O Banrisul está prorrogando e repactuando contratos do agro

Somando-se a inúmeras iniciativas de apoio aos produtores rurais, com objetivo de manter a sua atividade produtiva e habilitado ao próximo Plano Safra, o Banrisul passou a oferecer a prorrogação e repactuação de contratos de crédito rural elegíveis em até 4 anos, com possibilidade de manutenção de juros. A ação busca evitar que clientes fiquem de fora das regras em discussão previstas no Projeto de Lei 5.122/2023, aprovado pelo Senado Federal, e ainda sujeito a nova análise da Câmara dos Deputados.

A orientação do banco é evitar que as operações permaneçam inadimplentes durante a tramitação do projeto, já que isso pode dificultar o acesso às condições futuras. Pelas regras atuais, parte das dívidas deverá atender a critérios específicos, inclusive de regularidade nos pagamentos. Também pesa o fato de a safra 2025/2026 não estar contemplada no escopo do projeto que está em análise no Congresso.

 Segundo o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, quem adia a regularização corre o risco de enfrentar mais dificuldade justamente quando buscar uma solução para reorganizar suas dívidas. “Há operações que podem ficar fora das regras futuras se o cliente não procurar o banco agora. Nossa orientação é resolver o que for necessário, para evitar que a demora crie um problema a mais quando o produtor precisar de crédito. Caso aprovado o Projeto de Lei, as repactuações atuais poderão ser adequadas para melhores condições”, aponta.

 A mobilização envolve gerentes Agro e equipes técnicas das agências, que analisam cada caso com base no histórico do cliente, no perfil da operação e na capacidade produtiva de cada propriedade. O objetivo é oferecer ao produtor uma saída viável para atravessar os próximos meses sem comprometer o acesso ao crédito do ciclo seguinte, sobretudo diante da proximidade do ano safra 2026/2027 e da necessidade de capital para custeio, manutenção da atividade e recomposição de caixa.

 O superintendente de Agronegócios do Banrisul, Robson Oliveira Santos, afirma que o cenário exige atenção imediata e ação rápida. “Muitos produtores estão aguardando o texto final do projeto, mas há casos em que isso pode prejudicá-los mais adiante. Quem organiza sua situação agora chega em condição melhor para o desfecho da tramitação”, adverte o executivo. O alerta vem no momento em que o PL 5.122/2023 voltou à Câmara após alterações no Senado, mas ainda depende de um longo caminho até a sanção presidencial, além de seguir cercado por discussões sobre alcance, fonte de recursos e impacto fiscal.

 Com a renegociação ainda dependendo das próximas etapas legislativas, o Banrisul orienta que o produtor concentre a sua atenção no que já pode ser encaminhado. Procurar a agência, revisar os contratos e formalizar a repactuação dentro do prazo pode ser decisivo para preservar as chances de enquadramento nas condições previstas no projeto. O movimento feito agora pode ajudar o produtor a atravessar os próximos meses com mais segurança, mantendo a sua atividade e garantindo acesso a recursos.


Asma infantil: como reconhecer os sinais de uma crise e quando procurar atendimento médico

Com a chegada da estação mais fria do ano, pneumologista explica sintomas, fatores de risco e orientaquando buscar um pronto-socorro pediátrico

 Com a chegada do inverno, sintomas respiratórios tendem a se intensificar, principalmente entre crianças com histórico de alergias ou doenças respiratórias. Tosse persistente, chiado no peito e falta de ar podem ser sinais de uma crise de asma, uma das doenças crônicas mais comuns da infância.

Para reforçar a conscientização sobre a condição, o Ministério da Saúde instituiu o Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado em 21 de junho, data que marca o encerramento do outono e a chegada da estação mais fria do ano.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 23% da população brasileira convive com a doença, com prevalência variando entre 19,8% e 24,9% nas diferentes regiões do país. Dados do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag), divulgados em 2021, apontaram que aproximadamente 60% dos pacientes com formas graves da doença estavam com a condição fora de controle. Na época, a asma era responsável por cerca de sete mortes diárias no Brasil.

Embora possa ocorrer em qualquer faixa etária, a asma frequentemente se inicia na infância. De acordo com a Dra. Talia Andrea Soria Muñoz, pneumologista pediátrica do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode se manifestar desde os primeiros anos de vida.

“Na asma, as vias aéreas ficam inflamadas e mais sensíveis, fazendo com que possam se estreitar diante de diferentes estímulos, como infecções virais, alérgenos, exercício físico, mudanças climáticas ou exposição à fumaça”, explica a especialista.

Quais são os principais tipos de asma?

Embora seja conhecida popularmente apenas como asma, a doença pode apresentar diferentes formas, dependendo dos fatores que desencadeiam os sintomas.

O mais comum na infância é a asma alérgica¸ e ocorre após a exposição a substâncias como ácaros, poeira, mofo, pólen e pelos de animais por exemplo.

Também existem formas não alérgicas e situações em que os sintomas podem ser desencadeados por exercício físico, infecções virais ou exposição a irritantes ambientais.

