Uber lança corridas só com motoristas mulheres em todo o Brasil

A Uber ampliou para todo o Brasil o Uber Mulher, recurso que permite às passageiras solicitar viagens com motoristas mulheres. A funcionalidade, que até então estava disponível apenas em algumas capitais, também passa a contemplar adolescentes entre 12 e 17 anos cadastrados no Uber Teens.

A novidade será oferecida em três formatos. No Uber Reserve, a passageira poderá agendar uma viagem com pelo menos 30 minutos de antecedência e indicar a preferência por uma motorista mulher. Outra possibilidade está nas configurações do aplicativo: ao acessar Perfil e Preferências de viagem, a usuária poderá ativar a prioridade por condutoras nas corridas da categoria UberX.

Nesse segundo caso, porém, a plataforma não garante que uma motorista mulher estará disponível. Se o tempo de espera for elevado, o aplicativo poderá direcionar a solicitação ao motorista mais próximo. A disponibilidade do serviço dependerá do número de condutoras cadastradas e da demanda registrada em cada cidade.

A terceira opção será exibida diretamente na tela inicial do aplicativo com o nome Uber Mulher. Disponível apenas durante o dia, a modalidade tentará conectar a passageira a uma motorista. Caso a espera seja longa, a usuária poderá escolher entre continuar aguardando ou seguir viagem com outro condutor disponível.

Segundo a empresa, a expansão nacional foi definida após testes realizados em capitais brasileiras e levou em consideração a experiência de passageiras e motoristas. A iniciativa amplia o projeto iniciado em 2019 com o U-Elas, ferramenta que permite às condutoras aceitar apenas viagens solicitadas por passageiras.

Desde o lançamento do projeto, o número de motoristas mulheres cadastradas na plataforma cresceu 160%, segundo dados da Uber. Apesar do avanço, elas ainda representam cerca de 8% da base total de condutores do aplicativo no Brasil.

O Uber Mulher também estará disponível para usuários do Uber Teens. Nas contas destinadas a adolescentes de 12 a 17 anos, os responsáveis podem acompanhar o trajeto em tempo real, enquanto ferramentas de segurança permanecem ativadas automaticamente durante a viagem. Pessoas não binárias também poderão utilizar a nova funcionalidade.

Trump desafia o comunismo e faz defesa histórica da liberdade nos 250 anos dos EUA

O presidente Donald Trump abriu as comemorações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos com um discurso de forte conteúdo político e patriótico no Monte Rushmore, em Dakota do Sul. Diante de um dos monumentos mais emblemáticos do país, o republicano exaltou a trajetória americana, defendeu os valores que ajudaram a transformar os EUA na maior potência econômica mundial e alertou para o avanço de movimentos ideológicos que, segundo ele, representam uma ameaça à liberdade e à identidade nacional.

“O comunismo é uma ameaça mortal à liberdade americana”, afirmou Trump. Em um dos momentos mais contundentes do discurso, o presidente declarou que o ressurgimento de ideias comunistas representa um desafio para o futuro do país. Para Trump, essas correntes políticas são incompatíveis com os princípios de “vida, liberdade e busca da felicidade” que estão na origem da formação dos Estados Unidos.

O cenário escolhido para o pronunciamento reforçou o simbolismo da mensagem. Esculpido nas montanhas de Dakota do Sul, o Monte Rushmore reúne os rostos de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, quatro presidentes diretamente associados à construção, expansão e consolidação dos Estados Unidos. Diante do monumento, Trump apresentou seu governo como defensor da continuidade desse legado histórico.

O presidente também reagiu às críticas de movimentos políticos que questionam personagens e episódios da história americana. Segundo Trump, existe uma tentativa de enfraquecer o espírito nacional ao apresentar os heróis do país apenas como opressores e a formação territorial dos Estados Unidos como resultado de injustiças históricas. “Eles estão difamando e atacando o nosso futuro e não vamos deixar isso acontecer”, declarou.

A defesa da identidade nacional ocupou posição central no pronunciamento. Trump afirmou que o excepcionalismo americano está baseado não apenas na Constituição e nas instituições políticas, mas também em uma cultura construída ao longo de 250 anos. “Vamos devolver ao nosso país a sua identidade”, prometeu o republicano, reforçando uma das principais bandeiras de seu movimento político.

