Davi Coimbra, Zero Hora - O eleitor não tem culpa

O eleitor não tem culpa
As opções têm sido as piores que se pode imaginar

Os petistas defendem as diretas já achando que Lula seria eleito com certeza. Na verdade, Bolsonaro seria eleito com certeza.
Lula, escrevi isso em outras oportunidades, perdeu o trunfo que lhe permitiu a vitória no passado: a aliança com a classe média. A famosa Carta aos Brasileiros, lançada por ele durante a campanha de 2002, foi o estatuto dessa aliança. Isso não existe mais. Lula jamais será eleito presidente outra vez. O PT jamais elegerá outro presidente.
Bolsonaro seria eleito presidente, se houvesse eleições em 2017, por dois motivos. O primeiro, pelo ódio que essa mesma classe média passou a sentir do PT.
O ódio, sabe-se, cega. As pessoas deixam de enxergar que o objeto do seu ódio também pode ter boas qualidades. Assim, as boas qualidades do PT, ou as coisas boas que o PT defende, se tornam igualmente objeto de ódio. É um pensamento binário e reconfortante, de tão fácil. Uma espécie de teorema:
"Eu sou contra o PT.
O PT é a favor do Bolsa Família.
Logo, sou contra o Bolsa Família".
Bolsonaro se consagrou ao afrontar o PT de todas as formas, algumas inclusive grosseiras. Então, as pessoas, querendo afrontar o PT, se acercam de Bolsonaro.
Esse é o motivo número 1 pelo qual esparramo minha convicção na vitória de Bolsonaro, caso houvesse diretas já.
O motivo número 2 é o tempo. Uma eleição feita de afogadilho tira do eleitor o tempo suficiente para conhecer os candidatos. Bolsonaro é um homem que, entre outros despautérios, já se manifestou a favor da tortura, da ditadura e do fechamento do Congresso. Uma busca distraída no YouTube permitirá ao leitor-eleitor ouvir dele a seguinte declaração:
— Através do voto, você não vai mudar nada neste país. Você só vai mudar se um dia nós partirmos para uma guerra civil. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil! Começando com o FHC!
Esse quilate de pensamento só é processado, maturado e finalmente avaliado pelo eleitor com algum tempo de exposição, algo que não ocorreria numa eleição convocada para este ano.
Então, Bolsonaro acabaria se elegendo.
Aí, depois da tragédia, as pessoas diriam: o brasileiro é culpado! É ele quem escolhe essa gente! É ele que vota! Tem que aprender a votar melhor!
Tem? Será que tem?
Veja as opções que seriam oferecidas ao eleitor nessa hipotética eleição em 2017: Lula versus Bolsonaro. O que é pior para o Brasil? O populismo que corrói de dentro para fora ou a truculência que destrói de fora para dentro?
Agora, se você não quiser pensar em hipóteses, pense na realidade: na última eleição presidencial, o eleitor teve como opções, no segundo turno, Dilma e Aécio.
Dilma foi o que se viu. Esqueça a corrupção. Lembre-se apenas de que a maior crise econômica da história do Brasil tem a assinatura dela. E Aécio é o que se vê: um político que achaca empresários e que se manifesta com a linguagem de um vaporzeiro da Lomba do Pinheiro.
Como é que se pode culpar o eleitor?
Essa é uma das tantas tragédias da democracia. A democracia, como método administrativo, é precária e falha. A democracia só é imprescindível por ser a única forma de evitar a tirania. A não ser, é claro, que você eleja um candidato a favor da tirania. Aí, sim. Aí a culpa é toda sua.


O coronel que opera nas sombras de Michel Temer

O coronel João Baptista Lima Filho é amigo de longa data do presidente da República. De coronel da PM, R$ 20 mil mensais, ele acumula, hoje, patrimônio de R$ 15 milhões.

