Pesquisa Futura/Apex dá 46,3% para Lula e 46,1% para Flávio. Flávio avança e alarma o regime.

Em um confronto de segundo turno entre os dois primeiros colocados, Lula tem 46,3% e Flávio Bolsonaro, 46,1%.

O regtime autoritário do consórcio STF+Governo do PT está cada vez mais alarmado com a sucessão de pesquisaas eleitorais que mostram claro avanço de Flávio Bolsonaro sobre Lula.

Hoje foi a vez da pesquisa Futura/Apex que  recolocou Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico nas intenções de voto para a Presidência em 2026.

O cenário de aproximação se repete tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, depois que o presidente recuou e o senador avançou entre junho e julho.

1o turno -  No cenário principal de primeiro turno, montado com oito nomes, Lula aparece com 40,1% das intenções de voto, contra 36,8% de Flávio Bolsonaro. Em relação ao levantamento anterior, o presidente perdeu 1,5 ponto porcentual, já que marcava 41,6% em junho. Flávio, por sua vez, ganhou 2,7 pontos sobre o mês passado, quando registrava 34,1%. Os demais candidatos aparecem mais atrás nesse cenário: Ronaldo Caiado tem 5%, Romeu Zema soma 3,7% e Renan Santos fica com 2,6%.Na sequência vêm Joaquim Barbosa, com 1,4%, Augusto Cury, com 1,1%, e Cabo Daciolo, com 0,7%.




Artigo, especial, Gustavo Victorino - O sonho de um Brasil sem Lula e sem PT

O autor é jornalista, deputado estadual gaúcho mais votado  e candidato a deputado federal pelo RS.

Sei que o título desse artigo entusiasma alguns e irrita outros, mas e se a quase totalidade da população brasileira acordasse para a realidade e visse de forma clara os malefícios patrocinados ao país em nome de uma ideologia decadente, corrupta e que nunca trouxe benefícios ao povo ou funcionou em nenhum lugar do planeta ao longo da história.

Claro que as dificuldades iniciais seriam enormes, afinal a corrupção se espalhou pelo Brasil e tomou conta de instituições poderosas que reagiriam à perda de poder e do dinheiro fácil.

A exploração do trabalhador pela máquina pública proporciona orçamentos astronômicos que são facilmente manipulados em nome do “social” que na verdade é o pretexto para comprar também mentes fracas e uma imprensa adesiva que ainda se vende por qualquer trocado.

Ao longo do tempo Lula jamais permitiu o crescimento de alguma sombra na esquerda, afinal o ego e a capacidade de mentir sempre se sobrepuseram a quem tentou minimamente falar de uma esquerda verdadeiramente social e séria.

Seus sabujos o seguem de forma religiosa a ponto de atacarem até alguma mão que os ampara, e o RS é um exemplo clássico onde recursos e projetos para a recuperação do estado foram fulminados em Brasília por votos de parlamentares gaúchos de esquerda que agora pedem descaradamente o voto de quem prejudicaram.

Mas isso não é fato isolado, afinal o nordeste brasileiro sofre a décadas nas mãos da esquerda que precisa manter as carências da região para garantir seus votos com esmolas sociais.

Partindo do princípio de que o sonho acima virasse realidade, as providências seriam bastante abrangentes, afinal mudar a rota de um transatlântico desgovernado leva tempo e exige paciência.

A começar pela justiça brasileira que precisaria mudar em todos os níveis e suspender as decisões hoje em sua maioria políticas ou nebulosas.

Os programas sociais que tiram o dinheiro do trabalhador e patrocinam a vagabundagem profissional e escolar deveriam passar por séria revisão sem necessariamente ter um fim em si mesmo.

A priorização em obras deveria substituir a inauguração de placas e anúncios panfletários de programas e investimentos que nunca acontecem e ficam como mais uma mentira oficial.

A educação carece de uma revisão de conteúdos e profissionalismo com a entrega das universidades federais a pessoas habilitadas e com direcionamento à capacitação, ao contrário do que acontece hoje onde se formam esmagadoramente militantes sem formação adequada, mas com diploma na mão para a felicidade de um governo que usa isso como propaganda.

Uma necessária revisão no comando militar do país com a ascensão de oficiais de todas as forças comprometidos com o país e o seu futuro, substituindo meros burocratas com a estreita visão nas pensões e aposentadorias.

Nova legislação sindical e com ela uma varredura nos sindicatos de gaveta que extorquem o trabalhador e são protegidos por uma legislação trabalhista arcaica e uma justiça “especializada” que destrói empresas com sentenças absurdas.

