Dica de cinema - Jojo Rabbit

Dica de Cinema

*Adão Paiani

Jojo Rabbit. Quem consegue resistir aos primeiros 15 minutos de filme, contendo a aversão por achar que se trata de uma absurda tentativa de satirizar o nazismo, humanizando a figura do seu odioso Führer (o que não seria exatamente uma novidade em cinema, mas não é o caso), vai se deparar com uma belíssima fábula sobre a tragédia do fanatismo e o horror da guerra, vistos pelos olhos de um menino de 10 anos.

Roman Griffin Davis é Johannes Betzler,  o Jojo, que sonha em integrar a Hitlerjugend, a juventude nazista, na Alemanha do final da Segunda Guerra Mundial.

Scarlett Johansson, com seu talento, interpreta Rosie, a mãe de Jojo, que esconde em casa uma jovem judia, Elsa; uma doce interpretação de Thomasin McKenzie.

O amigo imaginário do protagonista, Adolf, é vivido por Taika  Waititi, que também dirige o filme com grande habilidade.

O competente elenco também traz Sam Rockwell, como o Capitão Klenzendorf; Archie Yates, que rouba as cenas como o impagável Yorki, amigo de Jojo; Stephen Merchant, como Deertz, Alfie Allen, como Finkel; e Rebel Wilson, como a tragicamente engraçada Fräulein Rahm.

Com seis indicações ao Oscar, Jojo Rabbit levou o de  Melhor Roteiro Adaptado. Merecia bem mais.

Ao som de  "I want to hold your hand", dos Beatles, as primeiras cenas trazem imagens estranhamente contemporâneas e familiares; e as finais falam muito a estes tempos de forçado isolamento que estamos vivendo. 

Um filme marcante, sensível  e que será difícil esquecer, como essa nossa estranha época. E, por isso mesmo, é  imperdível.

* Advogado em Brasília/DF

Artigo, Felipe Fiamenghi - O Brasil não é para amadores

O Brasil não é para amadores. Política, então, menos ainda. O texto, a seguir, também não. Se tem o estômago fraco, não continue a leitura. Procure um filminho bonitinho na Netflix e seja feliz.

Primeira coisa que vamos esclarecer, aqui: Ninguém está preocupado com a sua vida. No Brasil, temos 50 mil homicídios por ano e 40 mil óbitos em acidentes de trânsito. São 90 mil vidas perdidas, anualmente, devido a políticas públicas falidas. Descontrole da violência urbana e sucateamento das estradas...
Na pior das hipóteses, ainda que atingíssemos números como os da Itália, o COVID-19 não superaria nossas 65.000 mortes anuais por pneumonia, ou 43.000 por enfisema, asma e bronquite.
Em pleno século XXI, mesmo sendo uma das maiores economias do Planeta, ainda temos mortes por Sarampo, por Dengue. Temos mais mortalidade infantil do que México, Costa Rica, Colômbia, Vietnã e até a Síria.

A única preocupação com o Corona Vírus foi o colapso no sistema de saúde. Nenhum governador queria que uma vovozinha octogenária sufocasse, à espera de uma vaga de UTI, na frente de alguma equipe de televisão, ou enquanto os netos faziam uma live para as redes sociais.
Quando um pai de família toma um tiro, no sinal, ninguém cobra o governador. Quando uma família inteira morre em um acidente, ninguém cobra o governador. Quando uma criança morre de diarreia, em algum rincão do país, ninguém cobra o governador.

Fizeram, então, uma quarentena desesperada, sem nenhum planejamento, na tentativa de "achatar a curva". Não funcionou. A curva realmente foi bem suave, ninguém sabe direito o motivo, mas definitivamente não foi devido ao isolamento. Mesmo porque, isolamento não aconteceu.
Fecharam o comércio, enfiaram o Brasil em uma crise, mas isolamento que é bom, nada. Eu mesmo, nesse tempo, fui em reuniões, fiz compras no supermercado, cortei o cabelo, abasteci meu carro, entrei em conveniências... E encontrei todos os lugares lotados. Não como de costume, mas bem longe de estarem vazios.
Se você apoia a "quarentena" e acha que tem algum efeito prático, deixo o convite para ir no centro da sua cidade e ver como estão as coisas. Se realmente o baixo crescimento do número de casos é porque as pessoas estão em casa. Não estão!

Pra melhorar a situação, descobriram o tratamento com Hidroxicloroquina e Azitromicina, eficaz em mais de 90% dos casos, inclusive em pacientes do grupo de risco.
Nunca, na história, o cenário foi tão positivo para o Brasil. E é justamente aí que começa o problema.

