Dica do editor - O que é a próxima fronteira em medicamentos para perda de peso: terapia gênica em dose única

Este material é do The Washington Post deste sáb ado, dia 24 de janeiro.

A terapia gênica em dose única representa a próxima fronteira no tratamento da obesidade, visando transformar o manejo da perda de peso de um processo crônico (injeções semanais ou diárias) para uma intervenção única, de longa duração ou definitiva. Em vez de apenas controlar o apetite momentaneamente, essa tecnologia busca instruir o corpo a regular o peso de forma sustentável, agindo nas causas genéticas ou hormonais da obesidade. 

Aqui está o que define essa inovação:

O Que é a Terapia Gênica para Perda de Peso?

A "Dose Única" ("One-and-Done"): O objetivo principal é uma única aplicação de um material genético que induz o organismo a produzir continuamente GLP-1 (hormônio da saciedade) ou outros agentes, eliminando a necessidade de injeções repetidas.

Mecanismo de Ação: Utiliza vetores (geralmente vírus inofensivos) para entregar um gene às células (como as células do pâncreas ou do tecido subcutâneo), que passam a produzir o agente de perda de peso de forma autônoma e duradoura.

Independência de Comprimidos: Ao contrário dos medicamentos atuais, o paciente não precisa lembrar de tomar remédios diariamente ou de canetas injetáveis semanais. 

Principais Abordagens e Pesquisas Atuais

GLP-1 Pancreático (Fractyl Health): Esta é uma das abordagens mais promissoras. Uma terapia gênica à base de GLP-1 que mostrou em modelos de obesidade (camundongos/porcos) capacidade de manter a perda de peso, superando a semaglutida (Ozempic/Wegovy) em resultados sustentados, sem o efeito rebote após o fim do uso.

Modificação Genética de Células de Gordura (HUMBLE cells): Cientistas estão pesquisando como converter células brancas (que armazenam gordura) em células marrons (que queimam energia), utilizando ferramentas como CRISPR para editar genes específicos.

Bloqueio de Genes da Obesidade (GPR75): Pesquisas foca em "silenciar" ou inibir genes, como o GPR75, cuja inativação protege contra a obesidade.

Prometheus (Plataforma de DNA): Uma plataforma de terapia gênica que utiliza DNA para aumentar a produção de GLP-1 e EX4 (exendina-4), com duração de ação relatada por pelo menos 6 meses em estudos preliminares. 

Vantagens e Desafios

Vantagens: Potencial para emagrecimento duradouro, fim do efeito platô, redução de efeitos colaterais relacionados ao "pico" da medicação (pois a produção é contínua e estável) e custo-benefício a longo prazo.

Desafios: A tecnologia está majoritariamente em fase pré-clínica (testes em animais), com necessidade de validação a longo prazo sobre segurança, risco de efeitos imunes e garantia de que a edição genética não traga efeitos adversos no futuro. 

A expectativa é que essas terapias avancem para testes em humanos nos próximos anos, com o potencial de revolucionar a obesidade como uma doença com cura, em vez de uma condição crônica. 

 

 Uma idosa de 89 anos conseguiu na Justiça a suspensão do reajuste de mais de 1.300% em um plano de saúde. A decisão é da desembargadora Fabiana Azevedo da Cunha Barth, integrante da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que anulou o aumento que elevou 14 vezes a mensalidade do serviço.

A liminar, da última quinta-feira, 15, determinou que a operadora deixe de cobrar os R$ 3.458,42 fixados e restabeleceu provisoriamente o valor de R$ 236,98, aplicando apenas o índice autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para 2025, de 6,06%.

O recurso foi interposto por uma aposentada, que buscava reverter decisão de primeiro grau que havia indeferido a tutela de urgência solicitada em ação movida contra a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI).

A autora afirma que, por decisão judicial transitada em julgado, sua mensalidade havia sido fixada em R$ 236,98 — valor mantido pela operadora por mais de 17 anos, sem incidência de reajustes por faixa etária. Em dezembro de 2025, contudo, foi surpreendida com uma comunicação de aumento para R$ 3.458,42, sob a justificativa de que teria havido um erro sistêmico na aplicação dos reajustes anuais.

Decisão

Ao analisar o pedido, a relatora reconheceu a probabilidade do direito e o risco de dano, destacando que a aplicação concentrada e retrospectiva do reajuste viola a boa-fé objetiva e a legítima confiança da consumidora, além de afrontar decisão judicial anterior.

