Varejistas gaúchos buscam recuperação das vendas na Black Friday

 Varejistas gaúchos buscam recuperação das vendas na Black Friday

Data representa nova oportunidade para os lojistas amenizarem as perdas sofridas ao longo de 2020


Cada vez mais incorporada ao calendário de datas comemorativas do varejo brasileiro, a Black Friday de 2020 acontece ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Ainda assim, a data representa uma nova oportunidade para os lojistas gaúchos incrementarem suas vendas, tão afetadas pelas medidas restritivas que suportaram em longo período deste ano.

 

Programada para o dia 27 de novembro, a Black Friday 2020 deve ser marcada por promoções mais fortes em relação aos anos anteriores, quando a situação econômica não era tão delicada quanto hoje. Os empresários que estão aderindo à data estão esperançosos com o potencial de vendas previsto.

 

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, destaca ser possível que ocorra, neste ano, um incremento no montante de vendas, que no estado, em 2019, esteve próximo dos R$ 650 milhões, somando compras online e em lojas físicas. Em nível nacional, as vendas pelo canal online na Black Friday 2019 chegaram a R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 23% diante de 2018.

 

– A Black Friday já se caracteriza por ser uma data com muita força no calendário do varejo. Em 2020, isso deve se intensificar, uma vez que os consumidores parecem estar ávidos por buscar as promoções para fazer suas compras de final de ano. É importante que os lojistas saibam aproveitar este momento, oferecendo descontos atrativos, pois ampliam as chances de venderem mais – ressalta Vitor Augusto Koch.

 

No que se refere as lojas físicas, é possível perceber que nos últimos anos elas estão aprimorando muito sua relação com os fabricantes e ganhando competitividade em relação aos portais do comércio virtual.

 

– Desta forma, conseguiram fazer a diferença de preço entre venda online e presencial ser cada vez menor. Fatores como a garantia de balcão, as condições reais de verificar e testar o produto antes da compra, o serviço de instalação e montagem de equipamentos mais complexos e o atendimento personalizado são atrativos que também favorecem as lojas físicas. O que pode desfavorecer o incremento das vendas nas lojas físicas, neste ano, são as limitações ainda em vigor no comércio gaúcho, por conta da pandemia. Mas os nossos lojistas, de um modo geral, estão cumprindo à risca todos os protocolos de saúde determinados pelas autoridades – aponta Vitor Augusto Koch.

 

A expectativa da FCDL-RS em relação aos produtos que devem ser os mais procurados pelos consumidores aponta que roupas, calçados, smartphones, eletrodomésticos e eletrônicos vão liderar o ranking de compras em 2020.

 

Uma decisão importante do consumidor na hora de adquirir os produtos na Black Friday diz respeito a forma de pagamento das compras. Sempre que possível é melhor pagar à vista o que comprar, uma vez que os juros do cartão de crédito e do cheque especial seguem altíssimos.

 

Outro aspecto para se levar em conta pelo consumidor é pesquisar não só preço, mas também prazo de entrega, termos de garantia e instalação e procedimentos necessários para a reposição de produtos que cheguem danificados.

 

Este último item é especialmente importante para aqueles que buscam antecipar as compras para o Natal, dali a 30 dias, o que pode ser tempo insuficiente para a troca de produtos comprados pela internet.

 

Outro alerta da FCDL-RS é que os lojistas que aderirem a Black Friday devem estar devidamente preparados, com estoques organizados e em quantidade suficiente para atender a demanda dos consumidores, a fim de proporcionar a melhor experiência de compra possível.

 

O estímulo à compra também pode ser gerado por uma vitrine atrativa, bons preços, excelência no atendimento, ênfase na garantia de balcão, competente pós-venda e outros aspectos que reforçam a necessidade do cliente estar na loja física.


Artigo, Adão Paiani - A cor da violência

Um homem é assassinado por seguranças de um supermercado, após uma discussão banal. Essa teria de ser a manchete da manhã de sexta-feira, 20 de novembro de 2020, que deveria ter-nos indignado; sem qualquer referência à cor da pele da vítima ou de seus assassinos. 

As circunstâncias do fato, a data simbólica em que ocorreu; o momento político do país, e a força das narrativas impostas por grupos sedentos por uma morte conveniente; desviam-nos da principal pergunta a ser feita, ante tamanha brutalidade: por que se mata e se morre no Brasil?

As pessoas não são mortas no Brasil pela cor da sua pele, mas por sermos um país submerso na desigualdade social e econômica, falta de oportunidades, injustiça, ignorância e, sobretudo, desapreço absurdo pela vida humana. 

