El Niño

 O empresário e analista Antlnio Sartori decidiu viajar e se informar sobre o El Niño para Lima, tudo porque o Peru é o epicentro geográfico e histórico do El Niño e da La Niña. 

As variações na temperatura e na pressão atmosférica do Oceano Pacífico, especificamente na costa peruana, alteram a circulação dos ventos e ditam o ritmo climático global.A sua importância para a avaliação desses fenômenos deve-se a três fatores principais:

Berço do Fenômeno: O nome "El Niño" foi dado pelos pescadores peruanos no século XIX para descrever o aquecimento das águas na época do Natal, em referência ao Menino Jesus. O Peru continua sendo o principal ponto de onde se irradia o aquecimento das águas superficiais do Pacífico.Impacto Econômico e Social Direto: Por estar na linha de frente, o litoral do Peru é uma das áreas mais atingidas do mundo, sofrendo com chuvas torrenciais, deslizamentos e perdas severas na indústria pesqueira (devido à diminuição da Corrente de Humboldt).
Termômetro Global: Alterações drásticas na temperatura da água e na atmosfera na costa peruana servem como sinalizadores primários. Elas ditam aos centros de pesquisa quando e com qual intensidade os fenômenos se desenvolverão e afetarão o resto do mundo, incluindo o Brasil.

 A Argentina acaba de registrar a maior colheita de sua história. Cento e sessenta e três milhões de toneladas de grãos na campanha 2025/2026, vinte milhões a mais do que o ciclo anterior e vinte e um por cento acima do recorde anterior de 2018/2019. Milho recorde absoluto com setenta milhões de toneladas. Trigo recorde com quase vinte e oito milhões. Girassol recorde com 7,4 milhões. Soja muito perto de máximos históricos.


Há poucos anos, o kirchnerismo discutia se a Argentina poderia atingir cem milhões de toneladas. Os bloqueios, as retenções móveis, as restrições à exportação, a Resolução 125, tudo construído sobre a ideia de que o campo era um inimigo a ser punido. O resultado foi previsível. Produção estagnada, investimento paralisado, saída massiva de capital e uma seca em 2022/2023 que encontrou o setor sem reservas para resistir.


Depois veio Milei. As retenções para soja diminuíram de 33 para 24 por cento, milho para 8,5, trigo e cevada para 5,5. As economias regionais, laticínios, suínos e carne bovina ficaram em zero. O cervo para pessoas físicas e jurídicas foi levantado, o tipo de mudança foi ordenado dentro de um esquema de bandas, a previsibilidade foi devolvida. Pelo Decreto 273/2025 foi liberada a importação de máquinas agrícolas usadas eliminando o certificado CIBU que por trinta anos funcionou como uma proibição de fato, e o produtor finalmente pôde acessar tratores, colheitadeiras e semeadoras a preços competitivos. O produtor respondeu como sempre responde quando o deixam trabalhar: semeando mais, investindo mais, produzindo mais.


Isso é o que acontece quando você liberta o campo do socialismo. A agricultura argentina contribuirá com mais de 36 bilhões de dólares em exportações este ano, seis em cada dez dólares que entram no país vêm do setor agroexportador. Não há plano social que gere essa quantidade de divisas. Não há subsídio que substitua essa produtividade. Basta tirar as mãos do Estado do produtor.


A lição é antiga e é repetida em cada país que a aplica. Quando o Estado para de roubar do campo, o campo alimenta o país. Quando ele deixa de punir o produtor, o produtor gera a riqueza que os hospitais, escolas e rotas pagam. Cento e sessenta e três milhões de toneladas não são uma coincidência climática. Eles são a consequência direta de uma mudança de modelo.


A Argentina volta a ser o celeiro do mundo porque finalmente entendeu que a prosperidade não é decretada, é liberada.