São apenas alguns tópicos de uma mudança que colocaria o Brasil no rumo do desenvolvimento e crescimento real, sem mentiras ou dados manipulados que escondem a verdadeira tragédia esquerdista que trava o país por mais de 20 anos.

Mas como diz aquela canção… “sonhar não custa nada…”

Então vamos sonhar Brasil!


Gustavo Victorino

Deputado Estadual RS

Este blog bateu, ontem, o recorde de leitores pasra um só dia.Foram 90 mil, segundo Google Analytics.

O jornalista Políbio Braga recebeu o Prêmio Liberdade em 26 de junho de 2026. A honraria, iniciativa do deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, foi entregue no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) para reconhecer seus 65 anos de carreira e sua defesa da liberdade de expressão.

Este blog bateu novamente seu recorde de leitores para um só dia. Segundo registros do Google Analytics, foram 90.007 visualizações num só dia, ontem.

Este número não tinha sido alcançado em nenhum dos dias deste ano.

Segundas-feiras são dias tradicionalmente de procura alta.

O ambiente político efervescente tem mantido altos índices de procura pelas postagens deste blog, que sistematiza informações relevantes de política e economia, produz opiniões e entrevistas, usando também muitas lives de terceiros, quase sempre omitidas pela mídia jornalística em geral.

Apenas para termos de comparação, o jornal de maior circulação do Estado, Zero Hora, imprime 41 mil exemplares por dia (128 mil leitores), segundo IVC. Nele trabalham centenas de profissionais, ao contrário desteblog, que é serviço de um único profissional.

Artigo, especial, Marcus Gravina - Queda da Papuda, já!

Marcus Gravina é advogado, RS.

Um levante popular contra o absolutismo do rei Luis XVI resultou na Queda da Bastilha. 

Uma fortaleza presídio, símbolo de tirania e opressão da época

 Vergonha é mantermos uma Bastilha, feita presídio em Brasília, conhecida pelo nome de Papuda.

Quando serão libertados pelos tiranos deste século, os presos da Cilada do 8 de janeiro de 2023, que a Lei da Dosemetria, sancionada, já teria libertado muitos brasileiros , se o STF cumprisse a lei.

Será que desta vez está provocando um levante popular para romper os portões da Papuda?

Refkitam agora, por quê será que desarmaram os cidadãos brasileiros?

O consórcio dos Poderes Executivo e STF nos colocaram de   cócoras.

Quando o eterno mensaleiro Valdemar afirma que todos os presidentes de partidos se metem na destinação das emendas parlamentares, ele não absolve a prática, apenas confessa que o vício se tornou o padrão. Porque a política não existe para distribuir dinheiro público para fazer propaganda em ano eleitoral. ...

 O jogo para 2026

 

Artigo, especial Fernando Schüler – Estadão

 

Temer não poderia estar mais correto ao dizer que cumprir a Constituição é a chave para pacificar o País

 

Fernando Schüler é cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper.

 

"Cumprir rigorosamente a Constituição", diz o ex-presidente Temer, é a chave para pacificar o País e seguir em frente. Temer não poderia estar mais correto. Se a Constituição diz que um cidadão comum não tem o chamado "foro privilegiado", um pastor, por exemplo, não deveria ser julgado originariamente pelo Supremo. Mesmo que cometesse o gravíssimo crime de chamar algumas autoridades de "covardes".

Se a Constituição diz que um parlamentar tem imunidade por "quaisquer" palavras e opiniões, nenhum deputado deveria ser processado por fazer uma denúncia de abuso de autoridade na tribuna da Câmara. E, se a Constituição diz que há "liberdade de pensamento", nenhum youtuber deveria ser incriminado por achar isso ou aquilo sobre os próprios limites da liberdade de expressão.

De modo que o ex-presidente tem razão na ótima entrevista que deu ao Estadão esta semana. O detalhe fica por conta de uma pergunta singela: quem não estaria exatamente cumprindo a Constituição? Se o País não souber observar a realidade com alguma frieza e responder a esta pergunta, não acho que iremos muito longe. Pois de que vale ter uma Constituição se perdemos a capacidade de entender - e logo respeitar - o sentido mais simples, claro e objetivo das palavras inscritas na Constituição?

