Consumidor volta a priorizar as compras presenciais no Dia dos Pais

Pesquisa da CDL POA aponta queda das compras pela internet e mostra que consumidores concentram investimentos em presentes entre R$ 101 e R$ 500

 

Com a aproximação do Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto, os consumidores de Porto Alegre demonstram uma retomada das compras presenciais. Pesquisa da CDL Porto Alegre revela que a intenção de comprar o presente principal pela internet caiu de 30,8% em 2025 para 23,2% neste ano. Em contrapartida, cresceram as compras em lojas físicas, que somam 67,6% da preferência dos consumidores, considerando shopping centers (45,4%) e lojas de rua (22,2%).

 

O levantamento também indica uma migração para faixas de maior investimento. De 2025 para 2026 houve uma queda de 12,9 pontos percentuais para investimentos entre R$ 51 e R$ 100. Já para a faixa de R$ 101 a R$ 200, houve um aumento de 5,3 pontos percentuais, subindo de 38,1% para 43,4%. Para compras entre R$ 201 e R$ 500, o crescimento foi ainda maior, saindo de 14,6% em 2025, para 31,5%, neste ano.

 

Entre os presentes mais procurados, roupas seguem na liderança, com 39,1% das intenções de compra. Na sequência, aparecem perfumaria, itens para barba e cosméticos (11,3%), calçados (7%), bebidas alcoólicas (6%) e acessórios (5%).

 

A pesquisa mostra, ainda, que o Dia dos Pais vem sendo celebrado de forma cada vez mais ampla. Embora os pais permaneçam como os principais homenageados (68,5%), os consumidores também pretendem presentear esposos (29,1%), avôs (7,3%), sogros (6,3%), filhos (5,3%), além de padrastos, mães, irmãos e outras pessoas que exercem esse papel em suas vidas. Essa diversidade também aparece na quantidade de homenageados: 67,5% pretendem comprar presente para apenas uma pessoa, enquanto 26,2% irão presentear duas, e 6,3%, três ou mais.

 

Para o presidente da CDL POA, Carlos Klein, o aumento das intenções de compras presenciais é positiva para o varejo da Capital. "As datas comemorativas têm um papel importante para o comércio local. Ver o consumidor voltando às lojas demonstra que o atendimento, a variedade e a experiência de compra continuam sendo diferenciais importantes para os pequenos e médios varejistas."

 

O levantamento foi realizado pela CDL Porto Alegre entre 8 e 26 de junho de 2026, com 302 consumidores de Porto Alegre que pretendem comprar presentes para o Dia dos Pais. A pesquisa possui 95% de nível de confiança e margem de erro de 5 pontos percentuais.

CLIQUE AQUI para examinar a pesquisa completa.

 

 

 

Por que empresários bem-intencionados acabam respondendo a processos criminais .

Muitos empresários acreditam que processos criminais são consequência de fraudes deliberadas. Na prática, diversas investigações começam com decisões tomadas de boa-fé, mas sem a percepção adequada dos riscos envolvidos.

Quem atua na defesa de empresários e empresas em investigações e processos criminais aprende rapidamente uma lição: grande parte dos clientes que chegam ao escritório não se vê como autora de uma irregularidade. Ao contrário. São gestores que construíram negócios legítimos, geraram empregos, expandiram operações e sempre acreditaram estar agindo corretamente.

Poucos imaginam que um pagamento autorizado por confiança, um contrato assinado sem maior atenção, uma obrigação tributária integralmente delegada ou uma decisão financeira tomada sob pressão possam, anos depois, ser revisitados por autoridades de investigação.

Mas é justamente assim que muitas delas começam.

Ao longo dos anos, percebi que empresários investigados costumam compartilhar uma característica em comum: jamais cogitaram que determinadas escolhas de gestão pudessem ser examinadas sob uma perspectiva criminal.

Isso ocorre porque o ambiente empresarial contemporâneo se tornou mais regulado, mais fiscalizado e muito menos tolerante à informalidade.

Hoje, não basta que a atividade empresarial seja lícita. Espera-se que ela seja conduzida com mecanismos mínimos de supervisão, documentação e controle.

E é exatamente nesse ponto que muitos empresários bem-intencionados se tornam vulneráveis.

Crescimento acelerado costuma ampliar fragilidades invisíveis

Empresas em expansão frequentemente crescem mais rápido do que sua capacidade de organização.

