparece no momento em que o mundo olha o Brasil com interesse renovado, porque os grandes destinos de capital se desorganizaram. Os Estados Unidos vivem a maior inconsistência econômica de sua história recente. O dólar perde força e o Federal Reserve está preso a uma cilada: se cortar juros, a inflação de 3,3% escapa; se mantiver, a economia freia. A guerra comercial de Donald Trump assusta o capital de longo prazo. A Europa atravessa um período de quase estagnação, com a zona do euro projetando crescimento de 1,1% em 2026. A China desacelera para 4,4%. O Japão cresce 0,7%. E o investidor precisa alocar dinheiro em algum lugar.

Nesse cenário, o Brasil chama atenção. É exportador líquido de energia, tem reservas internacionais sólidas, opera com câmbio flexível e baixa dependência de dívida em moeda estrangeira. O FMI revisou o crescimento brasileiro para 1,9% em 2026 e projeta o país de volta às dez maiores economias, com PIB acima do Canadá. Até a semana passada, entraram mais de R$ 65 bilhões na B3, o melhor início de ano desde 2022.

Esse entusiasmo, porém, convive com um desconforto estrutural, porque o capital encontra no Brasil um Estado disfuncional. Com dívida pública aproximando-se de 100% do PIB no final do ano que vem, a Previdência com um megarrombo, 80% das famílias endividadas, o salário real menor hoje do que era em 2020. Sem falar na carga tributária que beira os 35% do PIB, no engessamento do Orçamento público, na casa de 92% travados em gastos obrigatórios, e na conhecida insegurança jurídica. O capital não enxerga no Brasil um novo eldorado, mas aceita vir porque as alternativas estão piores.

A eleição está chegando. Nenhum pré-candidato bate forte nos temas centrais, como reforma administrativa, da Previdência ou fim das vinculações. O que dá voto é a marquetagem rasa, como a promessa de escala 5 por 2 ou 4 por 3. Se Uruguai, Coreia e 111 países do mundo não estão dopados, e o Brasil parece sedado, o mínimo que o eleitor tem que exigir dos postulantes à Presidência da República é um programa que acorde a nação. Não precisa ter nome bonito. Basta conter ideias que funcionem.

 O Instituto Veritá[1] é um instituto de pesquisas mercadológicas, governamentais e eleitorais fundado em 1995.[1] Tem sede em Uberlândia e já atuou com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e no Distrito Federal.[2] O instituto atende clientes em todos os segmentos de mercado, além de participar em licitações públicas.[3]

Além de pesquisas para o mercado o Instituto Veritá realiza o Prêmio Gestão Pública,[4] uma iniciativa própria iniciada em 2017 e que oferece a gestores municipais a avaliação do público em diversos segmentos de serviços públicos. O instrumento é uma ferramenta de gestão e governança que permite a adequação de políticas públicas e reconhece a qualidade do serviço público prestado. O Prêmio já aconteceu nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Em 2022 o Veritá se destacou por realizar o maior número de pesquisas registradas no TSE. Foram 152 feitas avaliando os cenários para governador, senador e presidente. Também foi o que registrou o maior número de entrevistas em suas pesquisas: 182 mil, aproximadamente.

O instituto registrou pesquisas para diversas eleições presidenciais e regionais no Brasil.[5][6][7]

Os primeiros anos

A história do Veritá tem início em 1995. Atuando com processamento de dados. Vendo o potencial da tecnologia para dar celeridade e exatidão ao trabalho de pesquisa, a evolução para o instituto focado nesse segmento foi natural. Com isso o Veritá se destacou pelo pioneirismo no uso de novas tecnologias que surgiam para dar exatidão e agilidade a seus levantamentos. Foi assim que o uso de, primeiro palm tops e depois tablets passaram muito cedo, ainda em 2006, a serem usados pelos entrevistadores do Veritá em campo. Com isso o instituto passou a oferecer a geolocalização de seus entrevistados, inclusive com a possibilidade de gravar as entrevistas.

