domingo, 26 de julho de 2020

Artigo, Luciano Zuffo, médico do RS - Salvar vidas .... o que é isto, hoje ?

Anos e anos:  faculdade, residência médica, enfim,  muito tempo de estudo  para adquirir o que mais é nobre em qualquer profissão: conhecimento, ciência, carinho, prudência , humanização, .... Ficaria horas buscando adjetivos para tentar salvar vidas!

        Salvar vidas .........o que é isto. hoje?

        Para alguns é esperar que em uma página fabricada da celulose que pertenceu a  um ser , a arvore,   que perdeu a sua  vida para estar na minha mão,  traga a certeza científica que nunca virá? 

Ops! estou muito pessimista!

Quem sabe virá amanhã! 

Não!  É Hoje saiu agora, evidência robusta!!!! Foi realizado pelo maior colegiado que temos, não dá para contestar! 

Quem contestar é um “herege” um “curandeiro”!

Quem é você humilde servo da vida, para contestar os “Deuses Papirais da Evidencia”?

Boa Pergunta:

Quem sou eu? O que eu busco? Para que lutar?
       
 O ser humano desde os primórdios da existência sempre teve o instinto de sobrevivência. Ao caçar para se alimentar observava o seu alimento,  e após a observação,  em tentativa e erro ia aprimorando sua técnica,  e com isso garantia o alimento e o principal de tudo,   a sua sobrevivência.

          Hoje, desde o início da pandemia, somos  constantemente bombardeados com medo, insegurança e morte. Com isso nossa técnica não se aprimora, somos aprisionados com as  programações de vários canais de TV e de rádio, que  diariamente despejam  medicamentos muitos mais tóxicos, dos que os quais eles criticam e desaconselham.  Destruindo o que mais de nobre existe no ser humano que é a esperança.

        Nem nos meus mais distantes pensamentos e divagações,  que aconteciam  nos plantões noturnos,  aos quais as vezes escrorriam por entre meus  dedos  a vida de pacientes graves,  pensei que me depararia com tamanho “frenesi” entre colegas que se debruçaram em papéis e esqueceram o ser humano.

        Vale lembrar que não somos modelos matemáticos, tabelas estatísticas com
media ponderadas, somo humanos, iguais,  mas eternamente diferentes entre nós mesmos.

        Esse ser diferente de cada humano está esquecido, ou está acobertado, quando vejo colegas, sociedades de especialidades, mídia pautando assuntos que até para o maior pesquisador ainda traz dúvidas, mas no padrão atual do politicamente correto vira certeza, vira comemoração, vira a “batalha das evidências”.

        Esquecem-se os diretores e editores dos meios de comunicação,  que atrás da tela,  atrás do rádio, atrás do jornal  está um ser ser humano lendo,  absorvendo, tentando entender:  “que diabos é um estudo randomizado, duplo cego controle”. 
 
Essa p... de  evidência é  a responsável pela minha sobrevivência? 

Onde que é que eu compro a evidencia para manter a minha vida a minha dignidade? 

Se para quem convive com isso diariamente está difícil entender. Imagina para
os “pobres mortais”!         

Quem sabe uma discussão muito mais ampla tenha que ser feita. Fica a dica! 

O “Estado” , neste caso uso “estado”  como forma de exemplificar o poder público, apequenha-se e se esconde dentro de suas entranhas,  não tendo  uma posição firme, contundente e apaziguadora. Com isso traz das trevas a imagem de um gigante assustado que não consegue se decidir para qual lado irá.

        Os “Deuses Papirais da evidencia” por outro lado, , comemoram como uma partida de futebol cada parágrafo, cada vírgula, cada trabalho que aparece e desconcretiza a esperança. Muitos desses deuses perderam a principal ferramenta que é permitida a eles,  a interpretação textual. Isso é grave, Na opnião deste que vos escreve é mais do que grave é maquiavélico!

        “Fique em casa” “ Fique em casa” fique em casa.....fique......em.......!!!!!!! é o eco que ouvimos a meses.

        Mas, Pera ai!  Não tenho mais casa!  Não tenho mais emprego! Não tenho mais família!  Não sou mais ninguém!
Onde está a minha vida? Minha Dignidade? 

          Vida....... ! Tão presente e Tão distante!
Qual o valor da vida ? 

   
         A vida pode representar tudo ou nada, pode ser o começo ou o fim, mas,é única naquele ser humano e é  o que move a todos a procurar a sobrevivência.

        Enquanto muitos continuarão sentados esperando a “pílula papiral da evidencia”, com seu conflito de interesses gritando que o caos vai gerar riqueza e destruindo a vida, vou estar no grupo de beduínos que observam o movimento dos ventos e fogem da possível tempestade de areia,  que pode dizimar a vida de todo o grupo ao qual pertencemos.

        Prefiro voltar no tempo e ser o ingênuo estudante que quer salvar vidas, aprender e interpretar de maneira imparcial os “papiros da enidencia”,  e acima de tudo, ser realmente médico para aquele ser humano único, vivo e extraordinariamente “nú de evidência científica” que está na minha  frente.

  Para que neste momento único eu  possa dar o que existe de melhor para ele,  e salvar a sua vída. E  que ele não se torne mais uma evidência da arrogância, do caos e mais uma vida na  estatística de uma pandemia que alterou todo o contexto “humano” de nossa sociedade.

Dr. Luciano Zuffo Medico Urologista Diretor São Pietro Saúde

3 comentários:

  1. E essas coisas vemos e presenciamos!Evidências!Vejo um homem entrar em uma caixa,sair uma mulher e o homem surgir em outro lugar.Evidente,truque cometido diante de meus olhos que sabem que é truque,nem digo magia.E prestidigitadores são profissionais do engano,isso se espera dos mesmos.Até hoje jamais olharia para um médico com os mesmo olhar dirigido aos ilusionistas.Sei que não será mais como antes.Cade vez que necessário for e certo que será,quando fragilizado diante de um médico minha cabeça ferverá.Curioso,de olho no profissional,certificando me se diante de um sacerdote ou um prestidigitador.

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  2. Difícil a leitura com esse fundo...não pelo contudo que tras, e sim pelo seu colorido. Desisti!

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  3. Seu Unknown26 de julho de 2020 11:48
    Vou falar com o editor para colocar em fundo vermelho com as bandeiras de Cuba e da Venezuela. E de lambuja um monte de gente sofredora desesperada de fome.

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