ENTREVISTA
Mateus Klein, advogado, Escritório MF Advogados.
O que faz com que investidores externos voltem a enxergar o Brasil como boa oportunidade de ganhar dinheiro ?
Os juros baixos fixados pelo Banco Central (Bacen) somado aos novos marcos regulatórios que trazem segurança jurídica abriu grande espaço para investidores externos que estão vendo no Brasil a oportunidade de realizar maior rentabilidade.
É coisa para grandes fundos internacionais.
Não apenas, mas também os fundos de investimento em participações (FIP), conhecidos como fundos private equity, com ênfase para aqueles focados em investimentos privados em empresas de capital fechado, dispostos a financiar a expansão das mesmas.
É gente que tem dinheiro ?
Nesse segmento, um fundo abaixo de R$ 1 bilhão é considerado modesto. Muitos desses fundos menores estão vendo o Brasil como oportunidade de rentabilidade estruturada e não especulativa
Em que áreas eles enxergam melhores oportunidades ?
Tecnologia, agronegócio, infraestrutura, telecomunicação e, principalmente, saneamento são alguns dos setores que têm atraído tais investidores, particularmente a área do saneamento, após a sanção da nova legislação, proporcionará grandes oportunidades de receber investimentos externos.
Por que razão a área de saneamento ?
É que na primeira quinzena de julho, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico. O principal objetivo da legislação é universalizar e qualificar a prestação dos serviços no setor. A meta do Governo Federal é alcançar a universalização até 2033, garantindo que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto.
O marco abriu de que forma a área de saneamento ?
A nova lei extingue os chamados contratos de programa, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Com o novo marco legal, abre-se espaço para os contratos de concessão e torna obrigatória a abertura de licitação, podendo, então, concorrer à vaga prestadores de serviço públicos e privados.
Mel branco, cultura e Parador Hampel
Apesar de ser gaúcha, e de já ter viajado bastante, foi recentemente que conheci algumas preciosidades do nosso Estado. Uma delas, os cânions em Cambará do Sul e o seu inigualável mel branco.
A nossa gastronomia tem tantas preciosidades que não é surpresa, nem para uma cozinheira fuçadora como eu, descobrir algo tão fantástico quanto esse mel, quase todos os dias. Fosse ele um produto nascido na França, já teria uma medalha, um selo de denominação controlada, um hino, um dia no calendário do país só para comemorar a sua existência, e uma procissão, com estandarte e tudo!
Infelizmente, o nosso talento para zelar pelos bens materiais e imateriais da nossa cultura precisa melhorar muito. Eu, como ferrenha grande defensora do artesanato brasileiro, sei bem do que estou falando. Ontem assisti a um vídeo do queridíssimo Marcos Livi – outro tesouro da nossa cozinha, um ícone da cultura gaúcha – fazendo um desabafo lúcido e emocionante sobre o momento que todos nós, cozinheiros brasileiros, estamos vivendo nesta pandemia, que teima em acreditar que irá nos vencer.
Lutamos há tantos anos incansavelmente pelo nome, pela história e pelo legado da gastronomia brasileira. Investimos tempo, amor e patrimônio pessoal em nome da manutenção desta história. Desta expressão que nos define tão mais brasileiros, e que corre através desta linha que tece a colcha de retalhos, riquíssima, que é nossa cultura gastronômica.
O Parador Hampel é um oásis desta cultura! Um lugar que se alimenta de brasilidade e propõe o reencontro com o produto e o produtor local. Foi lá que conheci tanta coisa incrível, dos cogumelos porcinis selvagens aos queijos e embutidos, de deixar qualquer europeu de boca aberta. Estamos abandonados, Marcos, mas a sua voz ecoa, seu grito é nosso, e seu chamado por mais união, necessário. Contando os dias para voltar a me sentar ao seu lado, numa fogueira do Parador, e brindar com algum vinho do poeta Luís Henrique Zanini..