O coronel aposentado entrou no radar da Lava-Jato com a delação da cúpula da JBS. Ricardo Saud, o caixa-forte do grupo, que contou aos procuradores que na reta final da campanha de 2014, mandou entregar 1 milhão de reais em espécie na sede de uma das empresas do militar. O dinheiro, segundo o delator, era parte de um acerto de 15 milhões de reais feito com o presidente e foi entregue ao coronel em espécie “conforme indicação direta e específica de Temer”, nas palavras de Saud. Os investigadores foram atrás do amigo do presidente. Em seu escritório, encontraram ao menos três pacotes de documentos que fizeram surgir a suspeita de que o coronel, além da acusação de receber propina, seria encarregado de resolver pendências financeiras ao clã presidencial.

Entre os pacotes, havia comprovantes de pagamento e recibos de despesas de familiares e também do próprio presidente da República. Em uma caixa plástica azul guardada no subsolo do prédio onde funciona a empresa de João Baptista Lima Filho, também havia recibos de pagamentos de serviços executados durante a reforma da casa da psicóloga Maristela de Toledo Temer Lulia, uma das três filhas do presidente. Entre os papéis, havia ainda comprovantes de pagamentos antigos ligados ao presidente (um deles, de 1998), planilhas com “movimentações bancárias”, programação de pagamentos do escritório político do então deputado Michel Temer e uma coleção de reportagens “sobre corrupção e casos de propina”, como anotou o responsável pela busca.

Todo o material foi encaminhado para a sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Temer nega ter qualquer relação financeira, pessoal ou familiar, com o amigo coronel Lima.

A revista diz que os procuradores comemoraram tudo como um troféu, passando as informações em tempo real para Rodrigo Janot.

Uma das caixas mostrou documentos relativos à reforma da casa da filha de Temer, Maristela de Toledo, que mora numa zona nobre de SP.

Também chamou a atenção dos agentes uma pasta preta com registros de transferência de moeda estrangeira e papéis de uma empresa especializada em transações financeiras na Suiça.


A PGR está escarafunchando as empresas do coronel. Uma delas, a Argeplan, começou a ganhar contratos públicos quando Temer era secretário da Segurança de SP. Os negócios ampliaram-se e no governo Dilma a Argeplan passou a participar de licitações do governo federal. Foi aí que abiscoitou um contrato para Angra 3. O dono da Engevix, José Antunes, uma das construtoras de Angra 3, delatou o coronel, que teria pedido R$ 1 milhão para a campanha do amigo.

Só milagre salva o país

Hannah Arendt parece falar do Brasil de hoje quando pergunta: ‘Será que a política ainda tem de algum modo um sentido?’

Nem será preciso pedir licença à Ciência. O conceito de milagre na política se origina de articulações de Hannah Arendt e se aplica ao nosso horror cotidiano. Inquietante é precisar da esperança de vê-lo surgir neste momento. Um lado kleiniano me cobra: a expectativa do milagre é o reverso de uma penosa situação.

Não era para dar certo, mas o milagre da vida surgiu contra as “impossibilidades infinitas”. Nas ocupações humanas, além do acaso natural, há um fabricante do milagre: o homem é bem dotado para fazê-lo. Não exatamente um milagre econômico, que dispensou a democracia, ou o fraudulento milagre lulopetista, que usaria a democracia para não exercê-la de forma republicana.

A desastrada Dilma Rousseff foi um milagre negativo, que detonou o projeto petista de perpetuação no poder. Deslegitimou-o com má gestão e produziu grave crise econômica.

O impeachment abortou de Brasília alguns dos piores inimigos íntimos da democracia, mas outros iriam surgir em seguida.

E o que dizer do acaso da descoberta do doleiro Alberto Youssef, causando a Operação Lava-Jato, despertando a ação dos procuradores e juízes, os integrantes da Polícia Federal — todos atentos à investigação do que se passa nos porões da República brasileira.

Estes milagres anunciam os que virão para reconstruir a política. Aliás, o que ainda dizer das inexplicáveis manifestações de junho de 2013 em todo o Brasil?

