Resultado da CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o furto e a receptação de fios, cabos e materiais metálicos em Porto Alegre aprovou nesta segunda-feira o seu relatório final, em reunião realizada no Plenário Otávio Rocha, na Câmara Municipal. O documento consolida cerca de quatro meses de investigação, com dez reuniões ordinárias realizadas entre março e junho deste ano, além de depoimentos do prefeito, secretários municipais, concessionárias, forças de segurança, empresas públicas, agências reguladoras e representantes do setor de reciclagem. Entre as principais recomendações estão o endurecimento da fiscalização sobre ferros-velhos, a exigência de pagamento exclusivamente por meios rastreáveis nas transações de sucata e a cassação de alvarás de estabelecimentos flagrados recebendo material ilícito.

Para o presidente da CPI do Furto de Fios, Ramiro Rosário (NOVO), a comissão cumpriu seu papel de investigar as causas do problema e apresentar propostas para fortalecer a legislação e aprimorar as políticas públicas de combate ao furto e à receptação de materiais metálicos. "Nós comprovamos que o furto de fios deixou de ser um problema pontual para se tornar uma verdadeira crise de infraestrutura urbana. O relatório reúne um diagnóstico detalhado do problema e aponta caminhos para aperfeiçoar a legislação e tornar mais efetivo o combate a esse tipo de crime", afirmou.

O relatório conclui que o problema envolve duas pontas distintas. De um lado, pessoas em situação de vulnerabilidade social e dependência química, responsáveis pela maior parte dos furtos; de outro, uma rede estruturada de receptação que compra, escoa e reintegra o material furtado ao mercado, inclusive para outros estados e para o exterior. Segundo os dados reunidos pela CPI, pesquisa do Sindilojas Porto Alegre estima prejuízos de até R$ 241 milhões ao comércio da Capital nos últimos 12 meses. Além disso, órgãos como DMAE, EPTC, Trensurb e concessionárias relataram interrupções frequentes em serviços essenciais, como abastecimento de água, sinalização semafórica, telecomunicações e transporte ferroviário.

Conforme Ramiro, a principal diretriz das recomendações é atacar o elo econômico que sustenta a cadeia criminosa, tornando a receptação mais difícil por meio da rastreabilidade das transações, do endurecimento das regras para o comércio de sucatas, da fiscalização permanente, do uso de tecnologia e da integração entre Município, Estado e União. "Precisamos fechar as brechas que hoje permitem que o cobre furtado seja facilmente comercializado. Medidas como pagamento rastreável, cadastro obrigatório das transações e regras mais rígidas para o funcionamento dos estabelecimentos dificultam a atuação das organizações que lucram com esse mercado ilegal", explicou.

Entre os encaminhamentos finais, o relatório será enviado ao Ministério Público, à Polícia Civil, ao Poder Executivo Municipal, à Assembleia Legislativa, à bancada federal gaúcha e às agências reguladoras ANEEL, ANATEL e AGERGS, para que cada esfera adote as providências de sua competência. A CPI foi composta por doze vereadores, presidida por Ramiro Rosário (NOVO), tendo Marcos Felipi (Cidadania) como vice-presidente e Mariana Lescano (PP) como relatora.


A França nazista

 É nojento ver os garotos franceses "brincando" de Hitler em uma festinha deles. No entanto, há algo que sempre se esquece sobre a França na Segunda Guerra Mundial.


A parte norte do país estava sob ocupação alemã. A parte sul não estava (em roxo no mapa). Essa região ficou conhecida como França de Vichy, pois a sede do governo sul estava naquela cidade.


A França de Vichy não foi colaboracionista. Ela foi aliada da Alemanha nazista. Inclusive, aportou soldados franceses às tropas nazistas.


Portanto, há um número enorme de franceses cujos bisavós, avós e pais foram nazistas. O total aceito de voluntários franceses foi de 40.000, aceitos, inclusive, nas SS. O número de conscritos, recrutados por lei, foi de 130.000.


Principais unidades e números:

 Légion des Volontaires Français contre le Bolchévisme (LVF): Unidade da Wehrmacht formada em 1941. Cerca de 5.800 homens serviram no total (força máxima em torno de 2.300). Lutou principalmente na frente oriental contra os soviéticos.


 SS Volunteer Sturmbrigade France (Brigada Frankreich): Cerca de 1.700-2.000 homens.


 33ª Divisão de Granadeiros Waffen-SS "Charlemagne" (1ª Francesa): Formada em 1944-1945 a partir da LVF, da brigada SS e outros colaboradores (incluindo membros da Milícia Francesa). Teve força máxima de cerca de 7.300-7.400 homens em fevereiro de 1945. Lutou na Pomerânia e, com remanescentes (~300-400), na Batalha de Berlim.


Total de voluntários franceses na Waffen-SS: Estimativas variam entre 18.000 e 22.000.


Artigo, especial - O Itaú e a sua sobreloja de Poá

Artigo, especial - O Itaú e a sua sobreloja de Poá

Este comentário é do Observatório Brasil Soberano.

O maior banco privado da América Latina é também o maior devedor da cidade de São Paulo Em fevereiro de 2019, vereadores da CPI da Sonegação Tributária da Câmara Municipal de São Paulo viajaram até Poá, na Grande São Paulo, para conhecer a sede do Itaucard, braço de cartões do Itaú. O endereço registrado era uma sala de 14 metros quadrados na sobreloja de um supermercado. Em outro imóvel, onde deveriam funcionar cerca de vinte empresas do grupo, encontraram meia dúzia de funcionários cercados por fileiras de mesas vazias. O relatório da CPI concluiu que o ambiente parecia preparado para aparentar uma operação que, na prática, não existia. 

