Missão termina sem mudar cenário socioeconômico do Haiti

Missão termina sem mudar cenário socioeconômico do Haiti
RICARDO SEITENFUS

Treze anos após sua implementação, a Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah) encerra suas atividades com um balanço contraditório.

Em seu ápice, chegou a contar com 12 mil militares e 2.400 policiais. Conservando ao longo de toda a operação seu comando militar, o Brasil foi seu maior contribuinte. Assim, em um rodízio semestral, participaram 37.500 militares (80% do Exército, 19% da Marinha e 1% da Aeronáutica).

A Minustah sofreu 186 baixas, sendo mais da metade por ocasião do terrível terremoto de 12 de janeiro de 2010. A maioria das demais baixas foi provocada por acidentes, suicídios e enfermidades, sendo raros os soldados mortos em combate. Assim, das 27 vítimas brasileiras, nenhuma o foi em ação. Como explicar esta situação?

Por uma razão singela: ao contrário das demais Operações de Paz patrocinadas pelas Nações Unidas, no Haiti não havia e não há guerra. Excetuando-se as gangues de Bel-Air e Cité Soleil —liquidadas em 2006—, durante os 11 anos restantes, os militares da Minustah não enfrentaram inimigos.

Assim se explica também o ceticismo do primeiro comandante da Minustah (julho de 2004 a setembro de 2005), general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ao declarar em 2010 que, "como exercício militar, a Minustah é excelente; no entanto, como operação de paz, ela não tem mais sentido".

Entre 1993 e 2004, a ONU enviou, sem muito sucesso, seis missões militares, policiais e civis ao Haiti, com um custo direto total de US$ 417 milhões.

Por sua vez, o engajamento da Minustah, embora com escasso sentido, consumiu a astronômica soma de US$ 7,2 bilhões. Além desses custos diretos, é necessário adicionar os gastos não cobertos pela ONU e os diferentes programas financiados graças à presença da Minustah. No que diz respeito somente ao Brasil, alcançam R$ 2,5 bilhões.

Quando agregamos a suposta transferência de recursos financeiros pós-terremoto (US$ 5 bilhões), em nome do Haiti foram gastos, no período da vigência do mandato da Minustah (2004-2017), aproximadamente US$ 15 bilhões de dólares, o que faz da ex-pérola das Antilhas o maior receptáculo de ajuda per capita do mundo.

Os resultados são pífios, pois a atual situação socioeconômica do povo haitiano é catastrófica, ainda pior daquela em que se encontrava em 2004.

A falência das ações da comunidade internacional durante este período explica o impressionante fluxo de emigrantes em direção aos países de acolhida tradicional (México, Estados Unidos e Canadá) e, novidade, em direção à América do Sul, especialmente Brasil e Chile.

No início de 2010, estávamos preparando uma "saída de crise". Logo, ocorre o terremoto. Em outubro do mesmo ano, militares do Nepal a serviço da Minustah trazem o vibrião da cólera, vitimando mais de 10 mil pessoas e infectando 800 mil outras.

No fim de novembro, desencadeia-se uma crise político-eleitoral provocada pela Minustah. Esta perde o rumo, e o Brasil e seus aliados latino-americanos deixam de ser protagonistas. Logo o destino do Haiti retorna ao seu leito histórico, sob total influência dos Estados Unidos, Canadá e França.

Para sua desgraça, o Haiti é membro cativo da agenda do Conselho de Segurança da ONU. Não conseguirá deixar de sê-lo, pois é anunciada uma nova missão em substituição à Minustah.

Trata-se da Missão das Nações Unidas para o apoio à Justiça no Haiti (Minujusth), composta por civis e unidades de polícia. Portanto, uma vez mais, os verdadeiros desafios socioeconômicos não serão enfrentados. Prelúdio a novas crises e futuras intervenções militares.


RICARDO SEITENFUS foi representante especial da OEA no Haiti (2006-2011) e autor do livro "Haiti: Dilemas e Fracassos Internacionais" (editora da Unijuí, 2014) 

Artigo, Pedro Lagomarcino - O que é ser de direita e o que é ser de esquerda

- O autor é advogado, Porto Alegre.