O discurso ocorre em um momento estratégico para a Casa Branca. A quatro meses das eleições de meio de mandato para o Congresso, Trump busca mobilizar os eleitores republicanos diante do avanço de candidatos progressistas nas primárias do Partido Democrata. Nas últimas semanas, nomes ligados à esquerda e ao socialismo democrático conquistaram espaço em disputas eleitorais realizadas em diferentes estados americanos.

Ao colocar o combate ao comunismo no centro das comemorações da independência, Trump deixou clara a estratégia que deverá marcar os próximos meses da política americana. De um lado, a defesa da liberdade econômica, do patriotismo e dos valores tradicionais. De outro, a crítica ao avanço da esquerda e de movimentos que, segundo o presidente, ameaçam os princípios responsáveis pelo desenvolvimento e pela prosperidade dos Estados Unidos.

Diante do Monte Rushmore, Trump transformou a celebração dos 250 anos da independência em uma declaração sobre o futuro do país. A mensagem foi direta: preservar a história, fortalecer a identidade nacional e impedir que ideologias contrárias ao modelo americano ganhem espaço. Em pleno ano eleitoral, o republicano mostrou que pretende fazer da defesa da liberdade e do combate ao comunismo dois dos principais pilares de sua agenda política.

Dica do editor - Operação Inverno amplia atendimento em Porto Alegre

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém 11 unidades de saúde abertas neste final de semana, 4 e 5, como parte do atendimento ampliado na Operação Inverno. Além da imunização contra gripe, Covid-19 e demais do calendário vacinal, a população poderá acessar consultas, retirada de medicamentos e outros serviços da Atenção Primária. 

A vacina contra a gripe está disponível para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade, mediante apresentação de documento de identificação, além da imunização contra Covid-19 voltada a públicos específicos. A oferta de imunização nos fins de semana segue até o final de agosto, conforme disponibilidade de estoque. A estratégia pretende ampliar o acesso aos serviços no período de maior circulação de vírus respiratórios. 

Equipes do Consultório na Rua Centro atenderão a população em situação de rua sábado e domingo, das 10h às 16h, e do Consultório na Rua Restinga, das 10h às 14h. 

Tendas - Também como parte da Operação Inverno, a SMS disponibiliza, de segunda a sexta-feira, estruturas de atendimento em tendas no Stok Center (avenida Manoel Elias, 901) e no Terminal Antônio de Carvalho (avenida Bento Gonçalves, 6670). O horário é das 8h às 20h, com assistência médica, de enfermagem e vacinação contra a gripe e Covid-19. 

Unidades abertas neste fim de semana: 

Sábado, 4, das 10h às 19h 

- Unidade de Saúde Modelo (avenida Jerônimo de Ornelas, 55, bairro Santana);

- Unidade de Saúde 1º de Maio (avenida Professor Oscar Pereira, 6199, bairro Cascata);

- Unidade de Saúde Lami (rua Nova Olinda, 202, bairro Lami);

- Unidade de Saúde Diretor Pestana (rua Dona Teodora, 1016, bairro Farrapos);

- Unidade de Saúde Chácara da Fumaça (avenida Estrada Martim Félix Berta, 2432, bairro Mário Quintana);

- Unidade de Saúde Divina Providência - das 10h às 16h (rua Saturnino de Brito, 1350, bairro Vila Jardim). 

Sábado e domingo, 4 e 5, das 10h às 19h 

- Unidade de Saúde Moab Caldas (avenida Moab Caldas, 400, bairro Santa Tereza);

- Unidade de Saúde José Mauro Ceratti (estrada João Antônio da Silveira, 3330, bairro Restinga);

- Unidade de Saúde Assis Brasil (avenida Assis Brasil, 6615, bairro Sarandi);

- Unidade de Saúde Bom Jesus (rua Bom Jesus, 410, bairro Bom Jesus);

- Unidade de Saúde São Carlos (avenida Bento Gonçalves, 6670, bairro Partenon).

Lula teme derrota de Haddad e vitória de Tarcísio no 1º turno

Pesquisas sobre batalha entre Tarcísio e Haddad levam tensão ao entorno de Lula

Afunilamento da disputa em São Paulo aumenta a possibilidade de eleição acabar no primeiro turno. 

