Artigo, especial - A aposta do PT em terminar o que Dilma começou

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Todo truque de mágica, aquele ato de enga nar seu público, consiste em chamar a aten ção do público para a mão que agita e enga ná-lo com a outra. O governo Lula entendeu isso perfeitamente e, enquanto o país discute um tarifaço que não existe, o governo alcan çou 33 medidas de aumento de gasto ou re núncia de receita só em 2026, num total de R$ 215 bilhões. A PEC da gastança de 2022, que na época parecia o fundo do poço da irres ponsabilidade, liberou R$ 168 bi. E quase nada disso aparece onde deveria apa recer. Do total, apenas 4% são marcados no arcabouço fiscal, a peça de ficção que substi tuiu o teto de gastos. O resto circula como em préstimo subsidiado que tecnicamente não é despesa (o subsídio a caminhões, por exem plo, sai do Orçamento como "crédito" e nunca mais volta), como fundo público abastecido por atalho (o dinheiro esquecido dos corren tistas pulou o Tesouro e caiu direto no FGO do Desenrola, porque passar pelo caminho cer to estragaria o resultado primário), e o velho crédito extraordinário para tudo o que não couber nos dois primeiros. As regras fiscais se guem sendo cumpridas no papel, justamente porque o papel aceita qualquer coisa. O brasileiro mais velho já viu esse filme. Foi chamado de “pedalada fiscal”, estreou no governo Dilma e terminou em recessão, de semprego e impeachment, mas dessa vez cada bondade tem uma justificativa técnica própria desenhada com números e propa ganda, um conjunto que, à vista de qualquer um fora do TCU, denuncia a intenção. Trinta e três medidas razoáveis que, por uma coin cidência incrível e mágica, vencem todas em ano de eleição

E o repertório eleitoral não para no Orçamen to. A pauta do fim da escala 6x1, que veio da base do governo como se fosse a grande ur gência nacional, foi abraçada pelo presidente e seus marketeiros como a bondade perfeita, porque o pagador é o brasileiro, mas o brasi leiro do futuro. Reduzir a jornada, hoje, não custa um real ao Tesouro - custa ao dono do mercadinho, da farmácia, da lanchonete que funciona no sábado, gente pequena demais para ter lobby e grande demais para sumir da estatística quando fechar. O micro e médio comerciante vai ter que cobrir os mesmos tur nos com mais contratações e o mesmo caixa. Todo o bumbo batido no congresso sobre a ‘conquista social’ desse mecanismo deixa de lado como é que a grande maioria dos em preendedores brasileiros, que vão ter de de mitir ou fechar suas portas, vai digerir isso. Mas esse é um problema que só vai eclodir após as eleições – no cálculo eleitoral, é uma jogada perfeita. A lógica que foi desenhada para salvar o governo Lula dessa impopularidade enor me emprenhada na sociedade, foi empur rar o custo para onde o eleitor não vê antes de outubro. Mas até o brasileiro menos ver sado em economia começa perceber que só um ator pode ser o culpado. O petismo aposta que o cidadão é incapaz de perce ber quando é passado para trás, mas até o mais ingênuo dos brasileiros faz conta todo fim de mês. A fatura dessa esperteza tem endereço certo, mesmo que a data seja flexível. A crise que nos deu uma nova dé cada perdida vai chegar de novo. E, dessa vez, nem vai precisar bater. A porta, graças ao desespero e inépcia do governo Lula, já está aberta. 

Artigo, Amir Segal, Likud Brasil - Os EUA já não são mais o mesmo

Este artigto da newsletter de Amit Segal é reproduzido neste domingo pelo grupo Likud Brasil.

É domingo, 5 de julho, e quando penso nos Estados Unidos, penso nos filmes de ação da era Reagan, do sonho americano — Rocky, Rambo, Top Gun — algo transbordando vermelho, branco e azul. No fim de semana, tive uma sensação de déjà vu.

“Há 250 anos, os Estados Unidos da América são a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo”, declarou Trump em seu discurso de 4 de Julho no National Mall, enquanto fogos de artifício iluminavam o céu atrás dele.

Corta. A câmera muda de ângulo. Transição para uma cerimônia completamente diferente. Surge na tela: “TEERÔ. Centenas de milhares de pessoas lotam a Grande Mesquita Imam Khomeini Mosalla para o funeral do líder supremo Ali Khamenei. Um mestre de cerimônias no púlpito pede a morte de Trump diante da multidão. A resposta é imediata: milhares de vozes explodem em coro: “Morte à América! Morte a Israel!”

Já faz cerca de dez anos que Hollywood deixou de escalar o islamista de turbante como vilão em filmes como esses — mas, neste momento, parece que o próprio Irã resolveu assumir esse papel.

Podemos chamar isso de fim da breve lua de mel entre Estados Unidos e Irã — o período em que o Irã continuava agindo contra os interesses americanos, mas escondia isso atrás de uma fina camada de ambivalência e de uma rejeição relativamente educada às exigências de Washington. Agora, a máscara está caindo, e por baixo dela está exatamente o mesmo rosto de sempre.

No Estreito de Ormuz, o Irã continua usando ameaças para forçar embarcações comerciais a transitarem por suas rotas marítimas. O cálculo é simples: continuar ameaçando e atacando para fazer com que países e organismos internacionais pensem duas vezes antes de facilitar rotas alternativas de transporte. Ao mesmo tempo, Teerã vem sugerindo que poderá transformar tanto o Estreito de Ormuz quanto o estreito de Bab el-Mandeb em instrumentos de pressão caso os Estados Unidos violem o memorando de entendimento firmado entre os dois países.

Mas parece que as coisas estão se movimentando. Benjamin Netanyahu foi convidado para sua sétima visita à Casa Branca durante o segundo mandato de Trump. Se Bibi estiver colecionando cartões de fidelidade, imagino que a próxima visita saia de graça. O verdadeiro motivo da reunião ainda está por ser visto — embora, se meu conhecimento de filmes de ação dos anos 1980 servir de referência, talvez envolva algo explosivo.

Dica do editor - Dormir com luz acesa eleva o risco de infarto em mulheres. Saiba por que razão

Estudos científicos, como pesquisas publicadas no JAMA Network Open, apontam que dormir com luz acesa ou claridade no quarto eleva o risco de infarto em até 47% nas mulheres Dormir com luz acesa eleva risco de infarto em mulheres. A iluminação noturna, especialmente a luz azul e branca, inibe a produção de melatonina e desregula o relógio biológico (ritmo circadiano). Essa alteração fisiológica eleva o estresse no sistema cardiovascular, aumentando também a probabilidade de insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). 

Para melhorar a higiene do sono e proteger a saúde do coração, especialistas recomendam:

Escuridão total: Dormir no escuro ou usar cortinas blecaute para bloquear fontes externas.
Luzes de emergência: Caso seja estritamente necessário ter algum ponto de iluminação, prefira luzes fracas próximas ao chão, na tonalidade vermelha ou âmbar, que são menos estimulantes para o cérebro