Dmae pede autorização para contratar empréstimo de R$ 270 milhões


O prefeito em exercício, Gustavo Paim, encaminhou nesta terça-feira, 27, Projeto de Lei à Câmara de Vereadores de Porto Alegre (CMPA) solicitando autorização para a prefeitura contratar operação junto à União, por meio da Caixa Econômica Federal, de valor até R$ 270 milhões. Estes recursos serão utilizados para financiamento do Sistema de Abastecimento de Água Ponta do Arado e para o Programa de Redução e Controle de Perdas nos Sistemas de Abastecimento de Água no Município. A operação está dentro do Programa Avançar Cidades - Saneamento, do Ministério das Cidades.

“A finalidade é ampliar a capacidade de produção e distribuição de água potável por parte do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), além da implantação de melhorias de infraestrutura visando a aperfeiçoar e otimizar o controle de perdas da rede de distribuição de água potável do município”, destaca Gustavo Paim. Para o prefeito em exercício, são projetos importantes que melhorarão a vida de 250 mil moradores das zonas Sul e Leste da cidade. “Além disso, teremos a geração de 2,5 mil empregos entre diretos e indiretos”, lembrou Paim.

O valor total do financiamento é de R$ 259,1 milhões, sendo que R$ 220,7 milhões serão destinados para o Sistema de Abastecimento de Água Ponta do Arado e R$ 38,4 milhões para o Programa de Controle de Perdas. A contrapartida da prefeitura será de R$ 13,6 milhões (R$ 11,6 milhões na Ponta do Arado e R$ 2 milhões para o Programa de Redução e Controle de Perdas).

Projetos do Dmae - Os dois projetos são originados do Dmae. O abastecimento de água Ponta do Arado beneficiará mais de 250 mil moradores nas zonas Sul e Leste. O empreendimento engloba um conjunto de obras que visa a ampliar a cobertura adequada dos serviços a partir de sua implantação, atendendo as áreas com potencial de crescimento nestas regiões e também com o propósito de sanar os problemas pontuais de intermitência no abastecimento.

Embora Porto Alegre tenha o serviço de abastecimento de água universalizado, estima-se que o número de economias atingidas por intermitências em Porto Alegre hoje é de praticamente 90 mil economias (12,5% das economias ativas do município em dezembro de 2016). Já o Programa de Redução e Controle de Perdas nos sistemas de abastecimento de água no município beneficiará mais de 500 mil habitantes em toda a cidade.

O diretor-geral do Dmae, Darcy Nunes dos Santos, confirma essas necessidades e ressalta que a implantação do Sistema de Abastecimento de Água Ponta do Arado pode viabilizar cerca de 60.000 unidades habitacionais, alavancando a construção civil no município.

Redução de custos - Como resultado, além da significativa redução de custos operacionais, uma vez que a setorização proposta vai atingir 20% da malha de rede da cidade (aproximadamente 550 mil habitantes), projeta-se a melhoria da qualidade na prestação de serviços, com menor quantidade de consertos e paradas operacionais, portanto menor intermitência no abastecimento e respondendo com maior agilidade aos eventos operacionais.

Projeta-se que, com o resultado na redução e controle de perdas atingido por este empreendimento, associado à execução da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Ponta do Arado, o Dmae obterá a possibilidade de postergar ou até mesmo eliminar as obras de ampliação no sistema Menino Deus, um dos maiores sistemas de abastecimento do município, a ETA José Loureiro da Silva.

O Programa Avançar Cidades – Saneamento contempla os municípios em três grupos: menos de 50 mil, outro de até 250 mil e, por último, acima de 250 mil habitantes, com obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, redução e controle de perdas, estudos e projetos, plano municipal de saneamento básico.

Confira algumas das ações da Corsan em andamento em Gramado:

Reservatório Apoiado de 3.000 m³ em aço vitrificado na Aldeia do Papai Noel inaugurado e operando; melhorias operacionais no sistema integrado – aumento da capacidade de abastecimento em mais 20% para as duas cidades; contrato de performance para execução de obras e serviços de engenharia, visando o aumento da eficiência operacional nos sistemas de abastecimento de água nos municípios de Bento Gonçalves, Canela, Farroupilha e Gramado. Instalação do Centro de Controle Operacional; Instalação de Reservatório de 30 m³ no bairro Viação Férrea.