A nossa gastronomia tem tantas preciosidades que não é surpresa, nem para uma cozinheira fuçadora como eu, descobrir algo tão fantástico quanto esse mel, quase todos os dias. Fosse ele um produto nascido na França, já teria uma medalha, um selo de denominação controlada, um hino, um dia no calendário do país só para comemorar a sua existência, e uma procissão, com estandarte e tudo!
Infelizmente, o nosso talento para zelar pelos bens materiais e imateriais da nossa cultura precisa melhorar muito. Eu, como ferrenha grande defensora do artesanato brasileiro, sei bem do que estou falando. Ontem assisti a um vídeo do queridíssimo Marcos Livi – outro tesouro da nossa cozinha, um ícone da cultura gaúcha – fazendo um desabafo lúcido e emocionante sobre o momento que todos nós, cozinheiros brasileiros, estamos vivendo nesta pandemia, que teima em acreditar que irá nos vencer.
Lutamos há tantos anos incansavelmente pelo nome, pela história e pelo legado da gastronomia brasileira. Investimos tempo, amor e patrimônio pessoal em nome da manutenção desta história. Desta expressão que nos define tão mais brasileiros, e que corre através desta linha que tece a colcha de retalhos, riquíssima, que é nossa cultura gastronômica.
O Parador Hampel é um oásis desta cultura! Um lugar que se alimenta de brasilidade e propõe o reencontro com o produto e o produtor local. Foi lá que conheci tanta coisa incrível, dos cogumelos porcinis selvagens aos queijos e embutidos, de deixar qualquer europeu de boca aberta. Estamos abandonados, Marcos, mas a sua voz ecoa, seu grito é nosso, e seu chamado por mais união, necessário. Contando os dias para voltar a me sentar ao seu lado, numa fogueira do Parador, e brindar com algum vinho do poeta Luís Henrique Zanini..
Brasil tem queda histórica na desigualdade com auxílio emergencial
O benefício de R$ 600 proposto que é pago pelo governo Bolsonaro, teve impacto significativo na redução das desigualdades no Brasil. É o que aponta reportagem da jornalista Cássia Almeida, publicada no jornal O Globo. "A injeção na economia de R$ 50 bilhões a cada mês por meio do auxílio emergencial para informais reduziu a pobreza e fez a desigualdade brasileira chegar a seu menor nível histórico, de acordo com cálculo inédito do sociólogo Rogério Barbosa, do Centro de Estudos da Metrópole da USP", escreve a jornalista.
"Foi uma queda (da desigualdade) sem precedentes. Se não houvesse o auxílio, todo o esforço redistributivo dos últimos 25 anos teria se perdido", diz o pesquisador Rogério Barbosa, sobre o auxílio que já beneficia 60 milhões de brasileiros – o que influiu nos índices de aprovação do governo federal. Entre os desempregados, a reprovação caiu nove pontos em relação a junho, de 43% para 34%. Já o apoio subiu 12 pontos, de 24% para 36%, no mesmo período.
A grande discussão hoje é como criar uma política de renda mínima, sem estourar os limites impostos pelo orçamento. "O governo gasta com o auxílio mais de 17 vezes o que transfere no programa Bolsa Família por mês. O valor do benefício aumentou e o número de pessoas atendidas também", aponta a reportagem.
"Barbosa calculou o impacto do auxílio emergencial no Índice de Gini, que varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior a concentração.
Segundo o estudo, a queda no índice este ano foi superior à dos oito anos do governo Lula, período recente de maior redução da desigualdade. Caiu de 0,543 em 2019 para 0,492 em maio deste ano. Sem o auxílio, o Gini hoje seria de 0,569, comparável ao de 1970: 0,565", informa Cássia Almeida.
"Foi uma queda (da desigualdade) sem precedentes. Se não houvesse o auxílio, todo o esforço redistributivo dos últimos 25 anos teria se perdido", diz o pesquisador Rogério Barbosa, sobre o auxílio que já beneficia 60 milhões de brasileiros – o que influiu nos índices de aprovação do governo federal. Entre os desempregados, a reprovação caiu nove pontos em relação a junho, de 43% para 34%. Já o apoio subiu 12 pontos, de 24% para 36%, no mesmo período.