Com os Estados Unidos e a Europa parados, imensamente prejudicados pela pandemia, nós temos números de casos extremamente baixos (10% do que os alarmistas previam), ampla capacidade de produção de medicamento eficiente e a maior área agricultável do mundo.
Em um cenário "pós apocalíptico", somos os mais capazes de fornecer justamente o que o Ocidente mais precisa: Comida e remédios. É a nossa chance de firmarmos posição como uma grande potência global.

Isso, porém, transformaria Bolsonaro em um ícone. Seria o presidente que, finalmente, colocou o Brasil onde ele deveria estar. Ninguém lhe tiraria a reeleição e, com certeza, ele ainda indicaria um sucessor. A esquerda demoraria décadas para voltar ao poder. Os líderes do centrão, acostumados com seus acordos espúrios, terminariam essa vida sem ter outro "diálogo cabuloso", daqueles que aconteciam no governo Lulo-Petista.

É por isso, só por isso, que estamos "trancados em casa". É por isso, só por isso, que Mandetta é tão resistente ao uso da Hidroxicloroquina.
Para os tucanos e sua trupe, Bolsonaro era um mal necessário, que eles usaram para tirar o PT do poder. Farão DE TUDO para minar seu governo e, assim, se colocarem como os "salvadores da pátria" que eles próprios destruíram.

Todas as narrativas, até agora, falharam. Mas o medo é extremamente eficaz. Tão eficaz que muitos "direitistas", sem nem perceber, se alinharam ao discurso de Dória, Lula e Globo.
Acabarão falidos ou desempregados, recebendo migalhas, aplaudindo os que causaram suas ruínas por pura politicagem e ainda acreditando estarem em segurança.

"O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder."
(SHAKESPEARE, William)

Os gráficos são do site Poder360. Clique em cima para ampliar e ler melhor.


Este médico italiano trata as pessoas em casa, com cloroquina, e vai salvando todos, diz a revista Time

A reportagem é de Francesca Berardi, Turim, Itália, para a revista Time
Dia 9 de abril

Durante o último mês, Giovanni Sartori perdeu a noção do tempo.

Ele não se lembra exatamente quando seu irmão mais novo, um homem forte e saudável de 53 anos com quem ele morava, começou a ter febre alta e problemas respiratórios. Mas ele sabe que após cerca de uma semana nessa condição, tomando o paracetamol prescrito por seu clínico geral, ele foi levado ao hospital. Dez dias depois, ele estava morto.

Sartori, 60 anos, ficou sozinho com sua mãe de 90 anos em Castana di Pradello, uma vila em Emilia Romagna, Itália, onde há mais vacas e ovelhas do que pessoas. Sua casa fica a mais de 5 km da farmácia e supermercado mais próximos e a 48 km do hospital em Codogno, onde foi registrado o primeiro surto de COVID-19 na Itália . Agora, a mãe de Sartori está apresentando sintomas do vírus. "Ela está assim há algumas semanas e não queria ir ao hospital", explica ele em uma entrevista por telefone. Felizmente, o dr. Cavanna veio à nossa casa um dia. Quando o vi entrar, me senti renascido.

Luigi Cavanna é o chefe da enfermaria de oncologia do hospital de Piacenza, nas proximidades. Desde a segunda semana de março, quando o bloqueio na Itália começou, ele percebeu que muitos pacientes com COVID-19 gravemente doentes estavam chegando na sala de emergência - enquanto a maioria deles poderia ter sido tratada em casa mais cedo, antes que seus sintomas se tornassem graves demais. .

É por isso que ele agora viaja pelas áreas ao redor de Piacenza todos os dias, junto com vários colegas. Juntas, suas três equipes visitaram mais de 300 pessoas com sintomas de COVID-19 . Eles trazem medicamentos aos pacientes e um dispositivo que monitora os níveis de oxigênio no sangue, que eles retornam depois de se recuperarem. Em casos mais críticos, Cavanna deixa tanques de oxigênio e, como a mãe de Sartori, sacos de líquidos com nutrientes para alimentação não oral. "Minha mãe já está melhor", diz Sartori. "Estar em sua própria cama e não em um hospital lotado é o que fez a diferença."

“Quando percebi que a sala de emergência estava superlotada com pessoas que já estavam em estado grave, eu sabia que algo estava errado”, explica Cavanna. “Isso não é um derrame ou um ataque cardíaco, mas um vírus que pode atingir de diferentes maneiras e seguir seu curso. Temos que tentar pará-lo antes que danifique os pulmões de uma maneira que às vezes é irreversível. ” De acordo com os dados que ele coletou durante o primeiro mês, menos de 10% dos pacientes que ele tratou em casa pioraram a ponto de precisarem ser hospitalizados.

