Este resumão é do site G1, Rede Globo

 Filho do presidente

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) — empresário, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator argumenta que ele teria recebido repasses do "Careca do INSS" — apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema de descontos indevidos — através da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.


Ex‑ministros, integrantes e ex-integrantes de governos

José Carlos Oliveira, que mudou o nome para Mohamad Oliveira Andrade — ex‑ministro do Trabalho e Previdência no governo Jair Bolsonaro. O relator o classifica como facilitador e beneficiário de uma rede criminosa instalada no topo da administração previdenciária;

Carlos Lupi — ex‑ministro da Previdência no atual governo Lula; segundo o relatório, o indiciamento se fundamenta em um padrão de omissão deliberada, prevaricação e blindagem política de agentes instalados na cúpula do INSS;

José Sarney Filho (Zequinha Sarney) — ex‑deputado federal e ex‑ministro do Meio Ambiente nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, identificado como beneficiário de repasses milionários de origem investigada, vinculando seu patrimônio pessoal ao principal operador financeiro das entidades associativas fraudulentas;

Pedro Alves Corrêa Neto — ex‑secretário de Inovação do Ministério da Agricultura. Segundo o relatório, atuou como agente público facilitador ao patrocinar interesses das entidades investigadas, especialmente a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e o Instituto Terra e Trabalho (ITT);

Vanessa Barramacher Tocantins — ex‑chefe de gabinete do Ministério da Previdência Social; segundo o relator da CPMI, atuou no núcleo político‑administrativo da organização criminosa.


Parlamentares

Euclydes Pettersen (Republicanos‑MG) — deputado federal; o relatório aponta sua posição de liderança política e condição de principal beneficiário de vantagens indevidas dentro da organização criminosa ligada à Conafer;

Gorete Pereira (MDB‑CE) — deputada federal, citada como procuradora estratégica, articuladora política e integrante do núcleo de comando da organização criminosa responsável por fraudes;

Weverton Rocha (PDT‑MA) — senador citado pelo relator da comissão com atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa.

CPMI do INSS nesta sexta-feira (27). — Foto: Vinícius Cassela/g1

CPMI do INSS nesta sexta-feira (27). — Foto: Vinícius Cassela/g1


Representantes de instituições financeiras

Daniel Vorcaro — sócio e controlador do banco Master. Segundo o relator, houve, entre outras coisas, falha dele no dever de supervisão, negligência na governança e conivência com o modus fraudulento de negócio;

Artur Ildefonso Brotto Azevedo — executivo do Banco C6 Consignado S.A.; citado como um dos diretores executivos responsáveis por falhas de supervisão, negligência na governança e conivência com o modelo de negócio fraudulento identificado pela CPMI;

Augusto Ferreira Lima — executivo do Banco Master S.A.; o relatório aponta domínio do fato e responsabilidade pela integridade operacional da instituição no contexto das fraudes apuradas;

Eduardo Chedid — executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.; citado entre os gestores das instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de consignados e descontos indevidos.

Dirigentes e ex‑dirigentes do INSS, da Dataprev e outros órgãos

Alan do Nascimento Santos — diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, é apontado pelo relator como parte de uma rede de proteção institucional que garantia a fluidez dos descontos indevidos operados por associações de fachada;

Alessandro Antônio Stefanutto — ex‑presidente do INSS nessa gestão do governo Lula, citado no relatório como peça central no núcleo de dirigentes que estruturou, viabilizou e protegeu o esquema de descontos indevidos de aposentados, utilizando-se a estrutura do INSS;

Leonardo Rolim — ex‑presidente do INSS na gestão de Jair Bolsonaro. Apontado pelo relator por ser responsável por decisões administrativas que fragilizaram a fiscalização e permitiram a expansão do esquema de descontos indevidos;

Glauco André Fonseca Wamburg — ex‑presidente do INSS no início da atual gestão Lula; segundo o relatório, teria atuado como facilitador administrativo ao flexibilizar controles e permitir a expansão do esquema;

André Paulo Félix Fidélis — ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (Dirben) do INSS, apontado como um dos principais servidores públicos envolvidos no esquema criminoso, que permitiu a continuidade da fraude milionária ligada à Conafer;