O “brasileiro cordial” não existe. É um mito atrás do qual se esconde um indivíduo no limite da brutalidade, e mergulhado na violência. 

Este país apenas não explodiu em uma revolução armada avassaladora, a um custo incalculável de vidas, por termos a violência cotidiana como válvula de escape para as nossas tensões, ódios e rancores. 

Ao invés de matar ou morrer atrás de barricadas, justificando a mortandade por algum questionável objetivo, o que por si exige um mínimo de coesão em torno de uma causa, algo que também não temos; prefere-se fazer isso cotidianamente; num assalto em uma sinaleira, dentro de um ônibus ou numa rua qualquer; na periferia, numa zona nobre ou nas áreas rurais.

Sem justificativa ideológica, mata-se para roubar um tênis, um relógio, uma pasta escolar, uma carteira com mísera quantia dentro, ou objetos sem valor; numa discussão doméstica, no trânsito, no bar; ou numa prosaica noite de compras num supermercado de subúrbio.  

Aproximadamente 60 mil pessoas morrem assassinadas no Brasil todos os anos, pelos mais variados motivos, geralmente fúteis; mas todos eles como fruto de todas essas características citadas. E morrem brancos, negros, índios e todas as variedades étnicas decorrentes de um povo absolutamente miscigenado. 

Fala-se muito da prevalência de assassinatos na população negra sobre os demais grupos, para apontar esse dado como prova de motivações raciais para esses crimes. A verdade que não se reconhece, é que esse grupo morre mais por ser, em primeiro lugar, vítima da pobreza e da desigualdade social; e não pela cor da sua pele. 

Ao apontar o racismo como causa dessas mortes, a culpa é jogada para a sociedade, e se retira a responsabilidade daqueles que deveriam apontar alternativas para reduzir o abismo social existente no Brasil, não o fizeram após décadas no poder, e hoje bradam pelas ruas que “vidas negras importam”, estando eles próprios entre seus algozes. 

Não temos aqui uma sociedade WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant), a exemplo da americana; conceitual e estruturalmente racista. O racismo, no Brasil, é fruto de posturas e condutas individuais; e a discriminação tem menos a ver com a cor da pele, e mais com a condição econômica do indivíduo; o que não quer dizer que elas não se alimentem uma da outra.  

A nossa discriminação é sem cor; por mais que busquem dar uma a ela grupos que, com discursos ideológicos, fortalecem a divisão, o conflito e a violência; aos quais não combatem, mas disseminam; e da permanência da miséria e ignorância, da qual sobrevivem. 

Não se diga que essa é uma confortável, e previsível, opinião de um branco (tão branco como possa se considerar um latino-americano); que até os 13 anos foi criado por uma família negra; teve a infância embalada por canções em Língua Iorubá, cresceu no “Areal da Baronesa”, área quilombola de Porto Alegre; e que conhece a realidade do seu povo negro, podendo dizer que não é diferente da que já viu em outros lugares do país; onde a discriminação se dá pela pobreza, e não pela cor. 

E, assim como em todo o Brasil, na capital dos gaúchos não se morre ou se mata pela cor da pele, mas porque a vida humana passou a não ter nenhum valor. 

Essa é a verdade inconveniente. 

A outra, que deveria nos mover, é de que todas as vidas importam. 

E isso os brasileiros parecem cada vez mais, e tristemente, esquecer.

*Advogado em Brasília/DF.

 

 

 

 


Artigo, Renato Sant'Ana - Um padrão a transformar-se

O padrão nosso de cada dia é a omissão. Mas, de vez em quando, aparece alguém que, além de esclarecido, tem coragem para "dar nomes aos bois".

O líder nacional do PV (Partido Verde), Eduardo Jorge, não quer que Mont'Serrat Martins, candidato da sigla derrotado em 1º turno à prefeitura de Porto Alegre, apoie a comunista Manuela d'Ávila, que passou para o 2º turno.

Eduardo Jorge está pensando na corrida presidencial de 2022. E quer integrar o que ele chama de "opção de centro democrático viável", motivo para rejeitar a "opção antidemocrática" da candidatura comunista.

É um posicionamento correto. Ainda que esqueçamos, a política existe para pôr limite às inclinações abusivas do ser humano, as quais, aliás, nada têm a ver com sexo, idade, situação econômica, cor da pele, etc.

