O STF vai de novo para cima da Oposição e ajuda Lula

 Sai de novo de dentro do STF outro ataque à Oposição, tudo às vésperas do início da campanha eleitoral.

Ele nem pensa em se considerar impedido.

A Polícia Federal do presidente nomeado Lula da Silva e a serviço do ministro nomeado por Lula e seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino,  sacaram novas vilanias contra a Oposição e com elas acusam o presidente nacional do PL,  Valdemar Costa Neto, de atuar como mandante no redirecionamento de emendas sem mandato. O ministro disse que há desvio de R$ 119,2 milhões de emendas e por isto bloqueou bens em igual valor, todos de Costa Neto.

A PF prendeu busca e apreensão e prisão do presidente nacional do PL, mas Dino não consentiu.

O presidente nacional do PL nega tudo, exige provas e diz que se trata de perseguição política às vésperas da campanha eleitoral, visando prejudicar os candidatos do Partido.

A investigação da Operação Transparência aponta que servidores da Câmara dos Deputados colaboraram para redirecionar pelo menos 21 emendas em benefício de Vaval. Mensagens encontradas pela PF sugerem movimentações irregulares e indicam responsabilidade criminal em tese.

CLIQUE AQUI para ler o despacho de Dino.

Varejo recua 1,4% em junho sob impacto do Mundial de futebol, aponta IICV

Estudo da Seed Digital mostra que nem o desempenho positivo do Dia dos Namorados foi suficiente para compensar a redução do fluxo de consumidores durante os jogos do Brasil

 O varejo físico brasileiro interrompeu em junho a sequência de crescimento observada nos dois meses anteriores. O Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV SEED) registrou retração de -1,4% em relação ao mesmo período de 2025, resultado que nem mesmo o bom desempenho do Dia dos Namorados foi capaz de reverter.

Os dados fazem parte do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV Seed), levantamento mensal realizado pela Seed Digital com base em mais de 58 milhões de visitantes monitorados mensalmente em milhares de lojas em todo o Brasil.

Embora a principal data comercial do mês tenha impulsionado o varejo na primeira quinzena, com crescimento de 7,0% entre os dias 5 e 12 de junho na comparação anual os jogos do Brasil alteraram a rotina dos consumidores e reduziram a circulação de pessoas nas lojas durante a segunda metade do mês.

"O resultado de junho mostra que datas comemorativas continuam sendo importantes para estimular o consumo, mas também evidencia como eventos de grande mobilização nacional podem alterar temporariamente o comportamento do consumidor. Tivemos um mês dividido em duas realidades bastante distintas", afirma Sidnei Raulino, CEO e fundador da Seed Digital.

Jogos do Brasil derrubam o movimento

O IICV Seed de junho apontou que a influência dos jogos da Seleção Brasileira sobre o varejo ficou evidente. Na estreia, realizada em um sábado (13), o fluxo de consumidores caiu 17,9%. Na segunda partida, disputada em uma sexta-feira à noite (19), a retração chegou a 28,8%. O terceiro confronto, na quarta-feira (24), registrou queda de 26,0%. Por fim, na partida realizada na segunda-feira (29), foi o impacto mais intenso do mês, com redução de 36,3% no fluxo das lojas.

Lojas de rua e shoppings registram retração semelhante

Os dois principais formatos do varejo apresentaram desempenho bastante próximo em junho. As lojas de rua encerraram o mês com retração de 1,4%, enquanto os shopping centers registraram queda de 2,0%.

Centro-Oeste é a única região a crescer

Regionalmente, o Centro-Oeste foi a única região do país a registrar crescimento em junho, com alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

As demais regiões encerraram o período em queda: Sul (-1,3%), Sudeste (-1,4%), Nordeste (-4,3%) e Norte (-4,7%).

Julho exigirá atenção redobrada do varejo

A expectativa da Seed Digital é que julho continue exigindo adaptação por parte dos varejistas. A combinação entre as férias escolares e as mudanças climáticas deve influenciar diretamente a dinâmica de consumo nas próximas semanas. Enquanto o período de férias redireciona parte do orçamento das famílias para turismo, lazer e entretenimento, as temperaturas acima da média podem alterar a demanda por diferentes categorias de produtos.

"Julho reúne fatores que exigem rapidez na tomada de decisão. Mais do que acompanhar indicadores, o varejo precisará entender como o consumidor está reorganizando seus hábitos de compra para aproveitar as oportunidades e minimizar perdas", conclui Raulino.

 Sobre a Seed Digital 

A Seed Digital é uma empresa de tecnologia com foco em Inteligência de Mercado. Tem como missão impulsionar a estratégia de seus clientes no varejo físico, gerando dados e conclusões confiáveis para que pessoas e empresas possam tomar decisões e otimizar seus resultados. Fundada em 2014, tornou-se uma empresa especializada em análise de dados, com sua tecnologia de inteligência artificial presente em mais de 6 mil pontos de venda, mais de 58 milhões/mês de visitantes capturados em todos os estados brasileiros. Mensalmente, a Seed Digital produz e divulga o IICV Seed (Índice de Intenção de Compra do Varejo).

Opinião

 Considerando-se o período posterior à Constituição de 88, Estadão e seus patrocinadores da banca e os empresários patrimomnialistas paulistas manobraram todos os presidentes alinhados aos seus interesses, no caso Sarney, FHC, Lula, Dilma Temer e novamente Lula. Color e Bolsonaro tentaram quebrar a escrita 

O Estadão destila ódio por todos os poros do seu jornalão, hoje, ao investir de modo delinquente contra o candidato Flávio Bolsonaro, porque o verdadeiro temor de todos eles é Jair Bolsonaro.

Por trás das venenosas críticas quanto à competência do senador, o que conta de verdade no conteúdo canalha do jornal é a sua submissão aos interesses dos seus aliados, no caso os empresários patrimonialistas paulistas, gente das empresas e bancões que se cevam do dinheiro público desde 1500 e que não querem largar as generosas tetas nas quais se locupletam em desfavor dos concorrentes e demais forças econômicas e políticas dos Estados, aos quais sugam como ventosas abertas.

Essa gente pulha sabe que os espera com Flávio algo mais daquilo que abominaram nas reformas civilizatórias econômicas, sociais e políticas empreendidas por Jair Bolsonaro.

A aposta deles continua sendo em quem atenda os seus interesses pluatocratas

Artigo, especial - A anatomia de um ataque coordenado

Ontem, as páginas de opinião e os editoriais dos jornais tradicionais amanheceram coordenados . O alvo, mais uma vez, foi o senador Flávio Bolsonaro, criticado pela Faria Lima por assumir a linha de frente e defender os interesses comerciais do Bra sil, em Washington, diante da ameaças de sobretaxas americanas, fruto de ações e omissões do governo Lula nos últimos anos. Em condições normais, as manchetes deveriam questionar quem não cumpriu a sua obrigação – o governo Lula, que se recusou a participar da audiência. Para compreender a linha editorial de veículos como O Estado de S. Paulo, basta analisar quem financia a operação de um jornal que acumulou um déficit de R$ 16,8 milhões no balanço de 2025. Documentos recentes revelam que grandes ins tituições do setor financeiro — como Itaú, Bradesco e Santander — lideraram um aporte de R$ 142,5 milhões em debêntures da publicação, garantindo assento no conselho de administração e interferência direta na gestão corporativa. O jornalis mo econômico tradicional atende aos interesses de quem assina o cheque. A narrativa fica protegida por questões comerciais, e isso, definitivamente, passa longe de jornalismo. Diante disso, o questionamento necessário talvez seja: o que a Faria Lima, que ata ca quem defende o Brasil, produz para o desenvolvimento nacional? O retorno obtido pelo setor financeiro é de conhecimento público: os bancos ope rando no mercado brasileiro atingiram o lucro recorde histórico de R$ 255 bilhões em 2025, de acordo com dados oficiais do Banco Central. Esse resultado decorre de uma política macroeconômica desenhada para proteger o rentismo. O governo Lula atua como o principal parceiro comercial das instituições financei ras ao manter a taxa básica de juros em patamares elevados, encarecer as linhas de crédito livre e incentivar o endividamento via crédito consignado. Mesmo inicia tivas anunciadas como soluções sociais operam, no fundo, como mecanismos de transferência de renda pública para o balanço dos bancos. É o caso das edições do programa Desenrola. Enquanto a primeira fase elevou o endividamento geral, o for mato atual utiliza até 20% do saldo do FGTS do trabalhador ou o limite de R$1.000 como garantia direta para cobrir calotes bancários. Os bancos nunca perdem. O ataque coordenado ao líder da oposição reflete o temor de uma quebra de pa radigma na política econômica brasileira. O ecossistema financeiro tolera falhas e omissões institucionais, desde que os seus privilégios sejam preservados. O risco real para a Faria Lima é a ascensão de uma liderança focada no setor produtivo e no poder de compra real das pessoas. O medo é que com Flávio na condução eco nômica do país, a engrenagem que garante lucros bilionários sem contrapartida de desenvolvimento nacional deixará de funcionar com a mesma facilidade que opera hoje. E, claro, a imprensa também está desesperada com a nova “ameaça”, afinal, nos 4 anos de governo de Jair Bolsonaro, a publicidade oficial também teve as torneiras fechadas e o comércio de “opinião” foi sufocado. A Faria Lima e as redações que ela financia sabem exatamente o que está em jogo. O medo deles é de um projeto nacional que priorize quem trabalha e produz, e não o lucro de quem vive de especulação. Esse desespero coordenado é a prova defini tiva de que a oposição está no caminho certo. E fica a pergunta incômoda: O que a Faria Lima faz pelo desenvolvimento do Brasil

Já é réu por tentativa de homicídio o vereador mais votado de Passo Fundo

Denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça; caso será analisado pela Vara do Júri e parlamentar terá direito à ampla defesa.

CLIQUE AQUI para examinar a íntegra de despacho do magistrado e no qual nega pedido de segredo de justiça formulado pela defesa. No despacho, o juiz também resume o caso.

O vereador Giordani “Gio” Krug Campos Ramos, reeleito em 2024 como o candidato mais votado de Passo Fundo, passou a responder a uma ação penal por tentativa de homicídio após a Justiça receber denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O processo tramita na 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal do Júri da Comarca de Passo Fundo.  

