Foi ao perceber que nem todo aluno aprende com o formato padrão de ensino nas escolas que um adolescente de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, teve uma ideia: usar a inteligência artificial (IA) para criar um assistente virtual que ajudasse estudantes neurodivergentes a estudar. O projeto de Kelvin Moraes, 17 anos, surgiu da observação de colegas que enfrentavam desafios para acompanhar conteúdos escolares e de experiências pessoais.

Muitos estudante possuem  TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e que o sistema de ensino não consegue comportar (essas dificuldades) direito. 

. A ideia do assistente, que recebeu o nome de “Flexia” é um recurso que apoia pessoas neurodivergentes.

O Flexia começa a sua operação a partir de um questionário inicial, que adapta as respostas conforme o perfil do estudante

Para pessoas com TDAH, por exemplo, há a opção de escolher que o assistente dê respostas curtas e objetivas. Já para quem tem dislexia – dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais – as letras podem ser configuradas para aparecerem maiores e mais separadas.

A conexão com o Google Sala de Aula, ferramenta voltada para escolas e alunos, permite que o Flexia identifique os conteúdos estudados em sala de aula por aquele usuário e as atividades que ainda estão em aberto

Outra funcionalidade permite a formação de sistemas complexos em imagens, como cadeias carbônicas. O chat do Flexia também comporta emojis, fórmulas matemáticas, imagens visuais e gráficos.


A IA também organiza conteúdos e identifica dificuldades recorrentes dos estudantes.

— Eles (os usuários) conseguem ver todos os conteúdos postados pelos professores. Se alguns alunos ficaram com dúvida sobre algum conteúdo, o Flexia sincroniza dados da turma inteira e manda uma sinalização para o professor — descreve o adolescente.


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