"Desde nosso surgimento a tecnologia sempre foi uma aliada para oferecermos a assertividade e agilidade em nossas entregas. Mas graças à experiência de quase três décadas de atuação em todo país agregamos também dados e aprendizado que nos deram um conhecimento único da realidade brasileira”.[8]

Tipos de pesquisa

As pesquisas se classificam basicamente em dois tipos: as quantitativas e as qualitativas. As primeiras se destacam pela procura de dados que quantifiquem o que se quer conhecer. Pesquisas eleitorais e de opinião são duas pesquisas desse tipo. Observando parâmetros demográficos uma amostra da população é pesquisada através da aplicação de questionários.

Desse grupo se extrai a informação que será de interesse do cliente ou às vezes até de interesse público. Assim é possível saber por exemplo qual a opinião dos moradores de uma cidade sobre a gestão pública, o quanto uma mudança econômica gerou de alteração no perfil do consumidor ou qual candidato tem mais intenção de votos.

As pesquisas qualitativas buscam não só mensurar um tema, mas descrevê-lo, tirando dos entrevistados opiniões que podem gerar decisões pelo cliente. Fazem parte desse universo de pesquisa levantamentos sobre clima organizacional de uma empresa, percepções sobre uma marca e até percepções do público sobre um agente público ou candidato.

Amostragem

Para que uma pesquisa realmente demonstre a realidade que se quer conhecer a qualidade da amostra (que é o público entrevistado) tem de manter um padrão elevado. É nessa área com o planejamento e a qualidade amostral que o Instituto Veritá atua com maior expertise. Usando tecnologia e ferramentas para que a apuração chegue na melhor amostragem, o Instituto atua para que realmente o público entrevistado represente todo o universo que se quer conhecer com proporcionalidade.

Polêmicas

O instituto foi envolvido em uma polêmica por liberação de dados pela campanha de Aécio Neves.[9] O dono do instuto na época, Adriano Silvoni, confirmou o mau uso.[10] As pesquisas do instituto indicavam vitória de Aécio no segundo turno por 54,8% a 45,2% (9 de outubro)[11] e por 53,2% contra 46,8% (21 de outubro).[12] Dilma Roussef foi eleita em 26 de outubro de 2022 com 51,64% dos votos válidos contra 48,36% de Aécio. Em outra ocasião, nas eleições municipais de 2020, o Jornal de Uberaba criticou a metodologia do instituto em pesquisas[13]

Entre discurso e resultados: uma análise institucional do governo Eduardo Leite

Recentemente foi divulgada pesquisa da Veritta que avaliou o desempenho dos governadores brasileiros a partir da percepção da população de cada estado. Segundo o levantamento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aparece na 24ª posição no ranking nacional. O dado merece reflexão, pois avaliações de opinião pública costumam capturar a percepção acumulada da sociedade ao longo do tempo, especialmente quando confrontadas com os resultados concretos da gestão.


Ao longo de seu mandato, Eduardo Leite construiu uma imagem de gestor moderno e eficiente, associada a um discurso de renovação política. No entanto, uma análise mais detalhada de algumas decisões administrativas e indicadores de desempenho revela questionamentos relevantes quanto à coerência entre discurso e prática.


Na área tributária, o governo buscou promover alterações que incluíam aumento de impostos, inclusive sobre itens da cesta básica, o que naturalmente gera preocupação quanto ao impacto sobre o custo de vida da população, especialmente das famílias de menor renda. Paralelamente, verificou-se ampliação da estrutura administrativa do Poder Executivo, com aumento no número de secretarias de Estado, alcançando o maior patamar da história recente do Rio Grande do Sul, superando inclusive gestões anteriores reconhecidas por estruturas governamentais robustas.