Segundo a denúncia, o fato investigado ocorreu na madrugada de 21 de outubro de 2024, apenas 15 dias após Gio Krug conquistar a reeleição como o vereador mais votado da cidade. Na ocasião, ele já exercia mandato na Câmara Municipal, tendo sido eleito vereador pela primeira vez em 2020. De acordo com o Ministério Público, o vereador teria efetuado disparos de arma de fogo contra Felipe Alves de Assis, na Rua Coronel Camisão, na Vila Cruzeiro, em Passo Fundo. Conforme a acusação, a vítima sofreu múltiplas fraturas na face, mandíbula, ossos nasais e outras lesões graves, mas conseguiu sobreviver após fugir do local e receber atendimento médico.  Na denúncia, o promotor de Justiça afirma que o crime somente não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do acusado, razão pela qual imputou a prática de tentativa de homicídio, prevista no artigo 121 do Código Penal, combinado com o artigo 14, inciso II. A Promotoria também pediu que, em caso de condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 20 mil em favor da vítima.  

Ao analisar o caso, o juiz da 1ª Vara Criminal Especializada em Júri concluiu que havia elementos suficientes para o recebimento da denúncia, destacando que, nesta fase inicial do processo, existiam indícios de autoria e prova da materialidade do fato extraídos do inquérito policial, do laudo pericial e dos depoimentos colhidos durante a investigação. Com isso, a ação penal foi instaurada e o vereador passou à condição de réu.

 

Endividamento dos gaúchos

  O aumento do endividamento dos gaúcho, que atingiu 87% das famílias gaúchas, é impulsionado por uma combinação de fatores, com destaque para os juros elevados, a dependência do cartão de crédito, os emnpréstimos abusivos e a pressão inflacionária e os severos impactos socioeconômicos causados pelas recentes enchentes e secas no estado.

Não é pouco.

Por trás dos 4 dos 5 motivos estão as ações populistas, demagógicas e incompetentes do atual governo do PT

O fenômeno é severamente agravado pelas seguintes razões:Impacto das crises climáticas: A sucessão de desastres climáticos, incluindo as enchentes históricas e as secas, destruiu patrimônios e fontes de renda, obrigando muitos trabalhadores informais, pequenos empreendedores e produtores rurais a recorrerem a empréstimos emergenciais apenas para cobrir despesas básicas e tentar se reerguer.

Juros altos: A taxa Selic em patamar elevado encarece o custo do crédito em todo o país. Isso dificulta o pagamento das parcelas e faz com que dívidas antigas se multipliquem rapidamente, alongando o tempo necessário para as famílias saírem do vermelho.

Uso massivo do cartão de crédito: Segundo dados da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), o cartão de crédito e os carnês são as modalidades de dívida mais expressivas entre os gaúchos. A perda do poder de compra faz com que muitas famílias utilizem o cartão como extensão do orçamento para comprar itens essenciais, caindo no ciclo do crédito rotativo

Baixa renda e custo de vida: O aperto financeiro atinge de forma mais intensa as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos. Com a inflação pesando na cesta de compras e nos serviços essenciais, sobra menos dinheiro no fim do mês, o que leva ao atraso de contas e ao acúmulo de inadimplência.

Endividamento do setor rural: Para os produtores, a repetição de quebras climáticas nas safras gerou um enorme volume de "dívidas estressadas" (bilhões de reais), restringindo o acesso a novos financiamentos.

Apostas online (bets): Fenômeno recente em todo o Brasil, o avanço das apostas virtuais também tem sido apontado por especialistas e órgãos de proteção ao crédito como um agravante no descontrole do orçamento doméstico

Artigo, especial, Dagoberto Godoy - Jair Messias ainda pode vencer

O autor é ex-presidente da Fiergs, advogado, engenheiro e escritor.

É um caso exemplar da velha máxima: “a união faz a força”. Nenhuma marca política sobrevive por muito tempo quando seus principais portadores passam a disputar entre si a herança que deveriam preservar. O bolsonarismo nasceu da liderança pessoal de Jair Bolsonaro, consolidou-se como movimento nacional e transformou-se numa força eleitoral capaz de mobilizar milhões de brasileiros. Mas essa força, justamente por depender tanto de símbolos, lealdades e identificação emocional, pode ser enfraquecida quando a própria família transmite ao eleitorado a impressão de divisão, improviso e disputa interna.

Talvez ainda haja tempo de resgatar a marca e a candidatura. Para isso, contudo, Jair Bolsonaro precisaria sair da posição acuada em que se encontra diante de Alexandre de Moraes e reassumir, no plano político e familiar, o papel de liderança que sempre exerceu sobre sua base. Se não pode ser candidato, ainda pode ser o grande ordenador do campo que criou. Sua missão, nesse momento, não seria apenas denunciar adversários ou reagir a ataques, mas organizar a sucessão, pacificar os seus e impedir que a força acumulada ao longo dos anos se disperse em ressentimentos domésticos.

A disputa entre o filho e a mulher, se conduzida publicamente, corrói a autoridade moral do grupo. O eleitor comum pode tolerar divergências estratégicas, mas não costuma perdoar a sensação de descontrole. Uma família política que pretende governar o país precisa, antes, demonstrar capacidade de governar a si mesma. Quando a divergência interna se transforma em espetáculo, o adversário nem precisa atacar: basta assistir.

A solução, portanto, não está em escolher um vencedor dentro da família, mas em transformar a competição interna em ação coordenada. Michelle possui carisma próprio, forte apelo junto ao eleitorado conservador e capacidade de comunicação com segmentos que nem sempre se identificam diretamente com a linguagem mais dura da política tradicional. Flávio, por sua vez, tem mandato, experiência parlamentar, sobrenome, estrutura partidária e condição mais imediata de ocupar o espaço eleitoral deixado pelo pai. Em vez de se anularem, esses ativos deveriam se complementar.

Caberia a Jair Bolsonaro reunir essas forças em torno de uma estratégia comum. Michelle poderia ampliar a base afetiva e social do movimento; Flávio poderia assumir a linha institucional da candidatura; os demais aliados deveriam funcionar como sustentação, não como focos paralelos de intriga. Sem essa coordenação, cada gesto isolado passa a ser interpretado como sinal de racha. Com ela, a família voltaria a transmitir a imagem de comando, disciplina e destino compartilhado.

A grande questão é que Jair Bolsonaro talvez ainda seja, mesmo fora da urna, o único capaz de produzir essa unidade. A sua liderança não depende apenas de cargo ou candidatura formal. Depende da autoridade simbólica que conserva sobre uma parcela expressiva do eleitorado. Se usar essa autoridade para pacificar a família, ordenar a sucessão e transformar ambições concorrentes em papéis complementares, poderá fazer aquilo que líderes fortes fazem nos momentos decisivos: vencer politicamente mesmo sem disputar pessoalmente a eleição.

Em outras palavras, Bolsonaro ainda pode ganhar a eleição sem ser ele mesmo candidato. Mas, para isso, precisa compreender que a batalha principal já não se trava apenas contra seus adversários externos. Trava-se também dentro do próprio campo que ele criou. E é justamente aí que a possibilidade de vitória começa pela unidade.


Pessoas fogem em massa da poupança

 O editor pesquisou e confirmou com dados do Banco Central que as retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 39,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano. 

Essa saída de recursos não é considerada um "rombo" de insolvência, mas sim uma mudança no perfil financeiro e na preferência dos brasileiros. Com a inflação e os juros em patamares elevados, investidores têm migrado para produtos de renda fixa (como CDBs e Tesouro Direto) que oferecem retornos superiores aos da poupança. Ao mesmo tempo, famílias têm utilizado suas reservas para cobrir despesas e conter o alto custo de vida.

A situação detalhada da poupança inclui os seguintes pontos:

Balanço Semestral: O déficit de R$ 39,3 bilhões representa a diferença entre um volume massivo de retiradas frente aos aportes ao longo dos primeiros seis meses.

Comportamento Mensal: Maio foi o único mês do período a registrar saldo positivo, com uma entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Em contrapartida, janeiro e março foram os meses com os maiores rombos, registrando saídas líquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões, respectivamente.

Dado Mais Recente: Apenas em junho, o saldo ficou negativo em R$ 237,5 milhões.Volume Total Acumulado: Apesar da expressiva retirada líquida, o estoque total de recursos na poupança manteve-se estável na marca de R$ 1,020 trilhão.

Artigo, especial, Marcus Gravina - Para o PT a “Rachadinha” é “Dízimo Partidário” sem mácula

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.

OAB-RS 4949

Na Internet encontrei uma Nota do Partido dos Trabalhadores – PT: 

“O Estatuto do PT não obriga filiados em cargos de confiança a participarem de rachadinha”.  

Não é verdade.  Eu li o Estatuto.

Está aí um tema interessante a ser reavaliado pelo TSE, depois de ouvido o seu Ministério Público Eleitoral.  

O TSE não tem competência para criar ou acolher disposição estatutária que “obrigue” filiados de um partido, pessoa jurídica de direito privado.  No entanto o registro do partido no TSE está sendo usado como autorização para cobrança “obrigatória”.

Pode quando muito, aprovar as contribuições “voluntárias, expontâneas” dos seus filiados (soldados) e dos detentores de cargos de confiança e eletivos.  

É provável que o TSE tenha sido induzido ou “comido  barriga” em meio ao exame de mais de uma centena de artigos. 

Não viu o jaboti nos galhos da árvore.

A imposição ou obrigatoriedade dos descontos de salários está no Estatuto do PT,  “Capítulo II – Das Contribuições Obrigatórias”. 

Leiam os artigos de 182 a 188 do Estatuto do PT. 

O TSE tem o dever de revisar esta particularidade do Estatuto do PT, como de outros partidos que, mensalmente, aplicam uma tabela percentual de descontos dos servidores CCs ou eletivos, em favor do partido. 

Trata-se, de obrigação, não cumprida, sujeita a uma dosimetria de penalidades aplicadas pelo PT.  Ato infame de violação do direito de qualquer trabalhador que, expressamente, não concorde com o arresto de parte do seu salário. 

Destaquei o parágrafo único do art.188 do Estatuto para dissipar dúvidas sobre a avidez arrecadatória do partido.

”Filiados e filiadas funcionários efetivos ocupantes de cargos de confiança deverão efetuar a sua respectiva obrigação financeira mensal, calculada conforme tabela que se refere o artigo 187 do Estatuto”.