O motivo da mudança era tributário. Enquanto São Paulo cobrava 2% de ISS, Poá cobrava apenas 0,25%. A lei permite que uma empresa transfira sua sede para outro município. O que não é permitido é transferir apenas o endereço. Na CPI, os diretores do banco foram perguntados, sob compromisso legal, quan tos já haviam estado em Poá. Nenhum levantou a mão. 

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Artigo, Jerônimo Goergen - Chega de fazer de conta

Mais uma vez, a Seleção Brasileira decepcionou. A derrota para a Noruega não é apenas um resultado esportivo. É um retrato simbólico de um país que, há muito tempo, acostumou-se a aceitar que a aparência vale mais do que a realidade.


Durante décadas, o Brasil foi sinônimo de excelência no futebol. Hoje, acumulamos justificativas, discursos e promessas, enquanto os resultados ficam cada vez mais distantes da nossa história.


Talvez seja exatamente essa a principal lição que o futebol nos oferece.


Não se vence apenas com tradição. Não basta vestir uma camisa pesada ou viver das glórias do passado. É preciso organização, mérito, planejamento, liderança e compromisso com resultados.


O mesmo vale para o Brasil.


Somos um país com uma das agriculturas mais eficientes do planeta, mas que insiste em tratar o agro como um problema, quando deveria enxergá-lo como uma de suas maiores soluções para gerar riqueza, emprego e desenvolvimento.


Somos uma nação de empreendedores que enfrentam diariamente burocracia, insegurança jurídica e uma carga tributária sufocante, enquanto o Estado cresce sem entregar serviços na mesma proporção.


Assistimos, há anos, a sucessivas ondas de corrupção, desperdício de recursos públicos e promessas que nunca se concretizam. E, muitas vezes, nos acostumamos a isso como se fosse inevitável.


Não é.


O Brasil precisa parar de maquiar seus problemas. Não adianta trocar o técnico se o modelo continua errado. Não adianta mudar os discursos se as práticas permanecem as mesmas.


Precisamos recuperar o valor do mérito, da responsabilidade, da liberdade para produzir e da boa gestão dos recursos públicos. Precisamos de instituições fortes, de segurança jurídica e de um ambiente que premie quem trabalha, investe e gera oportunidades.


Nenhuma seleção volta a ser campeã apenas porque um dia foi. Nenhum país se torna desenvolvido vivendo das lembranças de seu potencial.


O Brasil continua sendo um gigante. Tem território, recursos naturais, um povo trabalhador e uma capacidade extraordinária de produzir riqueza. Mas potencial, sozinho, não vence partidas nem transforma nações.


Talvez a derrota da Seleção sirva como um alerta.


Chega de fazer de conta.


Chega de acreditar que marketing substitui competência.


Chega de imaginar que narrativas resolvem problemas reais.


O Brasil precisa voltar a jogar para vencer. E isso começa quando deixamos de aceitar a mediocridade como destino e voltamos a exigir seriedade, eficiência e resultados.


O verdadeiro adversário nunca foi a Noruega.


É a nossa acomodação.


Jerônimo Goergen

Advogado

Saiba quem são os coordenadores e os marqueteiros das campanhas de Zucco, Juliana, Gabriel e Maranata

O jorna Zero Hora de hoje lista os nomes dos principais coordenadores e esponsáveis pelo marketing dos quatro principais candidatos ao governo do RS:

Luciano Zucco (PL) - Coordenador político da coligação é o presidente do Podemos, Everton Braz, enquanto o jornalista
Marketing - Cleber Benvegnú, ex-chefe da Casa Civil do governador Sartori, MDB.

Juliana Brizola (PDT) - Vieira da Cunha é o responsável pela coordenação-geral. Coordenador da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, Jonatas Ouriques responde pela chefia executiva da campanha.
Marketing - Tiago Brum.

Gabriel Souza (MDB) - A articulação política foi dividida entre MDB e PSD, com um representante de cada partido. Ex-chefe da Casa Civil e secretário-geral de Governo, Artur Lemos (PSD) divide as funções com o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB). A coordenação executiva está a cargo de Janir Branco.
Marketing - Fábio Bernardi.

Marcelo Maranata (PSDB) - Presidente do PSDB, Moisés Barboza coordena a ação política, com o ex-vereador Kevin Krieger chefiando a logística eleitoral.
Marketing - Zeca Honorato

Empregos da semana no RS

 As Agências FGTAS/Sine oferecem 3.314 vagas de emprego no Rio Grande do Sul. Desse total, 84% são efetivas e 15%, temporárias. Ainda, 75% aceitam Pessoas com Deficiência; 76% não exigem experiência e 29% não exigem escolaridade. Por outro lado, 24% exigem Ensino Fundamental completo e 13%, Médio completo.

No que tange ao setor econômico, 36% das vagas pertencem à indústria; 33%, aos serviços; 21%, ao comércio; 8%, à construção e 1%, à agropecuária. A remuneração de 67% das oportunidades de trabalho varia de 1 a 1,5 salários mínimos.

Entre as ocupações com os maiores números de oportunidades abertas no estado, o destaque fica para alimentador de linha de produção, com 539 postos, seguido por auxiliar de logística (454), operador de caixa (145), atendente de lojas e mercados (133), faxineiro (130) e salsicheiro (100). Já em relação aos municípios, as Agências FGTAS/Sine com as maiores quantidades de vagas disponíveis são Erechim, com 490 postos, Nova Santa Rita (451), Teutônia (125), Canoas (121), Novo Hamburgo (105) e Tramandaí (104).

Para se candidatar às vagas de emprego, basta comparecer à Agência FGTAS/Sine mais próxima com documento que contenha CPF e foto. Também é possível candidatar-se pelo portal Emprega Brasil e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os endereços da rede de atendimento da FGTAS estão disponíveis no site.