O governo federal admite que está na fase final de elaboração de medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, com foco na renegociação de débitos em atraso e na liberação de recursos para aliviar o orçamento doméstico. A estratégia do governo envolve dois eixos principais: estimular a renegociação de dívidas de pessoas de baixa renda com atrasos entre 60 e 360 dias, em um modelo semelhante ao programa Desenrola, e incentivar consumidores adimplentes, mas com alta carga de parcelas, a migrarem para linhas de crédito com juros mais baixos. Uma das principais ferramentas em análise é o uso de um fundo garantidor, possivelmente o Fundo Garantidor de Operações (FGO), para ampliar os descontos nas dívidas. A proposta prevê que instituições financeiras que concederem abatimentos maiores aos devedores terão acesso a mais garantias do governo em novos financiamentos. Nesse contexto, os descontos podem chegar a até 80%, conforme já mencionado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
É o que diz O Globo.
Entre as propostas em discussão estão negociações de dívidas com atraso de até um ano e a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.
As discussões também incluem a criação de um programa voltado para pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI), uma espécie de “Desenrola PJ”. O alcance dessa iniciativa dependerá da capacidade de financiamento por meio do FGO ou de outros fundos. Uma das alternativas analisadas é utilizar recursos esquecidos em instituições financeiras, atualmente estimados em R$ 10,5 bilhões, para reforçar o fundo garantidor.
Estamos realmente vivendo um momento muito complicado.
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