O direito não é feito da vontade pessoal desta ou daquela autoridade. Parte de comandos, conceitos e limites institucionais que não podem ser remodelados livremente segundo as conveniências do momento. Se, por alguma razão, driblamos o sentido do texto, de modo que "censura prévia" deixe de ser censura prévia, que "quaisquer" deixe de ser quaisquer e que "instância devida" deixe de significar instância devida, há muito já deixamos de ser um Estado de direito. No que exatamente nos convertemos, deixo para o entendimento de cada um.

O ex-presidente acerta ao apresentar sua "Estrada para o Futuro". Ele convida intelectuais de referência, alinhados com sua visão, como Marcos Lisboa e Marcos Troyjo, e oferece um caminho possível para o próximo governo. Pode-se concordar ou não com as ideias de Temer e seus convidados. Mas é exatamente esta a função de um ex-presidente. Ele diz que os eleitores estão esperando "projetos para o País", e não "disputa de nomes". Nisso, confesso discordar. É possível que exista uma maioria silenciosa que gostaria de ver reformas estruturais. Exatamente como o próprio Temer fez em seu governo. Uma reforma como a trabalhista, que flexibilizou e melhorou as condições do mercado de trabalho. Ou quem sabe a Lei das Estatais, que moralizou e melhorou a gestão das empresas públicas.

Mas, cá entre nós, a grande massa de eleitores sequer entende do que tratam essas reformas. O próprio ex-presidente saiu do governo, depois de fazer um belo programa de modernização, com uma rejeição bastante alta. A triste realidade é que é a turba militante que dá o tom em nossa democracia digital. E funciona na direção precisamente inversa do que sugere Temer: quer a guerra entre "nomes", e não projetos.

O ex-presidente acerta no diagnóstico sobre as origens da polarização tóxica que tomou forma no País nos anos recentes. A explosão das redes sociais cumpre um papel aí, mas sua origem foi o tipo de retórica inaugurado pelo lulismo com o "nunca antes neste País". A lógica da guerra miúda traduzida no "nós contra eles". Tudo isto que "se ampliou de tal maneira", diz Temer, "que a outra ala resolveu se organizar nos mesmos moldes".

Não penso que exista saída simples para este estado de coisas. As democracias, na era digital, radicalizaram o que Madison chamou de "animadversão". O debate duro que marca a vida republicana. É possível imaginar a emergência de líderes com alguma virtude. Presidentes que não ponham a Constituição na condicional, como vimos em tempos recentes, ou que evitem chamar seus concidadãos de proto-nazistas, como também observamos por estes dias. Mas não há garantia nenhuma quanto a isto. O que se pode exigir é que os agentes de Estado, representando instituições, recusem este jogo. Ajam com imparcialidade e moderação. E é isto, de fato, que não vem acontecendo em nossa democracia

É no debate econômico que Temer oferece sua grande contribuição. E, nisso, ele tem um lado na polarização brasileira. Desde o início dos anos 90, o Brasil sempre teve duas turmas no que diz respeito à economia e ao papel do Estado. Elas não são perfeitamente nítidas, nem estruturadas em dois grandes partidos.

Mas basta uma análise das votações no Congresso, em nosso longo ciclo de reformas, nas últimas três ou quatro décadas, para observar com bastante clareza sua existência. Já na privatização da Usiminas, em 1991, as duas turmas estavam lá. Uma a favor, outra contrária. Foi o mesmo com o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a privatização da telefonia. E, mais recentemente, com a reforma da Previdência, a privatização da Eletrobras, o marco do saneamento e a autonomia do Banco Central.

Com raras exceções, esta é a história da polarização "estrutural" brasileira, que se dá um pouco abaixo da epiderme da gritaria e dos afetos políticos. Essas duas visões estarão novamente frente a frente nas eleições deste ano, independentemente de nossos humores e velhos ressentimentos.

A segunda agenda para o debate de 2026 é institucional. O STF se colocou no centro da vida política brasileira nos anos recentes. E é natural que o debate sobre a sua atuação esteja no centro do debate eleitoral. O próximo presidente deverá indicar três ou quatro novos ministros para a Corte. Isto afetará decisivamente nosso entendimento sobre o que significa "cumprir rigorosamente" a Constituição. E definirá muito do que discutimos sobre segurança jurídica, direitos individuais e liberdade de expressão.

Cada um pode ter a visão que quiser sobre o País, mas é importante, na vida democrática, reconhecer o que está em jogo. De modo que Temer nos dá uma ótima contribuição. Em algum momento, dispor de um programa de reformas ajudou o País a andar para frente. Oxalá nos ajude de novo, neste País um tanto sem rumo no qual nos transformamos.


