16 de janeiro de 2024
O contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, previa o pagamento total de R$ 129 milhões por serviços jurídicos ao longo de três anos (cerca de R$ 3,6 milhões mensais). O acordo foi alvo de investigações e repercussão no mercado devido aos seguintes pontos: [1, 2]
Valores pagos: O contrato foi descontinuado com a liquidação do banco e a prisão de seu dono, Daniel Vorcaro. No entanto, relatórios da Receita Federal revelaram que o escritório recebeu R$ 80.223.653,84 durante a vigência do
AGOSTO DE 2025
A primeira proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, rejeitada pela Polícia Federal em maio, revelou a existência de um segundo contrato com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento previa o repasse de R$ 50 milhões. [1, 2]
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antes de abril DE 2024 e abril de 2024
Os investigadores tiveram acesso ao celular do banqueiro e descobriram que, antes do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (realizado em Londres, em abril de 2024), Vorcaro enviou a lista de convidados a Moraes para aprovação. A partir de determinações do ministro, o empresário Joesley Batista foi bloqueado e impedido de participar do evento. [1, 2]
Durante a mesma viagem a Londres, o empresário financiou uma degustação exclusiva do whisky Macallan no requintado clube privado George Club, avaliada em mais de US$ 640 mil (cerca de R$ 3 milhões na época), que contou com a presença de Moraes, Dias Toffoli e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. [1, 2]
novembro de 2022
Jantar de Gala em Nova York
Além dos episódios em Londres, os registros da Polícia Federal indicam que o ministro e o banqueiro também combinaram lugares e posições em mesas nos Estados Unidos.
Em novembro de 2022, durante uma conferência do grupo Lide em Nova York, planilhas apreendidas mostraram que o ministro Alexandre de Moraes, sua esposa e o ministro Dias Toffoli ocuparam a mesa classificada como "2 Banco Master". [1, 2]
ANTES DE ABRIL DE 2024
LONDRS - Após o jantar, o empresário realizou um after party voltado a um grupo restrito de convidados. De acordo com os relatos, ele distribuiu broches que funcionavam como credenciais para encontros privados com mulheres identificadas como “suicinhas”. A entrega ocorreu depois da recepção no clube londrino.
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maio de 2024
Nova Iorque
A "Noite das Astronautas": Realizada em uma suíte presidencial, o evento de maio de 2024 teve o objetivo de entreter um grupo exclusivo de convidados (apenas homens) com performances de artistas caracterizadas com roupas prateadas e capacetes espaciais. [1, 2]
Custos: Somente essa festa e a estrutura montada para as artistas custaram US$ 721 mil (na época, cerca de R$ 3,7 milhões). Os gastos gerais da semana de eventos em Nova York somaram R$ 11,9 milhões. [1, 2, 3, 4]
Jantar no Nusr-Et: Além da festa temática, os documentos da PF apontam um jantar para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no badalado restaurante do chef Salt Bae. O banqueiro chegou a orientar a equipe para que servissem a exótica "carne de ouro" aos convidados. [1, 2]
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Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte).
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ELEIÇÃO DE TRUMP 2024
1O SEMESTRE DE 2025
As reportagens do portal Metrópoles revelaram que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, reuniu-se na mansão do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), onde fumou charutos e debateu a compra do banco pelo BRB. Testemunhas afirmam que Vorcaro chamou o presidente do BRB ao local dizendo que "o homem estava lá". [1, 2]
Os Detalhes do Caso
Os Encontros: Moraes teria frequentado uma área reservada no subsolo da mansão — descrita como um bunker — com estrutura para charutos e vinhos caros. Em uma das ocasiões, no dia da eleição norte-americana de 2024, acompanhou o resultado ao lado do banqueiro. [1]
A Operação com o BRB: Em outro encontro ocorrido num final de semana no primeiro semestre de 2025, o ministro conheceu o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Na ocasião, o Banco Master buscava socorro financeiro e a transação de compra por parte do BRB estava em jogo para evitar a liquidação do banco. [1, 2]
30 de julho 2025
Alexandre de Moraes foi atingido pela sanção da Lei Global Magnitsky em 30 de julho de 2025. A esposa do ministro foi incluída na mesma lista em 22 de setembro de 2025. As sanções financeiras e o bloqueio de bens foram oficialmente revogados e eles foram retirados da lista de restrições em 12 de dezembro de 2025. [1, 2, 3, 4, 5, 6]
19 DE FEVEREIRO DE 2025
A ação ajuizada pela plataforma Rumble e pelo Trump Media & Technology Group contra o ministro do STF Alexandre de Moraes em um tribunal federal na Flórida foi protocolada no dia 19 de fevereiro de 2025. [1, 2]
cITADO EM MAIO DE 2026
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2 DE JUNHO DE 2025
O Escritório de Representação de Comércio dos EUA (USTR) publicou um relatório no dia 2 de junho de 2026 no qual cita o ministro Alexandre de Moraes e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) como justificativa para recomendar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. [1, 2, 3]
Forma como foi citado e o contexto:
Embargo a Big Techs: Embora o nome do ministro não seja mencionado diretamente em todos os trechos do documento (que também cita nominalmente o ministro Dias Toffoli), o USTR aponta as decisões do STF sobre regulação de plataformas como atos que afetam os interesses comerciais norte-americanos. [1, 2]
Bloqueio de Plataformas: O relatório cita diretamente o bloqueio da rede social X e da Rumble no Brasil em 2024 (ordens impostas por Moraes) como medidas que configurariam "práticas desleais" que prejudicam empresas de mídia social dos Estados Unidos. [1, 2]
Multas e Remoções: Foram criticadas as ordens de tribunais brasileiros para a remoção de conteúdos e o estabelecimento de "penalidades severas" por descumprimento, o que o órgão norte-americano descreve como barreiras e restrições injustas. [1, 2]
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- Instauração: O inquérito foi criado para apurar fake news, ofensas e ameaças contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros.
- Relatoria: Desde a sua abertura, a condução ficou sob a responsabilidade de Moraes, que foi nomeado por Toffoli. [1, 2]
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