Ao descrédito dos políticos se opõe a dignidade da política, o valor do agir, aquele que, de forma consciente ou não, provoca um processo. A emergência súbita do novo, na percepção histórica de Hannah Arendt, se dá de forma inesperada, imprevisível e, por fim, inexplicável para o raciocínio causal: passa a “figurar como um milagre na conexão dos acontecimentos previsíveis”.

A pensadora alemã, morta em 1975, parece falar do Brasil de hoje, quando pergunta: “Será que a política ainda tem de algum modo um sentido?” Esta questão lhe foi despertada pelo desastre que a política já provocou e ainda é capaz de causar.

Confundir a política com políticos brasileiros da atualidade — de todos os partidos —, ou com a aliança espúria, promíscua e sistêmica com setores do grande capital, que tomou de assalto o Estado, é o mesmo que enterrar a esperança e desacreditar do milagre. De alguma maneira, o cinismo e o descrédito tornam-se cúmplices do que se pretende combater.

Não é por acaso que foi lembrada recentemente a frase do pensador italiano Antonio Gramsci: “O velho resiste em morrer, e o novo não consegue nascer”. Mas este já está em gestação, enquanto aquele prepara o funeral.
Mas o tempo da vida e da morte tem seu próprio critério, e não depende de pressa ou angústia. Não é preciso acreditar em milagre religioso ou sobrenatural — mas rezar menos e agir mais. Há um processo em andamento, homens em ação, aptos a provocar e resgatar a dignidade na política, a ética na gestão. A vida pulsa e reage a seus inimigos. Na ação, os homens, portando bandeira ética, são “aptos a realizar o improvável e o imprevisível”, como diria Arendt.

Jovens brasileiros (Foto: Pixabay)

Paulo Sternick é psicanalista

Anton Karl Biedermann- Zé: Volta rápido para onde estavas que é o teu lugar

José Dirceu ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, condenado em primeira instância a 33 anos de prisão, escreveu hoje um artigo na Folha de São Paulo, que prima pela desfaçatez, pela mentira e pela incitação ao povo brasileiro. Não é possível transcreve-lo no todo mas vou fazê-lo, em alguns trechos entre aspas, mais dignos de observação, com um rápido comentário meu:
"A única solução razoável, antes como agora, é uma catarse,uma revolução política, econômica, social e cultural.Não é posível um acordo com quem rasgou o pacto constitucional de 1988 e atropelou a soberania popular"
Só faltou a palavra "armada".
"A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos".
Logo quem falando. E onde estavam esses corruptos nos governos Lula e Dilma? Certamente, fazendo história.
"Assalta-se a renda do trabalho para garantir o pagamento de juros exorbitantes, a ampliação da taxa de lucro das grandes corporações e a retomada dos fundos públicos pelas camadas mais ricas".
Nos governos Lula e Dilma quanto foram os juros pagos? E o foram para poderem tomar empréstimos necessários ao financiamento do déficit ´publico por eles provocado. Quanto ao lucro das corporações que o digam a JBS e muitos outros. Por sua vez, administração dos fundos publicos nos governos do PT já está sendo alvo de muitas investigações e aguardem só o que ainda virá por aí.
"Não há espaço para conciliação. É necessário, para o bem estar social do país, dar um fim à armadilha de uma falsa harmonia nacional e um ludibrioso salvacionismo contra a corrupção".
Conciliação nunca. Ódio sempre.
"Podemos até vencer (referindo-se às futuras eleições), mas sem ilusões: sob quaisquer circunstâncias, nosso norte é o avanço no rumo de uma revolução política e social, DEMOCRÁTICA (o grifo é meu)."
Como gostam da palavra democracia. Os países mais autoritários da história adoram a palavra. Exemplo maior: RDA -República Democrática Alemã.
"Pela força das ruas, se nossas elites continuarem de costas para a nação"
Quem saqueou e faliu esta Nação? Quantos desempregados eles gerararam? Quantas pessoas morreram ou sofrem com o descalabro do sistema de saúde?

Zé: Volta rápido para onde estavas que é o teu lugar.