Reportagem completa do Estadão de hoje (site do Estadão)


BLOGS
Fausto Macedo
Repórter

Querido amigo
Leia carta de Lula, enviada em maio de 2012 ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; 'é muito gratificante quando vejo as empresas brasileiras atuando em sintonia com os mais altos objetivos dos países do continente africano, apoiando seu desenvolvimento e se associando a empresários locais para que nasçam novos empregos nas economias locais

A denúncia da Operação Lava Jato São Paulo contra o ex-presidente Lula revela uma carta enviada pelo petista ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, em maio de 2012. O documento é uma das provas do Ministério Público Federal contra o petista, acusado por lavagem de dinheiro, e contra o empresário Rodolfo Gianetti Geo, do Grupo ARG, suspeito de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

A acusação, subscrita por onze procuradores da República, afirma que ‘usufruindo de seu prestígio internacional, Lula influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que resultaram na ampliação dos negócios do grupo brasileiro ARG no país africano’. Segundo a Procuradoria da República, em troca, o ex-presidente recebeu R$ 1 milhão dissimulados na forma de uma doação da empresa ao Instituto Lula.

CARO PRESIDENTE OBIANG 
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A carta de Lula é datada de 21 de maio de 2012. No documento Obiang, o petista mencionava um telefonema entre ambos e afirmaram acreditar que Guiné Equatorial poderia ingressar, futuramente, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A carta foi entregue em mãos ao presidente do país africano por Rodolfo Gianetti Geo.

“Caro presidente Obiang,

Querido amigo,

Quero, em primeiro lugar, agradecer pela atenção que o senhor, mais uma vez, me dispensou em sua carta e no telefonema. Minha recuperação progride a passos largos e espero que esta resposta o encontre com a mesma alegria de que gozo agora. É uma grande satisfação conversar novamente sobre as relações entre nossos dois países, Guiné Equatorial e Brasil. Estou otimista quanto às perspectivas da próxima Cúpula de Ministros da CPLP. Acredito que a Guiné Equatorial passará a integrar essa Comunidade, para maior aproximação e apoio mútuo entre os países de língua portuguesa. Além disso, é muito gratificante quando vejo as empresas brasileiras atuando em sintonia com os mais altos objetivos dos países do continente africano, apoiando seu desenvolvimento e se associando a empresários locais para que nasçam novos empregos nas economias locais. Finalmente, envio esta carta através do amigo Rodolfo Geo, que gentilmente se fez portador. Rodolfo dirige a ARG, empresas que já desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas. Espero ter a oportunidade de reencontrá-lo em breve e também de receber aqui uma delegação do seu governo. Por enquanto, receba meus cumprimentos.

Um abraço,

Luiz Inácio Lula da Silva”

Entenda a nova denúncia contra Lula
A reportagem está tentando contato com todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.

Para o Ministério Público Federal, o pagamento de R$ 1 milhão ao Instituto Lula não se trata de doação, mas de vantagem ao petista em virtude de o ex-presidente do Brasil ter influenciado o presidente de outro país no exercício de sua função. Como a doação feita pela ARG seria um pagamento, o registro do valor como uma doação é ideologicamente falso e trata-se apenas de uma dissimulação da origem do dinheiro ilícito, e, portanto, configura crime de lavagem de dinheiro.

Esta é a primeira denúncia da Lava Jato São Paulo contra o ex-presidente. A acusação é subscrita por 11 procuradores da República.

No Paraná, base e origem da operação, a força-tarefa da Procuradoria já levou o petista três vezes para o banco dos réus – em um processo, Lula já foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá.

Os fatos da nova acusação formal teriam ocorrido entre setembro de 2011 e junho de 2012, quando o petista já não era presidente. Como Lula já tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu para ele, mas não para o empresário.

