Artigo, Silvio Lopes - Aqui, agora

         Quem, por ventura, conheça um pouco que seja das Sagradas Escrituras( o compêndio mais completo, verdadeiro e assertivo da trajetória do homem na Terra), há de perceber que o Apocalipse tá chegando a galope. Não é para menos.

  

        O Armagedon ético e moral da sociedade humana se precipita velozmente, seja via precipitação de catástrofes nucleares, como ambientais e econômicas; ou seja pela efervescência e ânsia pelo poder que sempre motivaram o homem na desenfreada guerra para subjugar seus semelhantes. E que hoje, muito claramente, se utiliza da ideologia comunista para buscar a submissão de milhões por toda a parte do planeta. 


      O mais grave é que tal poderá se tornar inevitável, caso a sociedade esclarecida( a que vive sob o manto de valores e princípios que dignificam o ser humano), continue paralisada e, de uma certa forma, indiferente e/ou conformada com tudo que vem acontecendo. A luta do bem contra o mal prevista no Livro Sagrado, em Apocalipse, é uma realidade cada dia mais concreta. E aterrorizadora...


       Constatamos hoje, intacta e sólida, nossa crescente capacidade de criar e impor coisas que irão, inevitavelmente, nos causar um mal irreparável logo ali adiante. A corrente ressuscitada da ideologia comunista, no Brasil sob a batuta do lulopetismo, se avançar( Deus nos livre!), servirá como onda propulsora de um suicídio coletivo que poderá ser ampliado planetariamente. Não se trata de teoria conspiratória. É ciência, é sociologia, é psicologia. É política.


        Aqui entre nós: para entender a vida como ela é, precisamos nos incluir na dimensão maior do nosso ser. Ao invés de colocar a verdade científica separada da espiritual, ela necessita abarcar o todo o inter-relacionamento mais amplo da verdade. Em vez de isolar minha identidade da de vocês,  ela tem de conter a identidade maior na qual nos tornamos por sermos únicos, juntos.


       No dia em que essa consciência global for alcançada; quando a visão puramente mecanicista for superada, como inconsistente, tal qual sugeriram nomes como Thoreau, Einstein, Dewey, Whitehead, Russel, Freud e Jung, estaremos restaurando nossa ligação umbilical com a natureza, o nosso corpo, o sagrado. Esse momento da virada haverá de chegar. Quem sabe a partir daí, o novo ciclo evolucionário da vida homem comece a despontar. Seria a redenção civilizacional.



Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante

Contato: 51. 998 74 6134

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - PEC da Segurança Pública, golpe contra os Estados

Marcus Vinícius Gravina

OAB-RS 4949


Esta semana o presidente Lula voltou a insistir na aprovação da PEC da Segurança Pública. 

Quer do presidente do Senado, que ele a coloque em pauta para votação imediata. 

Sabe da importância estratégica que isto tem, em seu sonhado governo comunista, a partir de 2027.

Não quer permitir que Estados, mais importantes e dotados de grandes corporações de Polícias Militares e Civis, que em todo o país rivalizam  com as Forças Armadas Nacionais, continuem sob o comando de Governadores dos Estados. A soma de seus contingentes supera os das Forças Armadas Nacionais. 

Não quer correr risco de insurreição de Estados, como foi a liderada pelo governador Leonel Brizola, apoiado pelo Comandante do III Exercito, general José Machado Lopes. Aconteceu em 1961/62, denominada “Movimento pela Legalidade”. 

A esquerda brasileira liderou, até hoje, o vexatório desarmamento dos cidadãos brasileiros. Por outro lado, vê e apoia as falanges do crime organizado, PCC, CV, fortemente armados, como forças auxiliares das forças Armadas sob o comando do Lula. 

O projeto é retirar dos governadores, em essência, o Comando de suas forças militares e transferi-lo para Brasília.  

De lá irão decidir as desocupações dos invasores de terras do MST.

A hierarquia e a disciplina das Policias Militares perderão os vínculos centenários com seus governadores de Estados, assim como a sua população terá dificuldades quando for reivindicar ações protetivas às suas propriedades privadas. 

Garantia de direito à propriedade não está na cartilha do PT e de seus satélites comunistas.

Não, à dissimulada PEC da Segurança Pública.

Sim, ao direito de armamento do cidadão brasileiro.

Caxias do Sul, 22.05.2026


Fecomércio tira nota para apoiar o fim da cobrança do CRLV-e no RS

A Fecomércio-RS divulgou estudo que analisa a cobrança da taxa de emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico (CRLV-e). O levantamento ocorre em meio à tramitação do Projeto de Lei nº 599/2023 na Assembleia Legislativa, que propõe extinguir a taxa anual cobrada pelo Detran-RS, e questiona sua manutenção após a digitalização integral do documento, implementada desde 2021 no Rio Grande do Sul.

O projeto de autoria do deputado Rodrigo Lorenzone será votado na semana que vem, porque já está na pauta.

Segundo o estudo, atualmente o valor cobrado pelo Detran-RS para emissão do CRLV-e é de R$114,19 por veículo em 2026. Apenas em 2025, a arrecadação com a taxa alcançou R$739,1 milhões, em valores corrigidos pela inflação. O levantamento destaca que, antes da digitalização, a taxa se justificava pelo custeio de despesas relacionadas à emissão física do documento, como impressão em papel moeda, logística, postagem e envio aos proprietários de veículos. Com a modernização dos sistemas de informação, no entanto, o certificado passou a ser emitido exclusivamente em formato digital, permitindo que os condutores portem o documento diretamente em dispositivos eletrônicos ou realizem a impressão em papel comum por conta própria.