A grande discussão hoje é como criar uma política de renda mínima, sem estourar os limites impostos pelo orçamento. "O governo gasta com o auxílio mais de 17 vezes o que transfere no programa Bolsa Família por mês. O valor do benefício aumentou e o número de pessoas atendidas também", aponta a reportagem.
"Barbosa calculou o impacto do auxílio emergencial no Índice de Gini, que varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior a concentração.
Segundo o estudo, a queda no índice este ano foi superior à dos oito anos do governo Lula, período recente de maior redução da desigualdade. Caiu de 0,543 em 2019 para 0,492 em maio deste ano. Sem o auxílio, o Gini hoje seria de 0,569, comparável ao de 1970: 0,565", informa Cássia Almeida.
Pacientes da Prevent Senior, SP, recebem Kit Covid em casa para tratamento precoce do coronavírus
Após diagnóstico clínico feito em consulta realizada pela internet, pacientes da Prevent Senior estão recebendo em casa, pelos Correios, uma espécie de "kit covid", composto por hidroxicloroquina 400 mg, azitromicina 500 mg e pelas vitaminas Vitacon C + Zinco + Vitamina D e Detem D3, informa o jornal O Estado de S. Paulo. No receituário de controle, assinado por um médico que não faz a consulta, constam as dosagens diárias. Os pacientes são aconselhados a tomar os medicamentos antes mesmo de fazerem o teste para detecção do novo coronavírus - cujo resultado é informado em cinco dias.
Com um quadro típico de gripe, em que apresentava congestão nasal, estado febril de 37,2°C, indisposição e leve dor no corpo, a atriz Lilian Athie, de 58 anos, marcou pelo aplicativo da operadora, no dia 30 de julho, uma consulta virtual. "A médica fez um rápido levantamento do meu estado e disse que provavelmente eu estava com covid, mesmo eu dizendo que não estava com tosse ou falta de ar. Imagino que a conclusão foi baseada na minha informação que tinha perdido o olfato. O fato é que, normalmente, uma forte congestão nasal causa a perda de olfato. Assim que passamos a respirar melhor, o olfato volta a funcionar", disse Lilian.
Durante o diagnóstico, diz a atriz, a médica perguntou se ela morava com alguém, se trabalhava fora e se era cardíaca. "Respondi não a todas as perguntas." Após anotar os dados, informou que ela iria receber mensagem de texto pelo celular com um link para aceitar o recebimento da medicação em casa e também uma ligação informando os procedimentos.
"A médica reforçou que era para eu tomar os remédios assim que os recebesse. E também ligar para a central de atendimento e agendar o teste PCR para detecção de coronavírus. Pediu para repousar e não sair de casa por 13 dias."
Lilian recebeu o kit no mesmo dia da consulta. No dia seguinte, fez o teste pelo método RT-PCR . O resultado, que ficou pronto quatro dias depois, foi informado por uma atendente do convênio que ligou para saber como estava e se tinha tomado o medicamento. "Eu disse que somente tinha tomado a vitamina C. A mesma pessoa me informou que o resultado do teste tinha dado negativo. Perguntou se podiam recolher os medicamentos que eu não havia tomado. Pedi para ficar com as vitaminas", disse.
"Acho que o plano deveria explicar melhor os medicamentos enviados. Senti como se quisessem fazer um teste comigo. Como o convênio prescreve hidroxicloroquina após uma consulta virtual de cinco minutos?", indagou. Além do caso da atriz, o Estadão conversou com outras cinco pessoas clientes da Prevent Senior, que relataram o mesmo procedimento.
Atendimento precoce
Procurada, a Prevent Senior - especializada em idosos, grupo de risco da doença, afirma que "o atendimento precoce de Covid-19 tem sido adotado com resultados significativos de redução de internação e taxas de mortalidade" nos hospitais da rede.