O QUE É SER DE DIREITA E O QUE É SER DE ESQUERDA
Certamente você já ouviu falar sobre esta grande dicotomia política: direita e esquerda.
Todavia, mesmo que ela tenha séculos de existência, muito ainda se desconhece sobre seus reais significados e diferenças.
Antes de abordar o assunto, evidentemente, sem a pretensão de esgotá-lo, algo há de ser salientado desde o início: uma coisa é DIZER SER, a outra é REALMENTE SER E SE PAUTAR DE FORMA COERENTE com a ideologia que se escolhe, de modo a permitir que o discurso se circunscreva de forma verdadeira à realidade.
RAZÕES HISTÓRICAS
As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero.
Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).
Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais abastadas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, ao passo que o direito ao conservadorismo.
Dentro dessa perspectiva, salientamos, dessa perspectiva, ser de esquerda presumiria, em tese, lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o bem estar individual.
Atualmente, as causas da ideologia de esquerda foram comPleTamente deturpadas, identificando-se, de forma muito clara, grupos políticos muito coesos em legendas partidárias e a criação de outras tantas legendas de aluguel, chamadas na ciência política de "congêneres", haja vista não possuírem qualquer bandeira ideológica e por não mais atender o clamor dos mais pobres, e sim, para se utilizar da vulnerabilidade social e da condição de pobreza, para se perpetuar no poder.
Na prática, o que se constata, é que os "caciques" de tais legendas de esquerda nunca produziram algo de útil ou relevante, mas através de expedientes pedestres e atávicos, lucram através da bandeira da "justiça social" lobotomizando os desfavorecidos intelectualmente e os que se encontram em condições de vulnerabilidade, através de doutrinação política totalmente desconexa com a realidade, para que a permanência no poder ocorra.
Via de regra (e registro que não encontrei ainda exceções) os caciques sedizentes de esquerda possuem uma vida compleTamenTe diferente daqueles desfavorecidos intelectualmente, em situações de vulnerabilidade social e na condição extrema de pobreza.
É necessário diferenciar algo que o cidadão brasileiro ainda confunde (e muito): ser de direita não quer dizer ser a favor da intervenção militar ou de uma ditadura.
Ora veja, uma intervenção militar e uma ditadura militar, normalmente vêm à tona, através de um sentimento exacerbado de nacionalismo.
Para que ocorra uma intervenção militar e uma ditadura militar, é requisito e condição "sine qua non" que o Estado assuma total controle da nação.
Obviamente, ao se conceber isso, a implicação lógica e óbvia é um Estado interventor, custoso, lento e paquidérmico. Pior, normalmente tais situações vêm à custa da redução de liberdades individuais e de garantias do cidadão de bem, de modo que o Estado passe a ter maior importância do que o indivíduo.
Tanto do ponto de vista da ciência política, quanto do ponto de vista histórico, verdade seja dita, o Brasil nunca possuiu um governo de direita minimamente sério, embora já tenha experimentado, lamentavelmente, décadas de governos retrógrados e autofágicos de esquerda, todos ligados as linhas ideológicas surreais do comunismo marxista. Enfatizo, retrógradas porque insustentáveis por si mesmas e sustentadas apenas com o esforço e o trabalho do cidadão de bem que realmente produz algo de ÚTIL, RELEVANTE e que GERA RIQUEZA.
Ser de direita é, ao fim e ao cabo, ser a favor da redução do tamanho do Estado, é ser a favor da livre iniciativa, da propriedade privada e da liberdade de escolha do indivíduo; o que não encontra qualquer fundamento na intervenção militar e em uma ditadura militar.
Uma intervenção militar e uma ditadura militar só eclodem se, os representantes eleitos, dentro da ordem democrática e na vigência do Estado Democrático de Direito, chegaram ao cúmulo e não conseguem mais criar mecanismos, para resolver questões que fazem dos mandatos a razão de existir. Mais, se o cidadão de bem também não consiga mais contribuir com voz e a vez, para exercer, através da cidadania diária (e não apenas do voto de tempos em tempos), da participação constante e da fiscalização de seus representantes eleitos, bem como por meio de medidas e ações pautadas pela altivez.
Impõe-se colocar a toda evidência, a direita possui, deveras, maior contato e proximidade com o pensamento liberal ou com o pensamento conservador, do que com a intervenção militar e a ditadura militar.
O QUE É SER DE ESQUERDA
- Ser a favor da "justiça social", expressão essa que ninguém até hoje conseguiu definir como funciona, mas todos já sabem quem realmente dela se serve e se beneficia, para se manter no poder;
- Ser a favor da maior intervenção do Estado na vida do cidadão;
- Ser a favor do aparelhamento do Estado, para que ele possa, cada vez mais, intervir;
- Ser a favor que o Estado seja interventor na economia, na educação, na saúde, na segurança e em diversas outras áreas;
- Ser a favor de programas sociais como mecanismos de minimizar as mazelas da vida de pessoas em situação de pobreza e marginalizados;
- Por ser a favor do Estado como interventor, convir que, para atender todo o "cabedal estatal" e intervir em todas as áreas e para "promover" os programas sociais, sempre haverá á necessidade de haver maior tributação, em razão das "necessidades" aumentarem cada vez mais.
O QUE É SER DE DIREITA
- Ser a favor da liberdade;
- Ser a favor da propriedade privada;
- Ser a favor da livre iniciativa;
- Ser a favor da redução do Estado;
- Por ser a favor da redução do Estado, da livre iniciativa, convir que a carga tributária deve ser, deveras, reduzida, haja vista que o Estado passa intervir, cada vez menos, na sociedade e apenas em áreas que são fundamentais, como infraestrutura (para assegurar as condições para autônomos e profissionais liberais trabalharem e para empresas funcionarem, através da manutenção de ruas, estradas, iluminação pública, serviços de saneamento, água e esgoto) e de segurança pública de alto nível;
- Saber que os programas sociais não são utilizados como mecanismos de minimizar as mazelas da vida de pessoas em situação de pobreza e marginalizados, e sim, como currais eleitorais, mediante a manutenção de pobres e marginalizados em condição de vulnerabilidade, para que sejam concedidos benefícios (que não os retiram das condições de vulnerabilidade), em troca do voto;
- Saber que o Estado não produz riqueza por si só. A riqueza é gerada sim através da atividade do cidadão de bem e de empresas, sendo que, para cada ação que o Estado pretenda realizar, haverá sempre a necessidade de haver recursos, os quais sempre são buscados no bolso do cidadão de bem e ou no caixa da(s) empresa(s), através de tributos (impostos, taxas e contribuições de melhoria).
REGISTRO
Portanto, faço questão de deixar registrado que sou, por todas as razões acima expostas, DIREITO e DE DIREITA, com muito orgulho.

Objetivamente, sou um DESTRO nato e ANTICANHOTO de nascimento.​

Números da Expointer 2017:


Público total: 382.642 pessoas

Volume de negócios: R$ 2.035.790.142,62

Faturamento em máquinas: R$ 1.923.226.000,00

Vendas da agricultura familiar: R$ 2.851.010,62

Vendas de animais: R$ 10.613.132,00

Vendas de artesanato: R$ 1.100.000,00


Vendas de veículos: R$ 98.000.000,00

A “NOSSA” AVENIDA CASTELO BRANCO

A “NOSSA” AVENIDA CASTELO BRANCO

                Lá nos anos 70, eu – assim como muitos moradores de P. Alegre – seguia pela free-way (a belíssima rodovia expressa construída, sem a distribuição de propinas, pelo governo militar que alguns fanáticos e ignorantes ainda insistem em chamar de ditadura) na direção ao nosso litoral.
                Alguns milhares de carros chegavam ao início da autoestrada através de uma das melhores obras já erguidas na nossa Capital: A AVENIDA CASTELO BRANCO. Era o caminho natural de saída da cidade.
                Lembro perfeitamente da construção: como as outras obras daquele governo, foi rápida e muito bem feita.
                Pois bem, este ritual de verão (sair pela Av. Castelo Branco, pegar a free-way, e chegar feliz na praia) se repetiu até um vereador – acostumado a adotar medidas demagógicas e populistas para angariar votos – “resolveu” fazer mais uma das suas: propôs, ao arrepio da Lei Orgânica do município, mudar o nome da citada avenida, passando de Castelo Branco para Legalidade e Democracia.
                O intuito era, obviamente, agradar aos esquerdistas que o admiram.
                Vigilantes e sempre muito atentos, um grupo de vereadores da Capital, dentre os quais me honra citar Monica Leal, Guilherme Socias Villela e Reginaldo Pujol, contestaram a ilegalidade; foram à justiça; e viram seu recurso sendo provido pela egrégia 3ª Câmara do TJRS (Tribunal de Justiça do RS) que, reconhecendo a falha legal, determinou a anulação daquela populista mudança de nome.
                Com isto, a despeito da demagogia barata do tal vereador, poderemos voltar a manter – já nesta temporada de verão – o tradicional ritual da viagem para o litoral: Sair pela Av. Castelo Branco (uma homenagem ao marechal ex-presidente que não foi corrupto, nem acobertou falcatruas), pegar a free-way, e aproveitar o verão no litoral.
                Graças à Justiça que nunca dorme e aos vigilantes políticos que não aceitaram a demagogia do populista proponente da alteração, que – mais uma vez – quis “jogar pra torcida”.

