A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul sob acusações de maus-tratos, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional. Além dela, duas médicas veterinárias também foram detidas. O esquema envolvia a realização de eutanásias em massa sem critérios técnicos para reduzir custos operacionais, enquanto se mantinham campanhas de arrecadação financeira na internet, levantando suspeitas de desvio de doações.Investigação e PrisãoA ex-secretária é o principal alvo da Operação Carrasco, deflagrada inicialmente em setembro e cuja nova fase resultou na prisão no dia 15 de junho, em Porto Alegre. As investigações apontam que ela pedia recursos em campanhas nas redes sociais, utilizando imagens de animais doentes para angariar fundos, enquanto, nos bastidores, pedia aos veterinários que os sacrificassem sem comprovação adequada de diagnóstico. A polícia também identificou o envolvimento de uma policial civil que vazava informações sigilosas para o grupo.Versão da InvestigadaPaula Lopes e sua defesa negam as acusações de irregularidades. Segundo a ex-secretária, o objetivo de sua atuação sempre foi a defesa da causa animal e que a situação seria resultado de perseguição política. Em declarações recentes após ser detida, ela afirmou que laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) comprovariam que as eutanásias realizadas foram justificadas.Para mais informações sobre como a polícia apura denúncias de estelionato e maus-tratos envolvendo abrigos e os riscos de golpes em campanhas de arrecadação na internet:
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