Questionada sobre o envio do kit, que inclui hidroxicloroquina e azitromicina aos pacientes após diagnóstico online, a operadora justifica que "todos que recebem o kit assinam um termo concordando em receber os medicamentos em casa, sem nenhum custo adicional". A operadora diz ainda que os pacientes são atendidos e acompanhados por seus médicos e que "a utilização de qualquer remédio, mesmo após orientação médica, depende da vontade do paciente".
O cardiologista Carlos Alberto Pastore, da Sociedade de Cardiologia do Estado, afirma que não se pode considerar o uso do kit como uma forma de prevenção ou tratamento do novo coronavírus. "No início muitas pessoas tomaram hidroxicloroquina, mas nunca foi uma conduta definida", alerta. E a coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, considera grave a decisão da operadora. "Não é o médico A ou B decidindo prescrever. É a instituição estabelecendo um protocolo de tratamento que não tem respaldo em evidência científica. Uma coisa é fazer isso de forma atrelada a um estudo clínico, outra muito diferente é quando não há estudo clínico."
Até a pandemia do novo coronavírus, a hidroxicloroquina era conhecida pelo uso em tratamento de artrite, lúpus eritematoso e malária. Começou a ser administrada em pacientes suspeitos e testados positivos, mas a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os estudos. "A medicação pode interferir no processo elétrico do coração e provocar arritmia cardíaca, o que pode ser fatal", afirma o cardiologista.
Com um quadro típico de gripe, em que apresentava congestão nasal, estado febril de 37,2°C, indisposição e leve dor no corpo, a atriz Lilian Athie, de 58 anos, marcou pelo aplicativo da operadora, no dia 30 de julho, uma consulta virtual. "A médica fez um rápido levantamento do meu estado e disse que provavelmente eu estava com covid, mesmo eu dizendo que não estava com tosse ou falta de ar. Imagino que a conclusão foi baseada na minha informação que tinha perdido o olfato. O fato é que, normalmente, uma forte congestão nasal causa a perda de olfato. Assim que passamos a respirar melhor, o olfato volta a funcionar", disse Lilian.
Durante o diagnóstico, diz a atriz, a médica perguntou se ela morava com alguém, se trabalhava fora e se era cardíaca. "Respondi não a todas as perguntas." Após anotar os dados, informou que ela iria receber mensagem de texto pelo celular com um link para aceitar o recebimento da medicação em casa e também uma ligação informando os procedimentos.
"A médica reforçou que era para eu tomar os remédios assim que os recebesse. E também ligar para a central de atendimento e agendar o teste PCR para detecção de coronavírus. Pediu para repousar e não sair de casa por 13 dias."
Lilian recebeu o kit no mesmo dia da consulta. No dia seguinte, fez o teste pelo método RT-PCR . O resultado, que ficou pronto quatro dias depois, foi informado por uma atendente do convênio que ligou para saber como estava e se tinha tomado o medicamento. "Eu disse que somente tinha tomado a vitamina C. A mesma pessoa me informou que o resultado do teste tinha dado negativo. Perguntou se podiam recolher os medicamentos que eu não havia tomado. Pedi para ficar com as vitaminas", disse.
"Acho que o plano deveria explicar melhor os medicamentos enviados. Senti como se quisessem fazer um teste comigo. Como o convênio prescreve hidroxicloroquina após uma consulta virtual de cinco minutos?", indagou. Além do caso da atriz, o Estadão conversou com outras cinco pessoas clientes da Prevent Senior, que relataram o mesmo procedimento.
Atendimento precoce
Procurada, a Prevent Senior - especializada em idosos, grupo de risco da doença, afirma que "o atendimento precoce de Covid-19 tem sido adotado com resultados significativos de redução de internação e taxas de mortalidade" nos hospitais da rede.
Questionada sobre o envio do kit, que inclui hidroxicloroquina e azitromicina aos pacientes após diagnóstico online, a operadora justifica que "todos que recebem o kit assinam um termo concordando em receber os medicamentos em casa, sem nenhum custo adicional". A operadora diz ainda que os pacientes são atendidos e acompanhados por seus médicos e que "a utilização de qualquer remédio, mesmo após orientação médica, depende da vontade do paciente".
