Opinião do editor

  As denúncias de que o ministro Alexandre de Moraes fez tráfico de influência e advocacia administrativa em favor de Daniel Vorcaro vão sendo reveladas uma a uma, tudo a partir do vazamento dos conteúdos encontrados pela Polícia Federal em poder do banqueiro e de outros acusados, como é o caso do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (Paulo reuniu-se com Moraes na mansão de Vorcaro, par tentar salvar o BRB). O caso mais emblemático foram as desesperadas e fatídicas mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro do STF Alexandre de Moraes no dia em que foi preso, em novembro de 2025, pedindo ajuda e dando detalhes sobre tentativas de salvar seu banco. 

Há muito mais, como são as narrativas contadas sobre as visitas de Moraes à mansão do banqueiro e as festas que ambos organizaram em Londres e Nova Iorque.

São estas circunstâncias que o senador Flávio Bolsonaro empunha para pedir a suspeição do ministro na ação movida contra ele por conta das relações entre Vorcaro e o filme Dark Horse. O ministro não se considera sob suspeição, embora devesse, não é investigado como deveria, não foi posto para fora do cargo como seria preciso e nem sequer foi julgado ou preso, como se esperava pra um caso tão grave.

As provas mais contundentes

16 de janeiro de 2024, segundo linha do tempo levantda pelo editor:

O contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, previa o pagamento total de R$ 129 milhões por serviços jurídicos ao longo de três anos (cerca de R$ 3,6 milhões mensais). O contrato foi descontinuado com a liquidação do banco e a prisão de seu dono, Daniel Vorcaro. No entanto, relatórios da Receita Federal revelaram que o escritório recebeu R$ 80.223.653,84 durante a vigência.

15 de agosto de 2025

A primeira proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, rejeitada pela Polícia Federal em maio, revelou a existência de um segundo contrato com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento previa o repasse de R$ 50 milhões. 

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