O jornal Estadão de hoje vazou parte dos diálogos da reunião ministerial na qual Bolsonaro teria ameaçado demitir Moro. Leia:
A primeira intervenção do presidente reproduzida pela AGU foi aproximadamente aos 30 minutos da reunião. A segunda, mais adiante, cerca de 50 minutos depois da primeira fala.
Leia abaixo as falas:
PRIMEIRO TRECHO:
“Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho a inteligência das Forças Armadas que não tem informações; a Abin tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente... temos problemas... aparelhamento etc. A gente não pode viver sem informação. Quem é que nunca ficou atrás da... da... porta ouvindo o que o seu filho ou a sua filha tá comentando? Tem que ver pra depois... depois que ela engravida não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes. Depois que o moleque encheu os cornos de droga, não adianta mais falar com ele. Já era. É informação assim. (referência a nações amigas) Então essa é a preocupação que temos que ter: a questão estratégia. E não estamos tendo. E me desculpe o serviço de informação nosso ... todos... é uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final Não é ameaça, não é extrapolação da minha parte. É uma verdade (...)”
Em depoimento à PF, Moro disse que Bolsonaro cobrou, na reunião ministerial, a substituição do diretor-geral da PF e do superintendente da corporação no Rio, além de ter reivindicado acesso a relatórios de inteligência e informação do órgão. Na terça-feira (12), o presidente declarou que, no encontro, não falou as palavras Polícia Federal e que sua cobrança não se devia à falta de acesso a dados de inteligência ou de investigações, mas a uma insatisfação que tinha em relação à sua segurança pessoal e à de sua família.
O documento entregue pela AGU mostrou que ele citou “PF” (sigla de Polícia Federal) num contexto de insatisfação com a falta de informações de inteligência. “PF” foi relacionada entre os órgãos que, segundo a fala, seriam objeto de sua interferência.
Nesta sexta-feira, Bolsonaro reiterou que sua preocupação era com a segurança e afirmou que, ao falar em interferência, mirava o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), ministério comandado pelo general Augusto Heleno e que é responsável por sua proteção.
SEGUNDO TRECHO:
"Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança da ponta de linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira".
O inquérito no Supremo apura se, ao tentar trocar o superintendente da PF no Rio em ao menos duas ocasiões (no ano passado e neste ano), Bolsonaro buscava blindagem em investigações que podem afetá-lo ou sua família.
Neste trecho, ao falar genericamente sobre trocas, o presidente não cita o superintendente no Rio ou algum outro cargo em específico.
A versão do ex-chefe da Justiça, dada em depoimento à PF, é a de que Bolsonaro avisou no encontro que iria interferir em todos os ministérios e, quanto ao "MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública)", “se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro”, trocaria o diretor-geral e o próprio ministro da Justiça.
O que falou Mourão
Na conversa por videoconferência promovida hoje pelo deputado estadual gaúcho tenente-coronel Luciano Zucco, da qual também participou o presidente do Cremers, Eduardo Trindade, eis o que disse o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República:
• O mundo vai passar por um “rearranjo da geopolítica”. O Brasil deve aproveitar a oportunidade da chamada “destruição criativa” e fortalecer o seu protagonismo
• Brasil precisa se apresentar um lugar seguro para outros países investirem, já que muitos vão transferir produção da China outros lugares
• Somos parceiros estratégicos de muitos países, como os EUA, situação que deve ser consolidada
• Infelizmente no nosso país, na “Casa Brasil”, todos brigam e discutem por questões menores. Existem ataques constantes à pessoa do Presidente da República que, gostando ou não, é o Presidente. Por isso, deixem ele administrar!
