Claudio Szerman, amigo meu, comentou que se a mídia que faz a cobertura da guerra entre EUA e Irã fosse povoada pelas mesmas pessoas que noticiaram a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 X 1, diria que "o gol do Brasil deixou a Alemanha atordoada"...
Aliás, os números são proporcionalmente bem mais vantajosos para Israel na comparação com aquele jogo. Foram 15.000 bombas teleguiadas e outros artefatos disparados por Israel contra o Irã que acertaram os alvos certeiramente, contra apenas 14 mísseis interbalísticos que conseguiram passar pelo Iron Dome, entre 500 disparados pelo Irã contra Israel, ou seja, o Irã acertou apenas 2,8% e assim mesmo sem maiores estragos, com zero alvo militar atingido.
Quem me comunica esses números é meu amigo José Roitberg, jornalista, que foi militar de carreira, especialista em assuntos bélicos e balísticos, que tem fontes diretas do poder israelense.
Já a superioridade americana contra o Irã teve maior desproporção.
Não obstante, o esperado fenômeno de um ocidente aviltado por sua própria mídia, às expensas da esquerda corrosiva seu grau mais deletério de distorção, fez-se sentir na narrativa adulterina que se seguiu.
Essa mídia não só colocou, como de hábito, para debaixo do tapete o cardápio de atrocidades do terror, o uso de crianças de 12 anos para explodirem Minas, o assassinato em massa da oposição, o supliciamento opressivo de mulheres, e toda sorte de repressão violenta, como ainda elegeu a covardia dos mestres do terror como "arete", a virtude e excelência entificadas no mito do herói que parametriza o ápice do valor moral.
Assim, o Irã se transformou em vitorioso, como o Davi dos novos tempos, contra o Golias da civilização cuja liberdade permite a essa mesma mídia fétida existir.
A China e a URSS sempre entenderam este processo de estupida autodesvalorização do Ocidente como a melhor ferramenta de exaurimento de suas forças, muito mais poderoso do que os canhões. Agora vemos no enaltecimento do Irã a prova viva disso, como produto poderoso da idiotia formada nas atuais universidades.
Capazes de transformar em vitorioso um país que teve toda a sua marinha e aeronáutica dizimadas, sua capacidade industrial bélica reduzida a pó, suas forças de repressão severamente debilitadas, pontes todas destruídas, tudo isso em apenas 38 dias, algo jamais visto antes nos cenários de guerra.
Mais singular ainda, viu-se toda uma guerra conduzida, como nunca antes, para não destruir a infraestrutura da nação, algo bem diferente do conceito de "guerra total", de forma a poupar o povo iraniano, buscando os EUA e Israel preservá-lo ao máximo contra as consequências dos atos perpetrados pela canalha clerical que o oprime.
A novilíngua da esquerda não tardou nem um pouco em fomentar seus termos e logo passamos a escutar imbecilidades como "vitória assimétrica", nova terminologia pomposa para designar a bofetada que a ditadura islâmica tomou na cara. O fato do regime seguir existindo deveu-se somente aos elevados padrões éticos do inimigo ao evitar transformar o país em terra arrasada, bem ao contrário do que o governo de Teerã faria com todo o mundo desislamizado, conquanto professam à cabalidade a condição satânica do Ocidente.
A mesma fábrica de sandices que criou a tal vitória assimétrica é aquela que vimos antes vomitar a palavra "neocolonialismo" para qualificar os judeus que encontrarm um deserto ao criaram Israel, sem estarem a serviço de nenhuma metrópole na exploração de riquezas de uma suposta colônia, e que, pame-se, foram armados por Stalin, e não pelo mundo capitalista, na guerra de independência, porque este último via neles a oportunidade de se opor ao poderio britânico na região.
Por essa proeza lexicológica uma miríade de néscios passou a conceder ao Islã algumas das melhores joias do direito ocidental: o ius solis e o ius sanguini como argumento contra a existência de Israel, como se palestinos tivessem estes vínculos legitimadores de seu direito a Israel inteira, quando todo o Islã se expandiu por meio da força e da conquista, vitimando não menos a civilização persa, que igualmente foi tomada com extrema violência pelo Califado Rashidun (632-651 d.C.) promovendo uma dizimação e a ruina de um cultura prodigiosa onde hoje existe o atual Irã.
Figurou-se, para mim como antológico e emblemático o programa sobre o cessar fogo, de Willian Wack (especialista em não acertar nada sobre Trump) e Lourival Santana, este último sempre com aquele tom desvitalizado até quando comemora a vitória do seu espectro político escolhido. De permeio, um desses professores de relações internacionais estava presente.
Leia-se por "especialista em relaçẽos internacionais" algo asism como um STF mais especializado em ninharias, ou seja, gente acostumada a tratar do cenário mundial usando as ferramentas da baixa política constituída pela correlação de forças econômicas do momento, completamente incapazes de advertir um contexto civilizacional para entender o que Trump representa como contrarrevolução no Ocidente.
Logo o tal especialista saiu-se com a bobagem de que Trump acumulara derrotas e que em eleições municipais os republicnos já estavam perdendo (quando uma pesquisa mostrou que 92% deles aprovam a guerra); entre a lista de derrotas, no que foi acompanhado por Wack, estava o fracasso da guerra, mesmo com toda a detruição do Irã, minimizando a drástica diminuição de sua capacidade de projetar poder.
O tal especiaista de araque somou ainda ao delirante acento de derrota política dos EUA o suposto fracasso com a Uiniao Europeia, sem ver que o que ocorreu foi justamente o contrário, ou seja, que é a UE que sai completamente enfraquecida do episódio com sério perigo de que seu maior membro a abandone perdendo a proteçao americana bem como a fortuna que os EUA devotam a esse continente traidor, levantado pelo plano Marshall após a segunda guerra. Um contintente que é devedor eterno de sua liberdade a Whashington.
O mais patético da miopia caricata desses comediantes picarescos que infestaram o programa foi vê-los decantar a derrota trumpista em tons gerais, mesmo após Trump ter feito praticamente toda a América Latina se virar à direita, acabar com a ditadura venezuelana, estar na iminencia de fazer cair o regime cubano, ter terminado com a guerra de Gaza apresentando uma solução que nunca ninguém conseguiu para esse conflito, todas estas coisas significativas de uma guinada extraordinária da contrarrevolução que estes ressentidos cheios de ódio contra o ocidente não suportam.
Enfim, quem leva essa gente a sério dá atestado de sub-intelectualidade.
Poŕem, o mais hilário do tal acordo que já está começando a fazer água, é ver a boçalidade fanfarrona do Irã avisando que se Israel seguir atacando o grupo terrorista Hezbolah despejará sobre si toda a sua ira, quando não conseguiu nem fazer cosquinha em Israel, como vimos, nesta guerra, e ainda pensar que o controle do estreito de Ormuz vai deter Israel em se defender atacando quem o ataca.
Enfim, o Irã tremeu todo com a ameaça de Trump, correu à mesa implorando pelo acordo, mas para fora, como o mundo árabe sempre faz, fala grosso, querendo cantar vitória.
O regime dos ayatoloucos, como vemos, encaminha-se ao exame de próstata com os americanos trombeteando o heroísmo homérico das Ilíadas. Faz a mídia entar no cio de seu antiamericanismo, tornando-se tão caricata quanto ele.
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