Artigo, especial - O filho e o sistema

Artigo do Observatório Brasil Soberano

A matéria do Intercept expondo Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro parou a política nacional. Pela reação da imprensa e de parte da direita que não suporta o Bolsonarismo, parecia um escandaloso flagrante de um senador repartindo propina em um estacionamento. Mas bastava ouvir a gravação, coisa que metade dos indignados claramente não se deu ao trabalho, para entender que o caso era o de um filho pedindo patrocínio privado para um filme privado sobre a vida do próprio pai. Dinheiro parti cular, projeto particular, nenhum centavo de verba pública. Até ministros do STF, que não costumam ter pudor na hora de enquadrar bolsonaristas, reconheceram nos bastidores que o material não configura crime. Compli cado de explicar? Pode ser. Ilegal? Não. Mesmo assim, o episódio dominou o noticiário como se fosse um flagrante no clã Bolsonaro. Enquanto isso, a mesma imprensa larga às favas escân dalos muito mais graves: O senador Jaques Wagner articulou a contratação de Guido Mantega como consultor do Banco Master a R$ 1 milhão por mês. Mantega embolsou ao menos R$ 16 milhões pelo serviço de lobby para a venda do Master ao BRB e levar Vorcaro a uma reunião com Lula no Planalto que sequer constou na agenda oficial. A BK Financeira, ligada à nora de Jaques Wagner, recebeu R$ 11 milhões do Master entre 2022 e 2025. O escritório da mulher de Alexan dre de Moraes faturou mais de R$ 80 milhões em contratos jurídicos com o banco. O da família de Lewandowski ficou com R$ 6,5 milhões. O Credcesta, um consignado criado em 2007 durante o governo de Jaques Wagner na Bahia, cresceu sob decretos que ampliavam a margem de endi vidamento dos servidores e travavam a migração para outros bancos, dan do base cativa de descontos em folha para o banco Master. Em três opera ções, o banco movimentou R$ 1,2 bilhão lastreado nos contracheques de aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. Dinheiro de gente pobre, extraído por decreto, sob tutela petista. Sem esquecer do Lulinha, Fábio Luís Lula da Silva, que é investigado por receber R$ 25 milhões e uma mesada de R$ 300 mil do mesmo empresário acusado de comandar fraudes bilionárias contra aposentados. A PF investi ga se Lulinha operou como sócio oculto do esquema. Só que o STF, por de cisão de Flávio Dino, barrou a quebra de sigilo que a CPMI havia aprovado. O PT, com Vorcaro, costurou uma rede que passa pelo Executivo, pelo Judi ciário e pelo sistema financeiro, tirando dinheiro de aposentado para ban car mesada de filho de presidente e remunerar escritórios de ministros. Nada disso é novidade para quem viveu, e vive, no Brasil do PT. A Petro bras virou a maior lavanderia política do continente sob gestão petista, o Mensalão comprou o Congresso com dinheiro vivo e, mesmo depois das condenações, metade dos réus está livre. O que muda no caso Master é a sofisticação: consultorias milionárias, decretos sob medida, encontros fora da agenda e ministros do Supremo circulando no entorno financeiro do banqueiro. Tudo isso é muito distinto de um filho pedindo apoio para filme de um pai injustiçado por esses mesmos personagens que agora abafam verdadeiros escândalos

Plano para matar Ivanka

 As autoridades americanas prenderam e acusaram Mohammad Baqer Saad Dawood Al-Saadi, um cidadão iraquiano de 32 anos ligado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, por tramar o assassinato de Ivanka Trump. 

O plano seria uma retaliação pela morte do general iraniano Qasem Soleimani, ocorrida em 2020.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que o suspeito, um alto membro do grupo Kata'ib Hizballah, foi preso no exterior (na Turquia) e extraditado para território norte-americano.

Detalhes adicionais sobre o caso incluem:

O Plano: Al-Saadi buscava vingança direta contra a família do ex-presidente Donald Trump. Documentos apontam que ele chegou a obter mapas e plantas da residência de Ivanka Trump e Jared Kushner na Flórida.

Outros Alvos: 

O acusado também é apontado como o mentor por trás de aproximadamente 20 ataques recentes a instituições judaicas e alvos norte-americanos na Europa e na América do Norte. Ele enfrenta acusações que incluem conspiração para fornecer apoio material a organização terrorista estrangeira e conspiração para bombardear locais públicos.