• Alguns “entes da federação” têm tomado decisões inconstitucionais, como o “lock down”. Estão prendendo gente que caminha na rua ou que está nadando sozinho na praia. Nisto, está faltando bom senso
• Alguns prefeitos estão pensando exclusivamente na reeleição. É preciso coragem moral para tomar as medidas corretas neste momento de crise
AMAZÔNIA
• O Conselho da Amazônia foi criado em 1995, mas nunca se reuniu. Pedi ao Presidente Bolsonaro para coordenar o grupo ee em março começamos as primeiras ações
• Ilegalidades ocorrem naquela região há muitas décadas, mas infelizmente colocam na conta do Presidente Bolsonar tudo que acontece de errado por lá
• De 2012 para cá, os recursos minguaram e a fiscalização foi relaxada. Ou seja, isto não é uma coisa que acontece agora
• A região tem 5 milhões de km2, o que significa quase 60% de todo o território brasileiro
• Vamos usar as Forças Armadas para dar segurança e logística às equipes de fiscalização. As Forças Armadas não irão substituir o IBAMA ou CNBio, mas dará segurança aos servidores para que cumpram as suas funções
• Dizem que com a pandemia está ocorrendo um “genocídio indígena”, o que é mentira. Temos 750 mil índios e 320 casos de Covid-19. Um total de 220 mil foram recuperados e houve19 óbitos entre esta população
ECONOMIA
• Precisa ficar claro que o governo está fazendo todos os esforços, com socorro às pessoas e às empresas
• O ministro Paulo Guedes está fazendo estudo para promover a desoneração/redução de impostos. Estamos em período de deflação porque não temos demanda, nem oferta
MEDICINA
• Diversos hospitais privados estão vazios. EM BSB, há muitas UTIs vazias
• Após a pandemia, teremos uma segunda onda na Medicina, com uma verdadeira escalada das pessoas que têm outras doenças que irão em busca de atendimento que por enquanto está suspenso ou comprometido
• Temos, sim, sérios problemas, mas o nosso país já superou outras crises. Há 100 anos nossos avós saíam de uma Guerra Mundial. Depois veio a gripe espanhola, seguida da grande depressão e da 2ª Guerra Mundial. Este pessoal foi forjado na dificuldades.
• O mundo vai passar por um “rearranjo da geopolítica”. O Brasil deve aproveitar a oportunidade da chamada “destruição criativa” e fortalecer o seu protagonismo
• Brasil precisa se apresentar um lugar seguro para outros países investirem, já que muitos vão transferir produção da China outros lugares
• Somos parceiros estratégicos de muitos países, como os EUA, situação que deve ser consolidada
• Infelizmente no nosso país, na “Casa Brasil”, todos brigam e discutem por questões menores. Existem ataques constantes à pessoa do Presidente da República que, gostando ou não, é o Presidente. Por isso, deixem ele administrar!
• Alguns “entes da federação” têm tomado decisões inconstitucionais, como o “lock down”. Estão prendendo gente que caminha na rua ou que está nadando sozinho na praia. Nisto, está faltando bom senso
• Alguns prefeitos estão pensando exclusivamente na reeleição. É preciso coragem moral para tomar as medidas corretas neste momento de crise
AMAZÔNIA
• O Conselho da Amazônia foi criado em 1995, mas nunca se reuniu. Pedi ao Presidente Bolsonaro para coordenar o grupo ee em março começamos as primeiras ações
• Ilegalidades ocorrem naquela região há muitas décadas, mas infelizmente colocam na conta do Presidente Bolsonar tudo que acontece de errado por lá
• De 2012 para cá, os recursos minguaram e a fiscalização foi relaxada. Ou seja, isto não é uma coisa que acontece agora
• A região tem 5 milhões de km2, o que significa quase 60% de todo o território brasileiro
• Vamos usar as Forças Armadas para dar segurança e logística às equipes de fiscalização. As Forças Armadas não irão substituir o IBAMA ou CNBio, mas dará segurança aos servidores para que cumpram as suas funções
• Dizem que com a pandemia está ocorrendo um “genocídio indígena”, o que é mentira. Temos 750 mil índios e 320 casos de Covid-19. Um total de 220 mil foram recuperados e houve19 óbitos entre esta população
ECONOMIA
• Precisa ficar claro que o governo está fazendo todos os esforços, com socorro às pessoas e às empresas
• O ministro Paulo Guedes está fazendo estudo para promover a desoneração/redução de impostos. Estamos em período de deflação porque não temos demanda, nem oferta
MEDICINA
• Diversos hospitais privados estão vazios. EM BSB, há muitas UTIs vazias
• Após a pandemia, teremos uma segunda onda na Medicina, com uma verdadeira escalada das pessoas que têm outras doenças que irão em busca de atendimento que por enquanto está suspenso ou comprometido
• Temos, sim, sérios problemas, mas o nosso país já superou outras crises. Há 100 anos nossos avós saíam de uma Guerra Mundial. Depois veio a gripe espanhola, seguida da grande depressão e da 2ª Guerra Mundial. Este pessoal foi forjado na dificuldades.
