Dica do editor - STF mantém decisão que rejeitou revisão da vida toda do INSS

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira manter a decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977.

Leia reportagem especial que a Agência Brasil produziu sobre o caso. O texto é todo do site da agência:

Em novembro do ano passado, a Corte decidiu cancelar a tese jurídica que permitiu revisão da vida toda das aposentadorias. Na mesma decisão, o Supremo reafirmou que os aposentados não terão que devolver valores que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese de revisão da vida toda.

Em seguida, foram protocolados recursos contra decisão, e o caso foi colocado para julgamento no plenário virtual, que começou na semana passada e foi encerrado hoje.

Votos 

Por 8 votos a 2, o plenário seguiu voto proferido pelo relator, Alexandre de Moraes. Ele negou os embargos de declaração e entendeu que não houve irregularidades na decisão que rejeitou a revisão da vida toda.

“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos”, afirmou.

Votaram no mesmo sentido os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.

Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até decisão final do plenário do STF.

ADI 2.111

O imbróglio jurídico sobre a revisão da vida toda ainda não terminou. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, outro processo que trata da questão.

Com o pedido de destaque, o caso voltará a ser analisado pelo plenário físico. Não há data para a retomada do julgamento.

Entenda

Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.

A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Ao julgarem constitucional as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.

Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício. 

Opinião do editor - Não é a economia, estúpido.

Num dos últimos programas do +Brasil do qual participou, o editor explicou que nas eleições deste ano no Brasil não valer[a o adágio criado em 1992 por James Carville, ao dizer que Bill Clinton se reelegeria porque a economia ia muito bem, apesar das sessões de sexo oral no Salão Oval com uma estagiária, Monica Levinsky, 

E é o que se vê pelas pesquisas de intenções de votos.

Não é a economia estúpido.

A economia até importa, mas o que move os eleitores em 2026 são outros elementos-chaves e que comandam a percepção popular. Neste aspecto quem comanda a informação é a  direita, porque é dela a verdade e por isto o domínio esmagador dos conteúdos passados pela internet, com ênfase para as redes sociais. 

É isto, estúpido.

E o que domina o mundo informacional na www é:

1) O advento, de novo, de sucessivas crises políticas decorrentes da natureza corrupta dos governos do PT, em especial de Lula. 2) O golpe de 2022 e a instalação de um regime autoritário que persegue o ex-presidente Bolsonaro, mantém na cadeia e persegue centenas de milhares de oposicionistas, mas além disto se sustenta pela aliança espúria com a Corte Suprema e apoiado pela mídia tradicional.