Por José Benedito da SilvaPedro Jordão

Revista Veja – 4/7/2026 

Na eleição presidencial de 2018, Jair Bolsonaro conseguiu uma vitória acachapante sobre Fernando Haddad no estado de São Paulo, com uma dianteira de mais de 8 milhões de eleitores, fundamental para a vantagem de 10,7 milhões de votos que construiu sobre o petista na corrida nacional. Quatro anos depois, contra Lula, Bolsonaro não teve a mesma sorte nas urnas paulistas: viu sua vantagem cair para menos de 3 milhões de apoiadores e, muito em razão disso, perdeu a reeleição para o rival por 1,8 milhão de votos. A ironia foi o desempenho de Haddad como candidato a governador diante de Tarcísio de Freitas, em 2022. Mesmo derrotado, Haddad ajudou Lula a reduzir a vantagem para Bolsonaro e obter o terceiro mandato. Agora, o ex-ministro da Fazenda se vê diante de desafio parecido, contra o mesmo Tarcísio, mas em um cenário mais difícil. Com apenas dois candidatos competitivos na disputa ao governo, o primeiro objetivo será impedir que o governador liquide a fatura já no primeiro turno. 

Sondagens recentes mostram que Tarcísio está próximo da reeleição na primeira etapa — segundo o último levantamento do instituto Paraná Pesquisas, do final de maio, o governador tem 47,3% das intenções de voto, muito perto de garantir o patamar necessário para evitar o segundo turno. A situação tende a ficar ainda melhor com a desistência dos pré-candidatos Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), que somavam 7,7% dos votos. Ambos têm perfis mais à direita no espectro ideológico, o que cria a expectativa de que a maior parte de seus eleitores migre para Tarcísio. 

Lula sabe mais do que ninguém a importância do desempenho em São Paulo, tanto que não poupou esforços para montar palanque competitivo no estado. Primeiro, convenceu Haddad a ir de novo para o jogo. Depois, bancou duas de suas ministras mais importantes, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), para disputarem o Senado — no caso de Tebet, convenceu-a a trocar de estado (era de Mato Grosso do Sul) e de partido (era do MDB). Por fim, reuniu Haddad, Tebet, Marina e o vice Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por quatro mandatos, para convencer Márcio França, outro ex-governador, a ser vice de Haddad — ele queria o Senado ou o governo. Além disso, Lula vai intensificar a agenda em São Paulo, enquanto Haddad aposta em obras e programas federais para fazer o enfrentamento a Tarcísio. O PT decidiu inclusive pagar para impulsionar dezenas de vídeos no Facebook e no Instagram em que Haddad fala das realizações da gestão Lula no estado. 

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa 

O outro lado da disputa também considera a batalha importante. Flávio Bolsonaro planeja usar o favoritismo de Tarcísio, coordenador de sua campanha em São Paulo, para construir maioria segura sobre Lula no estado. Nos últimos dias ele esteve com o governador em eventos em Guarulhos (segundo maior município) e Presidente Prudente, numa feira do agronegócio. Segundo pesquisa Real Time Big Data, no primeiro turno Flávio vence Lula no estado por 36% a 31%, mas o governador alcança 46% no duelo com Haddad e, em algumas regiões do interior, chega a 57%. Captar esse eleitorado será um dos principais objetivos de Flávio na campanha. 

Uma das preocupações de Lula na eleição paulista é não ter segundo turno no maior colégio eleitoral do país, com 22% do total de votantes. Em 2022, o petista teve um bom exemplo desse risco. Em Minas Gerais, ele venceu Jair Bolsonaro por 5 pontos no primeiro turno, mas viu a vantagem cair a quase nada no segundo, depois que Romeu Zema (Novo), reeleito, passou a percorrer o estado pedindo voto a Bolsonaro — no final, o petista teve 50,2% contra 49,8% do rival. Cenário parecido ocorreu no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro ampliou a vantagem sobre Lula depois que Cláudio Castro (PL) fechou a eleição ao governo na primeira votação. “O risco é ter no segundo turno nacional uma eleição que já foi encerrada em São Paulo. Aí fica uma eleição perigosa”, admitiu Haddad. 

