A economia argentina, sob a gestão de Javier Milei (iniciada em dezembro de 2023), passou por uma fase de "choque" e ajustes severos que geraram resultados macroeconômicos notáveis entre 2024 e o início de 2026, marcando uma virada em relação a décadas de déficits e alta inflação.
Os principais pontos da melhora econômica incluem:
Superávit Fiscal Consistente (Déficit Zero): A espinha dorsal da política de Milei foi o corte drástico de gastos públicos ("motosserra"). O país alcançou superávit fiscal (primeiro em mais de uma década) em 2024 e consolidou o segundo ano consecutivo de saldo positivo em 2025 (superávit primário de 1,4% do PIB).
Queda Drástica da Inflação: A inflação acumulada em 12 meses desabou de picos próximos a 300% em abril de 2024 para cerca de 31,5% ao final de 2025, o nível mais baixo desde 2018. A inflação mensal também caiu, registrando valores mais baixos (2,7% em dezembro de 2024).
Recuperação Econômica (PIB) em 2025: Após uma recessão em 2024 (-1,3% a -1,8%), a economia argentina voltou a crescer em 2025, com o PIB registrando uma alta de 4,4%, o maior crescimento desde 2022, impulsionado por setores como agronegócio, mineração e energia.
Equilíbrio nas Contas Externas e Valorização do Peso: O país registrou um superávit comercial recorde, impulsionado pela redução de barreiras comerciais e aumento da confiança dos investidores, o que permitiu uma estabilização da moeda em relação ao dólar no mercado oficial.
Melhora nos Indicadores de Pobreza (Dados de 2025): Após um pico inicial decorrente dos ajustes, a taxa de pobreza caiu de 52,9% no início de 2024 para 31,6% no primeiro semestre de 2025, indicando uma recuperação parcial do poder de compra.
Aumento do Investimento e Emprego: 2025 fechou com aumento superior a 16% em investimentos de capital (obras, máquinas) e recorde de emprego nos principais centros urbanos.
Pontos de Atenção e Desafios (2026):
Embora os dados macroeconômicos sejam positivos, a recuperação tem sido desigual, com queda na atividade industrial e de varejo em alguns períodos, além de resistência dos sindicatos e cortes de subsídios que impactaram o custo de vida. Em abril de 2026, dados indicaram uma nova contração econômica, mostrando que a estabilização ainda enfrenta desafios estruturais.
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