No campo da educação, área que foi apontada como prioridade estratégica do governo, os resultados também suscitam debate. Dados indicam que aproximadamente 52% das crianças estão alfabetizadas na idade considerada adequada, percentual que posiciona o estado entre os desempenhos mais baixos do país. Soma-se a isso a adoção de mecanismos que permitem a progressão escolar de alunos reprovados em até quatro disciplinas, medida que tem sido interpretada por especialistas como tentativa de melhorar indicadores formais, mas que pode não refletir necessariamente uma efetiva evolução da aprendizagem.


Outro ponto de questionamento refere-se à política de comunicação institucional do governo, que envolve investimentos expressivos em publicidade oficial. Embora seja legítimo que governos divulguem suas ações, a análise crítica exige verificar se os resultados apresentados correspondem de fato a melhorias estruturais percebidas pela população.


No âmbito da infraestrutura, o programa de concessões rodoviárias prevê a criação de 58 novas praças de pedágio, com aporte aproximado de 3 bilhões de reais em recursos públicos, além da possibilidade de elevação significativa das tarifas cobradas dos usuários. O tema tem gerado debate público acerca do equilíbrio entre investimento, qualidade do serviço e custo para a sociedade.


A situação fiscal do Estado também merece análise. O Rio Grande do Sul iniciou o governo na 25ª posição no ranking nacional de solidez fiscal e, mesmo após privatizações, reformas administrativas e receitas extraordinárias, encerrou o ano de 2025 na 27ª posição, último lugar entre os estados brasileiros. O dado indica que os desafios estruturais das contas públicas permanecem relevantes e exigem políticas consistentes de longo prazo.


Por fim, algumas iniciativas pontuais geraram repercussão negativa, como a tentativa de aquisição de aeronave com recursos vinculados à reconstrução do Estado, a proposta de destinação de recursos públicos para escola de samba no Rio de Janeiro e a construção de quadra de beach tênis na residência oficial do governo em Canela. Independentemente do mérito específico de cada decisão, tais episódios contribuíram para ampliar o debate sobre prioridades administrativas e alocação de recursos públicos.


A avaliação de um governo deve sempre considerar tanto o discurso quanto os resultados efetivamente alcançados. A comunicação institucional é parte legítima da gestão pública, mas a credibilidade de qualquer administração depende, sobretudo, da consistência entre as promessas apresentadas e os indicadores concretos de desempenho.


A opinião pública, ao longo do tempo, tende a ajustar sua percepção à luz dos fatos observados. Por isso, o debate público qualificado, baseado em dados e resultados, é essencial para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições.

Família de Gilmar Mendes é fornecedora da JBS e STF suspende multa de mais de R$ 10 bilhões da empresa

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do pagamento de R$ 10,3 bilhões previsto no acordo de leniência da J&F, empresa que controla a JBS. Segundo informações da CNN Brasil, a decisão foi tomada no contexto da revisão de procedimentos adotados em investigações da Operação Lava Jato. O valor havia sido estabelecido em acordo firmado com o Ministério Público Federal, mas foi suspenso para reavaliação após questionamentos sobre a condução das investigações, incluindo a análise de mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa.

A repercussão do caso ocorre em paralelo a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre a atuação de sua família no agronegócio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o magistrado afirmou que familiares atuam na criação de gado e já realizaram fornecimento para a JBS.

Segundo o portal Política Rápida, outro ponto citado em debates envolve o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, do qual o ministro é sócio-fundador. Registros sobre patrocínios de empresas privadas a eventos da instituição foram reportados por veículos.

Apesar dos debates, o STF afirma que decisões relacionadas ao acordo da J&F seguem critérios técnicos e jurídicos, com base na revisão de possíveis irregularidades processuais identificadas em investigações anteriores.

Gerdau está com inscrições abertas para uma capacitação em Sapucaia do Sul e Charqueas

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Gerdau Transforma está com inscrições abertas no Rio Grande do Sul

São 40 vagas abertas para Sapucaia do Sul e Charqueadas para o curso gratuito, que oferece mentoria e capacitação

 A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, está com as inscrições abertas para o Gerdau Transforma, programa de capacitação e mentoria para o empreendedorismo, que será dedicado a empreendedores de Charqueadas e Sapucaia do Sul (RS). A iniciativa, com 40 vagas disponíveis em cada cidade para o curso na modalidade online, é gratuita e voltada a pessoas com mais de 18 anos e que já possuem um negócio ou tenham o sonho de empreender. 