Mudanças de temperatura, exposição a substâncias irritantes e alguns medicamentos, como aspirina e determinados anti-inflamatórios, podem servir de gatilhos ou agravar os sintomas da crise.

“Nas crianças, a asma costuma estar associada a alergias, mas também pode ser desencadeada por infecções virais. A gravidade varia de acordo com a causa e o perfil de cada paciente”, destaca a médica da Pediatria Star.

Como identificar uma primeira crise de asma?

Uma das principais dúvidas dos pais é saber diferenciar uma crise de asma de outros quadros respiratórios comuns da infância. Os principais sinais de alerta incluem:

• Tosse recorrente, principalmente durante a noite ou ao acordar;

• Chiado no peito;

• Falta de ar;

• Sensação de aperto no peito;

• Cansaço excessivo ou dificuldade para acompanhar atividades físicas.

Segundo a pneumologista, o diagnóstico é baseado na avaliação clínica, no histórico do paciente e na recorrência dos sintomas.

“Em crianças acima de cinco anos, exames como a espirometria podem auxiliar na confirmação do diagnóstico. Já nos menores, a avaliação da frequência dos episódios, dos fatores de risco e da resposta ao tratamento ajuda a diferenciar a asma de outros quadros respiratórios comuns da infância”, afirma.

Quando levar uma criança com crise de asma ao pronto-socorro?

Alguns sintomas indicam que a crise de asma pode estar em um estágio mais grave e exigem avaliação médica imediata. Os principais sinais de alerta são:

• Respiração rápida ou com esforço;

• Afundamento das costelas ou da região abaixo do pescoço ao respirar;

• Dificuldade para falar, mamar ou se alimentar devido à falta de ar;

• Lábios ou extremidades arroxeadas;

• Sonolência excessiva ou prostração;

• Ausência de melhora após o uso da medicação de resgate orientada pelo médico.

“Nessas situações, a avaliação médica deve ser feita rapidamente para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da crise. Por isso, o pronto-socorro é indicado quando há sinais de dificuldade respiratória ou ausência de melhora com a medicação”, reforça Talia Muñoz.

Onde buscar atendimento de pronto-socorro pediátrico em São Paulo?

Em casos de falta de ar intensa ou sinais de gravidade, a criança deve ser avaliada em um pronto-socorro pediátrico. Em São Paulo, o Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, conta com a Pediatria Star, serviço pediátrico integrado com pronto-socorro, suporte diagnóstico, internação e terapia intensiva, preparado para atender crianças em diferentes níveis de complexidade.

A estrutura reúne atendimento pediátrico especializado e suporte de diferentes áreas médicas para casos que exigem acompanhamento de maior complexidade.

Tratamento e controle da doença

Embora a asma não tenha cura, a doença pode ser controlada por meio de acompanhamento médico adequado e tratamento contínuo. O objetivo é reduzir a inflamação das vias aéreas, prevenir crises e permitir que a criança mantenha suas atividades normalmente.

As medicações são divididas em duas categorias principais:

Medicamentos de controle: utilizados regularmente para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir crises. O principal exemplo é o corticoide inalatório.

Medicamentos de alívio: utilizados durante episódios de piora para promover broncodilatação e melhorar rapidamente a respiração.

Além do tratamento medicamentoso, reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam os sintomas também é fundamental para evitar novas crises.

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com o pneumologista permitem um controle mais eficaz da doença e ajudam a prevenir futuras crises. É importante lembrar que não existem tratamentos caseiros capazes de controlar uma crise de asma. Em casos de primeira ocorrência ou agravamento dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico”, finaliza a especialista.

 Sobre a Rede D’Or

Maior empresa de saúde da América Latina, com presença em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Rede D’Or tem foco em atendimento humanizado, qualificação da equipe, adoção de novas tecnologias, sendo referência em gestão hospitalar e na prestação de serviços médicos. Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or conta com 79 hospitais, 55 clínicas oncológicas, serviços complementares, e investe em inovação e pesquisa clínica, por meio do IDOR – Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.



Artigo - Brasil vence o Haiti por 3 a 0, mas atuação liga sinal de alerta para a sequência da Copa

Artigo de Políbio Figueiredo Braga, o autor é jornalista, Porto Alegre.

O 3 a 0 não ilude: a Escócia exigirá uma Seleção muito mais intensa do que a vista contra o Haiti.

A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na noite de ontem, na Filadélfia, pela segunda rodada da Copa do Mundo FIFA 2026, deveria trazer tranquilidade para a torcida brasileira. Afinal, o placar foi confortável, Mateus Cunha marcou duas vezes, Vini Jr. deixou o seu e o Brasil somou mais três pontos. Mas quem assistiu ao jogo com atenção sabe que o resultado esconde problemas preocupantes.

Confesso que saí mais preocupado do que após aquele primeiro tempo tenebroso diante do Marrocos. E isso porque o Haiti está muito longe de representar um adversário de alto nível. Trata-se de uma seleção praticamente amadora para os padrões de uma Copa do Mundo. Seu principal jogador é o meia-atacante Jean-Ricner Bellegarde, do Wolverhampton Wanderers, clube que fez uma campanha desastrosa na Inglaterra e acabou rebaixado para a segunda divisão.