Rogério Soares de Souza — servidor de carreira do INSS; citado como agente público facilitador no núcleo administrativo da organização criminosa;

Ina Maria Lima da Silva — servidora ativa do INSS e integrante do conselho fiscal da Unaspub; o relatório aponta conflito de interesses na viabilização de acordos fraudulentos;

Jucimar Fonseca da Silva — servidor do INSS e ex‑vereador; ocupou posições estratégicas na Diretoria de Benefícios (Dirben), como coordenador‑geral de Pagamento de Benefícios (CGPAG) e chefe da Divisão de Administração de Benefícios (DCBEN);

Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção — ex‑diretor‑presidente da Dataprev; o relatório aponta execução de comandos sistêmicos irregulares, falhas graves de segurança tecnológica e prestação de informações falsas que dificultaram a fiscalização do esquema de descontos indevido;

Sebastião Faustino de Paula — ex‑diretor de Benefícios do INSS; segundo a CPMI, teve participação direta em atos administrativos que viabilizaram a expansão e continuidade do esquema, com chancela institucional a entidades fraudulentas, em especial à Conafer.

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho — ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE‑INSS); apontado como elo estratégico entre a alta cúpula do instituto e a organização criminosa;

Thaísa Hoffmann Jonasson — esposa do ex‑procurador‑geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; apontada como gestora operacional e financeira do núcleo de lavagem de capitais da organização criminosa;

Wilson de Morais Gaby — ex‑servidor do INSS; conforme o relatório, atuou como agente facilitador e garantidor técnico da organização criminosa enquanto ocupava cargos de confiança na autarquia.

Heitor Souza Cunha — funcionário da Caixa Econômica Federal, apontado como peça central do núcleo administrativo da organização criminosa, com atuação na expansão das fraudes.


Operadores, familiares de operadores e dirigentes de entidades

Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” — apontado como operador do esquema de descontos indevidos;

Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer);

Aristides Veras dos Santos — ex‑dirigente da Contag; o relatório fundamenta o pedido de indiciamento em sua atuação à frente da entidade;

Marcos dos Santos Monte — apontado pela CPMI como braço tecnológico e operacional da organização criminosa, com atuação integrada ao núcleo do operador Antonio Carlos Camilo Antunes;

Maurício Camisotti — empresário; segundo o relatório, é sócio oculto e beneficiário das fraudes

Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Conafer, citado como dirigente de uma das entidades centrais no esquema investigado;

Nelson Wilians Fratoni Rodrigues — advogado; a CPMI aponta sua atuação como peça relevante no núcleo de lavagem de dinheiro e no suporte financeiro e jurídico à organização criminosa;

Philipe Roters Coutinho — ex‑agente da Polícia Federal; segundo a CPMI, atuou como suporte logístico e de segurança interna da organização criminosa, utilizando a função pública para proteger líderes do esquema, facilitar deslocamentos e integrar a estrutura financeira do grupo;

Rodrigo Moraes — empresário, apontado como parceiro empresarial e operador financeiro central do núcleo liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”;

Romeu Carvalho Antunes — filho do “Careca do INSS”; descrito como sucessor operacional e preposto do pai no esquema;

Tânia Carvalho dos Santos — esposa de Antonio Carlos Camilo Antunes; o relatório aponta atuação no núcleo de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial;

Roberta Moreira Luchsinger — segundo a CPMI, atuou de forma estratégica no núcleo político da organização criminosa liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, com papel relevante na ocultação de patrimônio e circulação de recursos ilícitos

Solução inovadora e sem conservantes chega ao Brasil para o alívio dos múltiplos sintomas do olho seco1,2

 • A doença do olho seco está relacionada com diminuição da produtividade no trabalho e do bem-estar emocional.
A Alcon, líder mundial em cuidados com a visão, anuncia o lançamento no Brasil do Systane® Complete Sem Conservantes, uma nova solução oftálmica.

 A secura ocular é uma condição que afeta aproximadamente 34% dos brasileiros acima dos 18 anos, e é causada por fatores como o uso prolongado de telas digitais, exposição a ambientes secos, alterações hormonais, poluição, envelhecimento, entre outros. 

