O governo dos EUA propôs uma tarifa adicional de 12,5% ao Brasil após concluir que o país não possui leis ou fiscalizações eficazes para proibir a entrada de produtos estrangeiros fabricados com trabalho forçado.
A medida integra uma investigação global contra cerca de 60 nações conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Abaixo estão os principais pontos da proposta e do cenário comercial:
Alíquota proposta: 12,5%. O Brasil está no grupo de nações penalizadas com essa taxa (junto com China, Japão e outros), enquanto outros parceiros comerciais enfrentam uma sobretaxa de 10%.
Acumulação de taxas: O anúncio ocorre dias após o USTR propor uma tarifa separada de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais (envolvendo desmatamento, etanol e o sistema Pix).
Se ambas forem aprovadas, o custo para exportar ao mercado americano pode subir significativamente.
O governo brasileiro contestou a investigação, afirmando que a iniciativa americana pode prejudicar as políticas internas consolidadas de combate ao trabalho escravo e que as sanções unilaterais são incompatíveis com as regras da OMC.
A medida não é imediata e está em fase de consulta pública. O USTR receberá contribuições e realizará audiências no início de julho de 2026 para definir quais setores ou produtos específicos serão alvo da cobrança. Certos alimentos e minerais cruciais costumam receber isenções para evitar choques na economia americana.
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