LIMITES E RESPONSABILIDADES
Antonio Hamilton Martins Mourão
VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Nenhum país do mundo vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos. Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades constituídas.
A esta altura, está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança. A crise que ela causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado.
Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos.
O primeiro é a polarização que tomou conta de nossa sociedade, outra praga destes dias que tem muitos lados, pois se radicaliza por tudo, a começar pela opinião, que no Brasil corre o risco de ser judicializada, sempre pelo mesmo viés. Tornamo-nos assim incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia.
O segundo ponto é a degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável, governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União.
Em O Federalista – a famosa coletânea de artigos que ajudou a convencer quase todos os delegados da convenção federal a assinarem a Constituição norte-americana em 17 de setembro de 1787 –, John Jay, um de seus autores, mostrou como a “administração, os conselhos políticos e as decisões judiciais do governo nacional serão mais sensatos, sistemáticos e judiciosos do que os Estados isoladamente”, simplesmente por que esse sistema permite somar esforços e concentrar os talentos de forma a solucionar os problemas de forma mais eficaz.
O terceiro ponto é a usurpação das prerrogativas do Poder Executivo. A esse respeito, no mesmo Federalista outro de seus autores, James Madison, estabeleceu “como fundamentos básicos que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo”, uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la.
Na obra brasileira que pode ser considerada equivalente ao Federalista, Amaro Cavalcanti (Regime Federativo e a República Brasileira, 1899), que foi ministro de Interior e ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou, apenas dez anos depois da Proclamação da República, que “muitos Estados da Federação,
ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé”, algo que vem custando caro ao País.
O quarto ponto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável.
Esses pontos resumem uma situação grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País.
Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte.
Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de saúde a produção e consumo, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo.
Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas.
Saiu o calendário de pagamento da segunda parcela da ajuda de R$ 600,00
O governo federal publicou nesta sexta-feira (15) o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial. Os valores serão pagos aos beneficiários a partir da próxima segunda-feira (18) e seguem até 13 de junho deste ano.
A parcela é de R$ 600, sendo que mães solteiras chefes de família têm direito a duas cotas, totalizando R$ 1.200.
Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), aqueles que já receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril deste ano vão ter o crédito depositado na poupança social digital aberta em seu nome.
Veja as datas de pagamento da segunda parcela do auxílio:
Recebimento em Poupança Social
Nestas datas, os recursos estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito virtual.
Nascidos em janeiro ou fevereiro: 20 de maio
Nascidos em março ou abril: 21 de maio
Nascidos em maio ou junho: 22 de maio
Nascidos em julho ou agosto: 23 de maio
Nascidos em setembro ou outubro: 25 de maio
Nascidos em novembro ou dezembro: 26 de maio
Saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família
NIS 1: 18 de maio
NIS 2: 19 de maio
NIS 3: 20 de maio
NIS 4: 21 de maio
NIS 5: 22 de maio
NIS 6: 25 de maio
NIS 7: 26 de maio
NIS 8: 27 de maio
NIS 9: 28 de maio
NIS 0: 29 de maio
Saque em espécie para Poupança Social e demais públicos
Nascidos em janeiro: 30 de maio
Nascidos em fevereiro: 1º de junho
Nascidos em março: 2 de junho
Nascidos em abril: 3 de junho
Nascidos em maio: 4 de junho
Nascidos em junho: 5 de junho
Nascidos em julho: 6 de junho
Nascidos em agosto: 8 de junho
Nascidos em setembro: 9 de junho
Nascidos em outubro: 10 de junho
Nascidos em novembro: 12 de junho
Nascidos em dezembro: 13 de junho
Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, um projeto do Congresso Nacional que inclui mães solteiras adolescentes como beneficiárias do auxílio emergencial. Segundo a regra anterior, apenas maiores de 18 anos tinha direito ao dinheiro.