Resta saber quem fiscaliza a arrecadação e a aplicação, deste tipo extraordinário e milionário de arrecadação  partidária, de fazer inveja ao Banco Master.

Caxias do Sul, 8.07.2026


Leilão de imóveis

 A prefeitura publicou no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) edital de leilão eletrônico do tipo maior lance para alienação de sete imóveis urbanos, compondo seis lotes, sendo cinco terrenos e um apartamento, localizados em diversos bairros da cidade. Poderão participar e apresentar lances pessoas físicas e jurídicas inscritas no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

O prazo para envio das propostas encerra-se às 8h49 desta quinta-feira, 9. A sessão ocorrerá às 9h desta quinta e poderá ser acompanhada em tempo real pelo Portal de Compras Públicas, onde também pode ser acessado o edital completo.

Presidente Cláudia Lacerda

 15h - Reunião com a presidente da Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Cláudia Lacerda


Pompeo de Matos e Franciane Bayer estão entre os 20 que mais gastam cota parlamentar

Pompeo de Matos, PDT, é o gaúcho que mais gasta cota parlamentar.

A Câmara dos Deputados já registrou R$ 121,5 milhões em despesas reembolsadas por meio da cota prlamnatar deste ano. A cota inclui despesas com passagens aéreas, locação de veículos, manutenção de escritórios, combustíveis e divulgação do mandato.

O site Congresso em Foco listou os 20 deputados que mais gastaram.

Até o momento, o deputado Carlos Veras (PT-PE) ocupa a primeira posição do ranking, com $ 371.292,30Z em despesas reembolsadas. Na sequência aparecem Átila Lins (PSD-AM), com R$ 368.197,90, e Albuquerque (Republicanos-RR), com R$ 364.694,73.

Entre os 20 estão Pompeo de Matos, PDT, e Franciane Bayer, Repuglicanos, cada um com mais de R$ 300 mil.

CLIQUE AQUI para examinar tabelas compleas e muito mais informes nesta reportagem especial do site Congresso em Foco. Vale a pena.



Osmar Terra denuncia que Anvisa e Judiciário atropelam a lei para autorizar uso da maconha


O deputado Osmar Terra contou para o editor que o juiz federal Marcelo Bretas, Rio, julgou crimesfinanceirospor 30 anos e a lição que aprendeu e que sempre se repetiu foi a seguinte: 

- O dinheiro sujo não espera a fiscalização amadurecer. Ele entra na janela em que o setor já é legal mas ainda não é vigiado. 

O deputado usa esta lição para dizer que a cannabis medicinal brasileira está exatamente nessa janela. Ele denuncia que a  Anvisa e a Justiça brasileira estão legalizando a maconha , sem autorização do parlamento: 

 - A lei vigente, 14.840,proíbe o plantio e a comercialização da droga, feita sob a falsa alegação de que é medicinal( cannabis medicinal) . Alerta o juiz : Cultivo autorizado a pessoas jurídicas sem escrutínio do beneficiário final abre porta para interpostas pessoas de organizações criminosas que já dominam o varejo ilegal da mesma planta. Associações de pacientes, instrumento legítimo, são vulneráveis à captura como veículos de lavagem. Cadeias de importação com múltiplas autorizações sanitárias permitem a mescla de produto lícito e ilícito.

Lei Sargento Fabianol

 Sancionada pelo governador Eduardo Leite, a Lei nº 16.544/26 de autoria do deputado Gustavo Victorino (Republicanos), que garante bolsa de estudos de ensino superior para os dependentes legais dos agentes de segurança pública do Estado que venham a perder a vida no exercício da profissão. 

A legislação, nomeada Lei Sargento Fabiano, contempla filhos menores de 21 anos dos servidores militares e dos servidores integrantes dos quadros da Polícia Civil, do Instituto-Geral de Perícias e da Polícia Penal. 

Os recursos financeiros para o auxílio serão decorrentes do Fundo Especial da Segurança Pública – FESP. 

“Importante termos essa responsabilidade, de cuidar daqueles que cuidam de nós, que passam agora a ter essa proteção pelo Estado do Rio Grande do Sul”, pontuou Victorino. 

 Lei Sargento Fabiano 

A iniciativa homenageia o sargento da Brigada Militar Fabiano Oliveira, que morreu no combate ao assalto a carro-forte no aeroporto da Caxias do Sul, em junho de 2024. O militar deixou dois filhos.

É bom observar, vez ou outra, o espanto de um estrangeiro com o que ocorre no Brasil e no STF

Greenwald diz que o ministro não deveria mais estar no STF. A verdade é que há uma pergunta anterior a fazer. E muito mais simples: alguma coisa será investigada? Alguma iniciativa da PGR? Alguma ação no Congresso?


Fernando Schüler é cientista político e doutor em Filosofia


"É estarrecedor, mas também revelador", escreveu o jornalista Glenn Greenwald, sobre o ministro "permanecer no STF, continuar julgando e prendendo pessoas". Ele se referia às revelações dos diálogos da esposa do ministro diretamente no WhatsApp de Vorcaro, mandando o tal contrato de R$ 129 milhões. Glenn diz que não conhece escândalo judicial pior, mundo afora, na última década. E que "mesmo assim ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o País".

Glenn é americano. Diz o que pensa. Critica figuras de poder, não poupa esquerda ou direita, a partir de suas convicções. E por isso incomoda. Ele faz isso, entre muitas coisas, porque sabe que tem sua liberdade garantida por um País que há 235 anos consagrou seu Bill of Rights. E garante que as pessoas possam fazer exatamente isto: dizer o que pensam.

Greenwald diz que o ministro não deveria mais estar no STF. Pode-se concordar ou não com ele, mas a verdade é que há uma pergunta anterior a fazer. E muito mais simples: alguma coisa será investigada? Alguma iniciativa da PGR? Alguma ação no Congresso? De minha parte, penso que a resposta já foi dada. Por muitas razões, nos tornamos um estranho tipo de república feita de um núcleo de poder inimputável. Fora do sistema de controles republicanos, que converte em um estranho tipo de ofensa a mera ideia de que algo possa ser suspeito.

E não se trata apenas deste caso. O caso Master traz um componente ético crucial, mas o tema central do Brasil dos últimos anos é o desrespeito à regra do jogo. A longa cauda de flexibilizações legais praticada no País, nos anos recentes. Quem duvidar poderia procurar saber do destino de Eduardo Tagliaferro. O destino de um cidadão comum que deveria constranger o Brasil. O país que, diante de informações graves e incômodas, parece ter escolhido não apenas empurrar tudo para debaixo do tapete, mas converter o denunciante em réu. E logo o silêncio.

Cada um pode ter sobre isso a sua visão. Nós nos convertemos em um País em que você pode denunciar, a Malu Gaspar pode escrever 243 colunas, com fatos novos, aparecerem os contatos, os prints, os valores sem parâmetro de mercado, o que for. A única coisa que sabemos, no fim do dia, é que dificilmente alguma investigação chegará ao núcleo do poder. E que, se você for um "jornalista independente", ou sem um bom pedigree, é melhor tomar cuidado.

Desconfio que ninguém saiba disso melhor do que Vorcaro e suas equipes de defesa. E por isso procrastinam sua delação e fazem troça com o País há mais de três meses. Porque sabem de nosso incrível retrospecto e conseguem imaginar o que poderia resultar de uma delação "completa" sobre tudo que aconteceu

O ponto central da frase indignada de Glenn é o estranhamento. O que ele está dizendo é o seguinte: vocês, brasileiros, foram se acostumando. Vocês são como aquele sapo na panela, que foi relaxando, enquanto a água ia esquentando, até serem devidamente cozinhados.

Isto aconteceu por muitas razões. A primeira delas foi o apoio de boa parte da sociedade, que por muitos anos aplaudiu nosso estado de exceção tropical, de fio a pavio, porque era importante "salvar a democracia". Isto inclui boa parte de nossa "mídia profissional", que só ligou o modo indignação depois do caso Master. E que hoje denuncia o absurdo brasileiro sobre o que, até há pouco, solenemente silenciava.

Outro ingrediente é o poder de fato. A proatividade ou a indiferença de um núcleo de poder que realmente parece acreditar que flutua acima dos constrangimentos da república. E fazem isso com razão. Porque, de fato, muita gente boa aceitou, no Brasil dos últimos anos, a premissa de que o que vale por aqui não é propriamente a lei ou a Constituição, mas o que um conjunto de autoridades diz que é a lei e a Constituição. De modo que não se pode praticar a censura prévia. Mas pode. Deve-se respeitar a instância devida. Ou não, a depender do contexto e da interpretação.

Agora mesmo está prestes a virar réu no Supremo um brasileiro que disse alguns impropérios a um ministro, em Coimbra, dois anos atrás. Um brasileiro comum, sem "foro", mas está lá, processado no STF. Alguém preocupado com isso? O relator do processo é ao mesmo tempo vítima e juiz. Alguém preocupado?

Ninguém, sejamos sinceros. O medo cumpre uma função, aí, e é um sentimento legítimo. Se um jornalista foi banido, por que não aconteceria com muitos outros? Se Cleber Cabral, da Unafisco, terminou na Polícia Federal, após uma crítica, por que não aconteceria com outros dirigentes associativos? Se um deputado é processado por um discurso na Câmara, como os demais deveriam se comportar? É por estas razões que fomos deslizando. Aceitamos que se criasse uma lógica de exceção no País, que agora anda por conta própria.

Nunca me esqueço das lições de Bertrand de Jouvenel: o poder é como um organismo. Uma vez posto em movimento, não recua. E daí a obsessão moderna com os limites, com os pesos e contrapesos. Com tudo isso a que assistimos ir perdendo força, no transe brasileiro recente.

De modo que é bom, vez ou outra, observar o espanto de um estrangeiro. Ele pode conhecer um pouco sobre o Brasil, mas nos enxerga à distância. Quem sabe como a justiça italiana e espanhola nos enxergaram, por estes tempos, negando extradições por razões que nos deveriam fazer pensar. O olhar do estrangeiro tem esta vantagem. Suas palavras, sabe-se lá, nos dão uma pista sobre coisas com as quais não deveríamos, definitivamente, ter nos habituados em nossa vida republicana.


Este especialista financeiro faz uma primeira leitura da fala de Flávio Bolsonaro nos EUA. Acompanhe.