 Em ambas as cidades, as aulas acontecerão em maio com encerramento das inscrições em um dia antes das aulas começarem. Em Sapucaia do Sul o período da capacitação acontece de 4 e 8 de maio, e em Charqueadas de 25 e 29 de maio. Durante o curso, as pessoas inscritas irão desenvolver habilidades a partir de ferramentas de gestão, podendo assim abrirem ou estruturarem seus próprios negócios de uma forma organizada e orientada. A iniciativa contribui para fortalecer o empreendedorismo, ampliando oportunidades de geração de renda e desenvolvimento de negócios.

 Segundo Paulo Boneff, líder global de responsabilidade social e desenvolvimento organizacional da Gerdau, o Gerdau Transforma reflete o compromisso da empresa com a educação empreendedora como ferramenta de desenvolvimento social. “Acreditamos que o empreendedorismo tem um papel fundamental na geração de oportunidades e na construção de novas perspectivas para as famílias. Ao apoiar a capacitação de empreendedores, buscamos ampliar o acesso ao conhecimento em gestão e fortalecer negócios que impactam diretamente as comunidades”, destaca Boneff. “Nosso objetivo é capacitar profissionais para que gerem impacto e negócios. Como uma empresa genuinamente brasileira com 125 anos de história, estamos comprometidos em oferecer soluções reais aos desafios sociais e em empoderar quem deseja construir um novo amanhã”, conclui.

 As aulas do Gerdau Transforma são ministradas por instrutores com formação na metodologia By Necessity, desenvolvida pela Territorialize Agência de Fomento Social, parceira da Gerdau no projeto, e nas áreas de Marketing e Administração que possuem seus próprios negócios. 

 Mais do que números, o impacto pode ser percebido nas histórias de quem participou do programa. Em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), a venezuelana Gênesis Canda Morales, de 25 anos, construiu uma trajetória inspiradora desde que chegou ao Brasil em busca de novas oportunidades. “Comecei vendendo cosméticos no consultório odontológico onde trabalhava e hoje sou proprietária da Gênesis Cosméticos, com uma loja física e outra virtual, além de coordenar uma rede de 30 revendedoras que atuam em Porto Alegre, na região metropolitana e no Vale dos Sinos”, conta. Hoje, além de empresária, atua como consultora da Territorialize, apoiando outras mulheres migrantes no projeto Refugiadas Empreendedoras. “Minha maior realização não é apenas o faturamento da loja, mas poder mostrar para outras mulheres que o acesso ao conhecimento e a uma rede de apoio pode abrir novos caminhos para empreender”, afirma.

 A metodologia do Gerdau Transforma revisita o modelo tradicional de plano de negócios e o adapta para pequenos empreendimentos em 10 etapas. A partir da análise do seu contexto, o aluno passa pela construção do conceito de seu produto/serviço, ações de divulgação, pesquisa de mercado, projeção de vendas, fluxo de caixa, entre outros conteúdos. O plano de ação, ao final, detalha, de forma simples e didática, o necessário para geração de renda imediata. Os alunos também contaram com o apoio de consultores especializados em negócios por 90 dias, um período de incubação para que consigam colocar em prática tudo o que aprenderam no curso. 

 Criado em 2019, o projeto já contou com mais de 30 mil alunos inscritos no programa, impactando mais de 40 mil pessoas e beneficiando quase 8.527 alunos empreendedores de diversas cidades no Brasil e em países em que a Gerdau está presente nas Américas, como Argentina, México e Peru.

