De acordo com relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), obtido pelo jornal Valor Econômico, Rede Globo, aponta que recursos originados no AlegretePrev, fundo de previdência dos servidores municipais desta cidade do interior do RS, teriam sido desviados após serem aplicados em uma estrutura de investimentos que, anos depois, se conectaria à Bra Equity, empresa que recebeu um empréstimo de R$ 22,8 milhões do Banco Master.
Leia tudo sobre este novo escândalo, desta vez envolvendo outro caso de fundo de previdência de servidores municipais, este gaúcho, mas não o único caso em investigação.
O material a seguir é do jornal Valor e do site Fronteira360.
A história começou em 2017, quando o AlegretePrev investiu R$ 2,5 milhões em um fundo de investimentos, modalidade permitida na época. Segundo a investigação, depois de sair do instituto, o dinheiro passou por uma cadeia de fundos e empresas.
É nessa etapa que a CVM identifica indícios de irregularidades. Os técnicos afirmam que parte dos recursos teria sido desviada por meio de operações simuladas e, posteriormente, transferida para a Bra Equity.
A investigação aponta, por exemplo, que uma suposta compra de apartamentos teria sido usada apenas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. Os valores que teriam sido desviados, porém, não foram divulgados pela CVM.
O AlegretePrev informou que encerrou o investimento em 2019 com retorno positivo. Segundo o instituto, foram recuperados R$ 2.874.079,05, o que representa lucro de R$ 374.079,05 sobre o aporte inicial.
A atual gestão também destacou que esse tipo de aplicação era permitido na época e que as regras para investimentos de regimes próprios de previdência ficaram mais rígidas nos últimos anos.
A investigação da CVM deu origem a um inquérito policial, que segue em andamento, e integra os desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Até o momento, a investigação não atribui irregularidades ao AlegretePrev, mas busca esclarecer o destino de recursos que tiveram origem no fundo de previdência dos servidores do município.
A revelação amplia o alcance do escândalo do Banco Master e coloca Alegrete entre as cidades citadas em uma investigação que ainda pode trazer novos desdobramentos.
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