“A questão central não reside em uma mera substituição de índices de reajuste, mas em uma alteração contratual unilateral, abrupta e de magnitude extrema, implementada após um longo período de estabilidade da relação jurídica”, afirmou a desembargadora.

A magistrada ressaltou ainda que a conduta da operadora — que, por quase duas décadas, cobrou sem ressalvas o valor fixado judicialmente — consolidou na beneficiária a expectativa de estabilidade contratual. O aumento superior a 1.300% impõe, segundo ela, uma desvantagem exagerada e torna excessivamente onerosa a manutenção do vínculo, especialmente considerando a idade da autora, de 89 anos.

RS começa a colher milho

  O Rio Grande do Sul produz 5,7 milhões de toneladas e consome 7 milhões de toneladas de milho por ano e por iso por isso, precisa importar grãos de outros Estados e países. Em 2024, essas aquisições resultaram em uma evasão estimada de R$ 3 bilhões da economia gaúcha.

Ocorreu, ontem, em São Borja, da 13ª Abertura da Colheita do Milho no Rio Grande do Sul. A celebração da safra 2025/2026 ocorreu na propriedade da família Sallet, cenário cercado por um campo dourado de espigas, que foi o palco simbólico da cerimônia. A abertura da colheita ocorre em um cenário de expansão da área cultivada no Rio Grande do Sul, com crescimento próximo de 10%.

Atualmente, o milho é cultivado em 487 dos 497 municípios gaúchos. A produção total está estimada em 5,79 milhões de toneladas, crescimento de 9,45% em relação às 5,29 milhões de toneladas da safra anterior. O avanço é resultado, principalmente, do aumento da área plantada, que alcança 785.030 hectares, alta de 9,31% frente aos 718.190 hectares de 2024/2025. A produtividade média permanece estável, em torno de 7,3 toneladas por hectare.

O preço médio da saca no Estado está em torno de R$ 62, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. 


Artigo, Gilberto Jasper - Brasil, uma vergonha diária

 Artigo, Gilberto Jasper - Brasil, uma vergonha diária

Gilberto Jasper é jornalista, Porto Alegre.

 Cada vez que um amigo “estreia” na condição de pai, repito a mesma frase:

- Não adianta falar, instruir e orientar. Tu sempre serás o melhor exemplo, o espelho dos filhos

Esta lógica também se aplica no cotidiano de todo cidadão. Desde c-do aprendemos a seguir as leis, respeitar a hierarquia e obedecer às autoridades. Mas cá entre nós: que tipo de exemplo vemos todos os dias no rádio, na televisão e através da internet?

O Supremo Tribunal Federal (STF) que deveria ser integrado por pessoas acima de qualquer suspeita, ilibadas e de notório saber jurídico não cansa causar espanto.     Até o escândalo do Banco Master – o maior da história entre tantos roubos, sacanagens e desvios – tivemos um ministro que decide sobre absolutamente tudo e todos. Inclusive sobre temas que sequer deveri-am ser tratados naquele tribunal.

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Artigo, Gilberto Jasper - Brasil, uma vergonha diária

Gilberto Jasper é jornalista, Porto Alegre.

          Cada vez que um amigo “estreia” na condição de pai, repito a mesma frase:

- Não adianta falar, instruir e orientar. Tu sempre serás o melhor exemplo, o espelho dos filhos.

     Esta lógica também se aplica no cotidiano de todo cidadão. Desde c-do aprendemos a seguir as leis, respeitar a hierarquia e obedecer às autoridades. Mas cá entre nós: que tipo de exemplo vemos todos os dias no rádio, na televisão e através da internet?

     O Supremo Tribunal Federal (STF) que deveria ser integrado por pessoas acima de qualquer suspeita, ilibadas e de notório saber jurídico não cansa causar espanto.     Até o escândalo do Banco Master – o maior da história entre tantos roubos, sacanagens e desvios – tivemos um ministro que decide sobre absolutamente tudo e todos. Inclusive sobre temas que sequer deveri-am ser tratados naquele tribunal.

     Tanto poder concentrado na mão de um único ministro causa inúmeros prejuízos para a democracia. O Senado detém o poder constitucional de fiscalizar e coibir abusos. Ocorre que inúmeros senadores são réus em ações que tramitam no STF. E todos sabem que basta um único movimento que desagrade os ministros da “mais alta corte do país” para que os processos envolvendo parlamentares sejam desengavetados e com decisões previsíveis.

       O escândalo de proporções gigantescas que envolve um banco é um barril de pólvora. Há inúmeros “bombeiros” tentando apagar o incêndio de consequências imprevisíveis. Há cabeças coroadas dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – envolvidas até o pescoço com a falcatrua bilionária. E novamente um único ministro detém o poder de concentrar informações, impor sigilo e agir sem dar satisfações.