Sobre a Gerdau 

Com 125 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos e de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia é referência de internacionalização no setor industrial brasileiro, está presente em vários países nas Américas e conta com 30 mil colaboradores em todas as suas operações. A empresa possui 29 unidades produtoras de aço, sendo 13 plantas na América do Norte. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), que representa metade da média global do setor. A companhia possui, inclusive, uma marca destinada a uma linha de produtos com baixa emissão de carbono, chamada Gerdau NewEco. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).

 

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Alicerces do Palácio do Planalto.

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.
OAB-RS 4949

Os alicerces do Palácio do Planalto não estão em Brasília. Estão na Av. Faria Lima, na capital de São Paulo.

Durante os últimos governos de esquerda do país, sem que tivesse sofrido algum terremoto, os seus imponentes prédios oscilaram com alguma frequência ao Lulismo, pai dos pobres com migalhas e aos ricos, com fortunas invejáveis. 

Os edifícios das maiores representações empresariais e de bancos em São Paulo foram sacudidos por pautas econômicas egoístas do setor bancário, influenciador de política nada estimulante à indústria, comércio e agricultura. 

O presidente da República há de pagar pela negligência do surgimento de falsos bancos e abusos de impostos.

Há poucos dias, o presidente da FIERGS, Cláudio Bier  recebeu o presidente da FIESP, Paulo Skaf com a seguinte manifestação: 

“Estamos em ano de eleições gerais de escolha de definição de rumo. E a indústria precisa estar no centro deste debate, mas como protagonista”.

Será que ele pode nos explicar como fazer isto, só focado na pauta econômica e em falta de declarações públicas explicitas sobre a probabilidade de impeachmet de ministros do STF e lei de anistia a presos políticos. O rol seria maior, incluiria outros itens, fatores cruciais da instabilidade política da sociedade.  

Em ano de eleições gerais é disso que precisamos falar.  O país como está é ingovernável e hostil a sua própria gente. Basta!

O presidente da Federação Paulista Paulo Skaf, embora tenha se manifestado crítico ao governo federal no atendimento à Indústria, não me convenceu. 

Tem evitado ser mais contundente na análise das causas de gestão do governo federal que o envolveu no submundo do crime. 

Faltaram às Entidades empresariais do Brasil um gesto de união da sociedade para  dar apoio à CPI do Crime do Senado, assim como para os desafios do cenário econômico e político do momento. 

A união de vários estratos da sociedade mudaria o rumo de golpes baixos em CPIs do Senado e da resistência, inominável, do presidente do senado Davi Alcolumbre em não colocar em pauta o pedido regular de impeachment de ministros do STF.

Caxias do Sul, 21.04.2026


A porta está aberta. Falta o Congresso entrar.

Sem coragem política, não haverá reforma


A manifestação do ministro Flávio Dino recoloca no centro do debate nacional um tema que o Brasil vem adiando há tempo demais: a necessidade de uma ampla e verdadeira reforma do Judiciário e da legislação penal.


Ao defender um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais, com foco em eficiência, segurança jurídica e melhor funcionamento do sistema de Justiça, o ministro reconhece algo evidente: o modelo atual está esgotado e precisa ser atualizado para responder aos desafios do país.


Esse é o ponto de partida. Mas o Congresso Nacional precisa ir além.


Não basta discutir medidas pontuais. O Brasil precisa de uma reforma profunda, que envolva não apenas a modernização do Código Penal — com mais rigor, clareza e efetividade —, mas também uma revisão estrutural do próprio funcionamento do Judiciário.


E há um tema que não pode mais ser evitado: o fim dos chamados “penduricalhos” e a redefinição real do teto salarial no serviço público.


Hoje, o país convive com distorções evidentes, em que mecanismos indenizatórios são utilizados para ultrapassar o limite constitucional de remuneração, criando desigualdades, insegurança e desgaste institucional. Esse debate já chegou ao próprio Supremo Tribunal Federal, que vem enfrentando o tema ao limitar pagamentos acima do teto e questionar essas práticas.


Se há um momento adequado para enfrentar esse problema, é agora.