Análise, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - A complexa eleição ao Senado no RS

Cientista Político da Arko Advice pesquisas.

A pesquisa divulgada hoje (13) pelo instituto Veritá sobre a disputa ao Senado no Rio Grande do Sul mostra um cenário de grande imprevisibilidade faltando cerca de três meses para o pleito. Neste momento, temos cinco pré-candidaturas disputando as duas vagas em disputa: os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo); Sanderson (PL); e Paulo Pimenta (PT); a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL); e o ex-governador Germano Rigotto (MDB). 

Van Hattem, Manuela, Sanderson e Pimenta estão tecnicamente empatados em primeiro turno em função da margem de erro da pesquisa, que é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Rigotto, que aparece um pouco mais atrás nessa pesquisa, pode também estar empatado com Pimenta.  

Intenção de voto consolidada considerando o 1º e 2º voto ao Senado*

Candidatos Intenções de voto (%)

Marcel Van Hattem (Novo) 23,5

Manuela D’Ávila (PSOL) 23

Sanderson (PL) 21,5

Paulo Pimenta (PT) 19,6

Germano Rigotto (MDB) 15,2

Frederico Antunes (PSD) 6,8

Milton Cardoso (PSDB) 3,1

Renato Jaguarão (Cidadania) 0,7

Branco/Nulo 14,5

Não sabe/Não respondeu 72,2

Fonte: Instituto Veritá (7 a 11/07)

*Os percentuais ultrapassam 100%, pois cada eleitor declara dois votos ao Senado

Com cinco pré-candidaturas “emboladas” – Van Hattem, Manuela, Sanderson, Pimenta e Rigotto – e mais o deputado estadual Frederico Antunes (PSD), que também pode crescer, a disputa pelas duas vagas está em aberto.

Além dos principais players terem intenções de voto próximas, merece ser observado o elevado percentual de indecisos (não sabe/não respondeu), que ultrapassa os 70%, indicando a existência de muitos votos ainda por serem disputados.

Outro aspecto a ser observado é que dos pleitos majoritários (presidente, governador e senador), a eleição ao Senado é a última em que o eleitor define seu voto. Como a eleição presidencial costuma dominar a atenção dos eleitores, seguido pela de governador, a decisão do voto para o Senado acaba ocorrendo perto do pleito, gerando os chamados “movimentos de última hora” na opinião pública, o que pode provocar surpresas.  

Além da decisão de voto mais tardia, principalmente por parte do eleitor não engajado, o chamado “voto útil” também pode impactar a eleição. Os eleitores podem, por exemplo, trocar de candidato na reta final da disputa para evitar que uma alternativa que eles rejeitem acabe se elegendo.

Também devemos observar que a eleição ao Senado possui uma circunstância diferente das disputas para presidente e governador. Como o Senado renovará dois terços, os (as) candidatos (as) que obtiveram cerca de 30% dos votos têm boas possibilidades de vitória.

Apesar do cenário em aberto, vale registrar que o espectro da direita (Marcel Van Hattem e Sanderson) somam juntos 45% das preferências. O campo de esquerda (Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta) contabiliza 42,6% das intenções de voto. O centro (Germano Rigotto e Frederico Antunes) somam 22%. Ou seja, por ora, a preferência eleitoral na eleição ao Senado está concentrada nos polos do espectro político.

Na fase pré-campanha é possível observar as estratégias dos principais candidatos ao Senado. Marcel Van Hattem explora a agenda liberal/conservadora, de olho no eleitor de direita. Também aborda em sua narrativa a pauta antipetista e a defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sanderson segue uma estratégia similar, buscando o segundo voto do eleitorado bolsonarista ao Senado, “colando” seus movimentos em Van Hattem. 

Paulo Pimenta apresenta-se como “senador da reconstrução”, buscando explorar a imagem construída quando foi ministro da Reconstrução, durante as enchentes de 2024 no RS. Além disso, explora o vínculo político com o presidente Lula (PT). Manuela D’Ávila também mira o voto de esquerda, mas com foco maior no eleitorado feminino e nos jovens.

Germano Rigotto aposta em uma agenda de moderação. Não por acaso, seu slogan inicial é “segue o teu coração”, o mesmo da vitoriosa campanha de 2002 ao Palácio Piratini. O objetivo de Rigotto é o segundo voto, visto que o primeiro voto tende a ser mais ideológico. Frederico Antunes, por sua vez, explora sua atuação como líder do governo Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa, também tendo foco uma agenda mais propositiva e menos ideológica.