Este asrtigo é do Observatório Brasil Soberano
A história das nações que alcançaram
o topo do desenvolvimento demonstra uma verdade frequentemente ignorada: a
prosperidade é produto da vontade política consciente e de uma visão de Estado
de longo prazo. Para o Brasil romper o ciclo de subdesenvolvimento, é
fundamental abandonar a visão puramente contábil da economia e adotar uma
estratégia de Estado Soberano, onde o crescimento econômico seja o meio e o
fortalecimento da nação seja o fim. Ao nos resignarmos como exportadores de
riqueza bruta e importadores de inteligência, aceitamos uma renúncia silenciosa
à nossa autonomia. Um gigante que entrega matéria-pri ma para comprar de volta
o fruto da tecnologia alheia torna-se, inevitavelmente, refém de decisões
tomadas em capitais estrangeiras e de fluxos financeiros sem compromisso com o
Brasil. A economia deve subordinar-se aos objetivos permanentes da nação. Isso
exi ge uma hierarquia moral do dinheiro, onde o capital que realmente importa é
aquele que se fixa no território, constrói indústrias e gera empregos dignos. O
trabalho é o cimento da ordem social, o fundamento da dignidade humana e o
pilar de sustentação da coesão familiar. São ferramentas de pacificação social
e de fortalecimento da identidade do povo. Essa soberania é indissociável da se
gurança pública e do controle do território. Não existe país soberano quando o
Estado transfere, por omissão ou leniência, sua autoridade a facções criminosas
que prosperam sob a inversão de valores. Um Estado forte protege o cidadão e
trata o crime organizado como uma ameaça, aplicando tolerância zero contra quem
atenta contra a lei e a ordem. Outra questão fundamental é como o produtor é
tratado. Aceitar passivamente o rótulo de “celeiro do mundo” é uma sentença de
estagnação que ignora que a verdadeira riqueza reside na agregação de valor.
Exportar minério e petróleo bru to para importar aço e combustíveis processados
é uma transferência direta de riqueza nacional para o exterior. O Brasil possui
escala para dominar suas cadeias produtivas estratégicas, da segurança
alimentar à tecnologia de defesa. A rein dustrialização é um imperativo de
defesa nacional; em um mundo de incertezas geopolíticas, quem não fabrica suas
próprias ferramentas de proteção está sob o arbítrio alheio. Precisamos superar
o modelo centralizador que asfixia a produção e investir em logística —
ferrovias, portos e infraestrutura moderna — que conecte o interior produtivo
ao litoral de forma eficiente. Nossa matriz energética abun dante deve servir
como vantagem competitiva, e não como um peso tarifário que pune quem produz.
No cenário global, o Brasil deve pautar suas relações por um pragmatismo absolu
to. O acesso ao nosso mercado consumidor e às nossas riquezas é uma moeda de
troca valiosa que exige contrapartidas em tecnologia e reciprocidade comercial.
Hoje, normas internacionais e “pautas verdes” de fachada são utilizadas como
instrumentos para ferir o produtor nacional e nossa soberania sobre a Amazônia.
Para termos um “Brasil dono do Brasil” só com um Estado estrategista e muscu
loso —— não inchado pela burocracia — que não peça licença para crescer e que
projete poder através da autossuficiência. O futuro não pode ser decidido por
burocratas internacionais, mas pela nossa capacidade de converter recursos em
desenvolvimento real. • Estado estrategista: Economia subordinada aos objetivos
permanentes da nação, capital produtivo enraizado no território e crescimento
orientado pela soberania. • Reindustrialização e valor agregado: Superação do
papel de exportador de matéria-prima, domínio das cadeias estratégicas,
logística eficiente e energia como vantagem competitiva. • Autoridade e
autonomia: Combate f irme ao crime organizado, controle efetivo do território e
política externa pragmática baseada em reciprocidade e tecnologia. Pág. 1 O
Brasil precisa comandar a própria história.
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