Este artigo é do Observatório Brasil Soberano
As redes sociais viraram o tribunal da vida real. O que aparece todo dia não são desabafos isolados, mas documentação: bra sileiros filmando carrinhos de supermercado que mal cobrem o fundo, sacolas mais vazias e mais caras, a luta para colocar o básico na mesa. Carne, arroz, leite, óleo viraram quase artigo de luxo. A reclamação atravessa qualquer espectro político. Vem de quem trabalha duro e percebe que o dinheiro se desfaz antes de o mês terminar, de quem faz a conta e ela não fecha. O ciclo se sustenta numa contradição. O governo bate recorde de arrecadação atrás de recorde, tirando do trabalhador e da empresa, e mesmo assim o dinheiro nunca chega. Quanto mais arrecada, mais gasta. O rombo fiscal volta para o cidadão na forma de inflação e juros altos. Quem paga a conta é quem sus tenta a máquina. • Custo de vida: Alimentos básicos mais caros, carrinhos vazios e renda insuficiente para cobrir as despesas do mês. • Máquina insustentável: Arrecadação recorde, gastos crescentes, desequilíbrio fiscal, inflação e juros transferem ao cidadão o custo do Estado. • Realidade paralela: Publicidade oficial e encenação política entram em choque com a experiência concreta dos brasileiros nos supermercados. O descompasso entre a narrativa oficial e o cotidiano virou in sulto. O brasileiro corta o essencial enquanto o governo man tém um padrão de gasto que não tem relação com a realidade de quem o financia. Os números mostram a prioridade: bilhões em cartões corpora tivos, centenas de milhões em publicidade para construir uma realidade paralela e cobrir a sequência de aumentos de impos to. Austeridade na máquina pública nunca esteve no topo. O que está é a busca por recursos para financiar um projeto de poder que não devolve nada a quem paga. A fome, os juros comendo o orçamento e a cobrança pelas promessas que não se cumprem, não são ruído digital. São um aviso: o brasileiro está cansado de carregar o governo petista nas costas. O governo responde com espetáculo. Esquece, ou ignora, que o carrinho de supermercado não aceita propaganda como paga mento. Em vez de cortar desperdício e respeitar o dinheiro que vem do trabalho alheio, escolhe a encenação e condena o país à estagnação. O discurso do futuro melhor que nunca chega já não convence. O eleitor passou a olhar cada movimento com lupa. Ele apren deu que o que conta é o que cabe no carrinho — e isso está cada vez mais difícil. A maquiagem perdeu a função. A indignação subiu ao nível do estrago