E o que Eduardo Jorge está repelindo é o abuso, o autoritarismo estatal, a pior espécie de ditadura já inventada, isto é, o regime comunista.

Como entender que, embora concordando com ele, uns quantos se omitam?

Por razões não explícitas, alguns dos adversários de Manuela d'Ávila não fustigaram a sua índole inegavelmente autoritária.

Tal omissão favorece falácias do tipo "oh, o comunismo nunca deu certo só porque jamais foi feito como nós faremos": parece piada, mas é o argumento dos militantes quando confrontados com os crimes (milhões de assassinatos) perpetrados pelo regime inumano que eles defendem.

Fatos não são de direita nem de esquerda. Ignorá-los e, apesar disso, ter opinião formada é uma das mais repugnantes formas de omissão.

Como desconhecer, por exemplo, que Manuela d'Ávila (Porto Alegre) e Guilherme Boulos (São Paulo) são candidatos de corte revolucionário?

Claro, a revolução deles é sutil, usando meios democráticos para tomar o poder e, depois, implantar as bases de um Estado totalitário.

Eles nunca ocultaram sua aprovação a governos revolucionários e respectivos métodos: Cuba, Venezuela, Nicarágua e assemelhados.

O plano é, uma vez no governo, usar, por exemplo, dinheiro público para patrocinar "projetos culturais" que ataquem os valores fundantes da sociedade ocidental (inclusive a família). E infectar com dogmas marxistas a educação de modo a pôr um cabresto ideológico na juventude.

Nada disso é possível, porém, sem a omissão da maioria que reprova o projeto revolucionário e que quer um país em que se viva com liberdade, segurança jurídica, esperança e compaixão, além doutros valores da democracia que esses ativistas ideológicos pretendem extirpar.

Não, a omissão não é dos políticos, até porque eles só refletem a sociedade que somos. A omissão, tantas vezes de boa-fé, é generalizada.

A omissão é de quem não se pergunta "como posso contribuir?".

É de quem, por preguiça de pensar, toma como pensamento próprio os refrãos populistas criados para capturar patetas.

É, ainda, dos bonzinhos que pensam estar fazendo a sua parte só por não fazerem nada de errado.

Aprendamos enquanto é tempo. A Venezuela era um país riquíssimo e virou uma nação de indigentes graças à omissão de muita gente boa. Por igual motivo e apesar do exemplo, a Argentina está a esvair-se: a Argentina venezuelizou-se - e está mergulhada no pavor.

E nós? Será que, por omissão, vamos permitir a argentinização do Brasil?


Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br



Artigo, Orestes de Andrade Jr. - Uma nova e radical Câmara de Vereadores

- Jornalista.

A nova composição da Câmara de Vereadores se radicalizou, à esquerda e à direita. O centrão perdeu espaço, com exceção do PSDB. À primeira vista, as análises enalteceram as façanhas do PSOL, que teve três dos cinco vereadores mais votados. Alguns comentaristas chegaram a dizer que o crescimento das bancadas de esquerda poderia representar uma reconciliação da Capital com seu passado vermelho. Não é bem assim!

 

O mapa dos 36 vereadores eleitos mostra que os partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB, PDT e PSB) ficaram com 13 cadeiras, só uma a mais do que na legislatura anterior. Os partidos de centro elegeram 19 vereadores, ante 23 na última eleição. Mas os partidos de direita, que tinham só uma cadeira na última composição do Legislativo, conquistaram quatro assentos. Além do Novo, que ganhou mais uma vaga, PRTB e PSL farão sua estreia na Câmara. Os números, portanto, comprovam um avanço maior da direita, um recuo do centro e um pequeno crescimento da esquerda.

 

Olhando o perfil dos vereadores eleitos para a Câmara, renovada em 44% dos seus ocupantes, notamos uma radicalização evidente. Isso porque PDT, PSB e Rede perderam espaço para o PSOL, que dobrou a sua bancada com grandes votações, e para o PCdoB. Os novos eleitos inclusive têm histórico de invasão do Legislativo. Perto deles, os atuais psolistas Roberto Robaina (reeleito) e Alex Fraga (não reeleito) são moderados. O PCdoB elegeu dois vereadores combativos e o PT ungiu um sindicalista extremista (Jonas Reis, do Simpa) na sua bancada de quatro cadeiras mantidas desde o último pleito.