QUANDO PERJURAR INFELIZMENTE SE TORNA CLÁUSULA PÉTREA

QUANDO PERJURAR INFELIZMENTE SE TORNA CLÁUSULA PÉTREA
Caros cidadãos brasileiros de bem,
Quando um PRESIDENTE(A) DA REPÚBLICA DO BRASIL toma posse, eis o JURAMENTO que faz, em SESSÃO SOLENE, conforme consta no art. 78, da Constituição:
"PROMETO, DEFENDER e CUMPRIR a Constituição, OBSERVAR as LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO, sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil."
Quando um DEPUTADO FEDERAL toma posse, eis o JURAMENTO que faz, em SESSÃO SOLENE, conforme se infere do art. 4º, §3º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados:
"PROMETO, MANTER, DEFENDER e CUMPRIR a Constituição, OBSERVAR as LEIS, PROMOVER o BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO e sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil".
Da mesma forma ocorre com um SENADOR, quando toma posse, haja vista que também em SESSÃO SOLENE ele faz o seguinte JURAMENTO, conforme consta no art. 4º, §2º do Regimento Interno do Senado Federal:
"PROMETO, GUARDAR a CONSTITUIÇÃO FEDERAL e as LEIS do País, DESEMPENHAR FIEL e LEALMENTE o MANDATO de Senador que O POVO ME CONFERIU e sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil"
A todos estes atos se segue, em alto e bom som as palavras "EU PROMETO" de parte do então empossado.
Após cumprir a formalidade dos respectivos protocolos, o que não se tem, ao longo dos respectivos mandatos é o EFETIVO CUMPRIMENTO dos JURAMENTOS FEITOS.
Por quê?
Porque gentalha, sempre é se sempre será gentalha, independentemente do juramento que fizer.
Não me refiro ao termo gentalha como aqueles que possuíram uma vida economicamente desfavorecida.
Me refiro sim, aos "vileiros morais e sem princípios", aos "chinelões morais e sem princípios" e aos "falidos morais e sem princípios".
A moral, a ética, os mais sólidos princípios e valores não são programas que "se baixam", como quem faz downloads de arquivos da web e após clica em executar.
A moral, a ética e os mais sólidos princípios e valores não estão "na prateleira", porque são, ao meu ver, dons inatos.
Uns atribuirão a culpa ao poder, porque aprenderam nos clássicos que o poder corrompe.
Todavia, a gentalha não aprende em clássico nenhum.
E verdade seja dita, o poder corrompe quem é corrompível e se deixa corromper, quem seja, os sem princípios, os sem valores, os sem ética e sem a mínima compostura para o exercício de ser REPRESENTANTE de quem quer que seja, através de um mandato ou da mais simples procuração.
Culpa de quem foi eleito?
Não. Não apenas.
Façamos nossa autocrítica de posse da luz da verdade.
Culpa, também, de quem os escolheu, votou e os elegeu.
É tapar o sol com a peneira apontar o dedo em riste para alguém que se sabia de antemão "ser o menos pior", ou "ser votado simplesmente por ser amigo", sem ter qualquer condições e sem preencher os requisitos mínimos de quem se espera como RE-PRE-SEN-TAN-TE dos interesses de uma coletividade, ou seja, aquele que não deve sobrepor o particular ao coletivo, ou seja, fazer prevalecer os interesses próprios sobre os interesses de quem lhe constituiu para representar. Mais ainda quando se trata de representar os interesses da base eleitoral que o elegeu, sem fazer disso, um balcão de negócios, para auferir toda espécie de escusas vantagens, para se esbaldar a adornar seu "bom viver", em direção "ao seu próprio umbigo".
Quando PERJURAR os juramentos feitos se torna normal e, em vez de significar a violação da confiança e da credibilidade que depositamos em alguém, passa a ser recebido como uma incorporação que nos enriquece, é porque passamos a consentir, através da apatia e da indiferença, viver no pior dos mundos que há.
É culpa de quem o perjura?
Sim, "por supuesto" que é.
Mas também é culpa de quem sabe de antemão, despido da ingenuidade, que isso irá acontecer, bastando ver que o "pedido de um voto" não se sustenta, se desvia, se dispersa e se esvai para qualquer outro lugar, que não em direção dos olhos de quem aguarda contemplar a verdade.