Outro ponto que ganhou força recente é o debate sobre o impeachment de ministros. Esse instrumento existe, está previsto na Constituição e na legislação brasileira, e pode — e deve — ser utilizado quando cabível. Mas é fundamental deixar claro: essa não é a questão central.


O impeachment é consequência, não causa.


Insistir apenas nesse debate é tratar o sintoma, não a origem do problema. O verdadeiro ponto estrutural está na forma de escolha dos ministros dos tribunais superiores. É aí que o sistema precisa ser revisto.


Esse não é um questionamento contra pessoas ou instituições, mas uma discussão necessária sobre o modelo. A legitimidade, a independência e a confiança no Judiciário passam, inevitavelmente, pelos critérios de nomeação de seus integrantes.


Se o Brasil quiser evitar crises recorrentes, tensões institucionais e questionamentos permanentes, precisa enfrentar esse tema com maturidade e coragem. O modelo atual precisa ser debatido e aperfeiçoado.


O país precisa aproveitar essa oportunidade para fazer uma reforma completa: atualizar leis, dar celeridade aos processos, endurecer o enfrentamento à criminalidade, corrigir distorções remuneratórias e fortalecer a confiança da sociedade no sistema de Justiça.


O momento exige coragem. E o Congresso não pode perder essa chance.


Jerônimo Goergen

 Advogado

Fim da vacina contra a gripe

 O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou em 21 de abril de 2026 o fim da obrigatoriedade da vacina anual contra a gripe para os militares americanos, tornando a imunização voluntária. A decisão, que reverte uma política de décadas, baseia-se nos seguintes motivos alegados por Hegseth: 

Autonomia Médica e Liberdade Religiosa: Hegseth afirmou que a vacinação obrigatória viola a "autonomia médica" e a liberdade de consciência dos soldados, declarando que "seu corpo, sua fé e suas convicções não são negociáveis".

Rejeição de Mandatos "Exagerados": Ele classificou a obrigatoriedade da vacina contra a gripe como um mandato "absurdo" e "excessivamente amplo" (overly broad), argumentando que tal exigência enfraquece, em vez de fortalecer, a prontidão de combate das tropas.

Restauração da Liberdade: A medida foi descrita como parte de um esforço para "restaurar a liberdade e a força" à Força Conjunta, revertendo o que considerou escolhas injustas impostas aos militares. 

Detalhes da Mudança:

A vacina continua disponível para os militares que desejarem tomá-la, mas não será mais forçada.

A nova diretriz se aplica a militares da ativa, reservistas e civis do Departamento de Defesa.

O documento permite que os ramos militares solicitem a manutenção da obrigatoriedade em casos específicos, com um prazo de 15 dias para tais solicitações. 

Essa medida alinha-se com o fim do mandato da vacina contra a COVID-19 no exército dos EUA, realizado anteriormente, e reflete uma postura de retirada de obrigatoriedades de vacinas no governo de Donald Trump. Especialistas em saúde pública expressaram preocupação com o impacto dessa decisão na prontidão das tropas, alertando que pode aumentar o número de dias de trabalho perdidos devido a infecções por gripe.

Mobi+ Porto Alegre já está disponível

 Os usuários do transporte público, táxis, serviços de compartilhamento de patinetes e bicicletas, além de quem opta pela mobilidade a pé, passam a contar com uma nova forma de planejar seus deslocamentos em Porto Alegre de maneira integrada entre diferentes modais. O Mobi+ Porto Alegre é um aplicativo móvel desenvolvido com identidade e funcionalidades específicas para a cidade, voltado à solução de MaaS (Mobility as a Service). A solução permite o planejamento de deslocamentos multimodais, reunindo diversas opções de transporte público e individual (ônibus, patinetes, táxi, bicicletas compartilhadas e caminhada) em uma única plataforma.

O aplicativo é gratuito e sem publicidade em sua navegação, tem como objetivo oferecer ao cidadão informações completas para o planejamento de rotas, diretamente pelo celular.

O app está disponível para download gratuito nas lojas Google Play e App Store, para dispositivos Android e iOS.