- Felipe Cima, especialista em Renda Variável da Manchester Investimentos

 O senador Flávio Bolsonaro tentou, nos Estados Unidos, defender uma postergação da aplicação de tarifas adicionais ao Brasil. Algumas ponderações são necessárias.

A primeira: o atual governo brasileiro, via Itamaraty, não considera essa audiência um canal oficial. Trata-se de mais uma sessão pública em que atores privados apresentam considerações sobre a investigação em curso, conduzida pela autoridade comercial americana (seção 301), que apura práticas consideradas desleais.

O que chama atenção no caso brasileiro é a amplitude dessa investigação. Normalmente, ela se dedica a um aspecto específico — tarifas ou barreiras protetivas. No caso do Brasil, o escopo vai desde o PIX até corrupção e desmatamento. Parece que o governo americano busca ganhar margem de negociação com o Brasil, já que, no momento das tarifas, o Brasil apareceu como um "ganhador relativo": foi sobretaxado, mas no fim grande parte da pauta exportadora acabou isenta.

Essa isenção é relevante porque recai justamente sobre itens que encareceriam o custo de vida do americano médio — café, por exemplo. O governo dos EUA não tem grande interesse em taxar esses produtos, especialmente num momento em que a autoridade monetária (com o novo presidente do Fed) busca equilíbrio fino sem subir juros.

Ao mesmo tempo, há o pano de fundo político: Eduardo Bolsonaro fez movimentação para que sanções fossem aplicadas ao Brasil. Inicialmente, pareceu vitorioso (pessoas foram sancionadas). Mas os EUA desejam participar da exploração de terras raras no Brasil. Washington quer se posicionar com poder de barganha para negociações futuras, possivelmente envolvendo etanol e a relação com outros países.

No primeiro mandato de Trump, o Brasil foi grande ganhador relativo do atrito EUA–China. O deslocamento de comércio fez o Brasil substituir os EUA nas compras chinesas de agro e minerais. Um eventual segundo round de tensão EUA–China poderia beneficiar novamente o Brasil em detrimento do produtor americano, o que enfurece grande parte do agronegócio dos EUA (chegaram a exportar quase zero soja para a China num período).

Por isso, dois temas estão na mesa: etanol e desmatamento.

No curto/médio prazo, os maiores perdedores relativos seriam produtores de bens industriais brasileiros que exportam para os EUA — WEG, Tupy, Embraer. Algumas já estão na lista de exceção, o que dificulta medir impacto imediato, mas a tendência é negativa para a maioria dos players.

No médio prazo, produtores de etanol podem ser afetados, pois a produção brasileira pode entrar na mesa de negociação para liberar o etanol de milho dos EUA (mais produtivo que o de cana). O Brasil, por ora, vê poucos benefícios.

Há ainda uma questão de segunda ordem sobre o PIX: os EUA temem que o Brasil se torne fornecedor dessa infraestrutura para outros países, o que atacaria as taxas das empresas americanas (bandeiras, processadoras) e, no longo prazo, até facilitaria a bancarização global. O Brasil, contudo, não levou adiante essa bandeira.

Conclusão: o resultado para o mercado ainda é difícil e incerto. Já o resultado político para Flávio Bolsonaro parece ser difícil: a família Bolsonaro foi inicialmente culpada pelas tarifas, depois tentou adiá-las, e agora surge a notícia de que Trump suspendeu tarifas da Turquia por relacionamento com Erdogan — enquanto Flávio talvez tenha o seu  prestígio a ser testado e não tenha nenhum ganho efeti

Artigo, Jefferson Vieira - Insuficiência cardíaca ainda mata mais do que deveria

No próximo dia 9 de julho é celebrado o Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, uma oportunidade para abordar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença.

Jefferson Vieira é  doutor em cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP). 

 As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, superando inclusive doenças amplamente discutidas como o câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, foram responsáveis por cerca de 20,5 milhões de mortes globais em 2021¹, número superior às mortes por câncer estimadas para o mesmo período². A insuficiência cardíaca responde por parcela importante desse total. 

 Trata-se de uma condição altamente prevalente e que segue avançando de forma silenciosa. Estima-se que mais de 55,5 milhões de pessoas viviam com insuficiência cardíaca no mundo em 2021, um aumento de 33% em relação a 2010³, segundo o relatório Heart Disease and Stroke Statistics 2026 da American Heart Association (AHA). 

 No Brasil, o impacto também é expressivo. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas convivam com insuficiência cardíaca no país, com aproximadamente 240 mil novos casos por ano⁴. Além disso, a insuficiência cardíaca permanece entre as principais causas de internação cardiovascular no SUS, o que reforça seu peso assistencial e econômico para o sistema de saúde⁵. 

 Esse cenário é particularmente preocupante porque, diferentemente de diversas terapias oncológicas de alto custo, os medicamentos para insuficiência cardíaca são relativamente acessíveis e amplamente disponíveis. No caso da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, o tratamento padrão combina medicamentos essenciais que reduzem o risco de morte, as internações e contribuem para a recuperação funcional do coração, desde que sejam introduzidos e titulados com acompanhamento adequado⁶. Essa abordagem, conhecida como terapia quádrupla, representa hoje o padrão de cuidado e é sustentada por ensaios clínicos robustos que demonstram reduções consistentes da mortalidade cardiovascular e das internações quando iniciada precocemente e mantida de forma adequada⁶. 

 O problema é que, na prática, esse potencial nem sempre se concretiza⁶. Muitos pacientes não recebem todos os medicamentos ou interrompem o tratamento por receio de efeitos adversos, que podem ser monitorados com acompanhamento adequado⁶. Quando a combinação não é completa ou as doses permanecem abaixo do recomendado, o risco de descompensações, reinternações e morte aumenta. Garantir a implementação plena do tratamento não apenas salva vidas, como também reduz hospitalizações e se mostra uma estratégia com bom custo-benefício para o sistema de saúde ⁶.  

 Cada hospitalização evitada significa mais tempo em casa e melhor qualidade de vida, assim como cada ajuste adequado de dose reduz o risco de morte súbita e de progressão da doença. Implementar integralmente o tratamento recomendado é uma escolha que efetivamente acrescenta anos de vida. Temos evidências robustas, diretrizes consolidadas e acesso cada vez maior às terapias; o desafio agora é transformar o tratamento completo em regra, e não exceção. Salvar vidas na insuficiência cardíaca não depende somente de novas descobertas, mas da aplicação consistente do que já sabemos que funciona. 

 



Artigo, especial - Sem ter o que comemorar

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

O problema de o Brasil ser eliminado na Copa é o dia seguinte. Acabou o úni co pretexto que o brasileiro tinha para esquecer, por noventa minutos, o peso de uma rotina que cobra caro demais. O futebol nunca foi só esporte por aqui; sempre foi o nosso maior anestésico social. Sem ele, a realidade bate à porta. E a realidade atual é uma conta que não fecha para o cidadão comum, blin dada por números oficiais que parecem feitos para maquiar a verdade. O ci dadão sai de casa com medo, enquanto o governo celebra que o país fechou o último ano com cerca de 34 mil homicídios, a menor taxa em mais de uma década. O dado pode ser real no papel, mas funciona como um arremedo cruel. Para quem vive na periferia ou em uma cidade média, o gráfico em queda livre não altera o toque de recolher informal ou o medo do assalto na próxima esquina. A estatística nacional dilui o país: ela soma bairros nobres blindados com quebradas abandonadas e extrai uma média confortável que serve apenas para o palanque. Essa mesma maquiagem esconde o buraco no bolso. A inflação acumulada chegou a 4,72% em maio, com o mercado projetando 5,30% para o ano. Para o trabalhador, esse número é uma ficção. A inflação real não é uma média pon derada que inclui passagens aéreas; é a inflação do feijão, do arroz, da carne, do gás e do aluguel. O índice oficial parece controlado porque é puxado para baixo por itens que a base da pirâmide não consome toda semana, mas o preço daquilo que mantém o corpo de pé sobe em um ritmo muito mais violento do que o salário. Celebrar o controle inflacionário enquanto o carrinho de super mercado volta cada vez mais vazio é usar a matemática para esconder a perda real de poder de compra. Lula se elegeu vendendo um horizonte de alívio e reconstrução, mas entre gou apenas promessas que passam longe do bolso de quem acorda cedo para trabalhar. Sem perspectiva real de subir na vida pelo trabalho, o brasi leiro passou a buscar o milagre nos cassinos digitais. Só nos primeiros cinco meses deste ano, as apostas renderam R$ 5,89 bilhões em impostos para a Receita — um salto de 86%. A equipe econômica exibe isso como vitória fiscal. Esse dinheiro não brota de novas indústrias, é fruto da drenagem da renda do trabalhador. Poderia ser chamado de taxa da ludopatia. O Estado lucra com o desespero, bate a meta fiscal e oculta o estrago na vida de quem arrisca tudo em busca de um milagre. Do outro lado, os grandes bancos continuam operando no melhor dos mun dos. Justificada por relatórios técnicos que dizem proteger a moeda, a taxa Selic segue travada no patamar absurdo de 14,25%. O resultado prático é o congelamento do crédito e o enriquecimento sem risco das instituições finan ceiras - lucro de R$ 255 bilhões em 2025, às custas do cidadão que vê o dinhei ro sumir antes do fim do mês. No fim, as estatísticas oficiais querem que o trabalhador sinta que a sua per cepção de escassez e medo não passa de um erro de interpretação, e não a realidade nua e crua. A derrota em campo dói porque rasga o único momento em que o país se abra çava pelo mesmo motivo. Sem ela, sobrou o gosto amargo da voltar para a rea lidade. Dizer que o brasileiro é resiliente virou desculpa para continuar exigindo dele o impossível. O torcedor não vai desistir da seleção, e o cidadão não vai parar de trabalhar amanhã. Mas o Brasil cansa. E essa eliminação é só o lembre te incômodo de que o brasileiro tem cada vez menos motivos para comemorar.

SP aposta na cerveja. Leite ignora o setor no RS

O estado de São Paulo decidiu olhar para o setor cervejeiro como negócio. O Rio Grande do Sul, apesar de sua tradição, da qualidade de suas cervejarias e da força de suas marcas artesanais, continua esperando. 

O governo paulista lançou as Rotas da Cerveja, iniciativa que reúne mais de 80 cervejarias em 55 municípios e transforma a produção da bebida em uma estratégia integrada de turismo, geração de renda, empregos e desenvolvimento regional. 