O cardiologista Carlos Alberto Pastore, da Sociedade de Cardiologia do Estado, afirma que não se pode considerar o uso do kit como uma forma de prevenção ou tratamento do novo coronavírus. "No início muitas pessoas tomaram hidroxicloroquina, mas nunca foi uma conduta definida", alerta. E a coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, considera grave a decisão da operadora. "Não é o médico A ou B decidindo prescrever. É a instituição estabelecendo um protocolo de tratamento que não tem respaldo em evidência científica. Uma coisa é fazer isso de forma atrelada a um estudo clínico, outra muito diferente é quando não há estudo clínico."
Até a pandemia do novo coronavírus, a hidroxicloroquina era conhecida pelo uso em tratamento de artrite, lúpus eritematoso e malária. Começou a ser administrada em pacientes suspeitos e testados positivos, mas a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os estudos. "A medicação pode interferir no processo elétrico do coração e provocar arritmia cardíaca, o que pode ser fatal", afirma o cardiologista.
Análise, Marco Antonio Birnfield, Espaço Vital - Riscos de terremoto jurídico
Em cima da possibilidade de a 2ª Turma do Supremo decidir - este ano, ou em 2021 a partir de fevereiro - que Sergio Moro foi parcial quando julgou e condenou Lula, abre-se um trio de hipóteses:
1) Ficam anuladas só as ações penais referentes ao ex-presidente;
2) Ficam anuladas todas as sentenças proferidas pelo ex-juiz no âmbito da Lava-Jato;
3) Fica zerada toda a operação - seria um “falecimento por múltipla falência jurídica” - como já cunhou a “suprema rádio-corredor advocatícia”.
Situando o contexto: na semana passada, a mesma 2ª Turma do STF decidiu, por maioria, que Sergio Moro foi “parcial e político” quando retirou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição de 2018. Detalhe: a delação fora anexada ao processo em que Lula é acusado de receber propina da Odebrecht. Nesse colegiado, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor do ex-presidente. E Edson Fachin afirmou a imparcialidade de Moro. Não votaram Cármen Lúcia (sem explicações...) e Celso de Mello (hospitalizado). O resultado definitivo ficou nos 2 x 1.
O teatral ou ficcional é conjeturar que aqueles que confessaram crimes e devolveram dinheiro à Petrobras teriam direito a receber tudo de volta. Os que pensam com os pés em terra firme admitem que anular toda a Operação Lava-Jato, e não só - por hipótese - as condenações de Lula, será um terremoto jurídico.
Voltando a Moro, sua suspeição está sendo rechaçada por 2 x 0 - votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia. O julgamento foi suspenso em dezembro de 2018 por um pedido de vista de Gilmar Mendes. Ele será o próximo a votar; depois, Ricardo Lewandowski e quem ocupar a vaga que será aberta com a aposentadoria de Celso de Mello. (HC nº 164.493).
Mas isso é apenas parte da história, porque a mesma 2ª Turma está para julgar - a qualquer momento, ou também só em 2021 - um habeas corpus em que a defesa de Lula pede a suspeição de Moro em todas as causas envolvendo o ex-presidente, anulando assim todas as decisões.
Mexam suas peças no tabuleiro do xadrez e façam suas apostas. (HC nº 178596).
1) Ficam anuladas só as ações penais referentes ao ex-presidente;
2) Ficam anuladas todas as sentenças proferidas pelo ex-juiz no âmbito da Lava-Jato;
3) Fica zerada toda a operação - seria um “falecimento por múltipla falência jurídica” - como já cunhou a “suprema rádio-corredor advocatícia”.
Situando o contexto: na semana passada, a mesma 2ª Turma do STF decidiu, por maioria, que Sergio Moro foi “parcial e político” quando retirou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição de 2018. Detalhe: a delação fora anexada ao processo em que Lula é acusado de receber propina da Odebrecht. Nesse colegiado, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor do ex-presidente. E Edson Fachin afirmou a imparcialidade de Moro. Não votaram Cármen Lúcia (sem explicações...) e Celso de Mello (hospitalizado). O resultado definitivo ficou nos 2 x 1.
