Santander estende uso de biometria facial a 10 milhões de correntistas

Aumento da segurança digital online consolida conceito de banco na palma da mão, eliminando processos que exigiam a presença do cliente em pontos físicos de atendimento

O Santander amplia, a partir desta semana, a oferta de autenticação por biometria facial para cerca de 10 milhões de clientes que utilizam o celular em transações bancárias do dia a dia. A implantação será gradual, com o envio de mensagens com a sugestão de cadastro das imagens para correntistas pessoas física e jurídica. Com a inovação, muitas das operações que, hoje, exigem presença nos canais físicos do banco poderão feitas com comodidade pelo aplicativo do Banco. Entre as novidades estão o aumento de limites de valores para transações e a habilitação do ID Santander em novos celulares – o sistema faz a validação facial, assegura que o novo dispositivo é legítimo, assim, pode impedir o cadastramento de aparelhos celulares por fraudadores.

A tecnologia de reconhecimento pelos traços do rosto é uma das formas mais seguras de o banco se certificar de que uma pessoa é ela mesma. Diferentemente da impressão digital, que é capturada nos terminais de autoatendimento, a biometria facial pode ser feita pela câmera do celular.

“Hoje, o cliente compra um carro ou imóvel e, por questões de segurança, precisa habilitar a transferência do valor em uma agência, comprovando que é ele mesmo que deseja concretizar a transação. Optando pela biometria facial, isso poderá ser feito de maneira remota e autônoma pelo correntista. Tão simples como fazer um Pix ou pagar uma conta de luz, e com toda a segurança”, explica Marcela Ulian, superintendente executiva de Negócios Digitais do Santander. A executiva destaca que a adesão à biometria facial será opcional, e o cliente poderá desabilitar o recurso quando desejar.

“Estamos implantando na prática o conceito de banco na mão”, acrescenta a executiva, destacando que, na medida que os clientes aderirem à biometria facial, o Santander vai criar uma base de dados 100% própria, o que é muito mais confiável que a utilização de uma base de terceiros.

Atualmente, cerca de 92% de tudo o que os clientes pessoa física do Santander transacionam já é feito por canal digital. Já entre os clientes PJ, esse volume fica acima dos 95%. O banco estima que com a biometria facial as transações por celular aumentem ainda mais – 2,5 pontos percentuais para pessoas físicas e 5 p.p. para pessoas jurídicas. Esse incremento acelera o processo de ressignificação das agências físicas, que tornam-se espaços cada vez mais voltados ao atendimento consultivo, dedicados à orientação especializada aos clientes, à geração de negócios e à resolução de problemas de alta complexidade.

Transações mais seguras

A biometria facial vai aumentar a consideravelmente o níveis de segurança das transações feitas no aplicativo. Ainda que o correntista tenha o seu celular furtado, o infrator não vai conseguir realizar operações sem a imagem cadastrada. 

Segundo Lee Waisler, superintendente executivo de Prevenção a Fraudes do Santander, do ponto de vista da segurança, a tecnologia de autenticação por biometria facial vai permitir ao banco aprimorar seus algoritmos e, assim, fechar o cerco contra novas técnicas de fraudes e golpes. A ferramenta também facilita a confirmação instantânea de uma transação suspeita, que eventualmente poderia, por prevenção, não ser autorizada pelo risco.

“Nos consideramos uma Bantech, porque reunimos a melhor soma de atributos de um banco tradicional com uma fintech, porque somos capazes de fazer elevados investimentos em segurança cibernética, sem deixar de lado a agilidade e a comodidade que nossos milhões de correntistas esperam de nós”, conclui o executivo.


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