 

Pela direita, além de Mariana Pimentel, pelo Novo, dois vereadores bolsonaristas conseguiram se eleger (Fernanda Barth e Alexandre Bobadra). Felipe Camozzato aumentou sua votação na carona do deputado federal Marcel Van Hatten. Olhando só para estes dois polos, é possível prever que os debates na Câmara a partir de 2021 serão muito mais ideológicos. A grenalização política certamente estará presente todos os dias no plenário. 

 

Ainda entre as novidades, a participação recorde de mulheres (11) e negros (5) na nova Câmara. Em geral, teve sucesso quem estava vinculado a causas e bandeiras específicas ou candidatos com posições ideológicas muito claras. A maioria que ficou em cima do muro foi abatida. Também ocorreu uma fragmentação política e um encolhimento das siglas tradicionais. Serão 18 partidos representados, ao invés dos 16 atuais. 

 

O centrão formado por MDB, PP, PTB E DEM fracassou. Deixou escapar 40% das suas cadeiras. O PP perdeu metade das suas quatro vagas. A exceção foi o PSDB, que mesmo não colocando o prefeito Nelson Marchezan Júnior no segundo turno, saltou de uma para quatro cadeiras. Será o novo comandante dos partidos ao centro, com uma clara inclinação à direita. 

 

Outra dualidade será entre vereadores novos e veteranos. Os experientes são Cezar Schirmer, Idenir Cecchim, Pedro Ruas, Mônica Leal, Lourdes Spengler, Airto Ferronato e Cassiá Carpes, que terão de conviver com colegas com menos ou pouco mais de 30 anos – Laura Sito, Matheus Gomes, Karen Santos, Felipe Camozzato, Bruna Rodrigues, Mariana Pimentel e Ramiro Rosário. Haverá, sem dúvida, um confronto de gerações. Nesse clima tenso e radicalizado, a tendência é de muitas discussões ideológicas e menos debates sobre as pautas de interesse da cidade.

Artigo, Astor Wartchow - A voz de quem?

Advogado

Por reivindicação da Advocacia Geral da União (AGU),  o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que as emissoras de rádio voltem a transmitir o programa radiofônico oficial “A Voz do Brasil” em seu horário nobre. Desde 2006, as emissoras tinham uma decisão jurídica provisória que lhes permitia a flexibilização do horário de transmissão. 

“A Voz do Brasil” é um abuso aos direitos de cidadãos e empresas e um constrangimento autoritário ao constante e livre fluxo de informações. A desculpa estatal para sua existência e operacionalidade seria o fato de que em regiões longínquas desse imenso Brasil muitas pessoas não teriam outra opção radiofônica. Trata-se de um argumento antigo, medíocre e ridículo! 

Antes de prosseguirmos, um registro histórico para os mais jovens, principalmente aqueles que não se ligam muito em rádio, e que ficam mais “ligados e antenados” em meios digitais.

“A Voz do Brasil” faz parte da história da radiodifusão brasileira. É o programa de rádio mais antigo do Brasil. Está, inclusive, no  Guiness Book, o livro dos recordes mundiais. 

Surgiu em 1935. Inicialmente se chamava “Programa Nacional". Depois, passou a se chamar de “A Hora do Brasil”. Em 1971, durante o mandato do presidente Emílio Garrastazu Médici (1905-1985), é trocado o nome para "A Voz do Brasil", mantido até hoje.

O presidente Getúlio Vargas (1882-1954) criou o programa com o objetivo de levar informações do Poder Executivo à população. Obviamente, de modo a favorecer seu próprio governo. 

Atualmente, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e o Poder Judiciário também têm sua cota parte no tempo de apresentação do noticiário. 

Vamos ser objetivos: trata-se de um monstrengo, um dinossauro esquecido pelos governantes e por nossos deputados, que deveriam ter revogado essa legislação e obrigação. É um programa que tem “zero” de audiência! 

Ademais, trata-se de um abuso que prejudica as empresas de radiodifusão e os anunciantes. Também prejudica os cidadãos e ouvintes sempre desejosos de informações atuais e programas alternativos ao gosto de cada um. 

Considerando o horário obrigatório de sua difusão, o abuso é ainda mais grave haja vista que é um horário nobre, momento em que as pessoas estão em casa, ou a caminho, e gostariam de usufruir uma hora de rádio ao seu gosto pessoal. Desde sempre, e muito mais nos últimas décadas, a informação diversificada se constitui em direito fundamental da pessoa.  

Essa uma hora de programação oficial obrigatória é um monumento de desrespeito aos cidadãos. Viola vários direitos de pessoas e empresas. O direito a livre informação, o direito de empresas fazer propaganda e anunciar seus produtos. 