O projeto conecta cervejarias, produtores de lúpulo, fabricantes de equipamentos, hotéis, bares, restaurantes, festivais e comércio local. Mais do que promover a cerveja, São Paulo decidiu organizar e estimular uma cadeia produtiva com capacidade para movimentar bilhões de reais. 

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o contraste é evidente. 

Após quase oito anos de governo Eduardo Leite, o setor cervejeiro gaúcho ainda procura uma política pública consistente, permanente e capaz de transformar a reconhecida qualidade das cervejarias do Estado em uma estratégia de desenvolvimento econômico. 

Não faltam cervejarias. Não faltam produtos premiados. Não faltam empreendedores, eventos, tradição, conhecimento técnico ou potencial turístico. 

Falta governo. 

O Rio Grande do Sul possui algumas das cervejarias artesanais mais reconhecidas do País e empresas que acumulam prêmios nacionais e internacionais. Mesmo assim, o setor segue enfrentando dificuldades tributárias, burocracia e a ausência de uma estratégia estadual capaz de integrar produção, turismo e desenvolvimento regional. 

São Paulo percebeu algo que o governo gaúcho parece não ter enxergado em oito anos: cerveja também é economia. 

As Rotas da Cerveja paulistas foram divididas em sete regiões temáticas e incluem destinos turísticos, polos agrícolas especializados na produção de lúpulo e áreas voltadas aos negócios e ao fornecimento de equipamentos. 

É uma política que conecta indústria, agricultura, serviços e turismo. 

No Rio Grande do Sul, iniciativas semelhantes poderiam fortalecer regiões com tradição cervejeira, ampliar o fluxo turístico, estimular pequenos negócios, gerar empregos e aumentar a arrecadação. 

O potencial existe. O que falta é iniciativa. 

Enquanto São Paulo organiza sua cadeia produtiva e transforma cervejarias em instrumento de desenvolvimento econômico, o Rio Grande do Sul permanece parado. 

Depois de oito anos, a pergunta é inevitável: quanto tempo mais o setor cervejeiro gaúcho ter de esperar para ser tratado como atividade econômica estratégica pelo governo do Estado?

Simpa decreta greve geral do funcionalismo de Porto Alegre

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), controlado por lideranças de corte ideológico neocomunistas e de oposição ao governo municipal de Sebastião Melo, decretaram greve geral a partir desta sexta-feira. A greve ocorre às vésperas das eleições e reclama o atendimento de 2 pontos principais: 1) Recomposição salarial. 2) Fim da terceirização na saúde pública. O sindicto alega que a categoria não recebe aumento real desde 2020, conforme a entidade. A reunião foi realizada na sede do sindicato em Porto Alegre.

Na sexta, o Simpa terá reunião com Melo.

Em nota, a Prefeitura de Porto Alegre reafirmou o compromisso com o diálogo com o sindicato e afirmou que propôs a reposição de 4,26% no vale-refeição, corrigido pela inflação acumulada de 2025 e que “a atualização do complemento para servidores com vencimento básico inferior ao salário mínimo, com efeitos retroativos a janeiro de 2026”. A proposta prevê o pagamento da primeira parcela da reposição de 2023, calculada em 1,54% para a folha de dezembro deste ano com reflexos no 13º salário.

Resultado da CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o furto e a receptação de fios, cabos e materiais metálicos em Porto Alegre aprovou nesta segunda-feira o seu relatório final, em reunião realizada no Plenário Otávio Rocha, na Câmara Municipal. O documento consolida cerca de quatro meses de investigação, com dez reuniões ordinárias realizadas entre março e junho deste ano, além de depoimentos do prefeito, secretários municipais, concessionárias, forças de segurança, empresas públicas, agências reguladoras e representantes do setor de reciclagem. Entre as principais recomendações estão o endurecimento da fiscalização sobre ferros-velhos, a exigência de pagamento exclusivamente por meios rastreáveis nas transações de sucata e a cassação de alvarás de estabelecimentos flagrados recebendo material ilícito.

Para o presidente da CPI do Furto de Fios, Ramiro Rosário (NOVO), a comissão cumpriu seu papel de investigar as causas do problema e apresentar propostas para fortalecer a legislação e aprimorar as políticas públicas de combate ao furto e à receptação de materiais metálicos. "Nós comprovamos que o furto de fios deixou de ser um problema pontual para se tornar uma verdadeira crise de infraestrutura urbana. O relatório reúne um diagnóstico detalhado do problema e aponta caminhos para aperfeiçoar a legislação e tornar mais efetivo o combate a esse tipo de crime", afirmou.

O relatório conclui que o problema envolve duas pontas distintas. De um lado, pessoas em situação de vulnerabilidade social e dependência química, responsáveis pela maior parte dos furtos; de outro, uma rede estruturada de receptação que compra, escoa e reintegra o material furtado ao mercado, inclusive para outros estados e para o exterior. Segundo os dados reunidos pela CPI, pesquisa do Sindilojas Porto Alegre estima prejuízos de até R$ 241 milhões ao comércio da Capital nos últimos 12 meses. Além disso, órgãos como DMAE, EPTC, Trensurb e concessionárias relataram interrupções frequentes em serviços essenciais, como abastecimento de água, sinalização semafórica, telecomunicações e transporte ferroviário.

Conforme Ramiro, a principal diretriz das recomendações é atacar o elo econômico que sustenta a cadeia criminosa, tornando a receptação mais difícil por meio da rastreabilidade das transações, do endurecimento das regras para o comércio de sucatas, da fiscalização permanente, do uso de tecnologia e da integração entre Município, Estado e União. "Precisamos fechar as brechas que hoje permitem que o cobre furtado seja facilmente comercializado. Medidas como pagamento rastreável, cadastro obrigatório das transações e regras mais rígidas para o funcionamento dos estabelecimentos dificultam a atuação das organizações que lucram com esse mercado ilegal", explicou.

Entre os encaminhamentos finais, o relatório será enviado ao Ministério Público, à Polícia Civil, ao Poder Executivo Municipal, à Assembleia Legislativa, à bancada federal gaúcha e às agências reguladoras ANEEL, ANATEL e AGERGS, para que cada esfera adote as providências de sua competência. A CPI foi composta por doze vereadores, presidida por Ramiro Rosário (NOVO), tendo Marcos Felipi (Cidadania) como vice-presidente e Mariana Lescano (PP) como relatora.


A França nazista

 É nojento ver os garotos franceses "brincando" de Hitler em uma festinha deles. No entanto, há algo que sempre se esquece sobre a França na Segunda Guerra Mundial.


A parte norte do país estava sob ocupação alemã. A parte sul não estava (em roxo no mapa). Essa região ficou conhecida como França de Vichy, pois a sede do governo sul estava naquela cidade.


A França de Vichy não foi colaboracionista. Ela foi aliada da Alemanha nazista. Inclusive, aportou soldados franceses às tropas nazistas.


Portanto, há um número enorme de franceses cujos bisavós, avós e pais foram nazistas. O total aceito de voluntários franceses foi de 40.000, aceitos, inclusive, nas SS. O número de conscritos, recrutados por lei, foi de 130.000.


Principais unidades e números:

 Légion des Volontaires Français contre le Bolchévisme (LVF): Unidade da Wehrmacht formada em 1941. Cerca de 5.800 homens serviram no total (força máxima em torno de 2.300). Lutou principalmente na frente oriental contra os soviéticos.


 SS Volunteer Sturmbrigade France (Brigada Frankreich): Cerca de 1.700-2.000 homens.


 33ª Divisão de Granadeiros Waffen-SS "Charlemagne" (1ª Francesa): Formada em 1944-1945 a partir da LVF, da brigada SS e outros colaboradores (incluindo membros da Milícia Francesa). Teve força máxima de cerca de 7.300-7.400 homens em fevereiro de 1945. Lutou na Pomerânia e, com remanescentes (~300-400), na Batalha de Berlim.


Total de voluntários franceses na Waffen-SS: Estimativas variam entre 18.000 e 22.000.


Artigo, especial - O Itaú e a sua sobreloja de Poá

Artigo, especial - O Itaú e a sua sobreloja de Poá

Este comentário é do Observatório Brasil Soberano.

O maior banco privado da América Latina é também o maior devedor da cidade de São Paulo Em fevereiro de 2019, vereadores da CPI da Sonegação Tributária da Câmara Municipal de São Paulo viajaram até Poá, na Grande São Paulo, para conhecer a sede do Itaucard, braço de cartões do Itaú. O endereço registrado era uma sala de 14 metros quadrados na sobreloja de um supermercado. Em outro imóvel, onde deveriam funcionar cerca de vinte empresas do grupo, encontraram meia dúzia de funcionários cercados por fileiras de mesas vazias. O relatório da CPI concluiu que o ambiente parecia preparado para aparentar uma operação que, na prática, não existia. 

O motivo da mudança era tributário. Enquanto São Paulo cobrava 2% de ISS, Poá cobrava apenas 0,25%. A lei permite que uma empresa transfira sua sede para outro município. O que não é permitido é transferir apenas o endereço. Na CPI, os diretores do banco foram perguntados, sob compromisso legal, quan tos já haviam estado em Poá. Nenhum levantou a mão. 

CLIQUE AQUI para ler mais.

Artigo, Jerônimo Goergen - Chega de fazer de conta

Mais uma vez, a Seleção Brasileira decepcionou. A derrota para a Noruega não é apenas um resultado esportivo. É um retrato simbólico de um país que, há muito tempo, acostumou-se a aceitar que a aparência vale mais do que a realidade.


Durante décadas, o Brasil foi sinônimo de excelência no futebol. Hoje, acumulamos justificativas, discursos e promessas, enquanto os resultados ficam cada vez mais distantes da nossa história.


Talvez seja exatamente essa a principal lição que o futebol nos oferece.


Não se vence apenas com tradição. Não basta vestir uma camisa pesada ou viver das glórias do passado. É preciso organização, mérito, planejamento, liderança e compromisso com resultados.


O mesmo vale para o Brasil.


Somos um país com uma das agriculturas mais eficientes do planeta, mas que insiste em tratar o agro como um problema, quando deveria enxergá-lo como uma de suas maiores soluções para gerar riqueza, emprego e desenvolvimento.


