Nesta madrugada, o governo dos Estados Unidos avisou que aplicará uma sobretaxa tarifária de 25% sobre os produtos brasileiros, com exceções. A investigação foi respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974
O editor adiantou, ontem, que aconteceria a qualquer momento a decisão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) considerando "determinados atos, políticas e práticas" do Brasil como "irracionais" e que "sobrecarregam e restringem" o comércio americano, tudo como resultado da investigação aberta em julho de 2025 contra o País.
Uma audiência será realizada pelo USTR no dia 6, e uma decisão final será tomada pelo governo americano no dia 15.
A lista de produtos livres da taxação adicional tem 73 páginas e traz itens que já foram isentados do tarifaço americano no ano passado, como aviões, suco de laranja e café.
Censura sobre redes sociais
Em relação ao universo digital, "tribunais brasileiros emitiram ordens secretas" para que plataformas americanas de mídia social removessem "certos conteúdos políticos" e suspendessem "perfis de residentes nos Estados Unidos", sob pena de multa. O documento cita ainda o "fechamento por completo" de um site.
Pix
"O Brasil também tem prejudicado injustamente empresas dos EUA envolvidas em serviços de pagamento eletrônico concorrentes, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional", diz o USTR, em referência à concorrência que o Pix oferece às empresas americanas do setor.
Corrupção
Em relação ao combate à corrupção, o USTR afirma que o País "não toma medidas suficientes".O USTR também considera que o Brasil "não aplica suficientemente suas leis criminais e regulamentos aduaneiros para combater produtos falsificados; não aborda o tempo excessivo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, particularmente patentes biofarmacêuticas; e não realiza medidas antipirataria consistentes e contínuas".
Etanol
Sobre o acesso ao mercado de etanol, a decisão diz que o País "interrompeu abruptamente" em 2017 o "tratamento equilibrado" para as exportações americanas do produto.
Desmatamento
O documento também afirma que o "desmatamento ilegal persiste" e que o Brasil não conseguiu "aplicar efetivamente" o marco legal de proteção ao meio ambiente.