Dica do editor - Saiba o que funciona e o que não funciona para acabar com o zumbido no ouvido

A Rede D'Or diz que não existe cura mágica ou remédio milagroso para o zumbido no ouvido, mas o alívio real vem de condutas baseadas em evidências científicas validadas por órgãos como a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), que incluem o uso de aparelhos auditivos, terapia sonora e acompanhamento psicológico.

O que funciona de verdade
Aparelhos auditivos: Indicados quando há perda de audição associada. Eles ampliam os sons do ambiente e ajudam o cérebro a mascarar o ruído interno.
Terapia sonora: Uso de geradores de som ou ruído branco (como sons da natureza ou estática) para diminuir o contraste do zumbido.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a mudar a forma como o cérebro reage ao incômodo, reduzindo o estresse e a ansiedade gerados pelo som.
Tratamento de causas físicas: Correção de problemas na mandíbula (DTM), limpeza de excesso de cera ou controle de alterações metabólicas.

]O que não funciona (e deve ser evitado)
Pílulas milagrosas e suplementos: Extratos como Ginkgo biloba, vitaminas ou complexos vendidos na internet sem registro não possuem eficácia comprovada.Medicamentos sem aval clínico: O uso rotineiro de remédios para dormir, calmantes ou antidepressivos não cura o zumbido e pode trazer efeitos colaterais graves ou dependência

Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - Aconteceu em Santa Rosa

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Na terra em que nasceu e viveu, ninguém noticiou sua partida, na última segunda-feira (10). Nem a longa melancolia que foi devorando, aos poucos, a sua vontade de viver. E assim, sob um silêncio de amém, como cantou João Bosco em De Frente pro Crime, seu Ronaldo Edison Richard morreu do coração, como se costuma dizer na sua Santa Rosa. E de desgosto, por certo, ante a indiferença dos circunstantes. Perseguido por crimes que não cometeu, viu-se, aos 63 anos, indefeso diante da brutalidade de um aparato judicial tirânico.

Em janeiro de 2024, a Polícia Federal esteve na casa de seu Ronaldo, em Santa Rosa. Recolheu e vasculhou seu telefone. Ele não tinha estado em Brasília nos atos de janeiro de 2023, mas era preciso achar algo, qualquer coisa, para alimentar a sanha dos inquéritos de Alexandre de Moraes. A diligência encontrou mensagens em que o idoso ajudava a reunir pessoas para a locação de um ônibus com destino à capital federal, e custeou a passagem de um manifestante. Isso era tudo. Na verdade, era nada. Mas a Procuradoria-Geral da República, que até hoje não viu razão para abertura de inquérito contra Moraes pelas ligações milionárias com o liquidado Banco Master, foi implacável com seu Ronaldo. Enquadrou o idoso como “financiador” de sabe-se lá o quê e o denunciou por cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Moraes, o carrasco da liberdade de imprensa e de tantas outras garantias constitucionais, estava pronto para sentenciar seu Ronaldo, que já estava com seus bens bloqueados. A morte abreviou a excruciante espera por uma pena descabida. “O Brasil ainda vive as consequências de um 8 de janeiro que parece não ter acabado”, disse Ana Maria Cemin, a jornalista gaúcha que se tornou voz essencial na denúncia do arbítrio e da perversidade da juristocracia brasileira. “Três anos e meio depois, já são 11 mortos. Vidas atravessadas por medidas extremas, processos longos, restrições severas e uma máquina estatal que não recuou – nem diante da fragilidade humana.”

A propósito: a lei da dosimetria de penas, tímida correção dos abusos praticados pelo STF, foi promulgada pelo Congresso Nacional há 98 dias. Um único homem, Alexandre de Moraes, engavetou a lei, sob o silêncio cúmplice ou indiferente de quem tem o poder institucional para detê-lo. Mas... instituições? Que instituições? Como escreveu a jornalista norte-americana Mary Anastasia O’Grady no Wall Street Journal, houve, sim, um golpe de Estado no Brasil. Mas quem o promoveu foi a própria Suprema Corte brasileira.