Exporaiz 2026: Victron Energy leva soluções completas de energia para motorhomes e caravanismo

A Victron Energy, multinacional holandesa com mais de 50 anos de atuação no desenvolvimento de soluções energéticas, participará da 4ª edição da Exporaiz 2026, considerada o principal evento de campismo e caravanismo do Brasil. A feira será realizada entre os dias 30 de abril e 3 de maio, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

Durante o evento, a companhia contará com um estande de aproximadamente 125 m², onde apresentará um portfólio completo de soluções voltadas a motorhomes. A proposta é viabilizar veículos totalmente autossuficientes em energia, com sistemas que combinam confiabilidade, monitoramento remoto e eficiência no uso de fontes energéticas.

Entre os destaques estão tecnologias que permitem o gerenciamento inteligente do consumo, integração com baterias e geração distribuída, ampliando a autonomia dos usuários em viagens de longa duração.

O estande da Victron estará localizado sob o número 26, em posição estratégica próxima à entrada principal do evento.

A participação na Exporaiz reforça o posicionamento da empresa no Brasil, acompanhando o crescimento do mercado de caravanismo e a demanda por soluções energéticas independentes e sustentáveis.

Com presença global, a Victron Energy atua no desenvolvimento de tecnologias para aplicações off-grid, mobilidade e sistemas híbridos, com foco em confiabilidade e desempenho.

Furacão sobre Cuba

Tão logo enquadre o Irã, as ações de Trump prenunciam um retorno a políticas de confrontação direta na região das Américas, focadas em primeiro lutar na desestabilização do regime cubano sob a justificativa de segurança nacional e interesses comerciais próprios, arriscando instabilidade humanitária na ilha. Com base na análise de especialistas em política externa, incluindo visões críticas à administração Trump em 2026, o bloqueio energético e as sanções aumentadas a Cuba prenunciam uma mudança radical na política externa americana, com várias implicações chaves. 

Adoção da "Pressão Máxima" e Risco de Conflito: A política de Trump em 2026, focada em impedir o envio de petróleo para a ilha, reflete uma estratégia de "pressão máxima" para forçar uma mudança de regime. Analistas alertam que isso pode levar a um colapso econômico na ilha e a uma possível aventura militar americana de ocupação.Apesar das ameaças de "zero petróleo" para Cuba, Trump demonstrou flexibilidade, permitindo a passagem de navios-tanque russos, o que sugere uma "diplomacia de petroleiros" baseada em relações pessoais com líderes como Putin, em vez de uma política externa consistente.

Colapso Energético e Humano: As medidas, que incluem bloqueio de petróleo da Venezuela, visam a infraestrutura cubana, o que, segundo relatos, causa danos significativos à vida cotidiana e à economia da ilha. 


Cassação da Globo: “não ocorreu graças ao STF”

Marcus Vinicius Gravina
OAB-RS 4949

Alguém entendeu o que o ministro do STF, Gilmar Mendes quis dizer com isto, em entrevista mais do que comprometedora à disciplina da Suprema Corte Judicial. 

A parte mais importante da sua gratuita e imprudente manifestação pública, começou assim:

“Quantas vezes eu ouvi durante o governo passado a ideia de que era fácil liquidar a Globo e cassar a concessão da Globo. Por quê isto não ocorreu? NÃO OCORREU GRAÇAS AO STF, a possibilidade de ter um Mandado de Segurança aqui concedido”.

Ora, isto já havia sido “negociado”? Esclareça isto.

Pois eu acredito nisto. O STF se transformou num balcão de negócios bilionários. A recente CPI do Senado, com seu Relator Alessandro Vieira descortinou o que nos era escondido.

Quanto ao que se ouviu no governo passado eu posso relembrar. Foi que o contrato da concessão que estava por vencer o seu prazo, só seria prorrogado ou renovado depois da Rede Globo pagar o passivo fiscal devido à Receita Federal. Falava-se de milhões de reais. Portanto, fácil de tirar do ar a Rede Globo. 

Como se sabe prorrogação ou renovação de contrato de concessão pública só é possível a quem não tenha dividas com a Fazenda Nacional ou dos Estados. É condição essencial.

Porventura o ministro quis dizer que anularia a cobrança da dívida com a Receita Federal ou daria suporte a uma suposta anistia fiscal à concessionária Rede Globo.

A concessão reeditada à Globo é, até hoje, um caso de duvidosa legalidade.  Afinal, ela para assinar o novo contrato, quitou tudo o que devia à União, Estado do Rio e de ordem trabalhista?

É da competência exclusiva do Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de rádio e televisão. Serão de 10 anos para o serviço de difusão sonora e de 15 anos para o de televisão. Ambas podem ser renovados por períodos sucessivos e iguais.

A iniciativa do projeto de lei é do presidente da República e a votação deve começar pela Câmara dos Deputados. O Executivo aprova a renovação e envia ao Poder Legislativo. É preciso que Executivo e o Legislativo aprovem. 

A vontade do presidente deve ser expressa, não é valida uma mera comunicação do tipo: Segue expediente para deliberação do Congresso Nacional. Ele deve estar comprometido com a renovação em termos claros. De outra forma o processo de renovação estará viciado. Parece que foi isto que ocorreu, o presidente Bolsonaro, lavou as mãos. 

Daí a minha dúvida e de muitos do cumprimento integral do rito da renovação do contrato de concessão da Rede Globo/TV. 

Afinal, a Globo pagou ou não pagou o que devia? Qual o valor? Foi anistiada a sua dívida? Ou ela nunca existiu?

Caxias do Sul, 19.04.2026






Artigo, Merval Pereira, O Globo - Os Supremos

Agora já não é mais um governo autoritário que ameaça o Supremo, é o Supremo que ameaça a democracia

A fórmula mais usada em governos autoritários, de esquerda ou de direita, para controle da democracia sem que suas instituições deixem de funcionar na aparência é o domínio do que aqui se denomina Supremo Tribunal Federal (STF). Por ser a última instância da Justiça, é a que pode definir quem está certo ou errado, especialmente no Brasil, onde qualquer tipo de ação vai parar lá. Por isso mesmo, um governo como o de Bolsonaro, que claramente tinha o objetivo de dar um golpe de Estado, atacava seus representantes, para criar na população uma ojeriza à sua atuação.

Em consequência, os que defendiam a democracia em diversos níveis nacionais se uniram a favor do Supremo, e mesmo medidas consideradas exageradas (como as longas prisões provisórias) ou punições contra críticas, mesmo as menos agressivas, eram vistas como fatos a serem barrados para não deixar que o clima de campanha contra o Supremo prosperasse. O inquérito das Fake News, por exemplo, mal iniciado há sete anos, foi muito criticado no momento por falhas técnicas, como a indicação do ministro Alexandre de Moraes como relator sem que houvesse um sorteio obrigatório. Mas seus exageros nunca foram combatidos com o devido rigor por boa parte da imprensa profissional, inclusive eu, no entendimento de que o objetivo final era correto.

Só que não. A circunstância política permitiu que aflorassem em alguns dos membros do Supremo seus instintos mais primitivamente autoritários, contidos pelo ambiente democrático que começou a se esvair no governo Bolsonaro. Os anos de persistência da Operação Lava-Jato devem-se muito ao ministro Gilmar Mendes, que um dia classificou o governo petista de “cleptocracia” e apoiou as decisões, que tiveram nos ministros Teori Zavascki e Edson Fachin dois apoiadores de primeira ordem.

Alguma coisa aconteceu no caminho, porém, que fez com que o ministro Gilmar Mendes mudasse de posição, e ele passou a ser um inimigo ferrenho da Lava-Jato. Criticava anteriormente, é bem verdade, as longas prisões preventivas, as delações premiadas abusivas, mas não revogava suas palavras diante das acusações de corrupção que abundavam com as prisões. Foi buscar nas transcrições criminosas de conversas entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba a base para sua campanha de aniquilamento da Operação, sem se preocupar com o que estava sendo deixado pelo caminho: uma série de crimes não julgados, muitos empresários e políticos liberados mesmo depois que suas confissões tivessem revelado esquemas criminosos variados e muito dinheiro devolvido. Tudo parecia compor o quadro proposto pelo ex-senador Romero Jucá, “estacar a sangria, com STF e tudo”.

O espírito vingativo de parte dos membros do Supremo aparece agora na defesa da confraria, ora com a ressurreição de propostas já engavetadas, ora com a sugestão de medidas que reduzem o poder do Senado para impedir membros da Corte, ou para reduzir o âmbito das CPIs; ora para ameaçar um senador que, nos estritos poderes que lhe confere a Constituição, indiciou três deles por motivos reais, mas por meio de instrumento impróprio. Não satisfeitos com a reprovação do relatório, querem impor uma derrota acachapante ao senador, impedindo-o de se candidatar à reeleição.

Agora já não é mais um governo autoritário que ameaça o Supremo, é o Supremo que ameaça a democracia se envolvendo em um jogo político que, a pretexto de prevenir uma volta da extrema-direita ao poder, se transforma em um instrumento de medidas autoritárias. Pior: evita que seus membros envolvidos em denúncias graves de corrupção sejam investigados por seus atos. Pela reação agressiva e desproporcional, fica a sensação de que se sentem acima de todos os demais poderes da República, não apenas na retórica. Como definiu o ministro Gilmar Mendes, o nome é Supremo “porque nós somos supremos”.