ex-presidente da Bolívia Evo Morales denunciou publicamente a existência de um plano articulado no interior do Poder Executivo boliviano para realizar sua detenção ilegal e posterior entrega aos Estados Unidos. A acusação ocorre em meio a uma escalada de tensão política no país, marcada por protestos sociais, bloqueios de rodovias e forte disputa em torno de uma nova legislação sobre estados de exceção.



As informações foram divulgadas pela teleSUR, que relata que movimentos sociais e organizações camponesas bolivianas respaldaram a denúncia de Morales e apresentaram detalhes sobre operações de inteligência em curso na região do Trópico de Cochabamba.


Durante pronunciamento, o líder do Movimento ao Socialismo (MAS) afirmou que o governo do presidente Rodrigo Paz revogou normas anteriores e passou a impulsionar uma proposta legislativa que, segundo ele, ameaça direitos humanos e abre caminho para a repressão estatal.


Morales declarou que “a Lei 1341 garantia a vida, os direitos”, mas afirmou que a atual iniciativa em tramitação na Assembleia Legislativa Plurinacional “outorgará licença para assassinar”. Ele também acusou as autoridades de tentar criminalizar a mobilização social e classificou a nova Lei de Regulação dos Estados de Exceção como uma “licença para matar abertamente” sob um regime de impunidade.



Morales cita plano Delta Ñ e acusa governo de preparar captura

Ao detalhar a denúncia, Evo Morales afirmou que haveria uma operação denominada Delta Ñ, cujo objetivo seria viabilizar sua captura e envio aos Estados Unidos. Segundo ele, “o plano do Governo mediante Delta Ñ é como levar Evo Morales aos Estados Unidos”.


O ex-presidente também atribuiu ao ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, uma ordem com prazo definido. De acordo com Morales, Justiniano teria declarado em reuniões de gabinete: “Comigo Evo até 13 de junho, detido ou morto”.


Morales repudiou o que descreveu como uma articulação envolvendo autoridades civis e militares para estruturar rotas de transferência a partir do aeroporto de Viru Viru, com passagem por Buenos Aires ou Lima e destino final em Washington. Para o ex-mandatário, a operação configuraria uma extradição forçada contra o primeiro presidente indígena do Estado Plurinacional da Bolívia.


Movimentos sociais denunciam perseguição e ameaça aos recursos naturais

A denúncia de Evo Moral

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