Até a semana passada, Cavanna estava dando à maioria de seus pacientes tanto hidroxicloroquina (comumente usada para malária e certos distúrbios inflamatórios como artrite reumatóide) quanto um antiviral geralmente prescrito para o HIV. Então a AIFA, equivalente da Itália à Food and Drug Administration dos EUA, emitiu uma nota aconselhando-o a ter muito cuidado ao prescrevê-los juntos. Então agora, exceto em casos raros, ele usa hidroxicloroquina por conta própria. Embora a droga não tenha sido testada para o coronavírus, ele diz que é o "tratamento mais eficaz por enquanto".

Cavanna e sua equipe podem entrar nas casas dos pacientes porque possuem os equipamentos de proteção necessários, fornecidos pelo hospital onde trabalham e por doadores particulares. Após as visitas, eles limpam o equipamento e se despem. Gabriele Micalizzi - Cesura

A Casa Branca também tem recomendado entusiasticamente a droga como tratamento para o coronavírus, com o presidente Donald Trump descrevendo-a como uma “cura milagrosa” - um endosso que está arriscando a escassez . Cavanna enfatiza a importância de ter um médico prescrever e monitorar o medicamento com atenção. “Todos os dias recebo dezenas de telefonemas e respondo a todas. Prefiro atender o telefone às 2 da manhã do que ouvir que um paciente está piorando ”, diz Cavanna.

Agora que a taxa de casos de coronavírus na Itália atingiu um pico , as autoridades médicas estão analisando o que funcionou e o que não funcionou - e cada vez mais estão se voltando para novas iniciativas como a pioneira de Cavanna. Administrações locais em outras regiões e organizações sem fins lucrativos como a Doctors Without Borders estão organizando grupos de médicos para prestar serviços em casa e em instalações de maior risco, como asilos..

"Cometemos um erro, especialmente na Lombardia", explica Ivan Cavicchi, professor de sociologia da saúde na Universidade de Tor Vergata, em Roma. "Estávamos totalmente focados em aumentar o número de leitos em unidades de terapia intensiva, sem ter anestesiologistas suficientes", diz ele. “Mas em situações como essa, o fortalecimento de todo o sistema é essencial. Só então os hospitais podem funcionar adequadamente. ”

Ele diz que, em vez disso, clínicos gerais e outros prestadores de cuidados primários foram "abandonados" e "deixados sem proteção". Até agora, quase 100 médicos morreram na Itália, cerca de metade deles clínicos gerais.

Cavanna e sua equipe podem entrar nas casas dos pacientes porque possuem os equipamentos de proteção necessários, fornecidos pelo hospital onde trabalham e por doadores particulares. Durante suas expedições, eles vestem um traje de proteção que Cavanna, brincando, descreve como semelhante aos usados ​​por “aviadores no cinema” e, além disso, a cada visita, usam um vestido descartável adicional. Eles também usam googles, duas máscaras, duas luvas, duas toucas e capas de sapatos. não é o caso”, diz Pier Luigi Bartoletti. "Se repetirmos os mesmos erros, a culpa também será nosSA."

Artigo do New York Times demonstra que Bolsonaro pode ter razão

Médicos ouvidos por jornalista defendem isolamento apenas de idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade — e tratar o restante da sociedade como se lida com a gripe
Geraldo Samor e Pedro Arbex

Thomas Friedman, um dos colunistas mais influentes do mundo, ouviu três médicos e escreveu o artigo mais contundente até agora sobre o risco do lockdown global se estender por muito tempo.
No texto, publicado hoje à tarde no The New York Times, Friedman nota que os políticos estão tendo que tomar “decisões enormes de vida ou morte, enquanto atravessam uma neblina com informação imperfeita e todo mundo no banco de trás gritando com eles. Eles estão fazendo o melhor que podem.”

Mas com o desemprego se alastrando pelo mundo tão rápido quanto o vírus, “alguns especialistas estão começando a questionar: ‘Espera um minuto! O que estamos fazendo com nós mesmos? Com nossa economia? Com a próxima geração? Será que essa cura — mesmo que por um período curto — será pior que a doença?’

Friedman diz que as lideranças políticas estão ouvindo o conselho de epidemiologistas sérios e especialistas em saúde pública. Ainda assim, ele diz que o mundo tem que ter cuidado com o “pensamento de grupo” e que até “pequenas escolhas erradas podem ter grandes consequências”.

Para ele, a questão é como podemos ser mais cirúrgicos na resposta ao vírus de forma a manter a letalidade baixa e ao mesmo tempo permitir que as pessoas voltem ao trabalho o mais cedo possível e com segurança.

