SP aposta na cerveja. Leite ignora o setor no RS

O estado de São Paulo decidiu olhar para o setor cervejeiro como negócio. O Rio Grande do Sul, apesar de sua tradição, da qualidade de suas cervejarias e da força de suas marcas artesanais, continua esperando. 

O governo paulista lançou as Rotas da Cerveja, iniciativa que reúne mais de 80 cervejarias em 55 municípios e transforma a produção da bebida em uma estratégia integrada de turismo, geração de renda, empregos e desenvolvimento regional. 

O projeto conecta cervejarias, produtores de lúpulo, fabricantes de equipamentos, hotéis, bares, restaurantes, festivais e comércio local. Mais do que promover a cerveja, São Paulo decidiu organizar e estimular uma cadeia produtiva com capacidade para movimentar bilhões de reais. 

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o contraste é evidente. 

Após quase oito anos de governo Eduardo Leite, o setor cervejeiro gaúcho ainda procura uma política pública consistente, permanente e capaz de transformar a reconhecida qualidade das cervejarias do Estado em uma estratégia de desenvolvimento econômico. 

Não faltam cervejarias. Não faltam produtos premiados. Não faltam empreendedores, eventos, tradição, conhecimento técnico ou potencial turístico. 

Falta governo. 

O Rio Grande do Sul possui algumas das cervejarias artesanais mais reconhecidas do País e empresas que acumulam prêmios nacionais e internacionais. Mesmo assim, o setor segue enfrentando dificuldades tributárias, burocracia e a ausência de uma estratégia estadual capaz de integrar produção, turismo e desenvolvimento regional. 

São Paulo percebeu algo que o governo gaúcho parece não ter enxergado em oito anos: cerveja também é economia. 

As Rotas da Cerveja paulistas foram divididas em sete regiões temáticas e incluem destinos turísticos, polos agrícolas especializados na produção de lúpulo e áreas voltadas aos negócios e ao fornecimento de equipamentos. 

É uma política que conecta indústria, agricultura, serviços e turismo. 

No Rio Grande do Sul, iniciativas semelhantes poderiam fortalecer regiões com tradição cervejeira, ampliar o fluxo turístico, estimular pequenos negócios, gerar empregos e aumentar a arrecadação. 

O potencial existe. O que falta é iniciativa. 

Enquanto São Paulo organiza sua cadeia produtiva e transforma cervejarias em instrumento de desenvolvimento econômico, o Rio Grande do Sul permanece parado. 

Depois de oito anos, a pergunta é inevitável: quanto tempo mais o setor cervejeiro gaúcho ter de esperar para ser tratado como atividade econômica estratégica pelo governo do Estado?

Simpa decreta greve geral do funcionalismo de Porto Alegre

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), controlado por lideranças de corte ideológico neocomunistas e de oposição ao governo municipal de Sebastião Melo, decretaram greve geral a partir desta sexta-feira. A greve ocorre às vésperas das eleições e reclama o atendimento de 2 pontos principais: 1) Recomposição salarial. 2) Fim da terceirização na saúde pública. O sindicto alega que a categoria não recebe aumento real desde 2020, conforme a entidade. A reunião foi realizada na sede do sindicato em Porto Alegre.

Na sexta, o Simpa terá reunião com Melo.

Em nota, a Prefeitura de Porto Alegre reafirmou o compromisso com o diálogo com o sindicato e afirmou que propôs a reposição de 4,26% no vale-refeição, corrigido pela inflação acumulada de 2025 e que “a atualização do complemento para servidores com vencimento básico inferior ao salário mínimo, com efeitos retroativos a janeiro de 2026”. A proposta prevê o pagamento da primeira parcela da reposição de 2023, calculada em 1,54% para a folha de dezembro deste ano com reflexos no 13º salário.