“A doença do olho seco é cada vez mais frequente em nossa sociedade. Apesar de sua alta prevalência, quase metade das pessoas que apresentam sintomas se autodiagnosticam e nem sempre escolhem o tratamento adequado”, explica Dr. Lucas Della Paolera, médico oftalmologista. “Por isso, é fundamental consultar um oftalmologista, que determinará o grau de secura dos olhos de acordo com uma série de exames e orientará o paciente para a melhor opção terapêutica”, acrescenta.

 Diante desse cenário e da crescente demanda por tratamentos mais seguros e adequados para olhos sensíveis, a Alcon, líder mundial em cuidados com a visão, anuncia o lançamento no Brasil do Systane® Complete Sem Conservantes. O novo lubrificante ocular foi desenvolvido para oferecer alívio integral e prolongado dos múltiplos sintomas do olho seco, proporcionando conforto por até 8 horas. Com sua tecnologia avançada, Systane® Complete Sem Conservantes é indicado para aliviar os principais tipos de olho seco, proporcionando hidratação e proteção em todas as camadas do filme lacrimal. Além disso, incorpora uma tecnologia inovadora de nanogotas que permite uma melhor dispersão na superfície ocular, oferecendo um alívio prolongado com uma única gota.

 Sobre a Alcon

A Alcon ajuda as pessoas a verem melhor e de maneira brilhante. Como líder global em cuidados com a visão e com mais de 75 anos de história e experiência, a Alcon oferece o mais amplo portfólio de produtos para melhorar a visão e a vida das pessoas. Os produtos das divisões Cirúrgica e Vision Care (Cuidados com a Visão) impactam anualmente mais de 260 milhões de pacientes com catarata, glaucoma, doenças da retina e erros de refração em mais de 140 países. São mais de 25 mil colaboradores em todo mundo, dedicados a aprimorar a qualidade de vida dos pacientes por meio de produtos inovadores, parcerias com profissionais de oftalmologia e programas que promovem o acesso a produtos e a procedimentos oftalmológicos de qualidade. Saiba mais nosite da Alcon.

 


Artigo, Fernando Schuler, Estadão - STF encerra a CPI do INSS, inconclusa, e consagra a república dos dois pesos e duas medidas

Tivemos um dia garantista no Supremo, mas, no fundo, é um garantismo de contexto

 Não é nenhuma surpresa que o pleno do Supremo Tribunal Federal tenha na prática encerrado a CPI do INSS. Era uma decisão esperada. A CPI nunca interessou ao governo, na verdade. Ela é constrangedora, porque envolve o filho do presidente, o Lulinha. Já houve interferência do Supremo para evitar a quebra do sigilo do filho do presidente. Boa parte do escândalo aconteceu no atual governo. Isso não significa uma responsabilização direta do presidente, mas o escândalo envolve o atual governo em escala e em volume. Enfim, todos os fatos que já vieram à luz do público.

A CPI não concluiu seu trabalho. Era lógico que ela fosse prorrogada. Havia a definição, a determinação clara da minoria, a partir da lógica do direito da minoria ou da CPI como um direito da minoria. Isso foi consagrado claramente por jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal. Vamos lembrar que, em 2022, o ministro Barroso determinou a abertura da CPI da Pandemia, dizendo que é um direito líquido e certo da minoria, um direito político, um direito que era próprio da democracia, do sistema republicano, da investigação, da transparência, que não poderia, digamos assim, se submeter à vontade de uma maioria parlamentar.

Três anos e meio depois, o discurso simplesmente é invertido. Era um direito da minoria líquido e certo instaurar uma CPI, mas deixa de ser uma prorrogação por 60 dias a pedido da própria direção da CPI, considerando todo o arrasoado, tendo foco determinado, objeto bem definido, claramente o trabalho inconcluso. Deixa de ser simplesmente porque não está escrito, não está claramente configurada a ideia da recondução, ou enfim, da prorrogação. São interpretações dadas pelo Supremo.