No primeiro tempo, o Brasil até conseguiu criar. A estratégia foi simples: lançamentos diretos para o trio ofensivo. Funcionou em parte. As oportunidades apareceram aos montes, mas também foram desperdiçadas em quantidade semelhante. Raphinha, mais uma vez, teve atuação decepcionante, acumulando erros técnicos e decisões equivocadas.

Por outro lado, Vinicius Júnior assumiu definitivamente o papel de protagonista da Seleção. Hoje, não há dúvida de que ele é a principal estrela do time. Já Mateus Cunha mostrou novamente que precisa ser titular. A comparação com Igor Thiago é quase injusta. A diferença entre ambos lembra a distância entre uma Ferrari e um Lada Niva. Movimentação, velocidade, inteligência e capacidade de definição colocam Cunha em outro patamar.

O problema apareceu no segundo tempo. Com a vantagem construída, o Brasil simplesmente sentou sobre o resultado. O Haiti passou a gostar do jogo, criou oportunidades e obrigou Alisson a trabalhar intensamente. Aliás, o goleiro foi um dos melhores em campo, talvez em sua melhor atuação pela Seleção nos últimos anos. Isso, por si só, já deveria servir de alerta. Quando o goleiro precisa ser destaque contra o Haiti, algo está errado.

A partida também reforçou uma impressão que esta Copa vem deixando cada vez mais clara: Marquinhos, Casemiro e Raphinha não deveriam mais ser titulares absolutos. O futebol moderno exige intensidade, imposição física e velocidade. Esses atributos têm sido decisivos neste Mundial. O trio, por diferentes razões, parece estar um passo atrás do ritmo exigido pela competição.

Por isso, as entradas de Danilo Santos, Ryan e Endrick tornam-se fundamentais. São jogadores capazes de oferecer energia, aceleração e agressividade ofensiva. Se o Brasil pretende sonhar com algo além da fase de grupos, será necessário renovar a espinha dorsal da equipe e apostar em quem pode entregar mais dinamismo.

Que ninguém se deixe enganar pelo placar. Não foi o 3 a 0 que resolveu os problemas da Seleção. Muito pelo contrário. O resultado mascara deficiências que podem custar caro nas fases decisivas.

O próximo desafio diante da Escócia promete ser bem diferente. Os escoceses defendem-se com extrema organização, montam linhas compactas e transformam cada jogo em um verdadeiro ferrolho. Para superar essa retranca, o Brasil precisará exatamente daquilo que faltou em vários momentos contra o Haiti: intensidade, força física, movimentação constante e velocidade.

O "Mister" precisa reavaliar alguns conceitos antes que seja tarde. Copa do Mundo não perdoa teimosia. E a impressão deixada na Filadélfia é que, apesar da vitória, a Seleção ainda está longe de convencer.

Argentina alerta para sumiço de cápsula radioativa

 As autoridades da Argentina emitiram um alerta de emergência radiológica nacional após o desaparecimento de uma cápsula contendo o material radioativo Césio-137 de um instituto médico em Rosário, na província de Santa Fé. O sumiço do dispositivo foi detectado na terça-feira, 16 de junho de 2026, mobilizando as forças de segurança e a Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) do país.O sumiço foi percebido por técnicos que tentavam acessar o equipamento para realizar procedimentos de manutenção em um dos aparelhos da unidade hospitalar. O compartimento onde a cápsula deveria estar guardada foi encontrado totalmente vazio.Principais Riscos e OrientaçõesPerigo na manipulação: O principal risco ocorre caso a cápsula blindada de chumbo seja aberta ou danificada por pessoas que desconheçam o material.Baixo risco atual: Enquanto o dispositivo permanecer completamente intacto dentro de sua estrutura original de proteção, o risco imediato para a população geral é considerado muito baixo.Efeitos da exposição: A radiação beta e gama liberada em caso de violação pode acarretar queimaduras severas, danos graves a órgãos internos, problemas na medula óssea e o desenvolvimento de câncer a longo prazo.Recomendação oficial: Caso alguém localize o item, as autoridades orientam expressamente a não tocar, não transportar e não tentar abrir o objeto, devendo acionar a polícia imediatamente.Contexto da InvestigaçãoDe acordo com o acompanhamento da imprensa local, a apuração foca em falha de controle interno ou retirada não autorizada por pessoas com credenciais de acesso. Apenas quatro funcionários específicos tinham permissão formal para acessar a área restrita onde o material radioativo era armazenado. Agentes de segurança revisam as imagens das câmeras de monitoramento e os registros internos do laboratório médico para tentar identificar os responsáveis.O episódio reacendeu alertas e lembranças na América do Sul sobre o histórico e trágico acidente radiológico de Goiânia ocorrido no Brasil em 1987, que também envolveu a violação inadequada de uma fonte de Césio-137 descartada incorretamente.