Novos contratos são celebrados, operações se tornam mais complexas, fornecedores aumentam, departamentos surgem e decisões passam a ser tomadas em ritmo cada vez mais intenso. Em meio a esse cenário, procedimentos internos deixam de ser formalizados, registros tornam-se precários e controles passam a depender exclusivamente da confiança depositada em determinadas pessoas.

Na experiência de quem acompanha investigações empresariais há muitos anos, raramente os maiores problemas surgem de grandes esquemas previamente estruturados. Com frequência, eles decorrem da ausência de processos capazes de demonstrar que a administração atuou com o cuidado esperado.

Durante períodos de prosperidade, essa dinâmica costuma ser percebida como sinal de eficiência. Em uma investigação, porém, ela pode revelar exatamente o oposto.

A informalidade ainda é tratada como uma virtude empresarial

O ambiente empresarial brasileiro convive historicamente com práticas informais.

Decisões relevantes tomadas em conversas telefônicas, pagamentos realizados sem documentação adequada, utilização indistinta de recursos pessoais e empresariais e ausência de registros internos ainda fazem parte da rotina de inúmeras empresas.

Enquanto tudo funciona, esses comportamentos parecem apenas facilitar a operação.

Quando surge uma investigação, entretanto, a informalidade deixa de ser conveniência e passa a ser interpretada como deficiência de controle.

E, no contexto atual, ausência de controle pode significar aumento da exposição jurídica.

Confiar não dispensa supervisionar

Talvez um dos equívocos mais recorrentes seja acreditar que confiança pessoal elimina a necessidade de acompanhamento.

Empresários naturalmente precisam delegar. Nenhuma empresa cresce sem distribuição de funções. O problema surge quando a delegação é acompanhada de completo afastamento do processo decisório.

As autoridades não procuram apenas identificar quem executou determinada conduta. Procuram compreender quem possuía condições de saber o que acontecia, quem recebia informações relevantes e quem tinha o dever de impedir que uma irregularidade ocorresse.

A pergunta deixou de ser apenas quem fez?

Em muitos casos, passou a ser: quem poderia ter evitado?

O debate já não se concentra apenas na intenção

Durante muito tempo, empresários associaram responsabilidade criminal à existência de uma vontade deliberada de praticar um ilícito.

Hoje, muitas discussões caminham em outra direção.

Questiona-se se havia controles mínimos, se alertas internos foram ignorados, se procedimentos foram implementados e se a administração criou um ambiente minimamente capaz de prevenir problemas.

Boa-fé continua sendo importante.

Mas, em determinadas circunstâncias, ela já não basta.

Investigações analisam fatos, mas também comportamentos

Há um aspecto pouco percebido fora do meio jurídico: investigações empresariais não examinam apenas documentos, operações financeiras ou contratos.

Elas também analisam comportamentos.

Como a empresa reagiu diante de um alerta? Houve providências corretivas? Existiam mecanismos de supervisão? Sinais de irregularidade foram ignorados?

A forma como essas perguntas são respondidas influencia diretamente a percepção das autoridades sobre o caso.

Ao longo da minha atuação profissional, percebi que os empresários mais preparados não são necessariamente aqueles que nunca enfrentam problemas. São aqueles que conseguem identificá-los cedo, tratá-los com transparência e reagir de maneira organizada quando surgem.

No ambiente empresarial atual, risco jurídico não decorre apenas de decisões ilícitas. Muitas vezes, ele nasce da falsa sensação de que determinados cuidados podem ser adiados.

Empresas mais preparadas compreenderam que governança não é obstáculo ao crescimento. Ao contrário, é uma das condições para que ele seja sustentável.

Porque, hoje, crescer sem avaliar riscos jurídicos já não é apenas imprudência. É uma decisão empresarial incompleta.


Sanderson aciona PGR contra Lula

O deputado federal Sanderson (PL-RS) encaminhou, neste sábado (1º), representação ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, solicitando a apuração de possível prática de propaganda eleitoral antecipada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante convenção partidária realizada em Salvador (BA). Na representação, Sanderson sustenta que Lula realizou pedidos explícitos de voto em favor de sua candidatura à reeleição e de candidatos aliados em momento anterior ao início oficial da propaganda eleitoral, previsto pela legislação para o dia 16 de agosto.