O que surpreendeu, ou talvez tenha sido até curioso na discussão do pleno do Supremo, foi se escutar que o inquérito não pode ser infinito ou uma investigação não pode ser infinita. Que tem que ter objeto determinado, que as condutas precisam ser individualizadas das pessoas. Tudo o que, no inquérito de fake news, conduzido pelo próprio Supremo Tribunal desde 2019, não é obedecido. As condutas não são individualizadas, o inquérito é infinito, ou pelo menos é prorrogado indefinidamente, não tem objeto claro e definido, e esses tipos penais aplicados são muito abertos. São dois pesos e duas medidas.

Nós tivemos nesta quinta-feira um dia garantista no Supremo, mas no fundo é um garantismo de contexto, um garantismo de conjuntura, quando interessa, na verdade, politicamente. Me parece muito discutível toda essa discussão, e aí, a partir daí, se cria uma jurisprudência, ou seja, a prorrogação de CPIs não é mais um direito da minoria, ou as CPIs de alguma maneira já deixam de ser, mesmo quando se considera que isso seja necessário pela própria CPI, pela própria minoria no Congresso Nacional, não é um direito da minoria.

Então, na prática, o Supremo Tribunal Federal, por maioria, o ministro Gilmar Mendes, o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia, o ministro Cristiano Zanin, o ministro Dias Toffoli, o ministro Flávio Dino, determinam o fim da CPI do INSS, mesmo que ela não tenha concluído as suas investigações. Cada vez mais, na prática, nós vamos nos transformando na República dos dois pesos e das duas medidas.

 

Link deste artigo:

https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/stf-encerra-a-cpi-do-inss-inconclusa-e-consagra-a-republica-dos-dois-pesos-e-duas-medidas/


O que o Ozempic e outros medicamentos para perda de peso GLP-1 fazem ao corpo

O Ozempic (semaglutida) e outros agonistas de GLP-1 (como Wegovy e Mounjaro) imitam um hormônio intestinal para reduzir drasticamente o apetite e aumentar a saciedade. Eles agem no cérebro diminuindo a fome, retardam o esvaziamento do estômago e regulam a insulina, promovendo perda de peso significativa. 

Principais efeitos no corpo:

Ação no Cérebro (Hipotálamo): Atuam nos centros de regulação do apetite, reduzindo a fome e os desejos por comida.

Esvaziamento Gástrico Lento: Fazem com que a comida permaneça por mais tempo no estômago, resultando em sensação de plenitude e saciedade precoce.

Controle da Glicose e Insulina: Estimulam o pâncreas a liberar insulina de forma inteligente (quando a glicose está alta) e suprimem o glucagon, ajudando no controle do diabetes tipo 2 e na sensibilidade à insulina.

Perda de Massa Magra: A rápida perda de peso pode incluir não apenas gordura, mas também até 40% de massa muscular, reforçando a necessidade de exercícios resistidos.

Efeitos Colaterais Comuns: Náuseas, vômitos, diarreia, constipação e sensação de plenitude gástrica são frequentes. 

Porto Alegre é a segunda capital onde jovens estudantes mais fumam maconha. Floripa é a primeira da lista.

 Porto Alegre foi classificada como a segunda capital brasileira com maior consumo recente de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada ontem pelo IBGE.

Destaques da Pesquisa (PeNSE/IBGE 2024-2026):

Posição de Porto Alegre: A capital gaúcha registrou que 5,5% dos adolescentes relataram uso de maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Ranking: Porto Alegre fica atrás apenas de Florianópolis (7,5% de uso recente).

Outras capitais: Belo Horizonte e Cuiabá (5,1%) e São Paulo (5%) também apresentaram altos índices, mas abaixo de Porto Alegre.

Uso ao longo da vida: O Rio Grande do Sul destacou-se com 11,4% dos estudantes relatando uso de entorpecentes em algum momento da vida, inferior apenas ao Distrito Federal (12,2%). 

Apesar dos altos índices de consumo no Sul do país, o relatório apontou uma queda geral no uso recente de substâncias (ilícitas, álcool e tabaco) entre adolescentes no Brasil na comparação de 2024 com 2019. No entanto, a pesquisa destacou um aumento no uso de cigarros eletrônicos (vapes).