VEJA TAMBÉM
A parcela é de R$ 600, sendo que mães solteiras chefes de família têm direito a duas cotas, totalizando R$ 1.200.
Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), aqueles que já receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril deste ano vão ter o crédito depositado na poupança social digital aberta em seu nome.
Veja as datas de pagamento da segunda parcela do auxílio:
Recebimento em Poupança Social
Nestas datas, os recursos estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito virtual.
Nascidos em janeiro ou fevereiro: 20 de maio
Nascidos em março ou abril: 21 de maio
Nascidos em maio ou junho: 22 de maio
Nascidos em julho ou agosto: 23 de maio
Nascidos em setembro ou outubro: 25 de maio
Nascidos em novembro ou dezembro: 26 de maio
Saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família
NIS 1: 18 de maio
NIS 2: 19 de maio
NIS 3: 20 de maio
NIS 4: 21 de maio
NIS 5: 22 de maio
NIS 6: 25 de maio
NIS 7: 26 de maio
NIS 8: 27 de maio
NIS 9: 28 de maio
NIS 0: 29 de maio
Saque em espécie para Poupança Social e demais públicos
Nascidos em janeiro: 30 de maio
Nascidos em fevereiro: 1º de junho
Nascidos em março: 2 de junho
Nascidos em abril: 3 de junho
Nascidos em maio: 4 de junho
Nascidos em junho: 5 de junho
Nascidos em julho: 6 de junho
Nascidos em agosto: 8 de junho
Nascidos em setembro: 9 de junho
Nascidos em outubro: 10 de junho
Nascidos em novembro: 12 de junho
Nascidos em dezembro: 13 de junho
Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, um projeto do Congresso Nacional que inclui mães solteiras adolescentes como beneficiárias do auxílio emergencial. Segundo a regra anterior, apenas maiores de 18 anos tinha direito ao dinheiro.
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Artigo, Hamilton Mourão - Limites e responsabilidades
Em artigo em que prega “limites e responsabilidades“, na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) critica o “estrago institucional” e diz que “há tempo para reverter o desastre”.
O ex-presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro que se lançou à política partidária afirma que mais do que uma crise sanitária e econômica, a pandemia pode vir a gerar uma convulsão social, que traria consequências de “segurança” ao país. Sendo a crise “política”, segundo Mourão, ela só pode ser enfrentada pela “ação do Estado”
“Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos”.
AI-5
A primeira – e principal – crítica de Mourão é em relação à “praga da polarização”, em que começa a discorrer um ato aos moldes do AI-5, com repressão direta ao trabalho da imprensa.
“A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia”, escreve Mourão.
O segundo ponto, segundo o general, é o que ele chama de “degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável”.
“Governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União”.
Ante a essa proposta, Mourão enumera a “usurpação das prerrogativas do Poder Executivo” na sequência, com críticas diretas ao que o governo classifica como interferências no poder do presidente por “juízes de todas as instâncias e procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la”.
“‘Mitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé’, algo que vem custando caro ao País”, citando obra do ex-ministro do STF no início da República, Amaro Cavalcanti.
Para finalizar, Mourão critica o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País ‘como ameaça a si lançamesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global’”.
Para ele, uma “acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável”.
Mourão diz que a “catástrofe do desemprego que está no horizonte”.
“Há tempo para reverter o desastre.Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas”.
O ex-presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro que se lançou à política partidária afirma que mais do que uma crise sanitária e econômica, a pandemia pode vir a gerar uma convulsão social, que traria consequências de “segurança” ao país. Sendo a crise “política”, segundo Mourão, ela só pode ser enfrentada pela “ação do Estado”
“Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos”.
AI-5
A primeira – e principal – crítica de Mourão é em relação à “praga da polarização”, em que começa a discorrer um ato aos moldes do AI-5, com repressão direta ao trabalho da imprensa.
“A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia”, escreve Mourão.
O segundo ponto, segundo o general, é o que ele chama de “degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável”.
“Governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União”.
Ante a essa proposta, Mourão enumera a “usurpação das prerrogativas do Poder Executivo” na sequência, com críticas diretas ao que o governo classifica como interferências no poder do presidente por “juízes de todas as instâncias e procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la”.