Somos uma nação de empreendedores que enfrentam diariamente burocracia, insegurança jurídica e uma carga tributária sufocante, enquanto o Estado cresce sem entregar serviços na mesma proporção.


Assistimos, há anos, a sucessivas ondas de corrupção, desperdício de recursos públicos e promessas que nunca se concretizam. E, muitas vezes, nos acostumamos a isso como se fosse inevitável.


Não é.


O Brasil precisa parar de maquiar seus problemas. Não adianta trocar o técnico se o modelo continua errado. Não adianta mudar os discursos se as práticas permanecem as mesmas.


Precisamos recuperar o valor do mérito, da responsabilidade, da liberdade para produzir e da boa gestão dos recursos públicos. Precisamos de instituições fortes, de segurança jurídica e de um ambiente que premie quem trabalha, investe e gera oportunidades.


Nenhuma seleção volta a ser campeã apenas porque um dia foi. Nenhum país se torna desenvolvido vivendo das lembranças de seu potencial.


O Brasil continua sendo um gigante. Tem território, recursos naturais, um povo trabalhador e uma capacidade extraordinária de produzir riqueza. Mas potencial, sozinho, não vence partidas nem transforma nações.


Talvez a derrota da Seleção sirva como um alerta.


Chega de fazer de conta.


Chega de acreditar que marketing substitui competência.


Chega de imaginar que narrativas resolvem problemas reais.


O Brasil precisa voltar a jogar para vencer. E isso começa quando deixamos de aceitar a mediocridade como destino e voltamos a exigir seriedade, eficiência e resultados.


O verdadeiro adversário nunca foi a Noruega.


É a nossa acomodação.


Jerônimo Goergen

Advogado

Saiba quem são os coordenadores e os marqueteiros das campanhas de Zucco, Juliana, Gabriel e Maranata

O jorna Zero Hora de hoje lista os nomes dos principais coordenadores e esponsáveis pelo marketing dos quatro principais candidatos ao governo do RS:

Luciano Zucco (PL) - Coordenador político da coligação é o presidente do Podemos, Everton Braz, enquanto o jornalista
Marketing - Cleber Benvegnú, ex-chefe da Casa Civil do governador Sartori, MDB.

Juliana Brizola (PDT) - Vieira da Cunha é o responsável pela coordenação-geral. Coordenador da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, Jonatas Ouriques responde pela chefia executiva da campanha.
Marketing - Tiago Brum.

Gabriel Souza (MDB) - A articulação política foi dividida entre MDB e PSD, com um representante de cada partido. Ex-chefe da Casa Civil e secretário-geral de Governo, Artur Lemos (PSD) divide as funções com o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB). A coordenação executiva está a cargo de Janir Branco.
Marketing - Fábio Bernardi.

Marcelo Maranata (PSDB) - Presidente do PSDB, Moisés Barboza coordena a ação política, com o ex-vereador Kevin Krieger chefiando a logística eleitoral.
Marketing - Zeca Honorato

Empregos da semana no RS

 As Agências FGTAS/Sine oferecem 3.314 vagas de emprego no Rio Grande do Sul. Desse total, 84% são efetivas e 15%, temporárias. Ainda, 75% aceitam Pessoas com Deficiência; 76% não exigem experiência e 29% não exigem escolaridade. Por outro lado, 24% exigem Ensino Fundamental completo e 13%, Médio completo.

No que tange ao setor econômico, 36% das vagas pertencem à indústria; 33%, aos serviços; 21%, ao comércio; 8%, à construção e 1%, à agropecuária. A remuneração de 67% das oportunidades de trabalho varia de 1 a 1,5 salários mínimos.

Entre as ocupações com os maiores números de oportunidades abertas no estado, o destaque fica para alimentador de linha de produção, com 539 postos, seguido por auxiliar de logística (454), operador de caixa (145), atendente de lojas e mercados (133), faxineiro (130) e salsicheiro (100). Já em relação aos municípios, as Agências FGTAS/Sine com as maiores quantidades de vagas disponíveis são Erechim, com 490 postos, Nova Santa Rita (451), Teutônia (125), Canoas (121), Novo Hamburgo (105) e Tramandaí (104).

Para se candidatar às vagas de emprego, basta comparecer à Agência FGTAS/Sine mais próxima com documento que contenha CPF e foto. Também é possível candidatar-se pelo portal Emprega Brasil e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os endereços da rede de atendimento da FGTAS estão disponíveis no site.

Porto Alegre instala nova comporta contra cheias

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instala neste domingo, 5, a nova estrutura móvel de proteção da comporta 12 do sistema de proteção contra cheias. Localizada no dique da avenida Castelo Branco, a passagem terá as obras de modernização concluídas nos próximos dias (confira o serviço de trânsito abaixo). 

"Além de suportar uma carga hidrodinâmica superior à da estrutura anterior, com base em um projeto elaborado após a cheia histórica de 2024, o novo equipamento contará com um sistema de fechamento mais moderno. Com isso, a operação será mais rápida, mais segura e demandará menos esforço humano", explica o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone. 

A comporta 11, que também está em fase de modernização, chegará a Porto Alegre nesta segunda-feira, 6. A previsão é que a instalação seja realizada no mesmo dia, permitindo o primeiro teste de fechamento das duas novas barreiras de proteção. 

Nos últimos dois anos, mais de R$ 11 milhões foram investidos na modernização das comportas de Porto Alegre. Das 14 passagens existentes em 2024, oito foram substituídas por estruturas permanentes em concreto armado: 35, 78, 9, 10, 13 e 14. Essas passagens haviam sido concebidas para facilitar o acesso ao porto, mas tiveram sua utilização reduzida ao longo dos anos. 

As comportas 1, 24 e 6 passaram por um processo completo de modernização, incluindo o recondicionamento das estruturas de concreto armado junto ao Muro da Mauá. As barreiras móveis de aço foram submetidas à usinagem e receberam novas peças fabricadas sob medida. O objetivo das intervenções é ampliar a eficiência do sistema na contenção da água durante eventuais episódios de cheia. 

Trânsito - Para garantir a segurança viária dos trabalhos na rua João Moreira Maciel, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que, a partir desta segunda-feira, 6, a circulação estará liberada apenas para acesso local, a partir da avenida Ernesto Neugebauer, no bairro Humaitá. Os acessos entre a rua Voluntários da Pátria e a avenida Portuária, através das comportas 11, pela avenida São Pedro, e 12, na altura da avenida Cairu, permanecem fechados. A EPTC orienta que os condutores redobrem a atenção à sinalização e às indicações dos agentes de trânsito e, sempre que possível, planejem seus deslocamentos com antecedência para minimizar os impactos no tráfego da região. 

Acompanhe o estágio de outras obras do sistema de proteção contra cheias: 

Pôlderes 7 e 8 - As obras imediatas para proteção da área localizada entre os bairros Anchieta e Sarandi, na Zona Norte, foram iniciadas há dez diasEquipes atuam na construção de um dique, com 100 metros de extensão, entre o Arroio Passo das Pedras e o Rio Gravataí. Além disso, será instalado um sistema móvel de fechamento das galerias que ligam o Arroio Areia ao manancial. A previsão é de conclusão das intervenções, que têm investimento de R$ 47 milhões, até o final de agosto. 

Condutos forçados - As obras de proteção contra cheias realizadas nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e Areia estão na fase final. Nesta etapa, o Dmae atua na instalação das novas tampas herméticas responsáveis pela vedação das estruturas. A previsão é de conclusão até o final de julho. 

Usina do Gasômetro - A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) trabalha na contratação das correções pontuais no prédio da Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, visando à proteção da estrutura em caso de cheia do Guaíba. As obras, já iniciadas, serão concluídas até o final de agosto. 

Ebab Moinhos de Vento - A Estação de Bombeamento de Água Bruta (Ebab) Moinhos de Vento também passa por obras de proteção contra cheias. O objetivo é corrigir as falhas que possibilitaram a entrada da água do rio pela unidade operacional durante a cheia histórica de 2024. A previsão é de conclusão em julho. 

Malha ferroviária - Os trilhos da empresa Rumo, que fragilizam o sistema de proteção contra cheias na avenida Ernesto Neugebauer, receberão obras do Dmae nas próximas semanas. A previsão é de que as melhorias sejam concluídas em menos de um mês após o início das intervenções. 

Dupla alimentação de energia - As Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) dos bairros Sarandi e Anchieta, na Zona Norte, estão sendo ligadas à rede de energia que atenderá exclusivamente as estruturas operadas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). As casas de bombas 6, 9, 10, 20 e 21 fazem parte da quarta etapa das obras contratadas junto à CEEE Equatorial, que devem ser concluídas em novembro. 

Além do lote 4, que já se encontra na fase de implantação dos novos postes, também está em andamento o lote 3, ainda na etapa de projetos. Os dois primeiros já foram entregues, garantindo a dupla alimentação de energia elétrica às Estações de Tratamento de Água (ETAs) Moinhos de Vento, São João, Menino Deus e Tristeza, bem como à Ebap 7, localizada na avenida Sertório. 

Casas de bombas - Permanece em andamento a elaboração e consolidação dos projetos executivos das obras de resiliência climática nas Ebaps 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20. A etapa antecede o início das intervenções civis - que incluem a qualificação das estruturas prediais, além do fornecimento e da instalação de novos equipamentos eletromecânicos. 

Parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de forma permanente nas unidades. Já a licitação para as obras de resiliência climática nas estações 1, 3 e 4, na área central, está em fase de análise das propostas recebidas. 

Diques - Equipes da prefeitura, lideradas pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e pelo Escritório da Reconstrução, seguem trabalhando no acolhimento das famílias que residem na área do trecho 3 do Dique do Sarandi. A última etapa de intervenções na estrutura de proteção contra cheias, contemplando dois quilômetros de extensão, será iniciada assim que a área estiver liberada. 

Os trechos 1 e 2 do dique já tiveram a reconstrução concluída, totalizando 1,5 quilômetro de estrutura com cota superior a 5,8 metros em relação ao rio Gravataí. O mesmo ocorreu no dique localizado junto à sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que passou por obras entre julho de 2024 e janeiro de 2025. O Muro da Mauá, no Centro Histórico, também recebeu intervenções, com revisão estrutural e correção das patologias identificadas.