Friedman diz que “se a minha caixa de email for alguma indicação, uma reação mais inteligente está começando a brotar.”

Ele cita um artigo publicado semana passada pelo Dr. John P. A. Ioannidis, um epidemiologista e co-diretor do Centro de Inovação em Meta-Pesta-Pesquisa de Stanford. No artigo, Ioannidis diz que a comunidade científica ainda não sabe exatamente qual é a taxa de mortalidade do coronavírus. Segundo ele, “as evidências disponíveis hoje indicam que a letalidade pode ser de 1% ou ainda menor.”

“Se essa for a taxa verdadeira, paralisar o mundo todo com implicações financeiras e sociais potencialmente tremendas pode ser totalmente irracional. É como um elefante sendo atacado por um gato doméstico. Frustrado e tentando fugir do gato, o elefante acidentalmente pula do penhasco e morre.”

Friedman também cita o Dr. Steven Woolf, diretor emérito do Centro Sobre a Sociedade e Saúde da Universidade da Virgínia, para quem o lockdown “pode ser necessário para conter a transmissão comunitária, mas pode prejudicar a saúde de outras formas, custando vidas”

“Imagine um paciente com dor no peito ou sofrendo um derrame — casos em que a rapidez de resposta é essencial para salvar vidas — hesitando em chamar o serviço de emergência por medo de pegar coronavírus. Ou um paciente de câncer tendo que adiar sua quimioterapia porque a clínica está fechada”.

Friedman complementa: “Imagine o estresse e a doença mental que virá — já está vindo — de termos fechado a economia, gerando desemprego em massa”.

Woolf, o médico da Virgínia, afirma no artigo que a renda é uma das variáveis mais fortes a afetar a saúde e a longevidade. “Os pobres, que já sofrem há gerações com taxas de mortalidade mais altas, serão os mais prejudicados e provavelmente os que receberão menos ajuda. São as camareiras dos hotéis fechados e as famílias sem opções quando o transporte público fecha.”

Há outro caminho?, pergunta Friedman.

Para ele, a melhor ideia até agora veio do Dr. David Katz, diretor do Centro de Prevenção e Pesquisa da Universidade de Yale e um especialista em saúde pública e medicina preventiva.

Num artigo publicado sexta-feira no The New York Times, o Dr. Katz diz que há três objetivos neste momento: salvar tantas vidas quanto possível, garantindo que o sistema de saúde não entre em colapso, “mas também garantir que no processo de atingir os dois primeiros objetivos não destruamos nossa economia e, como resultado disso, ainda mais vidas.”

Como fazer isso?

Katz diz que o mundo tem que pivotar da estratégia de “interdição horizontal” que estamos empregando agora — restringindo o movimento e o comércio de toda a população, sem considerar a variância no risco de infecção severa — para uma estratégia mais “cirúrgica”, ou de “interdição vertical”.

“A abordagem cirúrgica e vertical focaria em proteger e isolar os que correm maior risco de morrer ou sofrer danos de longo prazo — isto é, os idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade — e tratar o resto da sociedade basicamente da mesma forma que sempre lidamos com ameaças mais familiares como a gripe.”

Katz sugere que o isolamento atual dure duas semanas, em vez de um período indefinido. Para os infectados, os sintomas aparecerão nesse período. “Aqueles que tiverem uma infecção sintomática devem se autoisolar em seguida, com ou sem testes, que é exatamente o que fazemos com a gripe. Quem não estiver sintomático e fizer parte da população de baixo risco deveria voltar ao trabalho ou a escola depois daquelas duas semanas.”

“O efeito rejuvenescedor na alma humana e na economia — de saber que existe luz no fim do túnel — é difícil de superestimar. O risco não será zero, mas o risco de acontecer algo ruim com qualquer um de nós em qualquer dia da nossa vida nunca é zero.”

Editorial de Zero Hora - Siga em casa

Esta é, e precisa ser, uma Sexta-feira Santa diferente, sem a tradicional procissão no Morro da Cruz, em Porto Alegre, e sem missas em igrejas. Tem de ser também um feriado em que será necessário revogar o costume de viajar para visitar parentes e amigos ou mesmo se reunir com os familiares. É um momento de ficar em casa. A Sexta-feira da Paixão, por outro lado, segue como uma oportunidade para reflexão. Diante do desafio posto pela pandemia do novo coronavírus, não apenas para os católicos, mas para os seguidores de todas as religiões. 