“‘Mitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé’, algo que vem custando caro ao País”, citando obra do ex-ministro do STF no início da República, Amaro Cavalcanti.
Para finalizar, Mourão critica o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País ‘como ameaça a si lançamesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global’”.
Para ele, uma “acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável”.
Mourão diz que a “catástrofe do desemprego que está no horizonte”.
“Há tempo para reverter o desastre.Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas”.
MEC anuncia datas para inscrições no Sisu e
Os programas utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o acesso de estudantes ao ensino superior
Os principais programas de acesso ao ensino superior do Ministério da Educação (MEC) já ganharam datas de inscrição para o segundo semestre. As datas foram anunciadas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira, 11 de maio.
Confira o período de inscrição para cada programa no segundo semestre:
Sistema de Seleção Unificada (Sisu): de 16 a 19 de junho de 2020; Programa Universidade para Todos (ProUni): de 23 a 26 de junho de 2020; Fundo de Financiamento Estudantil (Fies): 30 de junho a 3 de julho de 2020. Os programas utilizam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o acesso ao ensino superior. As iniciativas permitem o ingresso em instituições de ensino superior públicas e privadas.
O primeiro passo para o início do processo seletivo do segundo semestre é a publicação de edital para que as instituições possam manifestar interesse em aderir aos programas. Com isso, será possível conhecer o número de bolsas ofertado e quais cursos, por exemplo, estarão disponíveis para os estudantes.
Sisu - O estudante que participou do Enem de 2019 e quer estudar em uma universidade federal pode realizar a inscrição no Sisu em 2020. Para concorrer a uma vaga pelo programa, é preciso ter obtido uma nota acima de zero na redação.
Prouni - Já quem estiver de olho em instituições privadas de ensino superior pode concorrer a bolsas integrais (100%) e parciais (50%) por meio do ProUni. Para se inscrever na iniciativa, o estudante que participou do Enem deve ter obtido média de ao menos 450 pontos e não ter zerado a redação.
Fies - O candidato também pode concorrer a uma vaga no ensino superior pelo Fies. O programa concede financiamento a estudantes em cursos superiores privados. Para participar, o candidato que participou do Enem precisa ter desempenho de pelo menos 450 pontos nas provas e não zerar a redação.
Os principais programas de acesso ao ensino superior do Ministério da Educação (MEC) já ganharam datas de inscrição para o segundo semestre. As datas foram anunciadas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira, 11 de maio.
Confira o período de inscrição para cada programa no segundo semestre:
Sistema de Seleção Unificada (Sisu): de 16 a 19 de junho de 2020; Programa Universidade para Todos (ProUni): de 23 a 26 de junho de 2020; Fundo de Financiamento Estudantil (Fies): 30 de junho a 3 de julho de 2020. Os programas utilizam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o acesso ao ensino superior. As iniciativas permitem o ingresso em instituições de ensino superior públicas e privadas.
O primeiro passo para o início do processo seletivo do segundo semestre é a publicação de edital para que as instituições possam manifestar interesse em aderir aos programas. Com isso, será possível conhecer o número de bolsas ofertado e quais cursos, por exemplo, estarão disponíveis para os estudantes.
Sisu - O estudante que participou do Enem de 2019 e quer estudar em uma universidade federal pode realizar a inscrição no Sisu em 2020. Para concorrer a uma vaga pelo programa, é preciso ter obtido uma nota acima de zero na redação.
Prouni - Já quem estiver de olho em instituições privadas de ensino superior pode concorrer a bolsas integrais (100%) e parciais (50%) por meio do ProUni. Para se inscrever na iniciativa, o estudante que participou do Enem deve ter obtido média de ao menos 450 pontos e não ter zerado a redação.
Fies - O candidato também pode concorrer a uma vaga no ensino superior pelo Fies. O programa concede financiamento a estudantes em cursos superiores privados. Para participar, o candidato que participou do Enem precisa ter desempenho de pelo menos 450 pontos nas provas e não zerar a redação.