O teatral ou ficcional é conjeturar que aqueles que confessaram crimes e devolveram dinheiro à Petrobras teriam direito a receber tudo de volta. Os que pensam com os pés em terra firme admitem que anular toda a Operação Lava-Jato, e não só - por hipótese - as condenações de Lula, será um terremoto jurídico.
Voltando a Moro, sua suspeição está sendo rechaçada por 2 x 0 - votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia. O julgamento foi suspenso em dezembro de 2018 por um pedido de vista de Gilmar Mendes. Ele será o próximo a votar; depois, Ricardo Lewandowski e quem ocupar a vaga que será aberta com a aposentadoria de Celso de Mello. (HC nº 164.493).
Mas isso é apenas parte da história, porque a mesma 2ª Turma está para julgar - a qualquer momento, ou também só em 2021 - um habeas corpus em que a defesa de Lula pede a suspeição de Moro em todas as causas envolvendo o ex-presidente, anulando assim todas as decisões.
Mexam suas peças no tabuleiro do xadrez e façam suas apostas. (HC nº 178596).
Dados demonstram que a economia começou a se recuperar no fim do segundo trimestre
- Esta análise é dos economistas do Bradesco, conforme newsletter que o editor recebeu ontem.
Últimos indicadores do segundo trimestre apontam para crescimento de todos os setores. Depois de dados positivos da indústria, o comércio varejista e o setor de serviços registraram crescimento em junho. Enquanto o primeiro cresceu mais de 12% em relação a maio, o segundo interrompeu uma sequência de 4 meses de queda e avançou de 5% em junho. Mesmo com essas recentes surpresas positivas, o impacto inicial da pandemia foi muito forte, o que deve ter levado o PIB a recuar cerca de 9% em relação ao primeiro trimestre. Dados de julho e indicadores antecedentes de agosto sugerem continuidade da melhora no terceiro trimestre, em especial no comércio, que segue à frente do setor de serviços, ainda restrito pelas medidas de distanciamento social.
o Apesar desses sinais, o Banco Central indicou incertezas sobre o ritmo de recuperação. A ata do comitê de política monetária destacou a assimetria de recuperação entre os setores, associada também aos desdobramentos da pandemia e ao fim dos estímulos. Reconhecendo que os juros já estão em patamares baixos, o comitê sugere cautela nos próximos passos e prescreve Selic nesses níveis reduzidos até que a inflação volte a convergir para a meta. Cortes residuais não foram descartados mas, se acontecerem, não devem ser sequenciais e dependerão também da trajetória fiscal. Temos uma visão mais construtiva acerca da recuperação da atividade econômica, o que deve levar o BC manter a Selic em 2,00% até o final do ano.
o Economia global segue em recuperação, puxada pela indústria e pelo comércio, com recuperação do segmento de serviços ainda limitada pelas medidas de distanciamento social, o que sugere alguma moderação do crescimento no terceiro trimestre. Na China, em julho, a produção industrial avançou 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as vendas do comércio seguiram mais fracas, com queda de 1,1%. A alta da inflação ao consumidor nos EUA em julho ao mesmo tempo que sugere um movimento de retomada em curso, em especial no segmento de bens, também aumenta as preocupações quanto a um possível retorno da inflação.
o Dúvidas relacionadas à extensão dos estímulos fiscais nos EUA e às tensões com a China permanecem no radar, o que poderia interromper a melhora em curso da economia global. A falta de acordo entre democratas e republicanos para renovar as medidas emergenciais mantém no radar as preocupações acerca da retomada do consumo nos EUA, que segue dependendo também da evolução do mercado de trabalho. Os pedidos semanais de seguro-desemprego caíram abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde março, mas a taxa de desemprego permanece acima de 10%. Além disso, a imposição de sanções chinesas a autoridades americanas nesta semana elevaram novamente a tensão entre os dois países.