Infográfico com resultados de pesquisas eleitorais e dados históricos. Embate direto entre Tarcísio de Freitas (51,4%) e Fernando Haddad (37,9%). Corrida presidencial de 2022: Jair Bolsonaro (55,2%) e Lula (44,8%). Disputa ao governo: Tarcísio (55,3%) e Haddad (44,7%). Gráfico de barras mostra o número de candidatos a governador por ano, de 1990 a 2026. Listas de partidos que apoiam Tarcísio, Haddad, outras candidaturas e indefinidos 

Se Tarcísio vencer em primeiro turno, há dois cenários possíveis no estado, segundo especialistas. Um deles, o mais provável, é o governador reeleito se empenhar por Flávio, dedicando-se à campanha presidencial. Qualquer deslocamento percentual em São Paulo pode ser o fator que vai decidir a eleição nacional. O desafio de Tarcísio, segundo Yuri Sanches, head de análise política da AtlasIntel, será fazer o eleitor que o apoia, mas não é bolsonarista, ir às urnas no segundo turno só para votar em Flávio. “O eleitor que é de direita, mas antibolsonarista, deve votar no Tarcísio porque não quer o PT governando São Paulo, mas, para um segundo turno presidencial, ele pode ficar mais refratário a ir votar. Tarcísio precisará convencer esse eleitor”, diz. Para Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, Tarcísio pode tirar o pé das ruas após ser eleito. “Hoje, ele já não está de corpo e alma na campanha do Flávio. Então, após vencer, é muito provável que irá descansar, como muitos fazem. Em 2022, Ratinho Jr. venceu a reeleição no Paraná no primeiro turno e, três dias depois, viajou por quinze dias”, relembra. 

A consagração de Tarcísio ainda no primeiro turno seria um fato raro na política paulista. Desde a redemocratização do país, em apenas três oportunidades o governador foi escolhido sem segunda votação: com José Serra, em 2006, e com Geraldo Alckmin, em 2010 e 2014, todas durante a longa hegemonia tucana no estado. O perfil da disputa também mudou; se nenhum outro candidato se apresentar, o páreo deste ano é o que terá o menor número de postulantes ao governo desde o fim da ditadura: cinco. Além de Haddad e Tarcísio, deverão estar na disputa três candidatas de partidos nanicos de esquerda: Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (Unidade Popular). A possibilidade de haver mais nomes de siglas médias e grandes é quase nula, porque a maioria já se alinhou a Lula ou a Haddad (veja o quadro). 

O desfecho da eleição em São Paulo será decisivo não só para a atual disputa presidencial, mas também para 2030. Se for reeleito em primeiro turno, Tarcísio mostrará muita força contra o petismo e o lulismo e se credenciará como o principal nome da centro-direita e da direita para a corrida ao Palácio do Planalto em 2030. Preferido por muitos setores da economia, do eleitorado e do establishment partidário para ser o principal candidato de oposição neste ano, ele acabou cedendo o lugar a Flávio por decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu padrinho político. Para daqui a quatro anos, terá o caminho aberto, mas sua musculatura vai depender da vitória que construir em São Paulo. Já para Haddad será a derradeira tentativa de se cacifar como o herdeiro de Lula para 2030. O ex-ministro não tem mais margem para errar, após três derrotas eleitorais consecutivas: prefeitura de São Paulo em 2016 (não foi reeleito), eleição presidencial de 2018 e disputa pelo governo paulista em 2022. Um fracasso em São Paulo ainda no primeiro turno poderia ser fatal para suas pretensões. A menos de 100 dias da votação, o tabuleiro paulista, agora com duas peças relevantes, caminha para um fim de jogo rápido — e extremamente decisivo.