     Volto ao tema inicial: com que moral se exige de cidadãos comuns a adoção de um comportamento ético? Como bilhões foram desviados, inclusive para fora do país, sem que os órgãos de controle e fiscalização notassem?

     Revolta constatar que basta esquecer um comprovante do médico ou dentista na declaração do Imposto de Renda para ser flagrado pela malha fina. Mas como estes “graúdos de Brasília” desviaram bilhões sem alarde?

     Na minha infância, o desafio dos pais era manter os filhos longe de pornografia e drogas. Hoje é fundamental manter a gurizada longe do noticiário. Quem deveria ser exemplo envergonha o cidadão comum que, através de impostos cada vez mais injustos (vide reforma tributária), sustenta quadrilhas Brasil afora. 

      Uma vergonha!

Artigo, especial - Vai ter Bolsonaro na urna

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano.

Não teve jeito: Tarcísio de Freitas engoliu o orgulho e recuou. A visita a Jair Bol sonaro foi remarcada para a próxima quinta-feira, dia 29. A postagem do anún cio veio carregada: "total apoio e solidariedade" ao ex-presidente, "a quem sou e serei grato e leal". Na tentativa de não deixar dúvidas: "Sou pré-candidato à ree leição do governo de São Paulo" e "vou trabalhar por uma direita unida e forte contra a esquerda". A vitimização de "cansado de levar rasteiras" — semeada por aliados na imprensa — não colou. A pressão da base bolsonarista, como sempre, foi forte. A indignação com a agenda divulgada, que não previa nada relevante para justificar o cance lamento, somada às notícias sobre encontros com a Faria Lima, empresários e marketeiros, aumentou a revolta. Quem plantou isso na imprensa já deveria saber que a estratégia de dobrar a aposta não funcionaria. Mas não foi só pressão das redes que forçou o recuo. A realidade dos números de pesquisas pesou bastante, ainda mais com o histórico de sempre jogar o nome Bolsonaro para baixo. No dia da desistência, a AtlasIntel já mostrava Flávio colado em Lula no 2º turno e mais competitivo que o governador. A pesquisa divulgada no dia seguinte trouxe a pá de cal: a Apex/Futura coloca Flávio vencendo Lula no 2º turno com vantagem de 6,2 pontos, fora da margem de erro. No 1º turno amplia do, Flávio lidera ou empata tecnicamente com Lula em vários cenários. O universo paralelo do trade T desmoronou. Nas redes desses perfis, o show foi de desespero: alguns ainda insistiram na estratégia de dobrar a aposta ("Calma, Flávio vai desistir até o fim de fevereiro"), outros se revoltaram e houve até as já esperadas confissões dos conhecidos isentões: "Não voto em Flávio se Tarcísio fi car fora" e, por fim, a resignação. Ficou bem claro que para determinados grupos nunca foi pelo Brasil — era agenda própria, interesses pessoais. Nada de novo. Quem também vai precisar recalibrar a estratégia é o consórcio PT/imprensa, que plantou incansavelmente a ideia de que Tarcísio é o adversário mais difícil, o mo derado palatável, o que furaria a polarização. Mas uma análise fria desmonta a farsa: se Flávio fosse um adversário "tão fácil", por que o desespero coordenado para desqualificá-lo, enfraquecer a direita e forçar rachas internos? Por que tanto suor para tirá-lo do jogo se era moleza? Simples: eles temem Flávio de verdade. Temem o sobrenome, o eleitorado fiel que não negocia e multiplica votos com um discurso que não muda ao sopro do vento ou de interesses pessoais. Dias atrás, Lula, perguntado sobre qual recado mandaria a Flávio, pediu que ele "não desis tisse". Era parte do joguinho cínico — fingir desprezo enquanto suam frio. O establishment começa a perder o sono. Flávio consolidando-se como o can didato da direita, unificando a base raiz — isso sim ameaça a narrativa de "Lula inevitável". Na cabeça deles, um "moderado" poderia ser contido com acordos; Flávio representa a volta de um modelo que deixou traumas em quem está acos tumado a se servir do Brasil. A direita unida que Tarcísio agora promete colocar seus esforços — espera-se que sem novos recuos — vai atrapalhar cada vez mais a estratégia de quem dava o jogo como jogado, duvidava do real engajamento ou diminuía o poder do nome Bolsonaro na urna. No fundo, eles sabem que 2018 pode se repetir