Seguir em casa, diante da crise sanitária que testa a resiliência do mundo, é hoje um dos maiores atos de empatia, ao lado de ajudar os mais necessitados. Permanecer em casa significa proteger a si mesmo e diminuir as chances de mais pessoas serem contaminadas pelo vírus. É uma atitude de responsabilidade e solidariedade, que se aferra aos mais profundos valores religiosos e da civilização.

É um gesto que exige pouco diante dos enormes prejuízos individuais e coletivos que a burla a esta regra agora básica pode acarretar
O Rio Grande do Sul e suas principais cidades parecem estar conseguindo conter o tsunami de infecções, internações e mortes. Para os desavisados, esta aparente situação sob controle pode ser um incentivo para relaxar a determinação de continuar seguindo as orientações das autoridades de saúde e sair às ruas em situações que não sejam absolutamente necessárias. Mas é preciso ter em mente que este quadro que hoje não é tão dramático como o observado em outras cidades do mundo só está sendo possível exatamente porque a maioria da população gaúcha está se guiando pelas regras de distanciamento social. A decisão tomada hoje tem reflexos nas semanas seguintes, para o bem e para o mal.

Não se pode permitir que a curva de crescimento dos casos de pessoas contaminadas e vítimas fatais tenha uma ascensão mais acelerada. Ainda há o risco de a covid-19 se espalhar mais rapidamente pelo Rio Grande do Sul, inclusive nas localidades menores. O Estado começa a ingressar agora no período mais frio do ano, uma época mais propícia para a disseminação de agentes como o coronavírus. Os gaúchos, portanto, estão mais sujeitos a contágios.

Ficar em casa no feriadão não significa perder o contato com as pessoas mais próximas. O momento apenas exige a substituição do contato pessoal pelo virtual, para levar e receber palavras de carinho. É preciso permanecer resguardado e só se deslocar em casos de máxima necessidade, um gesto que exige pouco diante dos enormes prejuízos individuais e coletivos que a burla a esta regra agora básica pode acarretar. Se a Sexta-feira Santa remete a sacrifícios, não devemos esquecer que depois vem a Páscoa, que carrega o significado do renascimento. Um símbolo e uma certeza de que todas as angústias atuais vão passar. Será mais rápido se seguirmos em casa

Rogério Pletz - Terapia hidroxicloroquina é coisa de idiota ?

Eu estudo, por pura paixão, nutrição e terapia ortomolecular.  Nesse sentido, tenho lido muitos artigos científicos sobre prós e contras da HCQ.
Vou deixar aqui, de forma bem simples e didática, meu humilde  ponto de vista.

Quando o vírus é fagocitado para dentro da célula, ele invade o ribossomo e o programa para que produza proteínas do interesse dele, não da célula. E ele produz tantas proteínas para si, que a célula inicia uma super produção de citocinas inflamatórias pelo NF KAPPA BETA, mecanismo de inflamação: TNF alfa, interleucina 2, interleucina 10.
Daí, evolui de 5 a 12 dias para um agravo respiratório.
Nessa fase, devido a produção de interleucinas inflamatórias, o corpo começa a desidratar e os pulmões começam a colapsar.

Vantagem da hidroxicloroquina.
Ela impede esse acometimento dos ribossomos inibindo a síntese protéica, com isso, o vírus fica sem ação, não importando a sua capacidade de mutação, isso porque a sua  porta de ação, o ribossomo, é desativada.
A hidroxicloroquina desliga a síntese protéica do ribossomo, tornando o vírus inativo.
E concomitante com um macrolideo, como  Azitromicina, reduz o risco de  infecções secundárias.
O sucesso, no entanto,  tem sido maior  com início precoce do tratamento. Ao contrário da instrução de iniciar como última tentativa.

Os poréns.
Há efeitos colelaterais, como todo o medicamento. Porém, são incomuns.
E o tratamento não imuniza, ou seja, o paciente pode contrair novamente o vírus.
Mas entre isso e morrer, fica a critério.

Na minha humilde opinião, um equilíbrio do sistema imune, com altas doses de vitamina D3, zinco, magnésio e B12, poderiam  fazer toda a diferença tanto para pacientes quanto para saudáveis.
Há mais de 15 mil artigos científicos provando que o equilíbrio do D e desses nutrientes, pode impedir a ação de virus e reforçar a eficácia de tratamentos.
Para se ter uma ideia, se uma pessoa tem carência de B12, vacinas não fazem efeito.
E a vitamina D3 é fundamental para a modulação do sistema imune, que combate:
208 vírus
538 bactérias
317 fungos
287 vermes
57 protozoários.

Só para lembrar, o presidente "idiota", que vem a tempos lutando pelo uso desse medicamento, também  zerou impostos para vitamina D3.