Últimos indicadores do segundo trimestre apontam para crescimento de todos os setores. Depois de dados positivos da indústria, o comércio varejista e o setor de serviços registraram crescimento em junho. Enquanto o primeiro cresceu mais de 12% em relação a maio, o segundo interrompeu uma sequência de 4 meses de queda e avançou de 5% em junho. Mesmo com essas recentes surpresas positivas, o impacto inicial da pandemia foi muito forte, o que deve ter levado o PIB a recuar cerca de 9% em relação ao primeiro trimestre. Dados de julho e indicadores antecedentes de agosto sugerem continuidade da melhora no terceiro trimestre, em especial no comércio, que segue à frente do setor de serviços, ainda restrito pelas medidas de distanciamento social.
o Apesar desses sinais, o Banco Central indicou incertezas sobre o ritmo de recuperação. A ata do comitê de política monetária destacou a assimetria de recuperação entre os setores, associada também aos desdobramentos da pandemia e ao fim dos estímulos. Reconhecendo que os juros já estão em patamares baixos, o comitê sugere cautela nos próximos passos e prescreve Selic nesses níveis reduzidos até que a inflação volte a convergir para a meta. Cortes residuais não foram descartados mas, se acontecerem, não devem ser sequenciais e dependerão também da trajetória fiscal. Temos uma visão mais construtiva acerca da recuperação da atividade econômica, o que deve levar o BC manter a Selic em 2,00% até o final do ano.
o Economia global segue em recuperação, puxada pela indústria e pelo comércio, com recuperação do segmento de serviços ainda limitada pelas medidas de distanciamento social, o que sugere alguma moderação do crescimento no terceiro trimestre. Na China, em julho, a produção industrial avançou 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as vendas do comércio seguiram mais fracas, com queda de 1,1%. A alta da inflação ao consumidor nos EUA em julho ao mesmo tempo que sugere um movimento de retomada em curso, em especial no segmento de bens, também aumenta as preocupações quanto a um possível retorno da inflação.
o Dúvidas relacionadas à extensão dos estímulos fiscais nos EUA e às tensões com a China permanecem no radar, o que poderia interromper a melhora em curso da economia global. A falta de acordo entre democratas e republicanos para renovar as medidas emergenciais mantém no radar as preocupações acerca da retomada do consumo nos EUA, que segue dependendo também da evolução do mercado de trabalho. Os pedidos semanais de seguro-desemprego caíram abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde março, mas a taxa de desemprego permanece acima de 10%. Além disso, a imposição de sanções chinesas a autoridades americanas nesta semana elevaram novamente a tensão entre os dois países.
Artigo, Fábio Jacques - A sombra e a escuridão.
Provavelmente todo mundo já assistiu ao filme “A sombra e a escuridão” estrelado por Val Kilmer e Michael Douglas.
A película conta a história dos acontecimentos ocorridos em março de 1898 em Tsavo, região do Quênia banhada pelo rio que lhe empresta o nome, onde o então Império Britânico, tentando manter a posse do território, decidiu construir uma ponte sobre aquele mesmo rio e enviou para lá um destacamento indiano para executar a obra.
Acontece que dois leões devoradores de homens, passaram a atacar o acampamento dos trabalhadores abatendo mais de uma centena de pessoas antes de serem liquidados pelo responsável pelas obras, o coronel irlandês John Henry Patterson vivido no filme por Val Kilmer.
Por algum motivo este episódio me lembra a tentativa da reconstrução da ponte Brasil e neste meu devaneio os nomes dos leões mudam de Sombra e Escuridão para Parlamento e Supremo.
Incansavelmente estes leões das florestas tupiniquins, tentam sabotar a reconstrução do país atacando sistematicamente tudo o que tenta se feito por aquele que foi escolhido pelo povo para realizar esta obra monumental e inadiável, procurando tolher seus movimentos e calar as vozes daqueles que imploram por libertação de suas garras.