A partir desse cenário, o Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP-RS) analisou a proporcionalidade entre os custos atuais do serviço e os valores arrecadados pelo Estado. O estudo aponta que, embora o Detran-RS alegue que a taxa cubra despesas de processamento e geração do documento eletrônico, a autarquia informou, via Lei de Acesso à Informação, não ser possível calcular precisamente o custo específico da emissão digital do CRLV-e. 

A pesquisa também identificou que 30% da arrecadação da taxa é direcionada ao Fundo Especial de Segurança Pública (FESP), representando R$221,7 milhões em 2025. Para o instituto, a destinação reforça o entendimento de que a cobrança deixou de estar vinculada exclusivamente ao custeio do serviço específico prestado ao contribuinte.

Além disso, o levantamento aponta que as despesas totais do Detran-RS com serviços de tecnologia da informação e comunicação somaram R$235,7 milhões em 2025, valor equivalente a cerca de um terço da arrecadação obtida apenas com a taxa do CRLV-e. O estudo ainda destaca que a autarquia registrou superávit superior a R$1 bilhão nos últimos anos.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, a análise reforça a importância de revisar estruturas de cobrança diante da evolução tecnológica dos serviços públicos. “A digitalização trouxe mudanças profundas na operação e nos custos dos serviços públicos. O estudo do IFEP-RS contribui para uma discussão técnica e transparente sobre a necessidade de reavaliar cobranças que foram criadas em uma realidade operacional muito diferente da atual”, afirma.

Já o diretor executivo do IFEP-RS, Lucas Schifino, destaca que o objetivo do levantamento é ampliar o debate público a partir de dados concretos. “O estudo demonstra que existe uma arrecadação bastante elevada mesmo após a eliminação de etapas físicas que justificavam originalmente a taxa. Nosso propósito é trazer elementos técnicos para qualificar essa discussão e contribuir para um ambiente de maior eficiência e racionalidade tributária”, ressalta.

O debate em torno da cobrança também está presente na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde tramita o Projeto de Lei nº 599/2023, de autoria do deputado estadual Rodrigo Lorenzoni. A proposta prevê o fim da taxa anual de emissão do CRLV-e no Estado e deve retornar à pauta de votações na próxima terça-feira, dia 26 de maio.

Editorial, RBS - Pressão por CPI do Master é jogo de cena

O editor transcreve este editorial publicado no jornal Zero Hora deste sábado. Seu conteúdo é correto e exemplar. Só se engana quem quer.

Leia tudo.

Nenhum dos principais grupos políticos quer, de verdade, uma comissão de inquérito sobre os malfeitos que envolvem o banco

Não passa de jogo de cena a recente pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo do Banco Master e as conexões de seu dono, Daniel Vorcaro, com luminares da República. A estridência das cobranças por uma investigação no Congresso é diretamente proporcional à certeza de que ela não será instalada. É tudo da boca para fora, parte da disputa constante entre os principais grupos políticos por fazer com que sua versão dos acontecimentos prevaleça na guerrilha travada por meio das redes sociais.

O mais indicado é deixar a investigação para a Polícia Federal (PF), que, com um trabalho técnico, segue avançando

A instalação de uma CPI do Master não interessa ao governo ou à oposição. Tampouco ao centrão, grupo que escudou a ascensão meteórica do banco e do banqueiro e tem caciques enrolados com as negociatas de Vorcaro. É uma hipótese que a cúpula do Congresso, nas figuras de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta, se esforça para evitar. O próprio Alcolumbre tem episódios a explicar, como o fato de um apadrinhado seu ter sido o responsável pelo fundo de pensão do Amapá ter aplicado R$ 400 milhões em papéis do Master, dinheiro perdido com a liquidação do banco.

Na quinta-feira, na sessão conjunta do Congresso, parlamentares petistas e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, fizeram pronunciamentos inflamados instando Alcolumbre a ler os requerimentos para a criação da CPI. Pura desfaçatez, para não deixar o grupo adversário vocalizar sozinho o discurso fácil de que não tem o que temer.

Flávio Bolsonaro, após a descoberta de sua relação próxima com Vorcaro e do pedido de dinheiro para o filme sobre o seu pai, Jair Bolsonaro, passou imediatamente a se dizer defensor da CPI. Trata-se apenas de uma estratégia para sair das cordas e municiar a militância no embate virtual. O senador não era entusiasta da investigação do caso. O jornal O Estado de S.Paulo mostrou na quinta-feira que Flávio assinou apenas dois dos cinco requerimentos existentes para abrir uma comissão de inquérito. O acordo que garantiu a derrubada do veto ao PL da Dosimetria envolvia reforçar o empenho para enterrar a CPI do Master.

Os parlamentares governistas, da mesma forma, jogam para a torcida. O PT baiano, em especial, tem vínculos com o Master e com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Nenhum dos principais grupos políticos quer, de verdade, uma CPI sobre os malfeitos que envolvem o banco. Em maior ou menor grau, todos têm satisfações a dar sobre episódios obscuros. Cabe lembrar ainda a máxima de que se sabe como uma CPI começa, mas nunca como termina, nem quais revelações podem vir à tona, exploradas de forma política. É uma equação de resultado incerto que depende de qual espectro domine a comissão e posições como presidência e relatoria.

A aproximação do período eleitoral é outro complicador. Eleva os riscos de a CPI se converter em palco de bate-bocas estéreis e se resumir à busca obstinada de um lado para atingir o outro, sem espaço para apurações que seriam bem-vindas se fossem sérias. O mais indicado é deixar a investigação para a Polícia Federal (PF), que, com um trabalho técnico, segue avançando na tarefa de destrinchar o maior escândalo financeiro da história do país e de revelar os agentes públicos que facilitaram as fraudes e delas se serviram.