A Lava Jato afirma que a transação que teria levado ao pagamento de R$ 1 milhão destinado ao Instituto Lula começou entre setembro e outubro de 2011. A Procuradoria relata que Rodolfo Giannetti Geo procurou Lula e solicitou ao ex-presidente que interviesse junto ao mandatário da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que o governo daquele país continuasse realizando operações comerciais com o Grupo ARG, especialmente na construção de rodovias.

“As provas do crime denunciado pelo Ministério Público Federal foram encontradas nos e-mails do Instituto Lula, apreendidos em busca e apreensão realizada no Instituto Lula em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba”, informou a Lava Jato.

Na análise dos dados apreendidos no Instituto Lula, segundo a Lava Jato, foi localizado registro da transferência bancária de R$ 1 milhão pela ARG à instituição em 18 de junho de 2016. Recibo emitido pela entidade na mesma data e também apreendido na Operação registrou a ‘doação’ do valor.

O caso envolvendo o Instituto Lula foi remetido à Justiça Federal de São Paulo por ordem do então titular da Operação Lava Jato, Sergio Moro. O inquérito tramita na 2ª Vara Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, que analisará a denúncia do Ministério Público Federal.

COM A PALAVRA, LULA

A denúncia oferecida hoje (26/11/2018) pelos Procuradores da autointitulada “Lava Jato de São Paulo” contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mais um duro golpe no Estado de Direito porque subverte a lei e os fatos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política sem precedentes pela via judicial. É mais um capítulo do “lawfare” que vem sendo imposto a Lula desde 2016

A denúncia pretendeu, de forma absurda e injurídica, transformar uma doação recebida de uma empresa privada pelo Instituto Lula, devidamente contabilizada e declarada às autoridades, em tráfico internacional de influência (CP, art. 337-C) e lavagem de dinheiro (Lei n. 9.613/98, art 1º. VIII).

A acusação foi construída com base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada pelo ex-Presidente Lula, que sequer teve a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento sobre a versão da denúncia antes do espetáculo que mais uma vez acompanha uma iniciativa do Ministério Público – aniquilando as garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal.

Lula foi privado de sua liberdade contra texto expresso da Constituição Federal porque não existe em relação a ele qualquer condenação definitiva; tampouco existe um processo justo. Lula teve, ainda, todos os seus bens bloqueados pela Justiça; busca-se com isso legitimar acusações absurdas pela ausência de meios efetivos de defesa pelo ex-presidente.

Espera-se que a Justiça Federal de São Paulo rejeite a denúncia diante da manifesta ausência de justa causa para a abertura de uma nova ação penal frívola contra Lula.

Cristiano Zanin Martins

Passo Fundo na rota de um esquema bilionário de roubo na exportação de insumos e máquinas agrícolas para a Venezuela


Procuradores da República do RS receberam doTribunal Federal da Suíça extratos de contas e documentos de operações que podem ser o elo entre as propinas pagas por empresas brasileiras para a estatal venezuelana PDVSA e a alta cúpula corrupta Chavista.

Isto é o que informa o site Imprensa Livre, que publica extensa reportagem sobre o caso.

Leia tudo:

