Sobre a suposta “PRISÃO”de Alexandre Ramagem, alguns esclarecimentos objetivos

1. Ramagem não foi preso, mas detido após uma abordagem policial em Orlando, inicialmente por uma infração leve de trânsito e, na sequência, encaminhado ao ICE - procedimento comum na Flórida.


2. Essa é, neste momento, uma questão meramente imigratória. Porém, o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso - que é demorada, mas tem tudo para ser deferida.


3. A Immigrex, empresa da qual sou sócio, está prestando toda a assistência a Ramagem e sua família. Nossa expectativa é de que seja liberado o mais rapidamente possível e, no momento, não vemos qualquer risco de deportação. O trâmite do ICE também é burocrático e depende da formalização no sistema do órgão para que os próximos passos sejam dados nesta direção.


4. Extradição e deportação não têm absolutamente nada a ver entre si: extradição é um processo político-diplomático entre Estados, conduzido pelo Departamento de Estado; deportação é um procedimento administrativo interno de imigração. O caso em questão é exclusivamente migratório.


5. Para deixar absolutamente claro: O governo brasileiro não teve qualquer participação nesse episódio. Trata-se de um procedimento padrão da imigração americana. Isso não tem absolutamente nada a ver com o pedido de extradição do Brasil, que segue em análise no Departamento de Estado....


🔗 @pfigueiredo08

Entrevista, Osmar Terra

 O deputado narra um problema que constatou pessoalmente e que mostra falhas tremendas nos atendimentos pelo SUS. Como quantifica isto ?

Quem precisar de uma consulta médica no Sistema Único de Saúde (SUS) corre o risco de esperar até oitocentos dias para ser atendido, dependendo da especialidade. 

E este caso que o deputado usa como exemplo ?
Este pacien/te tem um problema renal e o marcaram a consulta para daqui a oitocentos dias. Se levar todo este tempo, vai entrar na hemodiálise. 

O SUS está com problema ?
O Sistema não está bom, o SUS está doente. O Brasil está voltando a uma era pré-SUS pois se o interessado pagar a consulta, tem atendimento na mesma semana.  Quando um brasileiro pobre tem que pagar para fazer exames, procedimentos especializados na saúde, ou esperar anos para fazê-lo gratuitamente pelo SUS, significa que a saúde deixa de ser um direito do cidadão e obrigação do Estado. Significa que estamos retrocedendo a uma era onde esse direito, assegurado pelo SUS, não existia…e a maioria da nossa população ficando cada vez mais desatendida

Isto se tornou uma regra  ?
A raiz deste mal é a atenção básica que não funciona. O Brasil tem 55 mil equipes de Saúde da Família e cada uma funciona de um jeito. São terceirizada, quarterizadas, pejotizadas, algumas concursadas. Não há compromisso com o resultado. Se o recurso é pouco, a terceirizada fica um pedaço, qual o salário que vai pagar para o profissional ?

Pode citar um exemplo ?
Não há prevenção no posto de saúde, que resolve apenas 35% dos problemas e não 80%, como deveria ser.

O Brasil mudou de lado? - Dagoberto Lima Godoy

A política externa do governo Lula já não pode ser apresentada apenas como busca de autonomia. Ela revela, de forma cada vez mais clara, uma escolha ideológica: afastar o Brasil de seu eixo histórico de aproximação com os Estados Unidos e aproximá-lo do campo que contesta a primazia ocidental, tanto na política quanto na economia.

Sob o rótulo de “neoliberalismo”, o governo investe contra a livre iniciativa, a centralidade do mercado e a ordem econômica liderada pelo Ocidente. Em sentido oposto, exalta a multipolaridade, o BRICS e mecanismos destinados a reduzir o peso do dólar e das instituições internacionais moldadas pelos países ocidentais. Não se trata de acaso diplomático, mas de convicção. Lula já afirmou, no BRICS, que “o modelo neoliberal aprofunda as desigualdades” e, no Foro de São Paulo, disse orgulhar-se de ser chamado de “comunista” ou “socialista”.

Essa orientação também se manifesta na forma desigual como o governo trata seus parceiros. O capital chinês é recebido como instrumento de um projeto: multipolaridade, soberania tecnológica, financiamento alternativo, redução da dependência do Ocidente. O capital americano, ao contrário, costuma ser cercado de reservas, suspeitas e condicionantes políticos. A China é exaltada como parceira estratégica; os Estados Unidos, tratados como potência hegemônica a ser contida ou contrabalançada.

O governo celebrou investimentos chineses em cerimônias de alto nível, firmou amplos pacotes de cooperação e aprofundou instrumentos financeiros sensíveis. Já no trato com Washington, predominam a linguagem defensiva, os atritos políticos e a negociação sob tensão. Mesmo quando há cooperação objetiva, como no combate ao crime organizado, ela aparece menos como parceria de confiança do que como expediente funcional

O mesmo viés se revelou na reação brasileira ao conflito entre EUA, Israel e Irã. O governo condenou os ataques americanos e israelenses, insistiu em que ocorreram em meio a negociações e tratou a diplomacia como única via legítima. Embora tenha mencionado a resposta iraniana, a censura política mais forte recaiu sobre a ação dos EUA e de Israel, não sobre o regime dos aiatolás. A pretensa neutralidade, nesse caso, soou menos como prudência do que como inclinação.

O que está em curso, portanto, é um reposicionamento ideológico do Brasil, sem mandato claro da sociedade para tanto. O país vai sendo empurrado para mais perto do campo antiamericano e para mais longe do universo liberal-democrático e da economia de mercado que, com todas as suas imperfeições, moldaram sua inserção histórica no Ocidente.

O pragmatismo tradicional da diplomacia brasileira ainda impede uma ruptura aberta, mas já não conduz a política externa; apenas lhe contém os excessos. A direção de fundo parece nítida: na estratégia lulopetista, a ideologia vem primeiro; a realidade entra depois, para impor limites.

Se o Brasil não declarou formalmente que mudou de lado, seu governo age, cada vez mais, como se já tivesse mudado.

E o Congresso? Assiste a tudo de longe, como se a geopolítica não lhe dissesse respeito. Já a vontade de grande parte do povo brasileiro vai sendo ignorada, embora seja sobre ele que recairão, amanhã, as consequências de uma escolha desastrada.

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12-04-2026



Câncer de cabeça e pescoço

Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens. Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. 

Leia esta reportagem de hoje da Agência Brasil. Segue texto integral assinado pela jornalista Flávia Albuquerque.

O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno. 

"O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

Causas e sintomas

De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar. 

Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. 

O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico. 

Diagnóstico e tratamento

A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. 

“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamento