Este artigo da jornalista gaúcha está no seu site Bureau de Comunicação.
A tarde desta sexta-feira marcou mais um episódio dramático na trajetória de Marco Alexandre Machado de Araújo, 56 anos. A Polícia Federal o prendeu novamente em sua residência, em Uberlândia (MG), para início do cumprimento da pena de 14 anos, após o trânsito em julgado da sentença em 27 de março de 2026. Desde abril de 2025, ele estava em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica. A defesa protocolou hoje um pedido para que a execução da pena ocorra em regime domiciliar, alegando os graves problemas de saúde que o apenado do 8 de janeiro apresenta.
A história de Marco Alexandre no contexto do 8 de janeiro é marcada por sofrimento. Ele foi preso na 10ª fase da Operação Lesa Pátria, em abril de 2023, e permaneceu quase dois anos no Complexo Penitenciário da Papuda sem que o Ministério Público apresentasse denúncia. Nesse período, foi praticamente esquecido dentro da penitenciária, muito doente, sem acusação formal, julgamento ou condenação.
Durante os dois anos em que permaneceu encarcerado, entre abril de 2023 e abril de 2025, desenvolveu fortes confusões mentais e chegou a ser encaminhado para a Ala Psiquiátrica da Colmeia, onde ficou meses. Quase chegou à loucura, tratado como se fosse louco e submetido a fortes dosagens de medicamentos.
Por causa desse quadro clínico, e com base em laudos periciais, o réu passou os últimos 12 meses em casa, em prisão domiciliar, tratando um Transtorno Esquizofrênico com acompanhamento profissional autorizado previamente pelo ministro Alexandre de Moraes. É indiscutível que se trata de um homem que precisa de cuidados.
Pai de três filhos adultos, Marco Alexandre também tem uma filha de menos de três anos, com quem só pôde conviver após deixar a prisão. Sua esposa, Juliane Mayumi Onaya, 42 anos, descreve quem ele