A decisão de enviar os documentos para procuradores da República do RS, responsáveis por iniciar as investigações, foi tomada dia 24 de outubro e tornada pública recentemente.
Na orgiem do esquema criminoso estava a PDVSA Agrícola, braço gigante do setor de petróleo que expandiu sua atuação para outros setores da economia durante a presidência do corruptoHugo Chaves. Foi revelado que dirigentes corruptos chavistas usaram um esquema no Brasil para desviar mais de R$ 80 milhões e parte desses recursos acabaram em contas secretas na Suíça.
O esquema criminoso envolvia a exportação de insumos e máquinas agrícolas superfaturados para a Venezuela. A diferença de valores foi parar no bolso de diretores de estatais venezuelanas e alimentou pelos menos quatro empresas offshore. A suspeita, porém, é de que a operação no setor agrícola seja apenas uma pequena parcela de um esquema mais amplo de corrupção daPSDVSA no Brasil, inclusive com construtoras nacionais.
Um dos envolvidos nesse esquema entre as empresas brasileiras e a PDVSA é o operador Osvaldo Basteri Rodrigues. Seria ele também quem cobraria as propinas que, em seguida, eram distribuídas à chefia da estatal. Os detalhes de suas contas na Suíça estarão à disposição dos procuradores gaúchos, que poderão examinar quem pagou e para onde foi o dinheiro da propina.
Investigadores do escândalo confirmaram que a Odebrecht  (sempre ela) foi uma das empresas citadas como tendo sido procurado pelo operador Rodrigues.
O processo começou em 2004, quando a Receita Federal suspeitou de um rápido crescimento de uma empresa de Passo Fundo (RS). Entre 2010 e 2011, a receita da América Trading aumentou deR$ 13 milhões (número do PT) para R$ 251 milhões com “exportação” de produtos agrícolas para a ditadura da Venezuela.
Segundo a PF, a América Trading havia conseguido um contrato para fornecer insumos agrícolas para a estatal venezuelana no valor de US$ 320 milhões (mais de 1 bilhão de reais). Cabia à empresa brasileira comprar máquinas no mercado doméstico, exportar para a Venezuela. Em Caracas, quem recebia a mercadoria e a repassava para a estatal bolivariana era a Tracto América.
As robustas investigações revelaram que o dono da América Trading era sócio oculto da Tracto América, em Caracas. Com detalhes de pagamentos,  a cooperação entre Brasil e Suiça começou em setembro de 2017, quando a Procuradoria da República do Rio Grande do Sul pediu ajuda aos suíços.
O endereço da América Trading Ltda., em Passo Fundo: Rua Teixeira Soares, nº 1075 – Sala 901 – Condomínio Tamandaré – Centro – Passo Fundo-RS.
O Operador Osvaldo Basteri Rodrigues consta como sócio, dono  ou administrador de duas empresas: Intersugar Consultoria Ltda –  CNPJ: 07.844.621/0001-29 – Av. das Nações Unidas, nº 14.401 – 27º andar – Sala 2715 – Vila Gertrudes – São Paulo/SP – Capital Social: 1.000,00
Intersugar Importação e Exportação Ltda – CNPJ: 19.701.736/0001-15 – Av. das Nações Unidas, nº 14.401 – 27º andar – Sala 2715 – Vila Gertrudes – São Paulo/SP – Capital Social: 750.000,00

Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Vaccari viram réus na Justiça Federal do Distrito Federal

São todos corruptos, diz MPF.

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10º Vara Federal do Distrito Federal, aceitou nesta sexta-feira, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2017 contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. 

Com a decisão, os petistas se tornam réus e serão julgados pelas acusações do inquérito conhecido como “quadrilhão do PT”, em que são acusados do crime de organização criminosa.

A denúncia aceita hoje acusa os ex-presidentes de terem liderado, durante seus governos, entre meados de 2003 e maio de 2016, uma organização criminosa que lesou a Petrobras. 

Segundo a acusação formulada por Janot, foram desviados da estatal petrolífera 1,5 bilhão de reais ao longo dos catorze anos em que a suposta organização criminosa vigorou. Conforme as investigações da Operação Lava Jato, os valores possibilitaram o pagamento de propinas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e Engevix, que tinham contratos com a Petrobras.

“Verificou-se o desenho de um grupo criminoso organizado, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura de vínculos horizontais, em modelo cooperativista, nos quais os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, bem como em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e tomadas de decisões mais relevantes”, afirmou o então procurador-geral.

Além das supostas vantagens ao PT, a denúncia sustenta que Lula, Dilma, ministros e demais agentes ainda teriam colaborado para que outras três “quadrilhas”, a do PP, a do “MDB do Senado” e a do “MDB da Câmara”, recebessem recursos da Petrobras. Os desvios teriam chegado a 391 milhões de reais, no caso do PP; 864 milhões, no MDB do Senado; e 350 milhões de reais, no MDB da Câmara. “Nesse sentido, só no âmbito da Petrobras, o prejuízo gerado foi de, pelo menos, 29 bilhões de reais, conforme expressamente reconhecido pelo Tribunal de Contas da União”, afirma a acusação.
Ao aceitar uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o magistrado não faz juízo sobre o mérito da acusação e observa apenas se há indícios suficientes para que a ação penal seja aberta e os acusados sejam julgados, após a oitiva de testemunhas e a apresentação das defesas.