São nestas ocasiões, verdadeiras oportunidades únicas, para constatamos que na atual classe política que temos, perjurar, infelizmente, se tornou cláusula pétrea.

A CONSTITUIÇÃO E OS DESIGUAIS

A CONSTITUIÇÃO E OS DESIGUAIS

                Reza a Carta Magna, no seu artigo 5º (DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS) que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, ...”.
                Este é um princípio que deveria viger, caso este fosse um país sério. Mas, todos nós sabemos que – em realidade – não é bem assim que funcionam as coisas no nosso pobre Brasil.
                Nesta semana, por exemplo, estourou a notícia de que o ex-ministro da Fazenda dos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff teria uma conta bancaria – não declarada – no exterior.
                O senhor Guido Mantega, com sua fala mansa e língua presa, confessou ser o titular da conta (e do dinheiro – cerca de DOIS milhões de reais) e pediu desculpas ao povo brasileiro por ter escamoteado a falcatrua.
                Ora, se um cidadão qualquer “se equivocar” e declarar ao IR um recibo médico contendo um erro de 100 reais, imediatamente é processado, sofre uma penhora “on line” (BACENJUD), e passa a ser alvo de uma devassa completa, por que razão o senhor Mantega  não recebe o mesmo tratamento? Ele, por acaso, é melhor do que você?
                Montado na sua costumeira arrogância e prepotência, ainda zombou dos pobres mortais alegando que o depósito era fruto de herança. Com isto se configuraram, data vênia, dois crimes: 1º) a ausência de declaração dos valores recebidos – com o respectivo recolhimento do imposto correspondente (se houver); e, 2º) lavagem de dinheiro, por levar a quantia para o exterior através de meios não oficiais.
                Aliás, crimes semelhantes aos praticados pelos “criminosos” Eduardo Cunha e Paulo Salim Maluf, hoje condenados, para gáudio dos mortadelas e petistas em geral.
                Depois de ter sido denunciado em mais de uma delação como o “operador do caixa 2 do PT”, o escroto ainda tem a petulância de dizer que não espera perdão pelo seu ato infracional.
                Bom, era só o que falta para a bagunça completa, ele ser perdoado pelas autoridades. Afinal, o senhor Mantega não pode alegar desconhecimento da lei. Pois, além de ter sido o “mandachuva” da economia nacional nos dois últimos governos federais, também é um mestre em economia.
                Mas, o se poderia esperar de um sujeito que usou uma delicada cirurgia da esposa para evitar ser preso? Pior, só se tivesse feito campanha política em pleno velório de mulher, como seu chefe.
                Repito: o que se poderia esperar de um sujeito cujo comportamento espelha a sua índole?
                A Lava Jato tem o dever de trancafiá-lo numa cela, antes que o PT o sirva como alimento aos peixes. O “língua presa” é um arquivo ambulante e perigoso, profundo conhecedor das falcatruas realizadas, e membro ativo da ORCRIM petista.
                 E assim, de passo em passo, o castelinho de cartas da companheirada vai se desmontando.
                Ele é apenas mais um cidadão “das relações íntimas” do Lula da Silva a ser flagrado. Virá mais uma delação por aí? Ah, com certeza vai ser mais uma mentira, porque NADA que os amigos contam sobre o Lula e a Dilma é verdade...
                Vocês não acham muita coincidência só as denúncias contra os “outros” serem reais?
                Ou: que perseguição abominável a PF está fazendo ao ser vivo mais honesto do planeta.
                Só resta, agora, aplicar a regra constitucional da igualdade!


                Marcelo Aiquel – advogado (31/05/2017)

Post do filho de Teori

Confira o depoimento de Francisco Prehn Zavascki

O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar... até que veio a Lava Jato. A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB. 
O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo? 
O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundado nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão afilho com o ano de 2017. Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!
Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”.  Impeachment já!  Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!