Senado votará, amanhã, socorro de R$ 100 bilhões para endividados do agro

O plenário do Senado deve analisar, nesta quarta-feira, o projeto de lei (PL) que destina recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar dívidas de agricultores que perderam parte da safra devido a calamidades climáticas, como é o caso do pessoal do agro do RS, mas não só.

O governo se manifestou contrário ao parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).O relator Renan Calheiros comentou que acolheu diversas demandas do Ministério da Fazenda, mas que não atendeu todos os pedidos porque, segundo ele, inviabilizaria o socorro aos produtores rurais.

O texto que chegou da Câmara dos Deputados previa entre R$ 30 bilhões e R$ 100 bilhões para financiar dívidas de agricultores. Porém, o senador Renan Calheiros transferiu, para o Poder Executivo, a definição do limite de gastos com o refinanciamento do agro.

Fundo Social do Pré-sal

Criado em 2010 para financiar políticas de caráter permanente com recursos do pré-sal, que é uma riqueza finita, o fundo vem sofrendo alterações ao longo dos anos, com a inclusão de novas atribuições.

Debate no Senado

Os financiamentos previstos no projeto têm como limite o valor de R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões por associação ou cooperativa de produtores, com prazo de pagamento de dez anos, além de três anos de carência.

Ruralistas comemoram

A aprovação do PL na CAE foi comemorada pelas principais lideranças da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que compareceram à votação.

“Nós não engessamos [o limite de financiamento] - não é R$ 30 bilhões, não é R$ 50 bilhões, não é R$ 100 bilhões -, porque os fundos são coisas que vão começar do zero, e pode ter mais ou menos dinheiro, pode ter outros fundos. Não é a proposta dos nossos sonhos, mas é a proposta possível”, avaliou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA.

Dica do editor - Saiba o que fazer se v ocê recebeu a vacina contra a dengue do Butantan

Se você recebeu a vacina do Instituto Butantan contra a dengue e não tem sintomas, não há motivo para alarme, pois o risco de reação grave é raríssimo (0,008%). Apenas monitore seu estado de saúde por 21 dias após a dose e procure uma Unidade Básica de Saúde se notar sinais de alerta. A suspensão da vacinação ocorreu de forma preventiva pelo Ministério da Saúde, mas quem tomou a dose continua protegido contra os 4 tipos de dengue. 

O que monitorar nos primeiros 21 dias

Se você foi imunizado recentemente, fique atento ao surgimento de qualquer um dos seguintes sintomas: 

Febre

Dor abdominal intensa e contínua

Vômitos persistentes

Sangramentos e tontura

Sonolência excessiva ou irritabilidade

Sinais de desidratação 

Quando procurar ajuda médica

Caso apresente algum desses sintomas, vá imediatamente a um serviço de urgência ou unidade de saúde e informe à equipe médica que você recebeu a vacina do Instituto Butantan e a data da aplicação.