Dica do editor - Nova lei amplia direitos de pessoas com diabetes tipo 1

Pessoas com diabetes tipo 1 passam a ter novos direitos nas áreas de saúde, educação e trabalho. A Lei 15.439/26 garante acesso a medicamentos e insumos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permite o uso de equipamentos para controle da doença em escolas e empresas e estabelece medidas de proteção contra a discriminação.

A legislação assegura o porte e o uso de glicosímetros, sistemas de monitoramento contínuo de glicose e bombas de insulina. Também permite pausas durante aulas, jornadas de trabalho e provas de concursos públicos para medir a glicemia, aplicar insulina e se alimentar. Escolas e ambientes profissionais deverão ainda adotar adaptações quando necessárias.

O texto prevê cardápios escolares adequados, horários flexíveis para alimentação e apoio psicossocial às pessoas com diabetes tipo 1 e seus responsáveis. Outra mudança é a validade por tempo indeterminado do laudo médico que comprova o diagnóstico da doença.

A nova lei também proíbe qualquer forma de discriminação relacionada ao diabetes tipo 1 ou ao uso de equipamentos de controle da glicemia em ambientes públicos e privados. Informações de saúde poderão ainda ser incluídas na Carteira de Identidade Nacional para facilitar o atendimento em situações de emergência.

O enquadramento da pessoa com diabetes tipo 1 como pessoa com deficiência, porém, não será automático. O reconhecimento dependerá do cumprimento dos critérios estabelecidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

O presidente Lula vetou o trecho que condicionava a concessão de benefícios financeiros a uma avaliação biopsicossocial específica sobre incapacidade para o trabalho ou vulnerabilidade socioeconômica. Segundo o governo, a exigência poderia criar uma barreira adicional ao acesso aos benefícios.

Dica do editor - El Niño ameaça oferta global e acende alerta nos mercados agrícolas

El Niño pode reduzir a oferta global de trigo e óleo de palma e ampliar a volatilidade dos mercados 

Fenômeno climático tende a prejudicar a produção de trigo na Austrália e de óleo de palma no Sudeste Asiático, enquanto pode favorecer as safras de trigo nos Estados Unidos e na Argentina, aponta análise da Hedgepoint Global Markets 

A confirmação de um novo ciclo de El Niño para o segundo semestre de 2026 volta a colocar o clima entre os principais fatores de atenção para os mercados agrícolas globais. Entre as commodities mais sensíveis ao fenômeno estão o trigo e o óleo de palma, que historicamente apresentam respostas às mudanças nos padrões de temperatura e precipitação provocadas pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. 

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, o evento climático pode trazer desafios relevantes para importantes regiões exportadoras de trigo e para os dois maiores produtores mundiais de óleo de palma, ampliando os riscos para a oferta global e aumentando a volatilidade dos mercados nos próximos meses. 

Austrália concentra os principais riscos para o mercado de trigo

Entre os principais exportadores globais de trigo, a Austrália é historicamente o país mais vulnerável aos eventos de El Niño. O fenômeno costuma estar associado à redução das chuvas e ao aumento das temperaturas durante fases críticas do desenvolvimento da cultura, especialmente nas regiões produtoras do oeste e do sudeste australiano. 

Como consequência, aumentam os riscos de estresse hídrico, perda de produtividade e deterioração da qualidade dos grãos. Em episódios mais intensos, a produção australiana pode sofrer quedas expressivas, reduzindo a disponibilidade exportável para os mercados asiáticos e contribuindo para a sustentação dos preços internacionais. 

A relevância da Austrália no comércio global faz com que qualquer alteração significativa em sua produção seja rapidamente incorporada às expectativas dos participantes do mercado. 

Estados Unidos e Argentina podem compensar parte das perdas

Enquanto a Austrália costuma enfrentar condições mais adversas, os impactos do El Niño tendem a ser mais favoráveis para outros importantes produtores mundiais de trigo. 

Nos Estados Unidos, o fenômeno geralmente beneficia o trigo de inverno cultivado nas Planícies, região que engloba estados como Kansas, Oklahoma e Texas. A maior regularidade das chuvas favorece a reposição da umidade dos solos e reduz os riscos de seca durante o desenvolvimento das lavouras. 

Embora possam ocorrer problemas pontuais relacionados ao excesso de precipitação em determinadas áreas, o histórico mostra que o saldo para a produção norte-americana costuma variar entre neutro e positivo. 

A Argentina também aparece entre os países que tradicionalmente se beneficiam do fenômeno. O aumento da frequência e da regularidade das chuvas durante o ciclo da cultura tende a melhorar as condições de estabelecimento, desenvolvimento e enchimento de grãos, elevando o potencial produtivo. 

Após ciclos marcados por seca ou condições neutras, o El Niño frequentemente contribui para uma recuperação significativa da produção argentina e do excedente exportável. 

Com isso, o país costuma ampliar sua participação no comércio internacional, especialmente em mercados da América do Sul e do Norte da África. 

Óleo de palma pode sentir os efeitos mais intensos em 2027

Além do trigo, o mercado global acompanha os possíveis impactos do El Niño sobre o óleo de palma, commodity altamente sensível às condições climáticas do Sudeste Asiático. 

Como aproximadamente 80% da produção mundial está concentrada na Indonésia e na Malásia, alterações no regime de chuvas no Sudeste Asiático têm potencial para afetar significativamente o balanço global de óleos vegetais. 

O El Niño costuma provocar redução das chuvas, aumento das temperaturas e intensificação do estresse hídrico nas áreas produtoras. Diferentemente de culturas anuais, porém, os efeitos sobre as palmeiras normalmente aparecem com alguma defasagem. 

O estresse provocado pela seca afeta a formação dos cachos e o desenvolvimento fisiológico das plantas, mas a redução mais significativa da produção costuma ser observada entre seis e doze meses após o pico do fenômeno. 

Historicamente, eventos moderados e fortes de El Niño resultaram em menor produção na Indonésia e na Malásia, redução dos estoques globais e aumento dos preços internacionais do óleo de palma. 

Efeitos podem se espalhar por todo o complexo de óleos vegetais

Os impactos do El Niño sobre o óleo de palma não costumam ficar restritos a essa commodity. 

Quando a oferta global diminui, consumidores e indústrias frequentemente aumentam a demanda por substitutos, especialmente óleo de soja, óleo de canola e óleo de girassol. Como resultado, um evento climático mais intenso pode gerar efeitos de sustentação em todo o complexo global de óleos vegetais, aumentando a competição entre os segmentos de alimentos, biocombustíveis e uso industrial. 

Segundo Luiz Fernando Gutierrez Roque, Coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint, o efeito líquido do El Niño sobre o mercado global de trigo dependerá do equilíbrio entre as perdas potenciais observadas na Austrália e os ganhos produtivos registrados nos Estados Unidos e na Argentina. Já no caso do óleo de palma, os riscos permanecem concentrados no Sudeste Asiático e podem se tornar mais evidentes ao longo de 2027. 

“O fenômeno El Niño pode trazer problemas para o desenvolvimento da safra de trigo da Austrália (chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas), ao mesmo tempo que pode ser benéfico para as safras do cereal nos EUA e na Argentina (chuvas acima da média). Dessa forma, o efeito líquido sobre o mercado global depende do equilíbrio entre as perdas australianas e os ganhos observados nas Américas, embora eventos de El Niño mais intensos frequentemente sustentem os preços internacionais devido à relevância da Austrália no comércio mundial de trigo”, afirma.

Cidadania italiana: o detalhe que pode travar seu processo

Mais de 30 milhões de brasileiros possuem ascendência italiana, mas grande parte das famílias desconhece uma informação decisiva para iniciar o processo de reconhecimento da cidadania: o município onde nasceu o antepassado que imigrou para o Brasil. Sem identificar corretamente o comune, torna-se difícil localizar e solicitar a certidão italiana de nascimento exigida no processo. 

Segundo a Master Cidadania, muitas famílias conhecem o sobrenome do ancestral ou sabem apenas a região de origem, como Veneto, Lombardia, Piemonte ou Sicília. O problema é que essas pistas não são suficientes. “Para um processo de cidadania sólido, é necessário identificar com precisão o comune onde o antepassado nasceu”, afirma Welliton Girotto, CEO da empresa. 

A investigação pode ser mais complexa do que parece. Alterações de sobrenomes, erros de grafia, mudanças de nomes italianos para o português, divergências de datas e transformações administrativas ocorridas na Itália ao longo das décadas podem dificultar a localização dos registros. 

Curiosamente, muitas respostas estão no próprio Brasil. Certidões de casamento e óbito, registros religiosos, listas de passageiros, documentos de imigração, processos de naturalização, inventários e arquivos familiares podem revelar informações importantes sobre a cidade de origem do imigrante. 

O cruzamento desses documentos com registros disponíveis na Itália permite transformar histórias transmitidas entre gerações em evidências documentais. Plataformas históricas e arquivos públicos ajudam na pesquisa, mas a emissão da certidão oficial normalmente depende do comune onde o nascimento foi registrado. 

A etapa documental ganhou ainda mais importância diante das recentes mudanças nas regras italianas para o reconhecimento da cidadania por descendência. Nesse cenário, localizar o ancestral correto e obter os documentos adequados passou a fazer parte da própria estratégia jurídica do processo. 

“Encontrar a certidão errada, identificar o antepassado incorreto ou solicitar documentos ao comune equivocado pode comprometer toda a estratégia jurídica construída para o caso”, afirma Mariane Baroni, diretora jurídica da Master Cidadania. 

Com mais de duas décadas de atuação entre Brasil e Itália, a empresa utiliza uma metodologia baseada no cruzamento de fontes brasileiras e italianas. O trabalho envolve a coleta de informações familiares, a pesquisa arquivística e, finalmente, a obtenção da certidão oficial junto às autoridades competentes. 

Para Girotto, a identificação correta da origem familiar é o ponto de partida para reduzir erros e dar maior previsibilidade ao processo. “O desafio é transformar relatos familiares em evidências documentais. É essa etapa que determina a qualidade de toda a jornada da cidadania”, conclui.

Dica do editor - Um roteiro de festas para curtir julho no RS

O inverno movimenta o turismo no Rio Grande do Sul com uma extensa programação de festas gastronômicas, feiras e eventos culturais ao longo de julho. Da Serra Gaúcha ao Litoral, passando pelas regiões Central e Sul do Estado, municípios apostam nas tradições locais para atrair visitantes durante a estação mais fria do ano. 