                E, “COMME D’HABITUDE”, perdeu! 

Noa da Presidência sobre a nova denúncia de Janot contra Temer

“A suposta segunda delação do doleiro Lúcio Funaro, que estava sob sigilo na Procuradoria- Geral da República (PGR) mas tem vazado ilegalmente na imprensa nos últimos dias, apresenta inconsistências e incoerências próprias de sua trajetória de crimes. Funaro acionou meses atrás a Justiça para cobrar valores devidos a ele pelo grupo empresarial do senhor Joesley Batista. Por alegados serviços prestados, negando que recebesse por silêncio ou para evitar delação premiada.

Ainda não está claro como se deu sua conversão diante do procurador-geral da República. Nem sabemos quais benefícios ele obteve em sua segunda delação, se chegam perto do perdão total e da imunidade eterna concedidos aos irmãos Batista. Que, aliás, acabam de refazer sua delação, demonstrando terem mentido e omitido fatos, sobretudo em relação às falcatruas contra o BNDES. Pegos na falsidade pela Operação Bullish, não tiveram a delação anulada, mas puderam, camaradamente, ‘corrigir’ suas mentiras ao procurador-geral. Sem um puxão de orelhas sequer.

Voltando a Lúcio Funaro, assim o Ministério Público Federal o descreveu há um ano: ‘O histórico profissional de Funaro indica que nenhuma outra medida cautelar (senão a prisão ) seria eficiente e útil para estancar suas atividades ilícitas. Trata-se de pessoa que tem o crime como modus vivendi e já foi beneficiado com a colaboração premiada, um dos maiores incentivos que a Justiça pode conceder a um criminoso, a fim de que abandone as práticas ilícitas. No entanto, prosseguiu delinquindo, mesmo após receber o beneficio. Cuida-se de verdadeira traição ao voto de confiança dado a ele pela Justiça brasileira.’

Qual mágica teria feito essa pessoa, que traiu a confiança da Justiça e do Ministério Público, ganhar agora credibilidade? Repentinamente muda-se o quadro, pois antes ele era uma das ‘pessoas que vivem de práticas reiteradas e habituais de crimes graves, (que) sem qualquer freio inibitório, colocam em risco, concretamente, a ordem pública’. O doleiro, cujo testemunho serve agora para sustentar uma denúncia contra a Presidência da República, foi preso há um ano também por ameaçar de morte seus ex-parceiros comerciais. Segundo relatou a PGR, ele ameaçou matar um idoso de mais de 80 anos (Milton Schahin) e a um outro (Fábio Cleto) prometeu ‘colocar fogo na casa dele com os filhos dentro’.

Agora, diante da vontade inexorável de perseguir o presidente da República, Funaro transmutou-se em personagem confiável. Do vinagre, fez-se vinho.

Quem garante que, ao falar ao Ministério Público, instituição que já traiu uma vez, não o esteja fazendo novamente? Se era capaz de ameaçar a vida de alguém para escapar da Justiça, não poderia ele mentir para ter sua pena reduzida? Isso seria, diante de sua ficha corrida, até um crime menor.