Entrevista, Roger Klafke, Sebrae RS - Restaurantes, bares e lancherias sofrem muito mais em Porto Alegre, onde o retorno das atividades está proibido
ENTREVISTA
Roger Klafke, especialista em competitividade, Sebrae RS
rogerk@sebraers.com.br
Se este fechamento dos restaurantes, bares e lancherias em Porto Alegre prologar-se além do dia 31, o que acontecerá com este setor na Capital, porque no restante do Estado já abriu tudo ?
Os números da Abrasel falam em 20% de empreendimentos que fecharão. O problema é que sabemos que as micro e pequenas empresas, neste caso também a enorme maioria de restaurantes, bares e lancherias, poderiam sobreviver 20 dias com o fluxo de caixa que tinham, mas este prazo já passou de muito em Porto Alegre. Porto Alegre sofre muito mais, porque está proibido o retorno às atividades, já que na maior parte do Estado todos os municípios reabriram os negócios. Outras localidades, como Passo Fundo, as operações também estão proibidas.
Que números vocês têm sobre a expectativa desses micro e pequenos empresários do setor ?
A mais recente pesquisa que fizemos, revela o seguinte quadro: manter o negócio, 47%; reformatar, 25%; reduzir, 16%; expandir, 10%; fechar, 2%.
Qual é o tamanho do impacto no setor ?:
80% registram impactos devastadores. 60% dos negócios perderam até 70% do movimento que tinham. Refiro-me aos que não tinham foco forte em delivery ou nem operavam com tele-entrega, mas os demais também sofrem muito.
Algum outro setor sofre tanto ?
Acho que não. Mesmo quem reabriu, como é o caso do restante do Estado, fora Porto Alegre, que continua com tudo fechado, enfrenta medidas mitigatórias e muita cautela por parte dos consumidores. Estamos prestando consultorias na Serra e percebemos isto. Casas com bufês enfrentam enormes desconfianças.
E o delivery?
Há pelo menos dois anos estamos advertindo para a importância deste modelo de negócio. Quem aderiu forçado, divide o mercado com quem já o domina.
Que ajuda vocês podem fornecer ?
Temos condições de ajudar muito na prevenção e na preparação para o retorno. Formatamos até uma "Cartilha para Quando Voltar". Falem conosco.
Roger Klafke, especialista em competitividade, Sebrae RS
rogerk@sebraers.com.br
Se este fechamento dos restaurantes, bares e lancherias em Porto Alegre prologar-se além do dia 31, o que acontecerá com este setor na Capital, porque no restante do Estado já abriu tudo ?
Os números da Abrasel falam em 20% de empreendimentos que fecharão. O problema é que sabemos que as micro e pequenas empresas, neste caso também a enorme maioria de restaurantes, bares e lancherias, poderiam sobreviver 20 dias com o fluxo de caixa que tinham, mas este prazo já passou de muito em Porto Alegre. Porto Alegre sofre muito mais, porque está proibido o retorno às atividades, já que na maior parte do Estado todos os municípios reabriram os negócios. Outras localidades, como Passo Fundo, as operações também estão proibidas.
Que números vocês têm sobre a expectativa desses micro e pequenos empresários do setor ?
A mais recente pesquisa que fizemos, revela o seguinte quadro: manter o negócio, 47%; reformatar, 25%; reduzir, 16%; expandir, 10%; fechar, 2%.
Qual é o tamanho do impacto no setor ?:
80% registram impactos devastadores. 60% dos negócios perderam até 70% do movimento que tinham. Refiro-me aos que não tinham foco forte em delivery ou nem operavam com tele-entrega, mas os demais também sofrem muito.
Algum outro setor sofre tanto ?
Acho que não. Mesmo quem reabriu, como é o caso do restante do Estado, fora Porto Alegre, que continua com tudo fechado, enfrenta medidas mitigatórias e muita cautela por parte dos consumidores. Estamos prestando consultorias na Serra e percebemos isto. Casas com bufês enfrentam enormes desconfianças.
E o delivery?
Há pelo menos dois anos estamos advertindo para a importância deste modelo de negócio. Quem aderiu forçado, divide o mercado com quem já o domina.
Que ajuda vocês podem fornecer ?
Temos condições de ajudar muito na prevenção e na preparação para o retorno. Formatamos até uma "Cartilha para Quando Voltar". Falem conosco.
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