“Considero ser a denúncia idônea e formalmente apta a dar início à presente ação penal contra os denunciados, razão pela qual a recebo em face de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, Antonio Palocci Filho, Guido Mantega e João Vaccari Neto, como incursos nas condutas tipificadas acima (considerando-se na hipótese atos incriminadores a partir da vigência da Lei de Organização Criminosa/Lei n. 12.850/2013)”, decidiu Vallisney de Souza Oliveira.

Ele determinou ainda que os réus devem apresentar respostas à acusação no prazo de 15 dias, fase em que poderão apresentar questões preliminares sobre a denúncia e de interesse das defesas, além de arrolar testemunhas.

Como os crimes de organização criminosa atribuídos a Lula na denúncia estão relacionados a outro processo contra o ex-presidente, que trata de suposto favorecimento à Odebrecht no BNDES em troca de propina, Vallisney decidiu que o petista responderá pelo delito somente na ação do “quadrilhão do PT”. No outro processo, Lula também é acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Workshop apresenta como investir e migrar para os EUA pelo programa EB-5


Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil é o líder das Américas entre os países que mais recebeu Green Card por esta modalidade de visto. Neste ano, o programa é válido até o dia 7 de dezembro.

Porto Alegre vai receber, no dia 28 de novembro (quarta-feira), às 18h30, na sede da Amcham (Rua Dom Pedro II, 861), o workshop “Investir e migrar para os Estados Unidos”, com entrada franca, que já foi realizado em Fortaleza, Recife, Santos, São Paulo, Londrina e Curitiba. As inscrições devem ser feitas pelo site www.programaeb5.com.br/eventos.

O encontro será conduzido pelo advogado George Cunha, titular do escritório Advocacia Internacional George Cunha, que apresentará em detalhes como obter o visto de residência permanente nos Estados Unidos (Green Card) através do programa de investimento EB-5, instituído pelo Congresso Americano em 1990 para promover o crescimento social e econômico dentro de áreas rurais ou com altos níveis de desemprego.

O EB-5 é uma modalidade de visto para imigrantes e exige que o estrangeiro aporte a quantia de US$ 500 mil ou US$ 1 milhão em uma nova empresa dentro do mercado americano, e que essa empresa crie, pelo período mínimo de dois anos, dez novas vagas de empregos para americanos ou residentes legais. O investimento pode ser realizado de forma indireta, em que não há necessidade de intervenção do investidor na condução e administração do empreendimento, ou direta, com a criação de um negócio próprio em áreas pré-estabelecidas, morar próximo ao empreendimento e também cumprir a mesma exigência de geração de empregos.

“O maior diferencial do programa é oferecer a possibilidade de obtenção do visto de residência permanente para o investidor, cônjuge e filhos, abaixo de 21 anos de idade, de uma única vez”, destaca Cunha. “Se bem assessorado, ele também tem a possibilidade de receber de volta os recursos aportados em um prazo de cinco a sete anos, com rendimentos que variam de 0% a 3% ao ano”.

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil é o líder das Américas entre os países que mais receberam Green Card por meio desta modalidade de visto. Em 2017, foram 282 brasileiros que receberam o visto EB-5, seguido pela Venezuela, com 108, e México com 85 vistos, segundo dados oficiais do Departamento de Imigração dos Estados Unidos. Além disto, o Brasil ocupa, atualmente, a terceira posição no ranking mundial de vistos EB-5 emitidos, ficando atrás somente da China e do Vietnã, respectivamente.

Entre os empreendimentos priorizados pelo programa estão construção de hotéis, resorts, casas de repouso para idosos, shopping centers, outlets, concessão de rodovias, restaurantes, construções de estruturas coligadas de torres empresariais e residenciais, franquias, entre outros.