O Mobi+ Porto Alegre é o primeiro projeto na América Latina da desenvolvedora francesa Instant System, referência global em soluções MaaS com mais de 10 milhões de usuários em 80 localidades na Europa, Américas e África.  A tecnologia trazida para a capital gaúcha utiliza a mesma base do app Île-de-France Mobilités, criado para Paris, amplamente empregado durante os Jogos Olímpicos de 2024, permitindo o planejamento integrado de deslocamentos em um ambiente de alta demanda e complexidade operacional.

A solução também é consolidada na Itália, com o app AT Bus - Autolinee Toscane S.p.A., na região de Florença e Veneza. É distribuído no Brasil pela Optai, que atua no setor de tecnologia e inovação aplicada à mobilidade, com foco em soluções digitais para transporte urbano, integração de modais e projetos de cidades inteligentes. 


Editorial, Estadão - A AGU contra a liberdade de expressão

A famigerada Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), divisão de censura da Advocacia-Geral da União (AGU), notificou extrajudicialmente o X para que remova ou rotule conteúdos críticos ao Projeto de Lei (PL) 896/2023, que tipifica o crime de misoginia, publicados por alguns usuários da plataforma. A pretexto de combater o que chama de “desinformação”, a AGU tenta exercer no Brasil uma espécie de arbitragem estatal da “verdade” no debate público.

A notificação parte de um pressuposto autoritário. Ao apontar a existência de uma “rede de desinformação” que difundiria “informações falsas e descontextualizadas” sobre o projeto, a AGU, sob a chefia de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), qualifica de antemão conteúdos críticos ou mesmo equivocados como ilegítimos. Ademais, coloca-se na posição de definir o que pode ou não circular na esfera pública. Em qualquer democracia que preste, não é papel de um órgão de Estado ou de governo determinar a correção de interpretações políticas dos cidadãos sobre projetos de lei ou questões sociais em disputa.

Diante da forte reação social, a AGU editou a notificação para excluir do “Index” apenas as publicações contra o PL 896/2023 feitas por jornalistas, calando a voz dos outros censurados, tratados como cidadãos de segunda classe.

A liberdade de expressão não é um bibelô do Estado Democrático de Direito para ser admirado a distância, mas uma prática cotidiana que deve ser protegida, principalmente, pelo poder público. A essa altura, deveria ser ocioso relembrar que erros, exageros, distorções da realidade factual e até mesmo mentiras também mantêm o debate público vivo. A razão é elementar: a alternativa, qual seja, um Estado que cerceia a livre circulação de ideias, é própria de regimes que temem os cidadãos e preferem controlá-los.

A AGU poderia simplesmente não ter dado seguimento à provocação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), useira e vezeira em recorrer à Justiça para constranger seus críticos – decerto por incapacidade de enfrentá-los com argumentos melhores. Caberia aos defensores do PL 896/2023 rebater as críticas com saliva, não com censura. Ao acionar o aparato estatal para constranger um punhado de usuários do X, a AGU decidiu se sobrepor ao confronto de ideias por meio da intimidação institucional. Eis o espírito de um provável futuro ministro do STF, caso o Senado não cumpra seu dever institucional de rejeitar o sr. Messias.

O PL 896/2023 é mesmo perigoso, como já sublinhamos nesta página. Ao tipificar como crime toda “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”, cominando penas severas, o texto recorre a tipos abertos, que podem abarcar desde manifestações inequivocamente abusivas até opiniões legítimas, ainda que incômodas às suscetibilidades de alguns. No que concerne ao Direito Penal, a imprecisão é um convite ao arbítrio, principalmente quando inspirado pelas melhores intenções, aquelas das quais o inferno está cheio.

Aqui não se trata, evidentemente, de negar a importância de instrumentos legais robustos para proteger as mulheres contra todas as formas de violência e discriminação. O Brasil avançou, e muito, nesse campo nas últimas décadas.