Artigo, especial - O frete barato do presidente

Lula disse nesta semana que o preço do frete rodoviário está baixo. Disse isso em público, ao cobrar do Senado a votação de uma medida provisória sobre o setor. Quem vive de transportar carga ouviu a frase enquanto encara o preço do diesel, que até recuou um pouco em junho, acumular alta de 15% em um ano. Para o caminhoneiro que negocia cada viagem no aperto, a declaração simplesmente não combina com o que acontece na estrada. Fosse uma frase isolada, talvez passasse despercebida. O problema é que os fa tos da própria semana seguiram em outra direção. O próprio governo já admite que a inflação deste ano ficará acima do que ha via previsto, com o El Niño pressionando o preço dos alimentos antes mesmo da colheita. Ao mesmo tempo, a Fazenda confirmou que a retirada do subsídio da gasolina começará na próxima semana. Na prática, o desconto que ajudava a se gurar o preço acaba justamente quando outros custos continuam pressionados. Tem outro ponto que recebeu bem menos atenção. Praticamente toda semana, o Tesouro vai ao mercado vender títulos da dívida pública para financiar as des pesas do governo. Bancos e fundos compram esses papéis e, em troca, recebem juros. Nesta semana, esses investidores exigiram uma remuneração maior para continuar emprestando dinheiro ao governo. O motivo apareceu no mesmo dia. Pela manhã, o ministro da Fazenda afirmou que as contas de 2027 fechariam no azul sem aumento de impostos e sem corte de gastos. À tarde, o mercado respondeu cobrando juros mais altos para finan ciar essa promessa, e o Tesouro aceitou pagar. Isso pode parecer um assunto distante da rotina de quem trabalha e paga contas, mas não é. O custo desse dinheiro aparece no financiamento da casa, no cartão de crédito, no crediário e também no preço que o comerciante paga para repor o estoque. Quando o governo passa a pagar mais para tomar empréstimos, esse custo acaba se espalhando por toda a economia. E quem recebe essa remunera ção maior são justamente os bancos e fundos que financiaram a dívida pública. O resultado aparece em vários lugares ao mesmo tempo. O desconto da gasolina acaba, o diesel continua mais caro do que há um ano, os alimentos seguem pres sionados e o crédito fica mais caro. Quem depende do frete para trabalhar ou do carro para viver sente isso antes de qualquer relatório econômico. A resposta do governo já é conhecida. O FMI deve revisar para cima a projeção de crescimento do Brasil, e as vendas de automóveis tiveram o melhor mês de junho em treze anos. Os números existem, mas eles não mudam o fato de que famílias e empresas continuam pagando mais caro para financiar uma casa, um carro ou o capital de giro do próprio negócio. Enquanto isso, o presidente corre o país inaugurando obras antes das restrições impostas pela legislação eleitoral. Questionado sobre essas regras, respondeu que são uma "papagaiada". Ao mesmo tempo, o desconto da gasolina acaba e o reajuste começa a aparecer nos postos já na próxima semana. Uma notícia ocu pa as manchetes. A outra aparece quando o motorista encosta para abastecer. No fim, ninguém precisa acompanhar leilões do Tesouro nem ler relatórios do mercado financeiro para perceber o que está acontecendo. Basta abastecer o carro, fazer compras ou conversar com quem vive do transporte de cargas. Con tudo, o presidente continua dizendo que o frete está barato

Polícia Civil indiciou e MPRS acaba de denunciar o ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello. Saiba o que acontece.

Em novembro de 2021, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a cassação dos mandatos de Ronnie Mello e seu vice após pedidos do MP-RS por captação e gastos ilícitos em contratos de limpeza urbana.

O ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP), foi denunciado pelo Ministério Público do RS, tudo depois que a Polícia Civil denunciou-o no âmbito da chamada Operação Oppenheimer. A Polícia Civil e o MPRS informam que o caso corre em segredo de Justiça, envolvendo suspeitas de corrupção, associação criminosa e compra de apoio político.

Ele se diz inocente e nega todas as acusações.

Ronnie Mello é candidato a deputado estadual. Ele é homem de confiança do deputado Frederico Antunes, candidato a senador na chapa liderada pelo vice-governador Gabriel Souza. 

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Despenca evasão escolar na rede municipal de ensino público de Porto Alegre

  A Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre registrou queda de 44% na evasão escolar em apenas um ano. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O  índice geral de abandono caiu de 0,90% em 2024 para 0,50% em 2025, uma redução de 44,4% em apenas um ano. Na comparação com 2021, primeiro ano da série histórica após a pandemia de Covid-19, já que o Censo Escolar de 2020 não apurou esse indicador em razão da suspensão das atividades presenciais, a redução chega a 77,3%, passando de 2,20% para 0,50%. Nos Anos Iniciais, o abandono escolar caiu de 0,50% para 0,20%, redução de 60%. Já nos Anos Finais, o índice passou de 1,40% para 0,90%, uma queda de 35,7%.

Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Busca Ativa Escolar, programa voltado à identificação e ao acompanhamento de estudantes com baixa frequência, inclusive com visitas familiares e busca conjunta de soluções.

Além da Busca Ativa Escolar, a Secretaria Municipal de Educação intensificou o monitoramento sistemático da frequência ao longo de todo o ano letivo, possibilitando intervenções rápidas sempre que identificados sinais de risco de abandono.