CNBB tira nota para defender pacificação nacional

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou "grave preocupação" com alguns retrocessos no campo da ética. A Carta de Ano-Novo de lideranças católicas foi publicada na última segunda-feira. 

Sobre a democracia no país, a entidade afirma que o ano de 2025 foi marcado por "profundas tensões e retrocessos sociais" que fragilizaram a confiança nas instituições:

- No âmbito da convivência democrática, o ano de 2025 foi marcado por profundas tensões e retrocessos sociais, que deixaram feridas abertas no tecido social. Algumas experiências fragilizaram seriamente a confiança nas instituições e desafiaram as pessoas de boa vontade, que acreditam numa sociedade mais justa e fraterna (....) A democracia é um patrimônio do povo brasileiro que exige cuidado, diálogo e respeito aos freios e contrapesos institucionais (...) Embora imperfeita, ela é terreno fértil onde a justiça e a verdade podem se abraçar (cf. Sl 85,10) e florescer.”

A entidade não fala especificamente em anistia política, mas defende que a nação deve reencontrar o caminho da pacificação, do diálogo e do respeito mútuo, o que sem anistia é impossível.

 Entre os pontos citados pela Igreja, destacam-se:

Conduta de autoridades: o texto denuncia "a perda de decoro e a falta de responsabilidade por parte de algumas autoridades, especialmente do nosso Congresso Nacional”.

Enfraquecimento da ética e o aumento da corrupção na vida pública;

Fragilização dos mecanismos democráticos, por causa de interesses econômicos e disputas de poder;

Flexibilização de marcos legais: a CNBB critica as mudanças na Lei da Ficha Limpa e na Lei Geral do Licenciamento Ambiental;

Ameaças à proteção ambiental e aos povos originários e tradicionais, neste último caso, com a aprovação do marco temporal no Congresso Nacional;

Violência e intolerância: a mensagem condena o discurso de ódio, a manipulação da verdade e o aumento, especialmente, de crimes como o feminicídio;

Pagamento de juros e amortizações da dívida: deixa o país sem capacidade de maior investimento em áreas como educação, saúde, moradia e segurança;

Desigualdade social, que continua marginalizando muitos;

Uso de drogas e o crescimento de “economias ilícitas”.

Um comentário:

  1. Bispos do diabo..foram eles que ajudaram a colocar o ladrão no poder ..vão para o inferno..kkkkkkk

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