O presidente Michel Temer se resguarda o direito de não tratar de ficções e invenções de quem quer que seja. Jamais obstruiu a Justiça e isso está registrado no diálogo gravado clandestinamente por Joesley Batista –sujeito desmentido pela própria esposa no curso desse processo vergonhoso. No diálogo com Joesley, o presidente afirma não ter feito nada por Eduardo Cunha no STF (prova de não obstrução), e alerta o interlocutor de que contatos com o ex-ministro Geddel Vieira Lima poderiam ser vistos como atos de obstrução de Justiça (ora, querer evitar o crime é forma de se ligar a ele?). A gravação usada pelo seletivo acusador desmente a acusação.

Outro agravante é o fato de o grampeador-geral da República ter omitido o produto de suas incursões clandestinas do Ministério Público. No seu gravador, vários outros grampos foram escondidos e apagados. Joesley mentiu, omitiu e continua tendo o perdão eterno do procurador-geral. Prêmio igual ou semelhante será dado a um criminoso ainda mais notório e perigoso como Lúcio Funaro?


Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.”

Memórias do impeachment e um olhar sobre o futuro

Memórias do impeachment e um olhar sobre o futuro

Há um ano, em 31 de agosto de 2016, com 61 votos favoráveis e apenas 20 contrários, o Senado Federal sacramentava o impeachment de Dilma Rousseff e colocava um ponto final no período de mais de 13 anos de desmantelo do lulopetismo, que tanto infelicitou o Brasil.
Quatro meses depois de a Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo contra a então presidente da República em decorrência dos crimes de responsabilidade por ela cometidos em uma desastrosa gestão, o que levou ao seu afastamento do cargo e à posse de Michel Temer, o país pôde finalmente virar uma das páginas mais tristes de sua história e seguir adiante.
Desde então, apesar de todos os problemas e percalços pelo caminho, não há dúvidas de que avançamos e o país retornou aos trilhos.
O segundo impeachment da história de nossa República começou a ser construído a partir de um encontro que tive com o jurista Hélio Bicudo e a advogada Janaína Paschoal, em São Paulo, ainda quando a cassação de Dilma era considerada improvável por muitos.
A esses importantes nomes do Direito brasileiro, se somou outro notável jurista, Miguel Reale Júnior, e os três foram os grandes responsáveis por viabilizar o pedido de impedimento da presidente e dar sustentação jurídica à peça, que chegou à Câmara com toda a densidade e o embasamento necessários para prosperar.
Em meio a dezenas de outras representações, aquela era certamente uma das mais robustas, detalhadas e bem formuladas – tecnicamente irrepreensível, tanto que foi a escolhida para tramitar na Casa.
Desde o início do processo, o PPS assumiu um papel de protagonista e talvez tenha sido o primeiro dos partidos que faziam oposição ao governo do PT a se manifestar favoravelmente ao impeachment, enquanto algumas forças políticas ainda titubeavam. Aliás, a queda de Dilma começou a se tornar realidade nas ruas, com as maiores mobilizações populares da história da democracia brasileira, que tomaram o Brasil entre 2015 e 2016.
Apenas em um segundo momento, quando o clamor pelo impeachment se tornou irrefreável, o Congresso Nacional assumiu sua posição institucional e cumpriu o papel de levar a questão adiante, atendendo aos anseios da imensa maioria da população.
Ao fim e ao cabo, é forçoso reconhecer que a troca de um presidente nunca é uma medida simples e, invariavelmente, deixa traumas e causa um enorme desgaste a todos. Este é um dos maiores problemas do presidencialismo.
Quando um governo perde a sustentação política ou mesmo descumpre a lei de tal forma que isso enseje a abertura de um processo de impeachment, como foi o caso, o que se tem é um processo demorado, tortuoso, que praticamente paralisa o país até o seu desfecho.
No parlamentarismo, sistema de governo que entendemos ser o ideal também para o Brasil, quanto mais aguda é a crise, mais radical é a solução – que se dá sem traumas institucionais e de forma muito mais célere.
Um ano depois do impeachment, o governo de transição pode apresentar à sociedade uma série de medidas que levaram o Brasil a um outro patamar, no rumo certo para superar a maior crise econômica de nossa história e o perverso legado deixado pelo lulopetismo, com mais de 14 milhões de desempregados.
Foram aprovadas a PEC do Teto dos Gastos Públicos, a MP do setor elétrico, o projeto que desobriga a Petrobras a participar de todos os consórcios de exploração do pré-sal, a Lei de Governança das Estatais, a liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a MP que reformula o Ensino Médio, apenas para citar algumas delas.
Para alcançar tamanho êxito, o governo de transição conta com a sustentação das forças políticas responsáveis pelo impeachment e que se mantêm praticamente na totalidade apoiando a agenda das reformas. Inclusive o PPS, mesmo que o partido tenha decidido se afastar do governo desde o momento em que entreguei o cargo de ministro da Cultura – quando do confuso e obscuro episódio envolvendo a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República –, mas deixando clara a nossa posição favorável à transição e às reformas.
Durante este ano, em uma quadra tumultuada da vida nacional, outro dado que merece ser ressaltado é a inequívoca força das nossas instituições e o avanço do combate à corrupção e às malfeitorias reveladas pela Operação Lava Jato.
O Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Poder Judiciário e os órgãos de fiscalização e controle estão em pleno funcionamento e com total independência para realizar seu trabalho, com acompanhamento cada vez mais assíduo por parte da própria sociedade. Não tenho dúvidas de que sairemos melhores da crise.
Já faz um ano que Dilma, Lula e o PT se tornaram página virada da história e ficaram para trás, embora continuem ensaiando narrativas e discursos vazios como se tivessem condições de retornar ao poder quando bem entendessem.

