Artigo, Jerônimo Goergen - Chega de fazer de conta

Mais uma vez, a Seleção Brasileira decepcionou. A derrota para a Noruega não é apenas um resultado esportivo. É um retrato simbólico de um país que, há muito tempo, acostumou-se a aceitar que a aparência vale mais do que a realidade.


Durante décadas, o Brasil foi sinônimo de excelência no futebol. Hoje, acumulamos justificativas, discursos e promessas, enquanto os resultados ficam cada vez mais distantes da nossa história.


Talvez seja exatamente essa a principal lição que o futebol nos oferece.


Não se vence apenas com tradição. Não basta vestir uma camisa pesada ou viver das glórias do passado. É preciso organização, mérito, planejamento, liderança e compromisso com resultados.


O mesmo vale para o Brasil.


Somos um país com uma das agriculturas mais eficientes do planeta, mas que insiste em tratar o agro como um problema, quando deveria enxergá-lo como uma de suas maiores soluções para gerar riqueza, emprego e desenvolvimento.


Somos uma nação de empreendedores que enfrentam diariamente burocracia, insegurança jurídica e uma carga tributária sufocante, enquanto o Estado cresce sem entregar serviços na mesma proporção.


Assistimos, há anos, a sucessivas ondas de corrupção, desperdício de recursos públicos e promessas que nunca se concretizam. E, muitas vezes, nos acostumamos a isso como se fosse inevitável.


Não é.


O Brasil precisa parar de maquiar seus problemas. Não adianta trocar o técnico se o modelo continua errado. Não adianta mudar os discursos se as práticas permanecem as mesmas.


Precisamos recuperar o valor do mérito, da responsabilidade, da liberdade para produzir e da boa gestão dos recursos públicos. Precisamos de instituições fortes, de segurança jurídica e de um ambiente que premie quem trabalha, investe e gera oportunidades.


Nenhuma seleção volta a ser campeã apenas porque um dia foi. Nenhum país se torna desenvolvido vivendo das lembranças de seu potencial.


O Brasil continua sendo um gigante. Tem território, recursos naturais, um povo trabalhador e uma capacidade extraordinária de produzir riqueza. Mas potencial, sozinho, não vence partidas nem transforma nações.


Talvez a derrota da Seleção sirva como um alerta.


Chega de fazer de conta.


Chega de acreditar que marketing substitui competência.


Chega de imaginar que narrativas resolvem problemas reais.


O Brasil precisa voltar a jogar para vencer. E isso começa quando deixamos de aceitar a mediocridade como destino e voltamos a exigir seriedade, eficiência e resultados.


O verdadeiro adversário nunca foi a Noruega.


É a nossa acomodação.


Jerônimo Goergen

Advogado

Saiba quem são os coordenadores e os marqueteiros das campanhas de Zucco, Juliana, Gabriel e Maranata

O jorna Zero Hora de hoje lista os nomes dos principais coordenadores e esponsáveis pelo marketing dos quatro principais candidatos ao governo do RS:

Luciano Zucco (PL) - Coordenador político da coligação é o presidente do Podemos, Everton Braz, enquanto o jornalista
Marketing - Cleber Benvegnú, ex-chefe da Casa Civil do governador Sartori, MDB.

Juliana Brizola (PDT) - Vieira da Cunha é o responsável pela coordenação-geral. Coordenador da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, Jonatas Ouriques responde pela chefia executiva da campanha.
Marketing - Tiago Brum.

Gabriel Souza (MDB) - A articulação política foi dividida entre MDB e PSD, com um representante de cada partido. Ex-chefe da Casa Civil e secretário-geral de Governo, Artur Lemos (PSD) divide as funções com o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB). A coordenação executiva está a cargo de Janir Branco.
Marketing - Fábio Bernardi.

Marcelo Maranata (PSDB) - Presidente do PSDB, Moisés Barboza coordena a ação política, com o ex-vereador Kevin Krieger chefiando a logística eleitoral.
Marketing - Zeca Honorato

Empregos da semana no RS

 As Agências FGTAS/Sine oferecem 3.314 vagas de emprego no Rio Grande do Sul. Desse total, 84% são efetivas e 15%, temporárias. Ainda, 75% aceitam Pessoas com Deficiência; 76% não exigem experiência e 29% não exigem escolaridade. Por outro lado, 24% exigem Ensino Fundamental completo e 13%, Médio completo.

No que tange ao setor econômico, 36% das vagas pertencem à indústria; 33%, aos serviços; 21%, ao comércio; 8%, à construção e 1%, à agropecuária. A remuneração de 67% das oportunidades de trabalho varia de 1 a 1,5 salários mínimos.

Entre as ocupações com os maiores números de oportunidades abertas no estado, o destaque fica para alimentador de linha de produção, com 539 postos, seguido por auxiliar de logística (454), operador de caixa (145), atendente de lojas e mercados (133), faxineiro (130) e salsicheiro (100). Já em relação aos municípios, as Agências FGTAS/Sine com as maiores quantidades de vagas disponíveis são Erechim, com 490 postos, Nova Santa Rita (451), Teutônia (125), Canoas (121), Novo Hamburgo (105) e Tramandaí (104).

Para se candidatar às vagas de emprego, basta comparecer à Agência FGTAS/Sine mais próxima com documento que contenha CPF e foto. Também é possível candidatar-se pelo portal Emprega Brasil e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os endereços da rede de atendimento da FGTAS estão disponíveis no site.