O processo de visto permanente através do programa EB-5 leva em torno de cinco anos, sendo que entre o primeiro e segundo ano o investidor já́ pode transferir-se e morar com sua família nos Estados Unidos após entrevista no consulado americano. O programa é controlado e administrado pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), órgão de gestão do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (DHS).

Programa vale até dezembro e valor deverá sofrer reajuste

O projeto de lei que regulamenta o EB-5 passou pelo senado e pelo congresso norte-americano em setembro e foi assinado pelo presidente Donald Trump. Pela 13ª vez, o programa tem uma curta extensão, válido até 7 de dezembro de 2018. Não houve reajuste do aporte atual de US$ 500 mil, mas provavelmente o valor será reajustado com probabilidade de aumento pelo congresso nos próximos meses. Anualmente, o governo americano reserva 10 mil vistos para o programa EB-5.

Sobre Advocacia Internacional George Cunha

Com mais de 25 anos de pratica jurídica, o escritório Advocacia Internacional George Cunha atua em diversas áreas relacionadas ao Direito Internacional Privado. No Brasil, foi o escritório escolhido pela American Chamber of Commerce (AMCHAM) para divulgar e assessorar investidores brasileiros que desejam ingressar nos Estados Unidos com suas famílias através do visto do Programa EB-5. O escritório foi escolhido ainda pela UGlobal e pela EB5 Investors Magazine como um dos 100 melhores escritórios de imigração do mundo.

SERVIÇO

O quê: Workshop “Investir e migrar para os Estados Unidos”
Quando: Dia 28 de novembro de 2018, quarta-feira, das 18h30 às 21h30
Onde: Amcham Porto Alegre (Rua Dom Pedro II, 861)
Quanto: Entrada franca
Inscrições e mais informações: www.programaeb5.com.br/eventos




Saiba por que o governo Temer deixou tudo engatilhado para a retomada forte da economia


Estão dadas as condições para uma retomada mais forte da economia brasileira no ano que vem. As surpresas positivas com o desempenho econômico nos últimos meses, somadas à melhora das condições financeiras (decorrente da queda do risco país, da apreciação do câmbio, da alta da bolsa e da redução dos juros de longo prazo), permitem que empresas e famílias comecem 2019 em situação mais favorável. Além disso, há capacidade ociosa, a inflação e os juros estão em níveis baixos e indivíduos e corporações passaram por importante desalavancagem nos últimos anos. A recuperação da confiança, iniciada recentemente, e a expectativa de que a agenda de ajuste fiscal e de maior crescimento seja endereçada (e mostre avanços já nos próximos meses) sustentam a nossa projeção de expansão de 2,8% do PIB no próximo ano.

No entanto, essa expansão esperada não deve acontecer na mesma intensidade e velocidade em todas regiões do país. Algumas regiões ainda passam por ajustes importantes do mercado de trabalho, como o Nordeste, o que limita o consumo das famílias. O desempenho ainda contido do setor de construção, dado que algumas cidades se deparam com estoques mais elevados, acaba restringindo a expansão mais disseminada nessas localizações. Da mesma forma, as condições das contas públicas estaduais também têm sido determinantes não só para entender os resultados correntes, mas também para traçar cenários à frente. Como observado nos últimos anos, o bom desempenho do setor agrícola tem favorecido especialmente o Centro-Oeste.

De forma geral, espera-se aceleração do ritmo de crescimento em todas regiões no próximo ano, quando comparamos com o observado em 2018, ao mesmo tempo em que as dinâmicas relativas deverão ser mantidas nesses dois anos. Em 2019, as economias do Centro-Oeste e do Norte, impulsionadas pelo agronegócio e pela  indústria (manufatureira e extrativa), respectivamente, avançarão acima da média nacional (3,2% e 3,1%, nessa ordem). O Sudeste e o Sul, por sua vez, ainda que com desempenhos distintos entre os estados, crescerão 2,8% e 2,9%, alinhados com o esperado para a média nacional. Finalmente, o PIB da região Nordeste deverá mostrar desempenho inferior ao do país, com alta projetada de 2,5%, sustentada pelos segmentos do comércio e de serviços, mas com retomada mais lenta da construção civil.