Opinião do editor - O que esperam as entidades empresariais para apoiar a PEC da Oposição ?

Não dá para entender por que razão as entidades empresariais e as pessoas mais lúcidas brasileiras, todos os que defendem a economia de mercado garantida por proteção constitucional, ainda não partiram para a defesa pública e intransigente da PEC alternativa que a Oposição apresentou à atrasada PEC do governo, exatamente a que acaba com a jornada de trabalho de 6 dias por 1 de descanso, a PEC 6 x 1.

A proposta do governo é atrasada, irracional, demagógica, populista e eleitoreira, cujo objetivo é desorganizar a economia brasileira.

A PEC da oposição (PEC 12/2026) é moderna. Ela prioriza a flexibilização trabalhista em vez de proibir expressamente a escala 6x1. O texto defende que a jornada e as escalas sejam definidas por negociação direta entre empregado e empregador, permitindo a remuneração por horas trabalhadas e a adoção de jornadas superiores a 40 horas semanais. Os principais pontos da proposta incluem: 1) contratos flexíveis, sendo que o formato da jornada e os dias de folga deixariam de ter uma regra única na Constituição, dependendo de acordos individuais, coletivos ou convenções sindicais.2) foco na hora trabalhada: a proposta estimula a remuneração baseada estritamente nas horas efetivamente trabalhadas pelo empregado, sem redução obrigatória: Ao contrário do texto aprovado na Câmara dos Deputados — que estabelece carga de 40 horas semanais em 5 dias —, a PEC alternativa não prevê redução de jornada nem fixação de um teto máximo obrigatório, o que mantém a possibilidade de escalas diferentes da 5x2.

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