O parlamentar destaca que, segundo amplamente divulgado pela imprensa, o presidente afirmou durante o evento frases como "vote em mim", "me elejam pela quarta vez" e "dê um votinho para mim", manifestações que, em sua avaliação, extrapolam os limites permitidos para a pré-campanha estabelecidos pela Lei nº 9.504/1997.

No documento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, Sanderson argumenta que o artigo 36 da Lei das Eleições permite a propaganda eleitoral apenas após o início oficial da campanha, enquanto o artigo 36-A autoriza determinados atos de pré-campanha, mas mantém a vedação ao pedido explícito de voto antes do período legal.

Para Sanderson, "o cumprimento das regras eleitorais deve ser exigido de todos os candidatos, independent

Mendonça acha que há acobertamento de Lulinha e aperta o cerco sobre a Polícia Federal

Esta semana a Polícia Federal tentour retirar parte da investigação do inquérito do INSS das mãos de Mendonça, tudo ao pedir que o STF distribuisse o caso do inquérito sobre Lulinha. Acontece que na distribuição, foi sorteado o próprio Mendonça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, recorreu ao governo, no caso à AGU, para contestar duas decisões do relator do inquérito do INSS, André Mendonça. No mês passado, o ministro ordenou que a PF entregue-lhe todo o conteúdo do inquérito e, além disto, ordenou que a PF nãoretire nenhum delegado que esteja a seu serviço.

A ação da PF é inédita e estagelece uma crise de caráter institucional, já que a PF quer se negar a cumprir ordem judicial e cria obstáculos para que a investigação flua.O ministro acha que a PF faz corpo mole, com ênfase na demora em enquadrar o filho do presidente, Lulinha, retém material de investigação e precisa ser enquadrada. Mendonça poderá destituir Rodrigues e até prendê-lo.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.



Opinião, Jerônimo Goergen - O impasse no caso da CMPC revela o fracasso do atual modelo Estado

O fracasso da tentativa de construir um acordo para viabilizar o Projeto Natureza, da CMPC, é uma notícia extremamente ruim para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.

É um investimento inédito de R$ 27 bilhões.

É importante registrar que a responsabilidade por esse cenário não pode ser atribuída ao Governo do Estado. Ao contrário, o governo gaúcho tem feito sua parte, trabalhando para atrair investimentos, promover o desenvolvimento e criar um ambiente favorável aos negócios.

O verdadeiro problema está na estrutura do Estado brasileiro. Uma máquina burocrática excessivamente poderosa, fragmentada e muitas vezes incapaz de harmonizar o interesse público com a necessidade de desenvolvimento. O chamado “estamento burocrático” acaba, frequentemente, impondo obstáculos que geram insegurança jurídica, atrasam decisões e afastam investimentos.

O resultado é conhecido: empreendimentos bilionários, que poderiam gerar milhares de empregos, renda e arrecadação, acabam migrando para estados ou países onde há mais previsibilidade, equilíbrio institucional e capacidade de decisão.

Defender o meio ambiente e cumprir rigorosamente a legislação é indispensável. Mas isso não pode significar transformar o processo em um labirinto sem fim, onde ninguém consegue decidir e todos perdem.

O Rio Grande do Sul não pode continuar sendo penalizado por um modelo de Estado que, em vez de facilitar soluções, cria impasses. Se queremos voltar a crescer, precisamos enfrentar esse problema de frente: menos burocracia paralisante, mais segurança jurídica e instituições comprometidas também com o desenvolvimento econômico e social.

Jerônimo Goergen é advogado.

Lula ataca advogados criminalistas

 O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, saiu de cima do muro, ontem, ao cobrar uma retratação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela declaração de que advogado criminalista “defende bandido”.

Depois de brigar com o Paraguai, com a Argentina e com os EUA, Lula atacou os advogados durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., divulgada na quinta-feira. Questionado sobre a escolha de sua defesa quando foi preso, em 2018, o presidente disse que não havia contratado um especialista na área porque “criminalista defende bandido”

Em nota, Beto Simonetti afirmou que a advocacia criminal atua na defesa de direitos assegurados pela Constituição e pediu que o presidente respeite a função exercida por esses profissionais:

- A advocacia criminalista não defende o crime, defende a Constituição, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Esperamos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma retratação, bem como o devido respeito à advocacia criminal, cuja função é essencial à administração da Justiça e à preservação do Estado Democrático de Direito, conforme o próprio presidente da República já reconheceu e enalteceu em diversas oportunidades.