Mas é justamente por reconhecer esse progresso – e, ademais, para valorizá-lo – que se deve rejeitar toda e qualquer tentativa supostamente virtuosa de cercear o debate em torno da criminalização da misoginia. A mixórdia entre boas intenções e riscos evidentes às garantias constitucionais, em particular a liberdade de expressão, não dará em bom lugar.

Ao acionar a PNDD, a AGU encarna o espírito censório da sra. Erika Hilton, ditando o que seria “desinformação” segundo seus próprios critérios. Hoje, o alvo são os críticos de um projeto de lei. Amanhã, pode ser qualquer voz dissonante da “verdade” que o governo queira impor ao País.

Como já dissemos, democratas maduros não temem palavras. Sabem que ideias ou argumentos ruins se combatem com ideias ou argumentos melhores, não com censura. A liberdade de expressão não existe para proteger discursos virtuosos, mas para garantir a livre circulação até de abjeções – que dirá de dissensos.

Americanos compram maior mineradora de terras raras do Brasil. Foi um negócio de mais de R$ 10 bilhões.

  Somente ontem a noitinha é que se conheceram os detalhes da venda da empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana. Foi um negócio de US$ 2,8 bilhões (mais de R$ 10 bilhões).Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo.

“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.

O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.

Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de "uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs." 

Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. 

Exporaiz 2026: Victron Energy leva soluções completas de energia para motorhomes e caravanismo

A Victron Energy, multinacional holandesa com mais de 50 anos de atuação no desenvolvimento de soluções energéticas, participará da 4ª edição da Exporaiz 2026, considerada o principal evento de campismo e caravanismo do Brasil. A feira será realizada entre os dias 30 de abril e 3 de maio, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

Durante o evento, a companhia contará com um estande de aproximadamente 125 m², onde apresentará um portfólio completo de soluções voltadas a motorhomes. A proposta é viabilizar veículos totalmente autossuficientes em energia, com sistemas que combinam confiabilidade, monitoramento remoto e eficiência no uso de fontes energéticas.

Entre os destaques estão tecnologias que permitem o gerenciamento inteligente do consumo, integração com baterias e geração distribuída, ampliando a autonomia dos usuários em viagens de longa duração.

O estande da Victron estará localizado sob o número 26, em posição estratégica próxima à entrada principal do evento.

A participação na Exporaiz reforça o posicionamento da empresa no Brasil, acompanhando o crescimento do mercado de caravanismo e a demanda por soluções energéticas independentes e sustentáveis.

Com presença global, a Victron Energy atua no desenvolvimento de tecnologias para aplicações off-grid, mobilidade e sistemas híbridos, com foco em confiabilidade e desempenho.

Furacão sobre Cuba

Tão logo enquadre o Irã, as ações de Trump prenunciam um retorno a políticas de confrontação direta na região das Américas, focadas em primeiro lutar na desestabilização do regime cubano sob a justificativa de segurança nacional e interesses comerciais próprios, arriscando instabilidade humanitária na ilha. Com base na análise de especialistas em política externa, incluindo visões críticas à administração Trump em 2026, o bloqueio energético e as sanções aumentadas a Cuba prenunciam uma mudança radical na política externa americana, com várias implicações chaves. 

Adoção da "Pressão Máxima" e Risco de Conflito: A política de Trump em 2026, focada em impedir o envio de petróleo para a ilha, reflete uma estratégia de "pressão máxima" para forçar uma mudança de regime. Analistas alertam que isso pode levar a um colapso econômico na ilha e a uma possível aventura militar americana de ocupação.Apesar das ameaças de "zero petróleo" para Cuba, Trump demonstrou flexibilidade, permitindo a passagem de navios-tanque russos, o que sugere uma "diplomacia de petroleiros" baseada em relações pessoais com líderes como Putin, em vez de uma política externa consistente.

Colapso Energético e Humano: As medidas, que incluem bloqueio de petróleo da Venezuela, visam a infraestrutura cubana, o que, segundo relatos, causa danos significativos à vida cotidiana e à economia da ilha.