Apesar das dificuldades, a inflação despencou e hoje é a menor em décadas, a economia dá sinais de recuperação e reformas importantes foram aprovadas ou estão em andamento no Congresso. A responsabilidade pela transição existe e continuará, e ela é a maior segurança de que completaremos a travessia até 2018 e construiremos um país melhor

O “MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO”, FEITO PELO PT

O “MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO”, FEITO PELO PT

         Depois que o energúmeno ex-presidente Lula da Silva cometeu a imperdoável heresia de se comparar a JESUS CRISTO, durante mais um de seus arroubos paranoicos ao discursar certa vez para a tradicional plateia de capachos que o idolatra, o PT repete o conhecido milagre da multiplicação, só que em fotos, onde tenta falsear a verdade e aumentar ardilosamente a quantidade de simpatizantes na já fracassada caravana do boquirroto pré-candidato, nestes dias em curso pelo nordeste brasileiro.
         Ao contrário de Jesus Cristo, que – segundo nos conta a Bíblia sagrada – multiplicou pães para alimentar a uma multidão de discípulos em Betsaida, na Galileia, o famigerado PT não se cansa de usar artifícios espúrios visando “melhorar a sua própria imagem” nas manifestações públicas que envolvem os fanáticos simpatizantes. Fanáticos, ou contratados, não se sabe bem.
         Pois, nesta semana circulou pelas redes sociais uma NOVA FOTO da fracassada caravana Lulopetista, onde os éticos membros da quadrilha de bandidos manipularam dolosa e fraudulentamente uma imagem, inserindo os mesmos grupos de manifestantes várias vezes na mesma cena, misturando-os a outros “mortadelas” para inflar artificialmente a adesão de simpatizantes naquela passeata.
         Não é a primeira vez que tal fraude é flagrada em divulgações do PT, que – certamente desesperado pela péssima situação de rejeição que enfrenta – demonstra não ter a mesma competência utilizada nos crimes que promoveu, neste seu departamento de propaganda.
         E o pior! A falcatrua é tão malfeita que lembra os “apagões verbais” da DilmANTA. Tão notórios que dispensam exemplos.
         Enfim, o PT pretende enganar a quem, agindo assim?
         Todo o brasileiro que costuma usar seus neurônios já se deu conta do fracasso absoluto da campanha eleitoral prévia (que é proibida por lei) que o PT tenta fazer, utilizando até a figura patética do “Lularápio”.
         Restaram, porém, alguns reminiscentes da turma “me engana que eu gosto” sempre dispostos a aplaudir os criminosos e achar que tudo isso não passa de um golpe das zelites para sepultar o sonho bolivariano.
         Como aquele torcedor que continua a cantar marra, mesmo depois de um fiasco do seu time de coração, os fanáticos pelo PT existem; gritam mantras do tipo “golpistas!”; acreditam na inocência do chefe; e são caso para um profundo e demorado estudo psiquiátrico.

         Porque esta, nem FREUD explica!