Nos primeiros dias do mês, a agenda já começa movimentada. Até 5 de julho, Flores da Cunha recebe a 37ª Feira de Inverno, enquanto Nova Petrópolis promove o Festival Sabores da Colônia. Entre 3 e 5 de julho, Marau realiza o Festival Nacional do Salame, Cotiporã recebe o Festival do Rocambole e Santa Cruz do Sul promove a Festa das Cucas. No dia 4 de julho, Encantado realiza o Festival do Grostoli, e Nova Petrópolis recebe o tradicional Tanzabend. 

O calendário gastronômico continua entre 4 e 5 de julho, com o Festival do Bolinho de Batata e Sabores da Colônia, em Nova Hartz, e o Café na Colônia, em Morro Reuter. No dia 5 de julho, Bento Gonçalves entra no roteiro com sua Festa Julina, reunindo gastronomia, música e atrações para toda a família. 

Alguns dos maiores eventos do inverno gaúcho atravessam várias semanas. Em Tramandaí, a Festa Nacional do Peixe segue até 19 de julho, com gastronomia típica, shows e a tradicional tainha assada na brasa. Em Carlos Barbosa, o Festiqueijo ocorre até 26 de julho, reunindo queijos, vinhos e pratos da culinária italiana. Já Picada Café recebe a Tricofest, de 3 a 26 de julho, com malhas, moda, gastronomia e atrações culturais. 

A tradição italiana também ganha espaço em Marau, que realiza sua Festa Italiana até 12 de julho. Nos dias 11 e 12 de julho, Pinto Bandeira promove o Festival do Capeletti, combinando o tradicional prato da culinária italiana com vinhos, espumantes, música e programação cultural. 

A partir da segunda quinzena, um dos principais eventos gastronômicos do Estado entra em cena. De 15 de julho a 2 de agosto, Pelotas recebe a Fenadoce, conhecida nacionalmente pelos tradicionais doces da cidade. Entre 15 e 19 de julho, Bom Jesus promove a Festa da Gila e a Festa do Queijo Artesanal, valorizando a agricultura familiar e os produtos típicos da região. 

Nova Petrópolis volta aos holofotes entre 16 de julho e 2 de agosto, com o Festival Internacional de Folclore, que reúne gratuitamente grupos e manifestações culturais do Brasil e de outros países. Em Canela, a Festa Colonial ocorre de 17 de julho a 2 de agosto, enquanto a comunidade de Evangelista, em Casca, recebe a Festa na Colônia entre os dias 17 e 19 de julho. 

Na reta final do mês, Agudo realiza a Volksfest, de 23 a 26 de julho, com entrada gratuita, gastronomia alemã, música e apresentações folclóricas. Entre 24 e 26 de julho, Estância Velha promove a Ruralfest, também gratuita, com exposição de animais, agricultura familiar e atrações culturais. 

Porto Alegre também integra o roteiro. No dia 28 de julho, o Café Iberê: Uma Noite no Iberê combina arte, música, gastronomia e vinho em uma experiência para apenas 30 participantes. No dia 29, o Negroni Day, no Encouraçado Butikin, reúne bartenders convidados e criações inspiradas nos países participantes da Copa do Mundo. 

Fechando a programação, Arroio do Sal recebe, de 29 de julho a 2 de agosto, a tradicional Festa do Pescador. Com pratos à base de frutos do mar, artesanato, shows e manifestações culturais, o evento completa um mês marcado por opções para quem deseja viajar pelo Rio Grande do Sul e aproveitar o inverno entre gastronomia, cultura e tradição.

Perito federal foi quem vazou. contrato da mulher de Moraes. Ele foi punido. O caso Viviane+Vorcaro foi abafado.

A Polícia Federal identificou que o perito criminal federal João Cláudio Nabas,llotado em Roraima,foi quem vazou informações incriminadoras contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, inclusive as mensagens trocadas entre Viviane Barci de Moraes e o banqueiro Vorcaro, todas referentes ao contrato de R$ 129milhões. A acusação foi entregue ao relator do inquérito do Master, André Mendonça.

O perito Nabas disse aos seus superiores que sua decisão teve razão patriótica, destinada a denunciar corrupção no âmbito do STF. 

Suias revelações não são objeto de qualquer investigação por parte da PGR ou PF, porque o objetivo do STF é blindar os ministros.

CLIQUE AQUI para examinar este resumo da reportagem do Estadão, que foi vazada para o jornal pela PF. Este materaial é do site ICL.



Artigo, especial - A aposta do PT em terminar o que Dilma começou

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Todo truque de mágica, aquele ato de enga nar seu público, consiste em chamar a aten ção do público para a mão que agita e enga ná-lo com a outra. O governo Lula entendeu isso perfeitamente e, enquanto o país discute um tarifaço que não existe, o governo alcan çou 33 medidas de aumento de gasto ou re núncia de receita só em 2026, num total de R$ 215 bilhões. A PEC da gastança de 2022, que na época parecia o fundo do poço da irres ponsabilidade, liberou R$ 168 bi. E quase nada disso aparece onde deveria apa recer. Do total, apenas 4% são marcados no arcabouço fiscal, a peça de ficção que substi tuiu o teto de gastos. O resto circula como em préstimo subsidiado que tecnicamente não é despesa (o subsídio a caminhões, por exem plo, sai do Orçamento como "crédito" e nunca mais volta), como fundo público abastecido por atalho (o dinheiro esquecido dos corren tistas pulou o Tesouro e caiu direto no FGO do Desenrola, porque passar pelo caminho cer to estragaria o resultado primário), e o velho crédito extraordinário para tudo o que não couber nos dois primeiros. As regras fiscais se guem sendo cumpridas no papel, justamente porque o papel aceita qualquer coisa. O brasileiro mais velho já viu esse filme. Foi chamado de “pedalada fiscal”, estreou no governo Dilma e terminou em recessão, de semprego e impeachment, mas dessa vez cada bondade tem uma justificativa técnica própria desenhada com números e propa ganda, um conjunto que, à vista de qualquer um fora do TCU, denuncia a intenção. Trinta e três medidas razoáveis que, por uma coin cidência incrível e mágica, vencem todas em ano de eleição

E o repertório eleitoral não para no Orçamen to. A pauta do fim da escala 6x1, que veio da base do governo como se fosse a grande ur gência nacional, foi abraçada pelo presidente e seus marketeiros como a bondade perfeita, porque o pagador é o brasileiro, mas o brasi leiro do futuro. Reduzir a jornada, hoje, não custa um real ao Tesouro - custa ao dono do mercadinho, da farmácia, da lanchonete que funciona no sábado, gente pequena demais para ter lobby e grande demais para sumir da estatística quando fechar. O micro e médio comerciante vai ter que cobrir os mesmos tur nos com mais contratações e o mesmo caixa. Todo o bumbo batido no congresso sobre a ‘conquista social’ desse mecanismo deixa de lado como é que a grande maioria dos em preendedores brasileiros, que vão ter de de mitir ou fechar suas portas, vai digerir isso. Mas esse é um problema que só vai eclodir após as eleições – no cálculo eleitoral, é uma jogada perfeita. A lógica que foi desenhada para salvar o governo Lula dessa impopularidade enor me emprenhada na sociedade, foi empur rar o custo para onde o eleitor não vê antes de outubro. Mas até o brasileiro menos ver sado em economia começa perceber que só um ator pode ser o culpado. O petismo aposta que o cidadão é incapaz de perce ber quando é passado para trás, mas até o mais ingênuo dos brasileiros faz conta todo fim de mês. A fatura dessa esperteza tem endereço certo, mesmo que a data seja flexível. A crise que nos deu uma nova dé cada perdida vai chegar de novo. E, dessa vez, nem vai precisar bater. A porta, graças ao desespero e inépcia do governo Lula, já está aberta. 

Artigo, Amir Segal, Likud Brasil - Os EUA já não são mais o mesmo

Este artigto da newsletter de Amit Segal é reproduzido neste domingo pelo grupo Likud Brasil.

É domingo, 5 de julho, e quando penso nos Estados Unidos, penso nos filmes de ação da era Reagan, do sonho americano — Rocky, Rambo, Top Gun — algo transbordando vermelho, branco e azul. No fim de semana, tive uma sensação de déjà vu.

“Há 250 anos, os Estados Unidos da América são a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo”, declarou Trump em seu discurso de 4 de Julho no National Mall, enquanto fogos de artifício iluminavam o céu atrás dele.

Corta. A câmera muda de ângulo. Transição para uma cerimônia completamente diferente. Surge na tela: “TEERÔ. Centenas de milhares de pessoas lotam a Grande Mesquita Imam Khomeini Mosalla para o funeral do líder supremo Ali Khamenei. Um mestre de cerimônias no púlpito pede a morte de Trump diante da multidão. A resposta é imediata: milhares de vozes explodem em coro: “Morte à América! Morte a Israel!”

Já faz cerca de dez anos que Hollywood deixou de escalar o islamista de turbante como vilão em filmes como esses — mas, neste momento, parece que o próprio Irã resolveu assumir esse papel.

Podemos chamar isso de fim da breve lua de mel entre Estados Unidos e Irã — o período em que o Irã continuava agindo contra os interesses americanos, mas escondia isso atrás de uma fina camada de ambivalência e de uma rejeição relativamente educada às exigências de Washington. Agora, a máscara está caindo, e por baixo dela está exatamente o mesmo rosto de sempre.

No Estreito de Ormuz, o Irã continua usando ameaças para forçar embarcações comerciais a transitarem por suas rotas marítimas. O cálculo é simples: continuar ameaçando e atacando para fazer com que países e organismos internacionais pensem duas vezes antes de facilitar rotas alternativas de transporte. Ao mesmo tempo, Teerã vem sugerindo que poderá transformar tanto o Estreito de Ormuz quanto o estreito de Bab el-Mandeb em instrumentos de pressão caso os Estados Unidos violem o memorando de entendimento firmado entre os dois países.

Mas parece que as coisas estão se movimentando. Benjamin Netanyahu foi convidado para sua sétima visita à Casa Branca durante o segundo mandato de Trump. Se Bibi estiver colecionando cartões de fidelidade, imagino que a próxima visita saia de graça. O verdadeiro motivo da reunião ainda está por ser visto — embora, se meu conhecimento de filmes de ação dos anos 1980 servir de referência, talvez envolva algo explosivo.