É um absurdo que também tira uma hora de oportunidade de trabalho de milhares de profissionais do rádio, da publicidade e dos empresários da radiodifusão brasileira.

Como é evidente o conflito e o prejuízo dos cidadãos e das empresas, à luz dos direitos fundamentais e constitucionais, é uma pena que o Supremo Tribunal Federal não tenha aproveitado a ocasião para acabar com essa “coisa”! 


Carta-compromisso

 Levamos  nossas  propostas  ao  povo  de  Porto  Alegre  com  a certeza  de  sermos  a  melhor  opção  para  governar  a  cidade.  Continuamos com os mesmos sonhos, nas mesmas buscas, com o compromisso de levar adiante nosso projeto. Assim, o Partido Democrático Trabalhista, através da deliberação de seus representantes, tendo em vista a disputa de segundo turno nas eleições municipais, vem tornar público seu apoio programático à candidatura de Manuela D’Ávila, mediante os seguintes compromissos.

Dar   cumprimento   à   lei   da   Escola   de   Tempo   Integral, implementando CIEP’S, nos moldes de Leonel Brizola.

Revogar  as  alterações  na  lei  do  plano  de  carreira  dos servidores públicos realizadas no atual Governo.

Zerar o déficit de vagas na educação infantil.

Implementar a creche noturna para a mãe trabalhadora.

Retomar a hora atividade para planejamento e estudo dos professores da Rede Municipal.

Não  privatização  das  empresas  Procempa,  Carris,  Dmae  e DEP.

Manter a gestão pública do Mercado Público.

Fortalecer  o  SUS,  com  foco  no  combate  à  pandemia,  e retomar o programa de Saúde da Família.

Ampliar os postos de saúde com atendimento até as 22h.

Dar  fim  ao  desabastecimento  de  água  em  Porto  Alegre, como nas localidadesda Lomba do Pinheiro e Morro Santana.

Política permanente de regularização fundiária e produção habitacional.

Implementar o Plano de Desenvolvimento Municipal para geração de emprego e renda na cidade.

O  Partido  Democrático  Trabalhista  tem  compromisso  com  o desenvolvimento nacional, com a geração de emprego e renda, com o povo trabalhador,  com  as  mulheres,  jovens  e,  fundamentalmente,  com  as crianças. Importante ressaltar que este apoio se funda, pura e simplesmente, em ideais programáticos e no antibolsonarismo, no combate ao ódio e ao rancor. Neste sentido, ainda que com diferenças, a candidatura de Manuela D'Ávila é aquela que mais se assemelha ao nosso projeto."



Artigo, Renato Sant'Ana - Turbulento sistema de votação

Sob o título "Nosso nebuloso sistema de votação", esta coluna advertiu, dias atrás, para a fragilidade (eufemismo) de um sistema baseado na "urna eletrônica", que nem urna é, mas um compilador de dados.

Aí, no dia da votação, estourou a bomba: hackers tinham invadido os "computadores" do Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

Apesar disso, o pessoal da Justiça Eleitoral segue mantendo o surrado discurso da "total segurança da urna eletrônica".

Outra advertência foi para a possibilidade de alguém votar em nome dos que não comparecem no dia da votação.

O voto é virtual (não deixa vestígios e impede a recontagem); é grande o número de eleitores que não comparece; e é possível, aos mesários, ter certo controle sobre quem não vai comparecer.

Mas também nesse ponto a Justiça Eleitoral não reconhece o problema.

Oxalá, só existam mesários honestos...

Agora, como saber se, além de causar tumulto, os hackers não alteraram a votação em favor de candidatos de seu interesse ideológico?

E quem pode assegurar que ninguém tirou proveito das abstenções?

Não se trata de pôr sob suspeita os resultados do último dia 15, mas de examinar em abstrato a questão.

Fato é que ninguém dispõe de dados objetivos para afirmar se há ou não fraude, já que é impossível a recontagem dos votos, o que impede a existência de contraprova, tornando obscuro o processo.

Mas resta muito o que fazer. E não há por que pecar por omissão.

Onde houver 2º turno, é vital que os partidos organizem a mais rigorosa fiscalização, o que concorre para a transparência do pleito.

E o eleitor de boa vontade terá que reflexionar!

Por mais que não tenha tal intenção, quem não aparece para votar acaba somando para ampliar as condições favoráveis a fraude.

Para finalizar, meditemos no que adverte Edmund Burke:

"Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados."

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br