À medida que as obras de reconstrução avançam, a sanha sanguinária dos dois leões se exacerbera. Em decorrência da debilidade das defesas de seus oponentes, extrapolam qualquer senso de ridículo chegando até a definir o universo da internet como parte do domínio de suas casas.
Para eles, qualquer obra de melhoria tem que ser detonada e qualquer palavra a seu favor, calada.
Estes leões mambembescontinuam poderosíssimos e podem, como estão realmente conseguindo, causar estragos inimagináveis e irreparáveis tanto ao país, como à vida das pessoas e àsua dignidade.
A situação já ultrapassou o limite do tolerável.
Protestar, sair às ruas, gritar contra seus desmandos têm o mesmo efeito que as paliçadas erguidas pelos britânicos em torno da ponte do Tsavo. Iluminação noturna, armadilhas ou emboscadas de nada serviram para conter a fúria sanguinária dos leões do Quênia. A única solução foi abatê-los mortalmente a tiros de fuzil. Só assim foram contidos depois de deixarem em seu rastro 135 pessoas mortas e devoradas.
Alguma providência inadiável tem que ser tomada para contra os leões do planalto central. Não tenho ideia de qual venha a ser. Só sei que até agora tudo o que foi tentado não surtiu efeito porque sua sanha sanguinária continua cada dia mais aguçada.
Quem sabe, e é apenas uma ideia, não possamos contratar um coronel Patterson para, metaforicamente, abater de vez estas feras insanas?
- Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.
A película conta a história dos acontecimentos ocorridos em março de 1898 em Tsavo, região do Quênia banhada pelo rio que lhe empresta o nome, onde o então Império Britânico, tentando manter a posse do território, decidiu construir uma ponte sobre aquele mesmo rio e enviou para lá um destacamento indiano para executar a obra.
Acontece que dois leões devoradores de homens, passaram a atacar o acampamento dos trabalhadores abatendo mais de uma centena de pessoas antes de serem liquidados pelo responsável pelas obras, o coronel irlandês John Henry Patterson vivido no filme por Val Kilmer.
Por algum motivo este episódio me lembra a tentativa da reconstrução da ponte Brasil e neste meu devaneio os nomes dos leões mudam de Sombra e Escuridão para Parlamento e Supremo.
Incansavelmente estes leões das florestas tupiniquins, tentam sabotar a reconstrução do país atacando sistematicamente tudo o que tenta se feito por aquele que foi escolhido pelo povo para realizar esta obra monumental e inadiável, procurando tolher seus movimentos e calar as vozes daqueles que imploram por libertação de suas garras.
À medida que as obras de reconstrução avançam, a sanha sanguinária dos dois leões se exacerbera. Em decorrência da debilidade das defesas de seus oponentes, extrapolam qualquer senso de ridículo chegando até a definir o universo da internet como parte do domínio de suas casas.
Para eles, qualquer obra de melhoria tem que ser detonada e qualquer palavra a seu favor, calada.
Estes leões mambembescontinuam poderosíssimos e podem, como estão realmente conseguindo, causar estragos inimagináveis e irreparáveis tanto ao país, como à vida das pessoas e àsua dignidade.
A situação já ultrapassou o limite do tolerável.
Protestar, sair às ruas, gritar contra seus desmandos têm o mesmo efeito que as paliçadas erguidas pelos britânicos em torno da ponte do Tsavo. Iluminação noturna, armadilhas ou emboscadas de nada serviram para conter a fúria sanguinária dos leões do Quênia. A única solução foi abatê-los mortalmente a tiros de fuzil. Só assim foram contidos depois de deixarem em seu rastro 135 pessoas mortas e devoradas.
Alguma providência inadiável tem que ser tomada para contra os leões do planalto central. Não tenho ideia de qual venha a ser. Só sei que até agora tudo o que foi tentado não surtiu efeito porque sua sanha sanguinária continua cada dia mais aguçada.
Quem sabe, e é apenas uma ideia, não possamos contratar um coronel Patterson para, metaforicamente, abater de vez estas feras insanas?
- Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.
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